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	<title>Ivan R B Orso, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Ivan R B Orso, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Será que UNDERWATER pode ser o futuro das ressecções de lesões de cólon?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[EMR]]></category>
		<category><![CDATA[mucosectomia]]></category>
		<category><![CDATA[PÓLIPOS]]></category>
		<category><![CDATA[UEMR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O padrão atual para remoção de pólipos médios (10–20 mm) é Mucosectomia Convencional (EMR),&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O padrão atual para remoção de pólipos médios (10–20 mm) é Mucosectomia Convencional (EMR), que depende da injeção de solução salina para elevar a lesão. Porém, esse padrão-ouro tem uma falha importante: frequentemente não remove os tumores em bloco, levando a ressecções fragmentadas e taxas de recorrência entre 15% e 23,5%.</p>



<p>O segredo está na física. Ao injetar fluido sob o pólipo, criamos tensão na mucosa, o que dificulta ao endoscopista capturar profundamente a lesão com a alça. Recentemente, uma técnica vem revolucionando o campo: a Ressecção Endoscópica da Mucosa Subaquática, também conhecida como Mucosectomia Underwater (UEMR). Esta técnica elimina a injeção e preenche o cólon com água, permitindo que a flutuabilidade natural faça o trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Não é necessário injetar para alcançar profundidade</strong></h2>



<p>O achado mais surpreendente dos estudos clínicos recentes é que não é preciso um “colchão” salino para cortar com segurança e profundidade.</p>



<p>Em um estudo clínico randomizado, a UEMR atingiu profundidade média de 1.688,9 μm, numericamente maior que os 1.432,3 μm obtidos pelo método com injeção. Embora o resultado tenha mostrado apenas <em>não inferioridade estatística</em> (P=0,18), ele desmonta o mito de que a injeção é essencial para segurança.</p>



<p>O segredo é um fenômeno chamado redução gravitacional. Ao encher o cólon com água em vez de ar, a flutuabilidade faz a lesão “boiar” para longe da muscular própria, permitindo que a alça capture tecido submucoso adequado sem risco de envolvimento muscular ou perfuração.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21094"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="461" height="421" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-ECOENDOSCOPIA.jpg?v=1773164600" alt="Mucosectomia underwater evidenciando flutuação da mucosa e submucosa" class="wp-image-21094" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-ECOENDOSCOPIA.jpg?v=1773164600 461w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-ECOENDOSCOPIA-300x274.jpg?v=1773164600 300w" sizes="(max-width: 461px) 100vw, 461px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 1: Ecoendoscopia evidenciado a mucosa e submucosa ‘flutuando” enquanto a camada muscular se mantém estável. Na UEMR, as lesões flutuam na água por redução gravitacional, permitindo ressecção segura sem envolver a camada muscular.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>UEMR e o cólon direito</strong></h2>



<p>O cólon direito, especialmente o ceco e o cólon ascendente são áreas de desafio para o endoscopista: paredes finas, curvas difíceis e maior dificuldade técnica. Mesmo assim, na UEMR, os resultados foram superiores: 1.822,4 μm de profundidade contra 1.096,5 μm com EMR (P=0,01).</p>



<p>A UEMR se destaca no cólon direito porque:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>as paredes finas tornam perigoso uma ressecção profunda com injeção,</li>



<li>a água evita a tensão excessiva da insuflação com ar,</li>



<li>há melhor manobrabilidade em ângulos difíceis.</li>
</ul>



<p>Com água, a pressão intraluminal diminui e a parede não fica esticada, permitindo que o tumor protrua mais naturalmente e seja capturado com segurança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Tratando pólipos planos</strong></h2>



<p>Pólipos superficiais (“flat”) são desafiadores porque costumam estar presos por fibrose submucosa, que impede a elevação com a injeção. A UEMR resolve isso: a flutuabilidade transforma a lesão plana em uma lesão polipoide, permitindo profundidades significativamente maiores (1.238,7 μm vs. 731,6 μm; P&lt;0,01).</p>



<p>Debaixo d’água, a força de flutuação supera a fibrose e libera a base da lesão, facilitando a captura pela alça.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21095"><img decoding="async" width="1024" height="301" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-1024x301.jpg?v=1773164764" alt="Mucosectomia underwater para lesão plana do cólon sem injeção submucosa" class="wp-image-21095" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-1024x301.jpg?v=1773164764 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-300x88.jpg?v=1773164764 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-768x226.jpg?v=1773164764 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-1170x344.jpg?v=1773164764 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-585x172.jpg?v=1773164764 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater.jpg?v=1773164764 1441w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 2. Mucosectomia underwater. Lesão plana de reto. Infusão de água seguida de captura da lesão com alça, sem injeção.</figcaption></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>O grande equalizador dos endoscopistas</strong></h2>



<p>A descoberta mais impactante: a UEMR reduz a dependência da experiência do operador.</p>



<p>Endoscopistas com &lt;10 anos de prática obtiveram profundidades maiores com UEMR (1.786,6 μm) do que com EMR (1.192,4 μm). Isso ocorre porque a injeção aumenta a tensão mucosa, tornando o alvo mais difícil. Já na UEMR, a lesão flutua, tornando o procedimento mais intuitivo e uniforme entre diferentes níveis de habilidade.</p>



<p>E tudo isso sem aumentar o tempo de procedimento (7,2 min vs. 6,5 min; P=0,34).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão: será que estamos em frente à um novo padrão-ouro?</strong></h2>



<p>Os dados mostram que a UEMR é:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>não inferior em profundidade total,</li>



<li>superior no cólon direito,</li>



<li>superior para lesões planas,</li>



<li>mais estável para operadores menos experientes.</li>
</ul>



<p>Enquanto aguardamos estudos internacionais maiores, o que já está claro é que estamos entrando em uma nova era no tratamento endoscópico das lesões do cólon, onde a ferramenta mais importante pode não ser uma agulha, mas sim os princípios básicos da física dos fluidos.</p>



<p>Veja mais sobre o tema:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mucosectomia-por-imersao-underwater-com-auxilio-de-cap-um-alternativa-para-casos-dificeis/">Mucosectomia underwater com auxílio de cap</a></li>



<li><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/video/resseccao-de-lst-extensa-de-colon-ascendente-pela-tecnica-underwater-uemr/">Ressecção de lesão extensa de cólon direito por UEMR</a></li>



<li><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/video/2694/">Mucosectomia underwater de lesão de reto</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Tamaru Y, Miyakawa A, Shimura H, et al. Resection depth of underwater versus conventional endoscopic mucosal resection for intermediate-sized tumors.&nbsp;<em>Am J Gastroenterol&nbsp;</em>2026 Jan 9.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Orso IRB. Será que UNDERWATER pode ser o futuro das ressecções de lesões de cólon? Endoscopia Terapêutica 2026 Vol I. Disponível em:&nbsp;<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21093" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/sera-que-underwater-pode-ser-o-futuro-das-resseccoes-de-lesoes-de-colon/</a></p>



<p></p>
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		<title>Doença Digestiva Relacionada ao IgG4: do diagnóstico ao tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[IGG4]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doença digestiva relacionada ao IgG4 (DR-IgG4) é uma condição fibroinflamatória sistêmica, crônica e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A doença digestiva relacionada ao IgG4 (DR-IgG4) é uma condição fibroinflamatória sistêmica, crônica e imunomediada, que pode afetar virtualmente qualquer órgão. Sua capacidade de mimetizar malignidades, especialmente no pâncreas e nas vias biliares, representa um desafio diagnóstico significativo na prática clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Diagnóstico</strong></h2>



<p>O diagnóstico da DR-IgG4 não depende de um único teste definitivo. Pelo contrário, exige uma abordagem abrangente e criteriosa que integra achados clínicos, sorológicos, de imagem e histológicos, além da avaliação da resposta à terapia com glicocorticoides (<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/colangite-por-igg4-como-diagnostico-diferencial-do-colangiocarcinoma-hilar/">Para ver um exemplo clínico detalhado de diagnóstico diferencial de <strong>colangite por IgG4 versus colangiocarcinoma hilar</strong>, leia este relato de caso</a>). Esta abordagem multifacetada é crucial para evitar diagnósticos equivocados, sendo o mais grave a confusão com adenocarcinoma de pâncreas ou colangiocarcinoma, o que pode levar a tratamentos inadequados e potencialmente danosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Biomarcadores Séricos</strong></h2>



<p>A análise de marcadores séricos é um dos primeiros passos na investigação, mas seus resultados devem ser interpretados com cautela.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Níveis Séricos de IgG4</strong><strong>:</strong>&nbsp;Embora a dosagem de IgG4 seja um exame fundamental na suspeita da doença, ela, isoladamente, carece de sensibilidade e especificidade. Muitos pacientes com a doença podem ter níveis normais, enquanto outras condições inflamatórias podem apresentar elevações. Contudo, níveis muito elevados — especificamente acima de quatro vezes o limite superior da normalidade — aumentam consideravelmente o valor diagnóstico e a especificidade do teste.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Antígeno CA19-9</strong><strong>:</strong>&nbsp;Este marcador tumoral é frequentemente utilizado na investigação de malignidades pancreatobiliares. No contexto da DR-IgG4, sua precisão é limitada, especialmente na presença de colangite obstrutiva, que pode causar elevações acentuadas. Apesar disso, por ser um teste barato e de fácil execução, pode ser usado para &nbsp;diagnóstico diferencial com o adenocarcinoma de pâncreas, mas nunca como um marcador isolado para confirmar ou excluir malignidade.</p>



<p>Portanto, a abordagem sorológica é mais útil para levantar suspeitas e compor o quadro diagnóstico do que para confirmar ou excluir a doença de forma isolada, reforçando a necessidade de correlação com imagem e histologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Achados Clássicos de Imagem e Histologia</strong></h2>



<p>A Pancreatite Autoimune (PAI) tipo 1 é a manifestação pancreática da DR-IgG4 e possui características de imagem e histológicas bem definidas que são pilares para o diagnóstico.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Critérios de Imagem (TC/RM):</strong>&nbsp;A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) revelam achados clássicos que levantam a suspeita de PAI:</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;Aumento difuso ou focal do pâncreas, com perda do padrão lobulado, conferindo um&nbsp;<strong>aspecto de &#8220;salsicha&#8221;</strong>.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;Presença de um&nbsp;<strong>halo peripancreático</strong>&nbsp;de baixo sinal em T1 na RM, representando edema e fibrose.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;Estreitamento do ducto pancreático principal, caracteristicamente&nbsp;<strong>sem dilatação significativa a montante</strong>&nbsp;— um achado chave que o diferencia de obstruções malignas, que tipicamente causam dilatação ductal acentuada.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Achados Histológicos Fundamentais</strong><strong>:</strong>&nbsp;A confirmação histológica é frequentemente necessária, e a PAI tipo 1 é definida por quatro características chave:</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;Infiltrado&nbsp;<strong>linfoplasmocitário denso</strong>, frequentemente acompanhado por eosinófilos.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;<strong>Fibrose estoriforme</strong>, com um padrão clássico em &#8220;roda de carroça&#8221;.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;<strong>Flebilite obliterante</strong>, que é a inflamação e oclusão de vênulas.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;Aumento expressivo de&nbsp;<strong>plasmócitos IgG4 positivos</strong>. A contagem deve ser superior a 50 células por campo de grande aumento (HPF) em espécimes cirúrgicos e &gt;10 células/HPF em amostras de biópsia (média de contagens em três focos de maior densidade [400x]), com uma razão IgG4/IgG superior a 40%.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>O Papel da Endoscopia</strong></h2>



<p>Para o gastroenterologista, a endoscopia, particularmente a ecoendoscopia (EUS), desempenha um papel indispensável. A EUS permite uma avaliação detalhada do parênquima pancreático, identificando achados sugestivos como o aumento hipoecoico difuso. Sua função mais crítica, no entanto, é a aquisição de tecido por punção ecoguiada, que é essencial para obter o diagnóstico histológico e, principalmente, para diferenciar a PAI de um carcinoma pancreático.</p>



<p>Nos pacientes ictéricos a CPRE também pode ser útil tratando as estenoses com a colocação de próteses biliares e identificando os padrões suspeitos da colangiopatia.</p>



