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Dicas para o uso do cianoacrilato na hemorragia digestiva varicosa

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O uso do adesivo tissular, n-butil-2-cianoacrilato, foi descrito pela primeira vez em 1986 para tratamento de varizes gástricas, pelo Prof. Nib Sohendra. O cianoacrilato não depende dos fatores de coagulação por se tratar de um polímero que solidifica em segundos quando em contato com umidade, sangue ou fluídos tissulares, permitindo a interrupção do sangramento em 100% dos casos.

Nesse video, resumimos o passo a passo, as indicações clínicas e os principais cuidados com o uso do cianoacrilato. Bons estudos!

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Médico Supervisor do Serviço de Endoscopia do HCFMUSP
Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo
Presidente da Comissão de Avaliação e Credenciamento dos Centros de Treinamento da SOBED (gestão 2021-2022)
Membro do Corpo Clínico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

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Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina UNISA


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3 Comentários

Ivan R B Orso
Ivan R B Orso 04/04/2023 - 12:22 am

Dr Edson e Julio parabéns pelo vídeo, muito didático! Tenho uma dúvida.
Já vi vários endoscopistas realizarem radiografia de tórax de rotina no pós procedimento para avaliar a presença de embolia pulmonar (visualização do lipiodol no RX).
Existe algum benefício neste rastreamento com radiografia ou devemos investigar apenas os pacientes sintomáticos usando a tomografia?

Edson Ide
Edson Ide 11/04/2023 - 5:05 pm

Oi Ivan, muito obrigado!!!
Excelente pergunta!
Ivan, não existe uma recomendação formal de avaliação por exame de imagem após a realização da obliteração das varizes gástricas utilizando a solução de cianoacrilato com lipiodol em pacientes assintomáticos. As recomendações se baseiam nos cuidados técnicos da utilização da aplicação do cianoacrilato conforme citado por Stefan Seewald e cols. A incidência de pacientes assintomáticos pode chegar a 50 % quando utilizado a técnica convencional (sem molas), conforme o trabalho realizado no Hospital das Clínicas da FMUSP pelo Dalton Chaves e Maira Lôbo, que realizaram exame de tomografia em todos pacientes. Apesar de não terem obtido diferença estatisticamente significativa a incidência de embolização do polímero foi menor no grupo que utilizou a molas previamente a injeção (25%). Na nossa rotina no HC-FMUSP não temos recomendado a realização de exames de imagem em pacientes assintomáticos.
Espero ter esclarecido. Um grande abraço.

Felipe Paludo Salles
Felipe Paludo Salles 14/03/2023 - 11:12 am

Edson e Julio……parabéns pelo vídeo. Fantástico!

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