<p>A complexidade do diagnóstico é um reflexo direto da natureza sistêmica e multifacetada desta doença.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20996"><img decoding="async" width="562" height="281" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/tratamento-de-estenoses.png" alt="" class="wp-image-20996" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/tratamento-de-estenoses.png 562w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/tratamento-de-estenoses-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Tratamento das estenoses e paliação da icterícia por CPRE com passagem de prótese biliares.<br>Fonte da imagem: Mendoça EQ. Colangite por IgG4 como diagnóstico diferencial do colangiocarcinoma hilar. Endoscopia Terapeutica 2023, Vol 1. Disponível em:&nbsp;https://endoscopiaterapeutica.net/pt/colangite-por-igg4-como-diagnostico-diferencial-do-colangiocarcinoma-hilar/</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Manifestações Clínicas</strong></h2>



<p>É fundamental reconhecer a DR-IgG4 como uma doença sistêmica. Embora o pâncreas e as vias biliares sejam os sítios mais comuns de manifestação digestiva, o envolvimento de outros órgãos é frequente e deve ser ativamente investigado em todos os pacientes com suspeita diagnóstica, pois isso reforça o diagnóstico e impacta o manejo terapêutico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br><strong>Pâncreas (Pancreatite Autoimune Tipo 1)</strong></h3>



<p>O prognóstico e os desfechos a longo prazo da PAI tipo 1 são marcados por uma excelente resposta inicial ao tratamento e a cronicidade da condição.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Resposta ao Tratamento:</strong>&nbsp;A PAI tipo 1 tipicamente apresenta uma resposta excelente e rápida à terapia inicial com glicocorticoides.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Taxa de Recidiva:</strong>&nbsp;Apesar da boa resposta inicial, as taxas de recidiva da doença são altas, variando de&nbsp;<strong>7% a 55%</strong>&nbsp;nos estudos europeus, o que frequentemente exige terapia de manutenção.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Sequelas a Longo Prazo:</strong>&nbsp;Com o tempo, é comum o desenvolvimento de&nbsp;<strong>insuficiência pancreática exócrina e endócrina</strong>, o que demanda um acompanhamento vitalício para manejo nutricional e controle glicêmico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br><strong>Fígado e Vias Biliares (Colangite Relacionada ao IgG4)</strong></h3>



<p>A Colangiopatia Relacionada ao IgG4 (IRC) é a manifestação hepatobiliar mais comum da doença, frequentemente associada à PAI tipo 1, mas podendo ocorrer de forma isolada.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Apresentação Clínica:</strong>&nbsp;Os pacientes geralmente se apresentam com icterícia (tipicamente indolor), prurido e desconforto abdominal.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Perfil Bioquímico:</strong>&nbsp;O padrão laboratorial é colestático, com elevação de fosfatase alcalina, gama-GT e bilirrubinas. É importante notar que o&nbsp;<strong>CA 19-9 pode estar acentuadamente elevado</strong>. Essa elevação, combinada com estenoses biliares na imagem, é um dos principais fatores que mimetizam o colangiocarcinoma, tornando a diferenciação histológica imperativa.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Achados Colangiográficos:</strong>&nbsp;A classificação de Nakazawa, baseada em achados de colangiografia, descreve quatro padrões de estenoses biliares. O&nbsp;<strong>Tipo 1 (estenose do colédoco distal)</strong>&nbsp;é o mais comum, ocorrendo em 64% dos casos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21000"><img loading="lazy" decoding="async" width="676" height="495" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/Classificacao-colangiografica-de-Nakazawa.png" alt="" class="wp-image-21000" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/Classificacao-colangiografica-de-Nakazawa.png 676w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/Classificacao-colangiografica-de-Nakazawa-300x220.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/01/Classificacao-colangiografica-de-Nakazawa-585x428.png 585w" sizes="(max-width: 676px) 100vw, 676px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><br>Classificação colangiografica de Nakazawa e a sua frequência.<br>Fonte da imagem: Classification and characteristics of IgG4-associated cholangitis and how to differentiate it from hepatobiliary malignancies — mimicry in hepatobiliary endoscopy. Endoscopy-campus.com.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading"><br><strong>Envolvimento Sistêmico</strong></h3>



<p>A DR-IgG4 é, por definição, uma condição sistêmica, com o envolvimento de múltiplos órgãos ocorrendo em até&nbsp;<strong>75% dos pacientes</strong>. A investigação de outras manifestações é mandatória. Além do trato pancreato-hepatobiliar, os órgãos mais frequentemente acometidos incluem:</p>



<p>•&nbsp;<strong>Glândulas salivares e lacrimais</strong>&nbsp;(Doença de Mikulicz)</p>



<p>•&nbsp;<strong>Retroperitônio</strong>&nbsp;(Fibrose retroperitoneal)</p>



<p>•&nbsp;<strong>Rins</strong>&nbsp;(Nefrite túbulo-intersticial)</p>



<p>•&nbsp;<strong>Pulmões</strong></p>



<p>•&nbsp;<strong>Aorta</strong>&nbsp;(Aortite)</p>



<p>Esta ampla gama de apresentações clínicas converge para o principal desafio diagnóstico: a distinção entre esta doença inflamatória e o câncer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>O Dilema Diagnóstico: DR-IgG4 vs. Câncer</strong></h2>



<p>A diferenciação entre DR-IgG4 e malignidades — como o câncer de pâncreas, o colangiocarcinoma ou o linfoma — é um dos maiores e mais críticos desafios na gastroenterologia. Um diagnóstico preciso é de importância estratégica fundamental: ele evita cirurgias de grande porte desnecessárias em pacientes com uma doença benigna e tratável e, inversamente, previne o atraso no início de um tratamento oncológico em pacientes com câncer.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Clínica e Laboratório:</strong>&nbsp;Os sintomas são frequentemente sobreponíveis. Perda de peso, icterícia e dor abdominal são comuns a ambas as condições. Não existe um exame de sangue específico que possa, de forma isolada, diferenciar confiavelmente as duas doenças.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Radiologia:</strong>&nbsp;Embora alguns achados combinados em TC e RM possam auxiliar, a diferenciação radiológica de uma massa focal de PAI de um adenocarcinoma pancreático permanece extremamente desafiadora.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Histologia em Biópsias:</strong>&nbsp;Em amostras pequenas obtidas por biópsia, a diferenciação é particularmente difícil. O&nbsp;<strong>risco de erro amostral</strong>&nbsp;é significativo, e a presença de inflamação inespecífica com células IgG4 positivas pode ocorrer tanto na DR-IgG4 quanto em tecidos peritumorais de malignidades.</p>



<p>Na prática clínica, diante da impossibilidade de excluir malignidade com segurança, um pequeno número de ressecções pancreáticas por suspeita de câncer acaba sendo inevitável.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Tratamento Sistêmico</strong></h2>



<p>Os objetivos do tratamento da DR-IgG4 são claros: suprimir a atividade inflamatória, retardar a progressão da fibrose e prevenir complicações e a falência de órgãos a longo prazo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br><strong>Terapia de Indução de Remissão</strong></h3>



<p>&nbsp;<strong>Indicações:</strong>&nbsp;A decisão de iniciar o tratamento deve ponderar a presença de sintomas e o risco de dano orgânico irreversível. A terapia é indicada para pacientes sintomáticos (com dor, icterícia obstrutiva) e para assintomáticos que apresentam risco de desenvolver falência orgânica devido ao processo fibroinflamatório.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Droga de Escolha:</strong>&nbsp;Os&nbsp;<strong>glicocorticoides</strong>&nbsp;são a pedra angular da terapia de indução.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Esquema Posológico:</strong>&nbsp;O tratamento deve ser iniciado com prednisona oral em uma dose baseada no peso, de&nbsp;<strong>0,6-0,8 mg/kg/dia</strong>&nbsp;(tipicamente 30-40 mg/dia), mantida por um mês para induzir a remissão.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Avaliação da Resposta:</strong>&nbsp;A resposta ao tratamento deve ser reavaliada em 2 a 4 semanas, utilizando marcadores clínicos (melhora dos sintomas), bioquímicos (queda de bilirrubinas e enzimas hepáticas) e morfológicos (melhora nos exames de imagem).</p>



<p>•&nbsp;<strong>Desmame:</strong>&nbsp;Após a indução, a dose de corticoide deve ser reduzida gradualmente ao longo de 3 a 6 meses.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br><strong>Manejo da Recidiva e Terapia de Manutenção</strong></h3>



<p>A alta taxa de recidiva exige uma estratégia clara para o manejo a longo prazo, especialmente em pacientes que apresentam retorno da atividade da doença durante ou após o desmame dos corticoides.</p>



<p>•&nbsp;<strong>Quando Considerar:</strong>&nbsp;A terapia de manutenção ou de segunda linha deve ser considerada se não houver melhora, se a doença recidivar durante os primeiros 3 meses de tratamento, ou em pacientes com alto risco de recidiva (ex: doença multiorgânica).</p>



<p>•&nbsp;<strong>Opções de Segunda Linha:</strong>&nbsp;Vários agentes imunossupressores podem ser utilizados como poupadores de corticoides ou para tratar recidivas:</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;<strong>Rituximabe:</strong>&nbsp;Este anticorpo monoclonal anti-CD20 deve ser considerado em pacientes resistentes ou intolerantes aos glicocorticoides, ou naqueles que falharam com outros imunossupressores.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;◦&nbsp;<strong>Outros Imunossupressores:</strong>&nbsp;Agentes como as tiopurinas (azatioprina), micofenolato de mofetila e metotrexato são opções válidas como terapia poupadora de corticoides para manter a remissão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="has-vivid-green-cyan-background-color has-background"><strong>Pense de Forma Sistêmica:</strong>&nbsp;Lembre-se sempre que a DR-IgG4 é uma doença multiorgânica. A presença de uma manifestação (ex: PAI) deve levar à busca ativa por envolvimento em outros órgãos.</p>



<p class="has-vivid-green-cyan-background-color has-background">•&nbsp;<strong>Diagnóstico é difícil:</strong>&nbsp;Nenhum teste isolado confirma o diagnóstico. A certeza diagnóstica vem da combinação criteriosa de dados clínicos, laboratoriais, de imagem e histológicos.</p>



<p class="has-vivid-green-cyan-background-color has-background">•&nbsp;<strong>A EUS com Biópsia é fundamental:</strong>&nbsp;A ecoendoscopia com punção por agulha é a ferramenta mais poderosa para diferenciar a PAI tipo 1 focal do câncer de pâncreas, uma etapa indispensável no diagnóstico.</p>



<p class="has-vivid-green-cyan-background-color has-background">•&nbsp;<strong>Resposta Rápida aos Corticoides:</strong>&nbsp;Uma resposta clínica e laboratorial dramática à corticoterapia em 2-4 semanas é uma característica marcante da doença e apoia fortemente o diagnóstico.</p>



<p class="has-vivid-green-cyan-background-color has-background">•&nbsp;<strong>Vigie o Risco de Malignidade:</strong>&nbsp;A DR-IgG4 pode estar associada a um risco aumentado de desenvolvimento de câncer. A vigilância é recomendada para todos os pacientes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Löhr JM, Beuers U, Vujasinovic M, Alvaro D, Frøkjær JB, Buttgereit F, Capurso G, Culver EL, de-Madaria E, Della-Torre E, Detlefsen S, Dominguez-Muñoz E, Czubkowski P, Ewald N, Frulloni L, Gubergrits N, Duman DG, Hackert T, Iglesias-Garcia J, Kartalis N, Laghi A, Lammert F, Lindgren F, Okhlobystin A, Oracz G, Parniczky A, Mucelli RMP, Rebours V, Rosendahl J, Schleinitz N, Schneider A, van Bommel EF, Verbeke CS, Vullierme MP, Witt H; UEG guideline working group. European Guideline on IgG4-related digestive disease &#8211; UEG and SGF evidence-based recommendations. United European Gastroenterol J. 2020 Jul;8(6):637-666. doi: 10.1177/2050640620934911. Epub 2020 Jun 18. PMID: 32552502; PMCID: PMC7437085.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Orso IRB. Doença Digestiva Relacionada ao IgG4: do diagnóstico ao tratamento. Endoscopia Terapêutica 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20994" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/doenca-digestiva-relacionada-ao-igg4-do-diagnostico-ao-tratamento/</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>A Crioprevenção com Água Gelada: Uma Nova Ferramenta para Prevenir a Pancreatite Pós-CPRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso&#160;e&#160;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 06:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[CPRE]]></category>
		<category><![CDATA[crioprevenção]]></category>
		<category><![CDATA[pancreatite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pancreatite pós-CPRE (PPE) é, sem dúvidas, uma das complicações mais frequentes e preocupantes&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A pancreatite pós-CPRE (PPE) é, sem dúvidas, uma das complicações mais frequentes e preocupantes após a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). Além do seu impacto na recuperação dos pacientes, a gravidade de casos mais avançados exige atenção redobrada às estratégias preventivas. Nesse contexto, um recente estudo multicêntrico realizado no Japão trouxe uma alternativa inovadora: o resfriamento com água gelada, chamado de crioprevenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>O Problema: Pancreatite Pós-CPRE</strong></h2>



<p><br>Apesar das taxas gerais de PPE rondarem 10% em pacientes sem qualquer profilaxia, o problema pode alcançar consequências fatais em quadros graves. Métodos tradicionalmente adotados para a profilaxia, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) retais, têm limitações específicas no Japão, principalmente devido a restrições do sistema de saúde sobre dosagens aprovadas e contraindicações em populações vulneráveis, como pacientes idosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>A Crioprevenção: Uma Abordagem Simples e Eficaz</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20549"><img loading="lazy" decoding="async" width="1016" height="640" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA.png" alt="" class="wp-image-20549" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA.png 1016w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA-300x189.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA-768x484.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA-585x369.png 585w" sizes="(max-width: 1016px) 100vw, 1016px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Adaptado de Azuma et al. 2025</figcaption></figure>



<p>O estudo, divulgado na <em>Am J Gastroenterol</em>, propôs um método simples e acessível: a irrigação da papila com 250 mL de água gelada ao final da CPRE. Esta técnica reduziu em <strong>52,4% o risco relativo de PPC</strong>, com a taxa caindo de 6,8% (grupo controle) para 3,2% (grupo de crioprevenção). A segurança do método foi evidente, sem eventos adversos relacionados diretamente à intervenção.</p>



<p>Os pesquisadores apontaram que o resfriamento atua reduzindo o edema papilar, possivelmente por meio de vasoconstrição e controle da permeabilidade vascular, fatores-chave no desenvolvimento de PPE. O efeito foi ainda mais pronunciado em pacientes de alto risco, como aqueles submetidos a esfincterotomia endoscópica e canulação difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Por Que Essa Técnica É Relevante?</strong></h2>



<p>Além dos resultados eficazes, algumas características tornam a crioprevenção uma alternativa promissora:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Simplicidade</strong>: A técnica utiliza apenas água gelada administrada com uma seringa, sem a necessidade de equipamentos ou medicamentos especializados.</li>



<li><strong>Custo-baixo</strong>: Não há custos adicionais associados à compra de fármacos.</li>



<li><strong>Adequação a Populações de Risco</strong>: Particularmente útil para idosos ou pacientes contraindicados ao uso de AINEs.</li>



<li><strong>Segurança</strong>: Nenhum evento adverso significativo foi atribuído à crioprevenção.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limitações do Estudo</strong></h2>



<p>Apesar dos resultados entusiasmantes, algumas limitações foram apontadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não foi incluído um grupo controle que utilizasse irrigação com água em temperatura ambiente, impedindo a avaliação do efeito absoluto do resfriamento em relação à irrigação simples.</li>



<li>A ausência de AINEs como comparador limita a aplicabilidade global dos achados.</li>



<li>O volume de água gelada (250 mL) foi uma escolha arbitrária, sugerindo que estudos futuros possam investigar volumes ou durações diferentes para otimização dos resultados.</li>



<li>Por ser um estudo single-blind, a falta de cegamento total pode introduzir algum viés no protocolo.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>A técnica de crioprevenção representa um marco no manejo profilático da PPE, oferecendo uma estratégia <strong>segura, eficiente e econômica</strong> para reduzir essa grave complicação. Especialmente em contextos como o Japão, onde o uso de AINEs é limitado, ou em populações de alto risco, o resfriamento local pode representar uma virada de chave no cuidado pós-CPRE.</p>



<p>Embora ainda existam pontos a serem avaliados em estudos futuros, como a sinergia com AINEs ou outros métodos profiláticos, a crioprevenção já se apresenta como uma ferramenta acessível para a prática clínica global. Afinal, a simplicidade, quando bem fundamentada, pode ser a mais poderosa das inovações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Azuma S, Kobayashi Y, Harada R, Yane K, Sawada K, Tsujimoto A, et al. Local post-procedure cryoprevention significantly reduces the incidence of post-ERCP pancreatitis: a multicenter randomized clinical trial. Am J Gastroenterol. 2025;00:1–9. Published online 2025 Jul 10. doi:10.14309/ajg.000000000000000</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Orso IRB, Martins BC. A Crioprevenção com Água Gelada: Uma Nova Ferramenta para Prevenir a Pancreatite Pós-CPRE Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20548" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/a-crioprevencao-com-agua-gelada-uma-nova-ferramenta-para-prevenir-a-pancreatite-pos-cpre/</a></p>
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		<title>Doença de Whipple: O que o Endoscopista Precisa Saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 06:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[whipple]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doença de Whipple é uma condição infecciosa sistêmica rara causada pela bactéria Tropheryma&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19958"><img loading="lazy" decoding="async" width="498" height="459" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/doenca-de-Whipple.jpg" alt="" class="wp-image-19958" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/doenca-de-Whipple.jpg?v=1744926138 498w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/doenca-de-Whipple-300x277.jpg?v=1744926138 300w" sizes="(max-width: 498px) 100vw, 498px" /></a></figure>
</div>


<p><br>A doença de Whipple é uma condição infecciosa sistêmica rara causada pela bactéria <em>Tropheryma whipplei</em>, que acomete principalmente homens brancos, entre 40 e 60 anos. Como pode simular diversas patologias e afetar vários órgãos, inclusive sem sintomas gastrointestinais, é essencial que o endoscopista esteja atento a esse diagnóstico diferencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um pouco de história&#8230;</strong></h2>



<p>Descrita pela primeira vez em 1907, a doença foi inicialmente chamada de &#8220;lipodistrofia intestinal&#8221; devido ao acúmulo de gordura nos linfáticos intestinais. A etiologia infecciosa foi confirmada em 1991 com a identificação do <em>T. whipplei</em> via técnicas moleculares.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Epidemiologia:</strong></h2>



<p>Apesar de ser rara (cerca de 30 casos/ano), o <em>T. whipplei</em> é está presente no ambiente, especialmente em esgoto e solo. É mais comumente detectado em trabalhadores da área rural e de pouco saneamento. A doença clássica é rara mesmo entre os portadores assintomáticos da bactéria.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Manifestações clínicas</strong></h2>



<p>A apresentação clássica envolve quatro sintomas principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Artralgias migratórias</strong> (geralmente anos antes dos sintomas digestivos)</li>



<li><strong>Diarreia crônica</strong></li>



<li><strong>Dor abdominal</strong></li>



<li><strong>Perda de peso</strong></li>
</ul>



<p>Podem ocorrer manifestações isoladas no sistema nervoso central ou em válvulas cardíacas. A doença também pode ser desmascarada por uso de imunossupressores, muitas vezes prescritos para doenças reumatológicas presumidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Papel do Endoscopista no Diagnóstico</strong></h2>



<p>A endoscopia digestiva alta com <strong>biópsias do intestino delgado (jejuno/proximal do duodeno)</strong> é essencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Achados Endoscópicos Mais Comuns:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Mucosa esbranquiçada ou amarelada</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Aspecto de placas ou granulações finas na mucosa do duodeno ou jejuno.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Edema da mucosa</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>A mucosa pode parecer espessada, pálida ou opaca, com perda das pregas normais.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Linfangiectasia intestinal</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Dilatação dos vasos linfáticos pode dar aspecto leitoso ou de mucosa brilhante e friável.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Nódulos milimétricos</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Pequenos nódulos na mucosa, principalmente no duodeno, conferem um aspecto de &#8220;mucosa em pedra de calçamento&#8221;.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Aspecto de mucosa atrófica ou ulcerada</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Em casos mais avançados, pode haver áreas de erosão, atrofia ou até úlceras superficiais.</li>
</ul>
</li>
</ol>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19959"><img loading="lazy" decoding="async" width="366" height="338" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Doenca-de-Whipple-2.jpg" alt="" class="wp-image-19959" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Doenca-de-Whipple-2.jpg?v=1744927551 366w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Doenca-de-Whipple-2-300x277.jpg?v=1744927551 300w" sizes="(max-width: 366px) 100vw, 366px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Achados endoscópicos em um paciente com Doença de Whipple: pontos esbranquiçados com irregularidade de pregas duodenais e erosões. Na cromoscopia com NBI e magnificação se nota vilosidades engurgitadas com dilatação dos linfáticos.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Investigação</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Histologia com coloração PAS positiva em macrófagos da lâmina própria</li>



<li>PCR para T. whipplei</li>



<li>Imuno-histoquímica</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19960"><img loading="lazy" decoding="async" width="442" height="336" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Doenca-de-Whipple-macrofagos-intensamente-PAS-positivos.jpg" alt="" class="wp-image-19960" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Doenca-de-Whipple-macrofagos-intensamente-PAS-positivos.jpg?v=1744928317 442w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Doenca-de-Whipple-macrofagos-intensamente-PAS-positivos-300x228.jpg?v=1744928317 300w" sizes="(max-width: 442px) 100vw, 442px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Doença de Whipple: macrófagos intensamente PAS-positivos ocupando a lâmina própria da mucosa. As células caliciformes também estão positivamente coradas. A borda em escova dos enterócitos aparece marcada (como uma linha roxa intensa). Fonte: Bures et al. Gastroenterology Research and Practice 2013.</figcaption></figure>
</div>


<p>Se a suspeita for alta, mas a endoscopia não for diagnóstica, é indicado investigar outros sítios acometidos (líquor, linfonodos, valvas, líquido sinovial).</p>



<p>Importante: mesmo pacientes com apresentação extraintestinal devem realizar endoscopia, já que a participação intestinal subclínica é comum.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p>A doença era fatal antes da era dos antibióticos. Hoje, o tratamento é efetivo e dividido em duas fases:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Fase inicial (parenteral):</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Ceftriaxona 2g IV 1x/dia ou</li>



<li>Penicilina G 2-4 MU IV 4/4h</li>



<li>Duração: 2 semanas (4 semanas se acometimento do SNC ou endocardite)</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Fase de manutenção (oral por 1 ano):</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>TMP-SMX (160/800 mg) 2x/dia</li>
</ul>
</li>
</ol>



<p><strong>Importante:</strong> O T. whipplei é resistente a fluoroquinolonas e a atividade do TMP-SMX é atribuída apenas ao sulfametoxazol.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Considerações finais para o endoscopista</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Suspeite da doença em pacientes com síndrome diarreica crônica, perda de peso e artralgias, especialmente se do sexo masculino e com exposição a solo ou esgoto.</li>



<li>A biópsia de intestino delgado é a chave diagnóstica.</li>



<li>O endoscopista pode ser o primeiro a levantar a hipótese diagnóstica.</li>
</ul>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Mesmo rara, a doença de Whipple é potencialmente fatal se não tratada, mas curável com antibioticoterapia adequada. Estar atento à possibilidade diagnóstica é essencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Günther U, Moos V, Offenmüller G, et al. Gastrointestinal diagnosis of classical Whipple disease: clinical, endoscopic, and histopathologic features in 191 patients. Medicine (Baltimore) 2015; 94:e714.</li>



<li>Lagier JC, Fenollar F, Lepidi H, et al. Treatment of classic Whipple&#8217;s disease: from in vitro results to clinical outcome. J Antimicrob Chemother 2014; 69:219.</li>



<li>Apstein MD, Schneider T. Whipple’s disease. Uptodate. 2024.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Orso IRB. Doença de Whipple: O que o Endoscopista Precisa Saber Endoscopia Terapeutica 2025 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=19957" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/doenca-de-whipple-o-que-o-endoscopista-precisa-saber/</a></p>



<p></p>
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		<title>Você sabe a melhor forma de identificar e manejar os pacientes com risco aumentado de coledocolitíase?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[calculo]]></category>
		<category><![CDATA[coledocolitiase]]></category>
		<category><![CDATA[CPRE]]></category>
		<category><![CDATA[papilotomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A incidência de colelitíase sintomática entre os americanos adultos é em torno de 10%.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase-1024x567.png" alt="" class="wp-image-13798" width="627" height="346" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase-1024x567.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase-300x166.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase-768x425.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase-180x100.png 180w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase-585x324.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/coledocolitiase.png 1115w" sizes="(max-width: 627px) 100vw, 627px" /></figure>



<p>A incidência de colelitíase sintomática entre os americanos adultos é em torno de 10%. No Brasil &nbsp;estudos retrospectivos mostram uma incidência de até 9,3%.&nbsp;&nbsp; Entre estes pacientes, 10-20% podem apresentar coledocolitíase concomitante.</p>



<p>A CPRE transformou o tratamento dos cálculos na via biliar principal de uma operação de grande porte em um procedimento minimamente invasivo.   Porém, apresenta uma incidência não desprezível de efeitos adversos (5-15%) como pancreatite, sangramento e perfuração.  Assim é importante selecionar de forma correta os pacientes que serão submetidos ao procedimento para evitar a realização de exames desnecessários.</p>



<p>A ESGE recomenda que os pacientes com colelitíase sintomática em programação de colecistectomia devem realizar a dosagem de enzimas hepáticas e ultrassom de abdome. Estes exames servem como triagem para avaliar o risco de coledocolitíase concomitante e determinar os pacientes que se beneficiariam &nbsp;de uma investigação adicional.</p>



<p>Agora, como devemos utilizar os resultados desta triagem?</p>



<h3 class="wp-block-heading">Preditores do Risco de Coledocolitíase</h3>



<p>Em 2010 a ASGE publicou uma lista de preditores para avaliar o risco de coledocolitíase. Baseado nestes critérios os pacientes eram divididos em risco alto, intermediário e baixo risco.&nbsp; Para os de alto risco a recomendação era ir direto para a CPRE. Os de risco intermediário deveriam investigar melhor através da realização de colangiorressonância ou ecoendoscoscopia antes da decisão terapêutica.&nbsp; Os de baixo risco poderiam ir para colecistectomia direto.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="618" height="565" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Tabela-1-criterios-ASGE-2010-1.png" alt="" class="wp-image-13804" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Tabela-1-criterios-ASGE-2010-1.png 618w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Tabela-1-criterios-ASGE-2010-1-300x274.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Tabela-1-criterios-ASGE-2010-1-585x535.png 585w" sizes="(max-width: 618px) 100vw, 618px" /><figcaption>Tabela 1. Preditores clínicos publicados em 2010 pela ASGE.&nbsp; Adaptado de Maple et al 2010.&nbsp; <strong>Atenção, estes critérios foram revisados.&nbsp;</strong></figcaption></figure>



<p></p>



<p>Porém, &nbsp;estudos posteriores utilizando estes critérios demonstraram que&nbsp; a acurácia variava de 70 a 80%, levando a até 30% de CPRE desnecessárias.&nbsp;</p>



<p>Devido a isso, tanto a associação Americana (ASGE) quanto a europeia (ESGE) revisaram estes preditores em seus guidelines mais recentes.</p>



<p><strong>Os novos critérios estão resumidos na tabela abaixo:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="545" height="329" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Novos-criterios-coledocolitiase-asge-e-esge.jpg" alt="" class="wp-image-13800" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Novos-criterios-coledocolitiase-asge-e-esge.jpg?v=1665436003 545w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/10/Novos-criterios-coledocolitiase-asge-e-esge-300x181.jpg?v=1665436003 300w" sizes="(max-width: 545px) 100vw, 545px" /><figcaption>Tabela 2 Preditores de coledocolitíase publicados pela ASGE e ESGE. Adaptado de Buxbaum et al 2019 e  Manes et al 2019.</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Os pacientes com quadro de colangite ou cálculo visualizado no ultrassom de abdome ou em tomografia/RNM são considerados como de alto risco.&nbsp;&nbsp; A ASGE inclui um critério a mais, que é a presença de Bilirrubina total maior do que 4 mg/dl associada à dilatação da via biliar como critério de alto risco.&nbsp;&nbsp; Estes pacientes podem ser submetidos a CPRE direto, antes da colecistectomia e sem a necessidade de investigação adicional.</p>



<p>Os pacientes com alteração de enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT) ou com dilatação da via biliar no ultrassom (&gt;6 mm com vesícula in situ) são considerados de risco intermediário. Novamente a ASGE tem um critério a mais que é a idade maior do que 55 anos.&nbsp; O racional para este critério é que pacientes com mais de 55 anos tem uma maior incidência de coledocolitíase não associada à alteração de enzimas hepáticas.&nbsp;&nbsp; Os dois guidelines sugerem que os pacientes com critérios intermediários sejam submetidos à colangiorressonância ou ecoendoscopia para avaliar a presença de coledocolitíase antes da colecistectomia.&nbsp; Na impossibilidade de realizar estes exames, a colangiografia intraoperatória é indicada como alternativa.</p>



<p>Já os pacientes que não apresentam nenhum destes critérios são considerados como de baixo risco e podem realizar a colecistectomia direto, com ou sem colangiografia intraoperatória.</p>



<p>Nos critérios de 2010 a pancreatite aguda era um critério de risco intermediário.&nbsp; Porém, estudos confirmaram que a incidência de coledocolitíase residual após um episódio de pancreatite leve varia de apenas 10 a 30%.&nbsp; Devido a isso ela deixou de ser critério de risco.&nbsp; Os pacientes após a resolução da pancreatite aguda devem ser avaliados de acordo com os critérios acima. Se não apresentares critérios de alto ou médio risco podem ir para a colecistectomia direto.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>E qual dos critérios eu devo seguir? ASGE ou ESGE?</strong></h3>



<p>Um estudo incluindo 1042 pacientes comparou os critérios da ASGE e da ESGE para a avaliação da presença de coledocolitíase.&nbsp; Os resultados mostraram que os dois critérios são válidos e muito bons, com especificidade de 96,87% para os da ASGE e 98,24% para os da ESGE.</p>



<p>Comparando os dois critérios, o da ESGE é ligeiramente mais específico, com os critérios da ASGE apresentando um número discretamente maior de pacientes falso positivos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h3>



<p>Apesar da CPRE ser uma técnica minimamente invasiva, ela não é isenta de complicações!</p>



<p>Devido a isso, a avaliação da probabilidade pré-teste em pacientes com suspeita de coledocolitíase é essencial para diferenciar os pacientes que irão se beneficiar de uma avaliação mais aprofundada dos que poderão ir direto para a CPRE.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>Manes G, Paspatis G, Aabakken L et al. Endoscopic management of common bile duct stones: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) guideline. Endoscopy 2019; 51: 472–491</p>



<p>Maple JT, Ben-Menachem T. ASGE Standards of Practice Committee. et al. The role of endoscopy in the evaluation of suspected choledocholithiasis. Gastrointest Endosc 2010; 71: 1–9</p>



<p></p>
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		<title>Como você está fazendo a fotodocumentação do seu laudo endoscópico?  Será que pode melhorar?  Revisão e discussão da escassa literatura sobre o assunto.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 06:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Comentados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A captura eletrônica de imagens facilitou bastante o registro dos exames endoscópicos sem aumentar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A captura eletrônica de imagens facilitou bastante o registro dos exames endoscópicos sem aumentar o custo do procedimento.&nbsp; Registrar &nbsp;uma ou 100 fotos não influencia quase nada no custo do exame, mas pode influenciar bastante na qualidade do laudo e na decisão terapêutica do paciente.</p>



<p>Apesar da endoscopia digestiva &nbsp;alta ser o procedimento mais realizado no trato gastrointestinal, o número de imagens e locais a serem registrados&nbsp; no esôfago, estômago e duodeno não são padronizados e variam bastante no mundo todo. Não existe nenhum guideline amplamente aceito e utilizado.</p>



<p>Neste&nbsp; artigo vamos abordar as recomendações existentes até agora e tentar organizar um pouco as informações para você poder melhorar a sua prática.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dicas para uma foto de qualidade</strong></h2>



<p>Uma boa foto começa com um bom preparo.   Não adianta tirar várias imagens durante o exame se as fotos não forem nítidas e não permitirem uma boa avaliação da mucosa.   Imagens de qualidade devem ser livres de saliva, bolhas e resíduos.  </p>



<p>Lembrar-se de sempre &nbsp;utilizar o botão <em>freeze </em>antes de capturar a imagem para confirmar se está nítida antes da captura definitiva!</p>



<p>Para preparar o estômago e se livrar do muco e das bolhas, os japoneses costumam utilizar &nbsp;&nbsp;Pronase, que é um potente mucolítico.&nbsp; Como não temos Pronase disponível em nosso mercado uma opção é a combinação de&nbsp; 100-200 mg de simeticona associada à 500-600 mg de N-acetilcisteína diluídos em 100 ml de água e administrados 20 minutos antes do exame.&nbsp; Esta medida&nbsp; melhora significativamente a visibilidade da mucosa do trato digestivo alto quando comparado com apenas água<sup>1</sup>.</p>



<p>Outra dica importante é a insuflação.&nbsp; As imagens devem ser capturadas com o órgão com distensão moderada, facilitando a visualização de lesões<sup>2</sup>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que existe na literatura sobre a documentação fotográfica do exame normal?</strong></h2>



<p>A sociedade europeia (ESGE) publicou em 2001 &nbsp;um artigo sugerindo princípios gerais para o registro de imagens do exame normal.&nbsp;&nbsp; As imagens deveriam mostrar os principais pontos anatômicos, documentar a extensão do exame e indicar a qualidade do preparo e a visibilidade da mucosa<sup>2</sup>.&nbsp;</p>



<p>Para isso recomendaram a captura de 8 imagens para registro do exame normal: esôfago superior, transição esofagogástrica, cárdia e fundo, corpo, incisura, antro, bulbo e segunda porção duodenal (figura 1).</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001-1024x176.png" alt="" class="wp-image-12993" width="780" height="134" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001-1024x176.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001-300x52.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001-768x132.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001-1170x201.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001-585x101.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/OITO-FOTOS-RECOMENDADAS-PELA-ESGE-2001.png 1228w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /><figcaption>Figura 1: Oito imagens sugeridas pela ESGE no artigo de 2001</figcaption></figure>



<p>Em 2016, uma nova publicação da ESGE recomendou aumentar &nbsp;o número de imagens a serem capturadas para registrar o exame normal de oito para pelo menos dez.&nbsp;&nbsp; As imagens recomendadas incluem um fato do duodeno, papila maior, antro, incisura, corpo, retrovisão do fundo, cárdia,&nbsp; transição esofagogástrica e esôfago distal e proximal.&nbsp; Também recomendam incluir imagens de todos os achados anormais mencionados no laudo<sup>3</sup>.&nbsp;</p>



<p>O professor &nbsp;Yao em 2013 publicou um método chamado de Systematic&nbsp; Screening of the Stomach (SSS)<sup>4</sup>. &nbsp;Este método recomenda a captura&nbsp; de 22 imagens e é utilizado &nbsp;para documentar &nbsp;exclusivamente o estômago, não incluindo o esôfago, transição esofagogástrica e duodeno. O mesmo artigo contém ainda recomendações para uso de cromoscopia e magnificação de imagem na avaliação gástrica.&nbsp; Apesar disso, alguns centros de referência no Japão recomendam um número ainda maior de imagens, no mínimo 40 para uma avaliação adequada do estômago<sup>1</sup>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O SSS deve ser iniciado quando se chega ao antro gástrico.&nbsp;&nbsp; São capturadas imagens dos quatro quadrantes do antro, corpo médio e corpo alto.&nbsp; Depois em retrovisão se captura imagnes dos quatro quadrantes do fundo e cárdia, e 3 quadrantes&nbsp; do corpo médio e incisura (figura 2) <sup>4</sup>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="606" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/SSS-1024x606.png" alt="" class="wp-image-12994" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/SSS-1024x606.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/SSS-300x178.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/SSS-768x455.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/SSS-585x346.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/SSS.png 1137w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Figura 2:&nbsp; Systematic&nbsp; Screening of the Stomach (SSS) proposto pelo professor Yao.</figcaption></figure>



<p>Recentemente, em 2020, a World Endoscopy Organization publicou na Digestive &nbsp;Endoscopy uma nova recomendação de avaliação sistematizada e &nbsp;documentação fotográfica incluindo 28 imagens para o exame normal (figura 3 e tabela 1).&nbsp;&nbsp; No caso de achados alterados esse número de imagens pode ser aumentado.&nbsp; Esta recomendação é bem mais ampla do que as anteriores e inclui todos os&nbsp; segmentos do trato digestivo alto além de incluir uma imagem da laringe<sup>1</sup>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="595" height="717" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/Tabela-1-Avaliacao-sistematizada-do-estomago-WEO.png" alt="" class="wp-image-12995" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/Tabela-1-Avaliacao-sistematizada-do-estomago-WEO.png 595w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/Tabela-1-Avaliacao-sistematizada-do-estomago-WEO-249x300.png 249w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/Tabela-1-Avaliacao-sistematizada-do-estomago-WEO-585x705.png 585w" sizes="(max-width: 595px) 100vw, 595px" /><figcaption>Tabela 1: Localização e codificação da avaliação e captura de imagens sistematizada recomendada pela WEO.&nbsp;</figcaption></figure>



<p>Apesar de não existirem dados conclusivos comprovando que a fotodocumentação de todas as áreas anatômicas irá melhorar o diagnóstico e resultado clínico dos pacientes,&nbsp; as vantagens de um registro completo não podem ser minimizadas.&nbsp;</p>



<p>O exame sistematizado pode reduzir o risco de não visualizar lesões, protege o endoscopista no ponto de vista legal, confirma o exame completo e muitas vezes reduz a necessidade de repetir o exame por dúvidas no laudo já que os achados descritos podem ser confirmados nas imagens.&nbsp; &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="512" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-1024x512.png" alt="" class="wp-image-12996" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-1024x512.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-300x150.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-768x384.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-1536x768.png 1536w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-1170x585.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo-585x292.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/28-fotos-recomendadas-pela-weo.png 1639w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Figura 3: Vinte e oito imagens recomendadas pela WEO.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Documentação de achados patológicos</strong></h2>



<p>O registro das alterações é muito importante para a decisão terapêutica. &nbsp;O objetivo da&nbsp; imagem é demonstrar &nbsp;&nbsp;lesões&nbsp; focais identificadas ou áreas representativas de patologias difusas para adequada localização, caracterização,&nbsp; comparação com exames prévios ou futuros e guiar a&nbsp; decisão terapêutica<sup>3,5</sup>.</p>



<p>Quando um procedimento terapêutico&nbsp; é realizado se deve registrar imagens de antes do procedimento, durante e também do resultado&nbsp; final (figura 4).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="278" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-1024x278.jpg?v=1659393934" alt="" class="wp-image-12997" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-1024x278.jpg?v=1659393934 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-300x81.jpg?v=1659393934 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-768x209.jpg?v=1659393934 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-1536x417.jpg?v=1659393934 1536w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-1170x318.jpg?v=1659393934 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria-585x159.jpg?v=1659393934 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/registrando-terapeutica-alca-fria.jpg?v=1659393934 1705w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Figura 4: Exemplo de registro de terapêutica. Polipectomia com alça fria. Da esquerda para a direita, imagem do pólipo pré ressecção, imagem registrando o posicionamento da alça e imagem registrando o leito de ressecção sem sangramento e sem lesões residuais.</figcaption></figure>



<p>Nas lesões focais é importante incluir na imagem a lesão e sua relação com áreas anatômicas próximas permitindo uma adequada orientação da sua localização.&nbsp; Uma imagem com uma pinça aberta próxima da lesão facilita a estimativa do tamanho.&nbsp; Quando necessário, imagens adicionais devem demonstrar a lesão toda e também áreas específicas que sejam relevantes&nbsp; como sua base, borda, pedículo, etc.&nbsp;&nbsp; Quando disponível e indicado imagens de cromoscopia e magnificação detalhando a regularidade da superfície e capilares podem adicionar informações relevantes<sup>3,5</sup>.</p>



<p>Nas patologias difusas imagens que demonstrem a extensão e severidade da patologia e também as áreas de transição devem ser capturadas<sup>3</sup>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como colocar isso na nossa prática?</strong></h2>



<p>Um bom registro fotográfico é fundamental para fortalecer nosso laudo, registrar os achados descritos além de passar uma impressão de qualidade.</p>



<p>Os sistemas de captura atuais permitem o armazenamento de um grande número de&nbsp; imagens sem aumento do custo.&nbsp; Esse registro facilita a revisão do laudo sempre que necessário.&nbsp;&nbsp; Uma rotina de captura de imagens também garante que iremos avaliar todos os segmentos de forma sistematizada, reduzindo o risco de esquecermos alguma área sem avaliação.</p>



<p>&nbsp;O que pode&nbsp; variar bastante&nbsp; é o número de imagens que iremos colocar no nosso laudo.&nbsp; A impressão de várias folhas de fotos&nbsp; pode sim impactar no custo do exame.&nbsp; Além disso, alguns sistemas de laudo permitem um número pré-definido de imagens para impressão.&nbsp;</p>



<p>A sugestão é que os sistemas sejam configurados para permitir a inclusão de um número maior de imagens.&nbsp;&nbsp; Esse é um futuro que não teremos como escapar. &nbsp;&nbsp;A alternativa&nbsp; para evitar a impressão de uma grande quantidade de material é a disponibilização dos laudos de forma digital ou online.&nbsp; Esta opção &nbsp;reduz os custos com impressão,&nbsp; o paciente tem acesso sempre que precisar&nbsp; além &nbsp;de ser ecológica.</p>



<p>O objetivo dessa revisão é estimular a discussão e demonstrar o que existe hoje publicado sobre a fotodocumentação do exame endoscópico. &nbsp;&nbsp;Reforçamos que não existe nenhum guideline amplamente utilizado e o número de imagens capturados e incluídos no laudo varia bastante entre os endoscopistas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como está a sua prática? Quantas fotos você costuma colocar no laudo?&nbsp; Compartilhe conosco a sua opinião e experiência!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol type="1" class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Emura, F., Sharma, P., Arantes, V., Cerisoli, C., Parra-Blanco, A., Sumiyama, K., Araya, R., Sobrino, S., Chiu, P., Matsuda, K., Gonzalez, R., Fujishiro, M. and Tajiri, H. (2020), Principles and practice to facilitate complete photodocumentation of the upper gastrointestinal tract: World Endoscopy Organization position statement. Digestive Endoscopy, 32: 168-179.&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1111/den.13530">https://doi.org/10.1111/den.13530</a></li></ol>



<ul class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Rey JF, Lambert R. ESGE recommendations for quality control in gastrointestinal endoscopy: guidelines for image documentation in upper and lower GI endoscopy. <em>Endoscopy </em>2001; <strong>33</strong>: 901–3.</li></ul>



<ul class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Bisschops R, Areia M, Coron E et al. Performance measures for upper gastrointestinal endoscopy: a European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Quality Improvement Initiative. Endoscopy 2016; 48: 843–64.</li></ul>



<ul class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Yao K. The endoscopic diagnosis of early gastric cancer. Ann. Gastroenterol. 2013; 26: 11–22.</li></ul>



<ul class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Aabakken, L., Barkun, A.N., Cotton, P.B., Fedorov, E., Fujino, M.A., Ivanova, E., Kudo, S.-e., Kuznetzov, K., de Lange, T., Matsuda, K., Moine, O., Rembacken, B., Rey, J.-F., Romagnuolo, J., Rösch, T., Sawhney, M., Yao, K. and Waye, J.D. (2014), Standardized endoscopic reporting. J Gastroenterol Hepatol, 29: 234-240.&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1111/jgh.12489">https://doi.org/10.1111/jgh.12489</a></li></ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Avaliação endoscópica da  Úlcera Péptica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 07:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[ATROFIA]]></category>
		<category><![CDATA[BIÓPSIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cancer]]></category>
		<category><![CDATA[sakita]]></category>
		<category><![CDATA[ulcera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Definição: A úlcera péptica é definida como defeito na parede gástrica ou duodenal&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h2>Definição:</h2>
<p>A úlcera péptica é definida como defeito na parede gástrica ou duodenal que se estende através da muscular da mucosa para a submucosa podendo atingir ou até perfurar  a muscular própria. <sup>1</sup> Quando a ruptura da mucosa é superficial e menor do que 5 mm, é chamada de erosão. <sup>2</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div id="attachment_11489" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11489" class=" wp-image-11489" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-1-ulcera-e-erosao-300x123.jpg" alt="" width="476" height="195" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-1-ulcera-e-erosao-300x123.jpg?v=1652401504 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-1-ulcera-e-erosao-768x316.jpg?v=1652401504 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-1-ulcera-e-erosao-585x241.jpg?v=1652401504 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-1-ulcera-e-erosao.jpg?v=1652401504 900w" sizes="(max-width: 476px) 100vw, 476px" /><p id="caption-attachment-11489" class="wp-caption-text">Figura 1: A) Erosões gástricas.  B) Úlcera com fundo fibrinoso limpo na parede anterior do antro gástrico.</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta patologia está associada geralmente à dor epigástrica periódica que pode se manifestar 2-5 horas após as refeições e algumas vezes até com o estômago vazio. <sup>3</sup>  Além dos sintomas dispépticos, a úlcera péptica pode evoluir com complicações como sangramento, anemia, perfuração e obstrução da saída gástrica. <sup>1</sup><sup> </sup></p>
<p>O sítio de preferência das úlceras gástricas benignas é a curvatura menor (incisura); no entanto, eles podem ocorrer em qualquer local do piloro à cárdia. A localização típica da úlcera duodenal é no bulbo, onde o conteúdo ácido do estômago tem seu primeiro contato com o intestino delgado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div id="attachment_11490" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11490" class=" wp-image-11490" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-2-ulcera-gastrica-e-duodenal-1-300x108.jpg" alt="" width="522" height="188" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-2-ulcera-gastrica-e-duodenal-1-300x108.jpg?v=1652401561 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-2-ulcera-gastrica-e-duodenal-1-585x210.jpg?v=1652401561 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-2-ulcera-gastrica-e-duodenal-1.jpg?v=1652401561 604w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /><p id="caption-attachment-11490" class="wp-caption-text">Figura 2: A) Úlcera gástrica pré pilórica.  B) Úlcera com vaso visível na parede anterior da porção justapilórica do bulbo duodenal.</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um ambiente de hipersecreção ácida e fatores dietéticos ou de estresse estão relacionados ao desenvolvimento de úlceras pépticas. Porém, os fatores de risco mais importantes são a  infecção pelo Helicobacter pylori e o uso de anti inflamatórios não esteroides (AINEs). Estes fatores aumentam de forma independente e sinérgica o risco de doença ulcerosa péptica. <sup>4</sup></p>
<p><sup> </sup></p>
<p>Comparado com não usuários, o uso de AINEs e aspirina aumentam o risco de complicações da úlcera péptica em quatro vezes em usuários de AINE e em duas vezes em usuários de aspirina. <sup>5</sup>  Além disso, o uso concomitante de AINEs ou aspirina com inibidores seletivos de recaptação de serotonina, corticosteróides, antagonistas da aldosterona ou anticoagulantes também aumentaram o risco de hemorragia digestiva alta por úlcera péptica.<sup>6</sup> Os esteroides, bisfosfonatos, cloreto de potássio, agentes quimioterápicos também estão associados ao desenvolvimento de úlceras gastroduodenais. <sup>3</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras etiologias menos frequentes são o estado hipersecretório ácido (síndrome de Zollinger-Ellison), úlcera da anastomose após ressecção gástrica subtotal, tumores (adenocarcinoma, linfoma), doença de Crohn do estômago ou duodeno, gastroduodenite eosinofílica, mastocitose sistêmica, danos por radiação, infecções virais (citomegalovírus ou herpes simples), colonização do estômago por Helicobacter heilmanii, doença sistêmica grave (cirrose, insuficiência renal), úlcera de Cameron e úlcera idiopática verdadeira. <sup>2,3</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Diagnóstico e Classificação</strong></h2>
<p>A endoscopia digestiva alta tem mais de 90% de sensibilidade e especificidade no diagnóstico da úlcera e do câncer gastroduodenal além de permitir a realização de  biópsias quando necessário. <sup>3</sup></p>
<p>A classificação de Sakita (Tabela 1 e Figura 3) é geralmente utilizada para determinar o estágio de atividade da úlcera. Ela se divide em estagio ativo (A), cicatrização (H) e cicatrizado (S)<sup>7</sup>. Além disso, cada estágio é subdividido em duas categorias: precoces (1) e tardios (2).</p>
<h4><strong>Tabela 1 – Classificação de Sakita </strong></h4>
<div class="pcrstb-wrap"><table width="606">
<tbody>
<tr>
<td width="198"><strong>Estágio</strong></td>
<td width="408"><strong>Descrição</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="198"><strong>A1 (ativo)</strong></td>
<td width="408">Base com fibrina espessa, podendo ter hematina. Bordas elevadas e enantematosas.</td>
</tr>
<tr>
<td width="198"><strong>A2 (ativo)</strong></td>
<td width="408">Bordas menos elevadas. Fundo com fibrina clara. Discreta convergência das pregas.</td>
</tr>
<tr>
<td width="198"><strong>H1 (cicatrização)</strong></td>
<td width="408">Depósito central de fibrina fina com convergência de pregas.</td>
</tr>
<tr>
<td width="198"><strong>H2 (cicatrização)</strong></td>
<td width="408">Fina camada de fibrina na base. Ilhas de tecido de regeneração, com convergência de pregas.</td>
</tr>
<tr>
<td width="198"><strong>S1 (cicatriz)</strong></td>
<td width="408">Convergência das pregas. Formação de cicatriz vermelha.</td>
</tr>
<tr>
<td width="198"><strong>S2 (cicatriz)</strong></td>
<td width="408">Cicatriz branca com retração adjacente.</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div id="attachment_11491" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11491" class=" wp-image-11491" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-3-300x153.jpg" alt="" width="465" height="237" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-3-300x153.jpg?v=1652401668 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-3-585x299.jpg?v=1652401668 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-3.jpg?v=1652401668 625w" sizes="(max-width: 465px) 100vw, 465px" /><p id="caption-attachment-11491" class="wp-caption-text">Figura 3: A) Úlcera ativa com fundo sujo &#8211; Sakita A1. B) Úlcera ativa com fundo limpo &#8211; Sakita A2. C) Úlcera em fase inicial de cicatrização – Sakita H1. D) Úlcera em fase avançada de cicatrização – Sakita H2.  E) Cicatriz avermelhada recente – Sakita S1.  F) Cicatriz branca, indicando retração antiga – Sakita S2.</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Avaliação endoscópica das úlceras gastroduodenais</strong></h2>
<p>Durante o exame endoscópico de um paciente com doença ulcerosa péptica é importante avaliar se fatores de risco para o câncer gástrico estão presentes na mucosa, como pangastrite associada a Helicobacter pylori, atrofia ou metaplasia intestinal (Figura 4). Se o aspecto da mucosa gástrica é normal, sem nenhum dos fatores de risco mencionados, as lesões suspeitas de câncer gástrico são menos prováveis. A observação endoscópica magnificada e a cromoscopia convencional ou eletrônica (NBI, FICE ou I-Scan) se disponíveis, são úteis para determinar a presença destas alterações e também avaliar sinais suspeitos de malignidade. <sup>8</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div id="attachment_11492" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11492" class=" wp-image-11492" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-4-atrofia-e-metaplasia-intestinal-300x139.jpg" alt="" width="468" height="217" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-4-atrofia-e-metaplasia-intestinal-300x139.jpg?v=1652401868 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-4-atrofia-e-metaplasia-intestinal-768x355.jpg?v=1652401868 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-4-atrofia-e-metaplasia-intestinal-585x271.jpg?v=1652401868 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/Figura-4-atrofia-e-metaplasia-intestinal.jpg?v=1652401868 899w" sizes="(max-width: 468px) 100vw, 468px" /><p id="caption-attachment-11492" class="wp-caption-text">Figura 4: Atrofia da mucosa do corpo gástrico e metaplasia intestinal na região pré pilórica.</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A acurácia da avaliação endoscópica para determinar a malignidade pode ser muito boa mesmo utilizando apenas luz branca convencional. As principais características das úlceras vistas na endoscopia que se associam com malignidade são a presença de massa adjacente, base suja, bordas elevadas e irregulares, tamanho maior do que 3 cm e localização no cárdia e corpo gástrico (<strong>Tabela 2 e</strong> <strong>Figura 5</strong>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="pcrstb-wrap"><table>
<tbody>
<tr>
<td width="638">
<h3><strong>Tabela 2 : Sinais endoscópicos que podem estar associados à úlceras malignas</strong></h3>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Fundo sujo e com necrose</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Bordas elevadas</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Bordas irregulares</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Tamanho maior de 3cm</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Presença de massa associada</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Localização no corpo ou cardia</td>
</tr>
<tr>
<td width="638">Lesões ulceradas múltiplas</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><div id="attachment_11493" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11493" class=" wp-image-11493" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-5-ulceras-suspeitas-para-cancer-300x239.jpg" alt="" width="458" height="365" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-5-ulceras-suspeitas-para-cancer-300x239.jpg?v=1652401940 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-5-ulceras-suspeitas-para-cancer-768x612.jpg?v=1652401940 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-5-ulceras-suspeitas-para-cancer-585x466.jpg?v=1652401940 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/05/figura-5-ulceras-suspeitas-para-cancer.jpg?v=1652401940 998w" sizes="(max-width: 458px) 100vw, 458px" /><p id="caption-attachment-11493" class="wp-caption-text">Figura 5. A) Extensa lesão ulcerada com bordas elevadas, irregulares e fundo sujo, localizada no corpo gástrico. AP: Adenocarcinoma. B) Grande lesão elevada subepitelial, com ulcerações. AP:GIST. C) Várias lesões elevadas entremeadas por áreas ulceradas com fibrina. AP: Sarcoma de Kaposi. D) Lesão ulcerada no corpo gástrico com bordas elevadas e irregulares, associada à retração de pregas. AP: adenocarcionoma.</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Biópsias para pesquisa de H. pylori</strong></h2>
<p>A realização de biópsias para pesquisa de H. pylori é mandatória em todos os pacientes com úlcera péptica.   O ideal é pesquisar pelo método da urease e associar também biópsias para avaliação histológica.   A avaliação histológica aumenta a sensibilidade do diagnóstico, principalmente em pacientes em uso de IBP, com sangramento e em uso de antibióticos.</p>
<p>As biópsias devem seguir o protocolo de Sydney, duas no antro (a 3 cm do piloro), uma da incisura angularis e duas do corpo (parede anterior e posterior a 8 cm do cárdia).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Todas as úlceras devem ser biopsiadas?</strong></h2>
<p>Segundo o guideline da ASGE a indicação de biopsiar ou não as úlceras gástricas deve ser individualizado. Quando a aparência endoscópica de uma úlcera gástrica é sugestiva de malignidade devido a características específicas como lesão com massa associada, úlcera irregular de bordas elevadas e retração de pregas mucosas adjacentes, as biópsias endoscópicas devem ser realizadas. <sup>1</sup>  Já as úlceras de aspecto benigno, em pacientes jovens em uso de AAS ou com H. pylori positivo podem não ser biopsiadas.</p>
<p>Úlceras duodenais não precisam ser biopsiadas rotineiramente.</p>
<p>Quando as biópsias forem realizadas, devem ser coletados no mínimo 5 fragmentos incluindo bordas nos quatro quadrantes e fundo da úlcera.</p>
<p>A exceção a essa regra são as lesões onde se suspeita de neoplasia precoce. Nestes casos o número de biópsias deve ser reduzido e dirigido pela cromoscopia ou magnificação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Vigilância.  É necessário repetir a endoscopia após o tratamento?</strong></h2>
<p>A vigilância é indicada devido a algumas úlceras gástricas malignas se apresentarem inicialmente com aspecto muito semelhante à ulcera péptica.</p>
<p>Deve-se realizar a endoscopia de controle em 8-12 semanas após o tratamento das úlceras gástricas com IBP e erradicação da bactéria H. pylori.</p>
<p>Em pacientes jovens, com úlceras relacionadas ao uso de AINEs, com biópsias benignas, H. pylori negativo e melhora completa dos sintomas o controle endoscópico pode ser dispensado.</p>
<p>As úlceras duodenais só necessitam controle endoscópico se houver persistência dos sintomas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Bibliografia:</h2>
<ol>
<li>Banerjee S, Cash BD, Dominitz JA, et al; ASGE Standards of Practice Committee. The role of endoscopy in the management of patients with peptic ulcer disease. Gastrointest Endosc. 2010 Apr;71(4):663-8</li>
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</ol>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando e para quem indicar cada tipo de balão intragástrico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Oct 2021 06:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[balão intragástrico]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia bariatrica]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente, existem vários tipos de balão intragástrico no mercado e em estudo. Os tipos&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, existem vários tipos de balão intragástrico no mercado e em estudo. Os tipos de balão incluem os preenchidos com ar, líquido, os duplos, ajustáveis e deglutíveis.</span></p>
<p><div id="attachment_10196" style="width: 753px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10196" class="wp-image-10196 size-full" title="Tipos de balão intragástrico" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tipos-de-balao-intragastrico.jpg" alt="Tipos de balão intragástrico" width="743" height="680" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tipos-de-balao-intragastrico.jpg 743w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tipos-de-balao-intragastrico-300x275.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tipos-de-balao-intragastrico-585x535.jpg 585w" sizes="(max-width: 743px) 100vw, 743px" /><p id="caption-attachment-10196" class="wp-caption-text">Tipos de balão intragástrico. Imagens divulgação.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, nesta revisão, iremos abordar apenas os preenchidos com líquido e implantados por endoscopia, que são os mais usados no nosso meio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro balão intragástrico disponível no Brasil foi o balão de líquido, que podia permanecer no estômago por um período de 6 meses. Esse balão foi por bastante tempo a única opção para os nossos pacientes. Com o passar do tempo, o balão de líquido ajustável para tratamentos com um ano de duração chegou ao mercado e, mais recentemente, o balão de 1 ano não ajustável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um maior número de opções, surgiu a dúvida: quando e para quem indicar cada tipo de balão intragástrico?</span></p>
<p><div id="attachment_10198" style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10198" class="wp-image-10198 size-full" title="Balões intragástricos colocados por endoscopia e preenchidos com líquido" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/baloes-de-liquido.jpg" alt="Balões intragástricos colocados por endoscopia e preenchidos com líquido" width="889" height="319" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/baloes-de-liquido.jpg 889w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/baloes-de-liquido-300x108.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/baloes-de-liquido-768x276.jpg 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/baloes-de-liquido-585x210.jpg 585w" sizes="(max-width: 889px) 100vw, 889px" /><p id="caption-attachment-10198" class="wp-caption-text">Balões intragástricos colocados por endoscopia e preenchidos com líquido. Imagens divulgação.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para tentar responder a essa pergunta, realizei uma breve revisão de literatura comparando os balões em relação a vários fatores, incluindo custo, volume, resultados, tempo de permanência, ajuste e complicações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos lá!</span></p>
<h2><b>Existe diferença no preço dos balões?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor pago pelo balão pode variar bastante dependendo da região, do número de balões comprados e da relação do médico com a empresa fornecedora. Porém o balão de seis meses tende a ter um preço mais baixo quando comparado com o balão de um ano ajustável e não ajustável.</span></p>
<h2><b>O volume de preenchimento faz diferença?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe diferença no volume de preenchimento entre os três tipos de balão intragástrico comparados. Os três sugerem em bula um preenchimento de, pelo menos, 400 ml e, no máximo, 700 ml. Sabemos que os balões toleram volumes maiores, mas seu uso é </span><i><span style="font-weight: 400;">off label</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao volume, vale a pena citar uma meta-análise publicada em 2017 que avaliou 5549 pacientes com balões preenchidos com volumes variando de 400 a 700 ml (1). Por incrível que pareça, não houve associação entre maiores volumes de preenchimento do balão com maiores perdas de peso. O que se observou foi que balões com menos de 600 ml apresentavam uma maior taxa de impactação antral e refluxo quando comparados com balões acima desse volume, sem diferença nas outras complicações. Com isso, o estudo sugeriu que o volume utilizado para o </span><span style="font-weight: 400;">preenchimento do balão intragástrico deve ser entre 600 e 650 ml.</span></p>
<h2><b>O tempo de permanência faz diferença na perda de peso?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento do balão para tratamento de um ano de duração, houve uma grande expectativa em relação aos seus resultados. Será que os pacientes continuariam perdendo peso após os 6 meses? Vários estudos foram realizados comparando a perda de peso entre os tratamento de seis meses e um ano de duração (2-8).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados variam um pouco, com alguns estudos mostrando perdas discretamente melhores para o tratamento de 6 meses e outros para o de um ano, mas, na média, não existe diferença significativa na perda de peso máxima entre os dois tratamentos. Os resultados são semelhantes e variam entre 13 e 20% de perda de peso total.</span></p>
<h2><b>E no reganho de peso? Existe diferença em relação ao tempo de permanência do balão?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo muito interessante publicado por Russo et al (6) avaliou prospectivamente dois grupos de pacientes após removerem o balão intragástrico. Um grupo que utilizou o balão de 6 meses e um grupo que utilizou o balão de um ano. No momento da remoção, os dois grupos haviam apresentado a mesma média de perda de peso (20 kg </span><span style="font-weight: 400;">+</span><span style="font-weight: 400;"> 3). Os grupos foram acompanhados por 9 meses, e o reganho de peso após a remoção foi semelhante entre os dois grupos, como pode ser observado na tabela abaixo.</span></p>
<p><div id="attachment_10199" style="width: 933px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10199" class="wp-image-10199 size-full" title="Tabela l. Os dois grupos perderam 20+ 3 Kg ao final do tratamento. As células seguintes mostram o reganho médio de peso em cada uma das visitas de acompanhamento." src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tabela-1.jpg" alt="Tabela l. Os dois grupos perderam 20+ 3 Kg ao final do tratamento. As células seguintes mostram o reganho médio de peso em cada uma das visitas de acompanhamento." width="923" height="242" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tabela-1.jpg 923w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tabela-1-300x79.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tabela-1-768x201.jpg 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/tabela-1-585x153.jpg 585w" sizes="(max-width: 923px) 100vw, 923px" /><p id="caption-attachment-10199" class="wp-caption-text">Tabela l. Os dois grupos perderam 20+ 3 Kg ao final do tratamento. As células seguintes mostram o reganho médio de peso em cada uma das visitas de acompanhamento.</p></div></p>
<pre>Tabela l.  Os dois grupos perderam 20<u>+</u> 3 Kg ao final do tratamento. As células seguintes mostram o reganho médio de peso em cada uma das visitas de acompanhamento.</pre>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, o balão de 1 ano apresenta uma vantagem muito interessante em relação ao balão de seis meses. O reganho de peso começa 6 meses depois quando comparado com o balão semestral, dando um maior tempo para o paciente se adaptar aos hábitos mais saudáveis.</span></p>
<h2><b>Ajuste para aumentar o balão faz diferença?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A possibilidade de ajustar o balão também foi uma novidade muito esperada, e acreditava-se que poderia fazer uma grande diferença quando o paciente atingisse o platô de perda de peso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fittipaldi-Fernandes et al publicaram um estudo prospectivo randomizado muito interessante avaliando esse tema. Eles estudaram 180 pacientes. Um grupo no qual o balão foi preenchido com 600 ml e mantido durante um ano e outro grupo no qual o balão foi preenchido com 600 ml e após 6 meses reajustado com mais 250 ml. O grupo que foi ajustado apresentou uma perda média de 4,35 kg a mais do que o grupo não ajustado, mas sem diferença estatística na porcentagem de perda de peso total, na perda de excesso de peso ou no IMC (9).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre porque os pacientes que não perdem peso inicialmente com o balão (em torno de 8% dos pacientes) não costumam responder com o aumento do volume do balão. Esses casos são mais bem manejados com medicações para perda de peso. Os pacientes que mantêm sensação de saciedade e perdendo bem peso também não se beneficiam muito com os ajustes. Talvez, o grupo que mais tenha resultado são os pacientes que apresentaram uma boa perda de peso e queixam de perda da saciedade (10).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante lembrar também que ajustes com volume muito baixo não são efetivos nem, muitas vezes, notados pelos pacientes. Se um ajuste para mais for realizado, ele deve ser de no mínimo 150 ml.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, sim, em minha opinião, é a maior vantagem do balão ajustável. De acordo com dados do Consenso Brasileiro de Balão Intragástrico, que avaliou mais de 40.000 casos, a incidência de intolerância ao balão é de 2,2%. Além disso, há mais 0,9% dos pacientes que apresentam a hiperinsuflação espontânea do balão (11).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se essas complicações ocorrerem com um balão não ajustável, o único tratamento possível é a remoção do balão. Quem trabalha com balão sabe que a interrupção precoce do tratamento é sempre uma grande dor de cabeça com queixas e questionamentos dos pacientes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se isso ocorrer com um balão ajustável, é possível resolver a complicação sem necessitar remoção e interrupção do tratamento. No caso de intolerância, o balão deve ser esvaziado até perder o seu formato esférico. Isso ocorre com volumes próximos ou um pouco menores do que 400 ml. No caso da hiperinsuflação, o balão deve ser esvaziado completamente e reenchido com um novo líquido. Sempre importante orientar o paciente que a hiperinsuflação pode ocorrer novamente.</span></p>
<p><div id="attachment_3949" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3949" class="wp-image-3949 size-medium" title="Imagem de radiografia de abdome demonstrando balão hiperinsuflado com nível líquido" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/hiperinsuflacao-300x253.png" alt="Imagem de radiografia de abdome demonstrando balão hiperinsuflado com nível líquido" width="300" height="253" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/hiperinsuflacao-300x253.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/hiperinsuflacao.png 499w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-3949" class="wp-caption-text">Imagem de radiografia de abdome demonstrando balão hiperinsuflado com nível líquido.</p></div></p>
<h2><b>Complicações! Existe diferença na taxa de complicações entre os balões?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Consenso Brasileiro de Balão Intragástrico (11) avaliou as complicações entre os diferentes tipos de balão. Não existe diferença significativa na taxa de incidência de hiperinsuflação, esvaziamento espontâneo, migração e perfuração no implante e explante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação às úlceras gástricas, o balão ajustável tem uma taxa de incidência de 5,7%, enquanto os outros balões apresentam taxas de apenas 0,4%. Dentre esses pacientes com úlcera no balão ajustável, 0,6% necessita interromper o tratamento. A maior incidência de úlceras com o balão ajustável está relacionada à presença do cateter de ajuste.</span></p>
<p><div id="attachment_10200" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10200" class="wp-image-10200 size-medium" title="Úlcera pós balão intragástrico" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/Ulcera-pos-balao-intragastrico-300x247.png" alt="Úlcera pós balão intragástrico" width="300" height="247" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/Ulcera-pos-balao-intragastrico-300x247.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/10/Ulcera-pos-balao-intragastrico.png 514w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-10200" class="wp-caption-text">Úlcera pós-balão intragástrico.</p></div></p>
<h2><b>Enfim, quando usar cada tipo de balão?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que não existe contraindicação de nenhum dos tipos de balão para algum tipo específico de paciente, desde que as indicações e contraindicações do método sejam respeitadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas algumas sugestões podem ser feitas, sem nenhum critério de obrigatoriedade.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pacientes preocupados com o custo do tratamento podem utilizar o balão mais barato;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pacientes que precisam perder pouco peso ou que têm uma data para terminar o tratamento (algumas vezes um evento ou uma cirurgia que exigia perder peso para realizar) podem se beneficiar do tratamento mais curto – 6 meses;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pacientes mais pesados ou com obesidade mais crônica: um tratamento mais longo é interessante;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pacientes que moram longe ou que têm maior dificuldade para retornar para reavaliações: um balão com menor taxa de incidência de úlceras pode ser indicado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Para aqueles pacientes que têm um maior risco de intolerância, como, por exemplo, pacientes colocando o seu segundo balão, a possibilidade de ajuste para reduzir o balão é importante.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses são alguns exemplos de situações em que um balão pode ser mais vantajoso do que os outros. Claro que nada disso é lei, como já escrevi, são apenas sugestões. Espero que esta revisão tenha sido útil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você também pode contribuir nos comentários com a sua opinião e experiência! Quando usa cada tipo de balão? Concorda com as sugestões acima? Conte para nós!</span></p>
<h3><a href="https://gastropedia.com.br/cirurgia/obesidade/obesidade-conceito-consequencia-classificacao/">Para saber mais sobre este tema e outros relacionados, acesse o site Gastropedia clicando aqui!</a></h3>
<h2><b>Como citar este artigo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Orso IRB. Quando e para quem indicar cada tipo de balão intragástrico?. Endoscopia Terapêutica; 2021. Disponível em: </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/quando-e-para-quem-indicar-cada-tipo-de-balao-intragastrico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/quando-e-para-quem-indicar-cada-tipo-de-balao-intragastrico/</span></a></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nitin Kumar et al. The Influence of the Orbera Intragastric Balloon Filling Volumes on Weight Loss, Tolerability, and Adverse Events: a Systematic Review and Meta-Analysis. OBES SURG. DOI 10.1007/s11695-017-2636-3. 2017</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Eisa Lari , Waleed Burhamah, Ali Lari, Talal Alsaeed, Khalid Al-Yaqout, Salman Al-Sabah. Intragastric balloons – The past, present and future. Annals of Medicine and Surgery. 2021.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Seong Ji Choi and Hyuk Soon Choi. Various Intragastric Balloons Under Clinical Investigation. Clin Endosc 2018.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alfredo Genco, Daniela Dellepiane, Giovanni Baglio et al. Adjustable Intragastric Balloon vs Non-Adjustable Intragastric Balloon: Case–Control Study on Complications, Tolerance, and Efficacy. OBES SURG. 2013.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maíra L SCHWAAB1, Eduardo N USUY JR2, Maurício M de ALBUQUERQUE1, Daniel Medeiros MOREIRA1,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Victor O DEROSSI1 and Renata T USUY2Assessment of weight loss after non-adjustable and adjustable intragastric balloon use. Arq Gastroenterol 2020.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Teresa Russo a, Giovanni Aprea a, Cesare Formisano a, Simona Ruggiero a, Gennaro Quarto a, Raffaele Serra b, Guido Massa a, Luigi Sivero. BioEnterics Intragastric Balloon (BIB) versus Spatz Adjustable BalloonSystem (ABS): Our experience in the elderly. International Journal of Surgery. 2016.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Vitor O. Brunaldi, Manoel Galvao Neto. Endoscopic techniques for weight loss and treating metabolic syndrome. Current opinion Gastroenterology. 2019.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diogo Moura, Joel Oliveira, Eduardo G.H. De Moura, Wanderlei Bernardo, Manuel Galvão Neto, Josemberg Campos, Violeta B. Popov, Cristopher Thompson. Effectiveness of Intragastric Balloon for Obesity: A</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Systematic Review and Meta-Analysis Based on Randomized Control Trials. Surgery for Obesity and Related Diseases. 2015.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ricardo José Fittipaldi-Fernandez, Idiberto José Zotarelli-Filho, Cristina Fajardo Diestel, Márcia Regina Simas Torres Klein, Marcelo Falcão de Santana, João Henrique Felicio de Lima, Fernando Santos Silva Bastos, Newton Teixeira dos Santos. Randomized Prospective Clinical Study of Spatz3® Adjustable Intragastric Balloon Treatment with a Control Group: a Large-Scale Brazilian Experiment. Obesity Surgery. 2020.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Books J. One-Year Adjustable Intragastric Balloons: Do They Offer More than Two Consecutive Nonadjustable</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">6-Month Balloons? Obesity Surgery. 2013.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ManoelGalvao Neto, Lyz Bezerra Silva, EduardoGrecco, LuizGustavodeQuadros, André Teixeira, Thiago Souza, JimiScarparo, ArturA.Parad a, RicardoDib, Josemberg Campos, RenaMoon. Brazilian Intragastric Balloon Consensus Statement (BIBC): practical guidelines based on experience of over 40,000 cases. SOARD. 2017.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Acesse o </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Endoscopia Terapêutica</span></a><span style="font-weight: 400;"> para tomar contato com mais </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigos-comentados/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">artigos comentados</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntos-gerais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">assuntos gerais</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casos-clinicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">casos clínicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/quiz/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">quizzes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/classificacoes/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">classificações</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mais!</span></p>
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		<title>Lesão de Dieulafoy: um desafio para o endoscopista</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/lesao-de-dieulafoy-um-desafio-para-o-endoscopista/</link>
					<comments>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/lesao-de-dieulafoy-um-desafio-para-o-endoscopista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 09:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CASO 1 Paciente masculino de 65 anos em investigação de hepatopatia, apresentando episódios intermitentes&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/lesao-de-dieulafoy-um-desafio-para-o-endoscopista/">Lesão de Dieulafoy: um desafio para o endoscopista</a> appeared first on <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt">Endoscopia Terapeutica</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CASO 1</strong></p>
<p>Paciente masculino de 65 anos em investigação de hepatopatia, apresentando episódios intermitentes de melena.  Já realizou 2 endoscopias e uma colonoscopia não evidenciando o foco do sangramento.   Hoje novo episódio de  melena e queda significativa da hemoglobina. Indicada nova endoscopia.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Dieulafoy-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11164" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Dieulafoy-1.jpg" alt="" width="1046" height="348" /></a></p>
<p>A endoscopia evidenciou um coágulo no ápice bulbar e após a sua remoção foi possível identificar um pequeno coto vascular com sangramento ativo. O coto foi tratado com injeção de solução de adrenalina seguida de aplicação de clipes.  O paciente não apresentou novos sangramentos.</p>
<p><strong>CASO 2</strong></p>
<p>Menino de 6 anos com início há 3 dias com quadros de enterorragias volumosas intermitentes. Admitido no hospital com Hb de 6,0.  Endoscopia digestiva alta normal.  Indicada colonoscopia.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/dieulafoy-colon.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11165" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/dieulafoy-colon.jpg" alt="" width="703" height="615" /></a></p>
<p>Após o preparo o cólon estava limpo e não apresentava mais resíduos hemáticos.  No ceco foi identificado pequeno coágulo. Após a limpeza do ceco e  avaliação detalhada underwater foi observado que o coágulo estava aderido a um coto  vascular superficial com pequeno ponto de ruptura.  Foi realizada a aplicação de clipes e a criança não apresentou mais episódios de sangramento.</p>
<h2><strong>Lesão de Dieulafoy</strong></h2>
<p>A lesão de Dieulafoy foi descrita pelo cirurgião francês Paul Georges Dieulafoy em 1898 e é uma causa pouco frequente de hemorragia gastrointestinal, mas de relevância, pois geralmente se apresenta com sangramentos volumosos.  O grande desafio desta doença está no pequeno tamanho da lesão e na sua característica de sangramento intermitente com  uma  difícil localização endoscópica se o sangramento não estiver ativo.  Isso leva à sua clássica apresentação de hematêmese e melena com significativa queda de hemoglobina e um exame de endoscopia normal ou com achados que não explicam o sangramento.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/PGD.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10983" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/PGD.png" alt="" width="855" height="632" /></a></p>
<p>Ficou curioso? <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Georges_Dieulafoy" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Georges_Dieulafoy</a></p>
<h5></h5>
<h2><strong>Patologia</strong></h2>
<p>As arteríolas normais da submucosa tem menos de 1 mm pois os vasos vão afilando progressivamente enquanto atravessam as camadas da parede do trato gastrointestinal.  A lesão de Dieulafoy é um desses vasos, mas que não afilou após atravessar a muscular e chega à camada submucosa com um calilbre de 1-3 mm. Este vaso corre tortuosamente na submucosa e protrui através da mucosa para a luz gástrica através de um pequeno defeito na mucosa de 2 a 5 mm geralmente sem sinais inflamatórios mas podendo apresentar uma pequena área de fibrina adjacente.</p>
<p><div id="attachment_10984" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Patologia.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10984" class="size-full wp-image-10984" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Patologia.png" alt="" width="382" height="293" /></a><p id="caption-attachment-10984" class="wp-caption-text">A) Arteríola aberrante dilatada na submucosa. B) Arteríola de calibre normal. C) Muscular própria</p></div></p>
<p>O estômago é o local mais comum, geralmente na pequena curvatura alta. Até 1/3  das lesões são extra-gástricas sendo o duodeno e o cólon os locais mais frequentes. Já foram descritas lesões de Dieulafoy no esôfago, intestino delgado, reto, canal anal e nos brônquios.</p>
<h5></h5>
<h2><strong>Etiologia</strong></h2>
<p>A lesão provavelmente é de origem congênita. Patologicamente o vaso é normal, reduzindo a probabilidade de causa aneuristmática. Também fortalece a teoria congênita os casos descritos de lesões de Dieulafoy em recém-nascidos.</p>
<p>Uma grande proporção dos pacientes com ruptura deste vaso está internado sugerindo que a lesão por estresse está envolvida no sangramento. A hemorragia pode ocorrer em qualquer faixa etária mas é mais frequente acima dos 60 anos e duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres.  Comorbidades estão presentes em 90% dos pacientes sendo cardiopatias e insuficiência renal as mais comuns.  Drogas como anti inflamatórios, aspirina e warfarina também podem estar relacionadas com o aumento da incidência do sangramento.</p>
<p>Embora a patogenia exata do que leva ao sangramento de um vaso previamente assintomático não é completamente compreendida mas o consenso é de que alguma forma de lesão mucosa por erosão ou injúria isquêmica expõe o vaso e predispõe ao sangramento.</p>
<h5></h5>
<h2><strong>Apresentação Clínica e Diagnóstico</strong></h2>
<p>A lesão de Dieulafoy tipicamente se apresenta agudamente com hemorragia maciça que geralmente é recorrente.</p>
<p>A endoscopia digestiva alta é efetiva no diagnóstico em até 70% dos pacientes.  Porém, algumas vezes várias endoscopias podem ser necessárias  para se fazer o diagnóstico.  Até 6%  dos pacientes necessitam 3 ou mais exames endoscópicos para encontrar a lesão.  Entre os pacientes que o diagnóstico não foi feito na primeira endoscopia, 40% foi devido à presença de sangue acumulado impedindo a avaliação e 60% foi porque a lesão não pôde ser encontrada.</p>
<p>Existem relatos do uso de ecoendoscopia para identificar um vaso calibroso na submucosa mesmo na ausência de sangramento e também de seu uso para controle após tratamento endoscópico avaliando o desaparecimento do fluxo no vaso submucoso.</p>
<h5></h5>
<h2><strong>Características Endoscópicas da lesão de Dieulafoy</strong></h2>
<p>Os achados se dividem em 3 categorias:</p>
<ul>
<li>Sangramento ativo que  pode ser em jato ou babação.</li>
<li>Coágulo aderido que após a lavagem evidencia  um mínimo defeito mucoso</li>
<li>Vaso visível isolado com mucosa normal adjacente ou com pequena quantidade de fibrina, menor que 5 mm, não associado à úlcera.</li>
</ul>
<p><div id="attachment_10977" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/achados-endoscopicos-dieulafoy.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10977" class="wp-image-10977" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/achados-endoscopicos-dieulafoy.jpg" alt="" width="1000" height="235" /></a><p id="caption-attachment-10977" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Sangramento ativo em jato, sangramento ativo com vaso visível em babação, coágulo aderido, vaso visível com pequena quantidade de fibrina, menor que 5 mm.</p></div></p>
<h5></h5>
<h2><strong>Tratamento</strong></h2>
<p>O tratamento endoscópico é o método de escolha nas lesões acessíveis endoscopicamente.  O sucesso é reportado acima de 90%.  Podem ser utilizados métodos térmicos (heaterprobe, APC, coagrasper, eletrocoagulação com alça), injeção de agentes esclerosantes  e terapias mecânicas (ligadura elástica e clipes).    Cada técnica tem suas vantagens e desvantagens mas existe evidência na literatura de que as terapias mecânicas são mais efetivas.  Terapias combinadas também apresentam menores taxas de ressangramento quando comparadas com a monoterapia.</p>
<p><div id="attachment_10980" style="width: 1361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Dieulafoy-tratamento-endoscopico.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10980" class="wp-image-10980 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Dieulafoy-tratamento-endoscopico.jpg" alt="" width="1351" height="605" /></a><p id="caption-attachment-10980" class="wp-caption-text">Tratamento endoscópico da lesão de Dieulafoy no duodeno. Superior da esquerda para a direita. a) coágulo aderido b)vaso visível com sangramento em babação após lavagem do coáugulo. c) escleroterapia com injeção de glicose e adrealina 1:10000. Inferior esquerda para a direita: d) aspecto após eslceroterapia. e)aplicação do primeiro clipe. e) aspecto após aplicação do segundo clipe.</p></div></p>
<p>A angiografia pode ser utilizada em casos que falham à terapia endoscópica. Nestes pacientes, a colocação de um clipe endoscópico próximo da lesão sangrante, quando possível, facilita bastante a localização da artéria a ser tratada. Esta técnica apresenta um risco considerável de isquemia na área da artéria obliterada que deve ser levado em conta no acompanhamento do paciente após o procedimento devido à possibilidade de perfuração tardia.</p>
<p>A angiografia é o método de escolha para lesões de Dieulafoy nos brônquios.</p>
<p><div id="attachment_7962" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7962" class="wp-image-7962" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2020/06/clipe-300x283.png" alt="" width="377" height="356" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2020/06/clipe-300x283.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2020/06/clipe.png 520w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /><p id="caption-attachment-7962" class="wp-caption-text">Angiografia demonstrando extravasamento de contraste em topografia gástrica. A seta demonstra a presença de um clipe endoscópico guiando o procedimento. Adaptado de Barbosa et. al 2016.</p></div></p>
<p>A cirurgia é reservada apenas para os  casos onde existe falha endoscópica e angiográfica.  O tratamento laparoscópico é possível e realizado através de ressecções em cunha ou gastrectomias parciais, mas depende da correta localização da lesão no  intra-operatório.  Por isso, nos pacientes que serão operados, a tatuagem endoscópica deve ser realizada para facilitar a identificação  da área a ser ressecada.</p>
<h5></h5>
<h2><strong>Pontos importantes</strong></h2>
<p>A lesão de Dieulafoy é um desafio diagnóstico e terapêutico.  Devemos sempre lembrar desta lesão nos casos de hemorragia obscura em todas as faixas etárias.</p>
<p>A repetição da endoscopia o mais precoce possível na recorrência da hemorragia permite a visualização do sangramento ativo facilitando muito a identificação da lesão.</p>
<p>O tratamento endoscópico é altamente efetivo e as terapias mecânicas são preferidas. Quando a posição da lesão não permitir a colocação de um clipe ou ligadura, terapias térmicas e injeção de agentes esclerosantes podem ser utilizados.</p>
<h5></h5>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<ol>
<li>Baxter M, Aly EH. Dieulafoy&#8217;s lesion: current trends in diagnosis and management. <em>Ann R Coll Surg Engl</em>. 2010;92(7):548‐554.</li>
<li>Lee YT, Walmsley RS, Leong RW, Sung JJ. Dieulafoy&#8217;s lesion. Gastrointest Endosc. 2003;58:236–43.</li>
<li>Clements J, Clements B, Loughrey M. Gastric Dieulafoy lesion: a rare cause of massive haematemesis in an elderly woman. <em style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;">Case Reports </em><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;">2018;</span><strong style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;">2018:</strong><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;">bcr-2017-223615.</span></li>
<li>Linda L. Manning-Dimmitt, Steven G. Dimmitt, and George R. Wilson,<em style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;"> A</em><em style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;">m Fam Physician.</em><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;"> 2005 Apr 1;71(7):1339-1346.</span></li>
<li>Barosa, Rita et al. “Dieulafoy&#8217;s Lesion: The Role of Endoscopic Ultrasonography as a Roadmap.” <em style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;">GE &#8211; Portuguese Journal of Gastroenterology</em><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px;"> 24 (2016): 95 &#8211; 97.</span></li>
<li>Ghazi Alshumrani, Angiographic findings and endovascular embolization in Dieulafoy disease: a case report and literature reviewDiagn Interv Radiol 2006; 12:151-154</li>
</ol>
<p><strong>Para saber mais:</strong></p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/quiz/quiz-dieulafoy/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Quiz &#8211; lesão de Dieulafoy</a><br />
<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/dieulafoy-de-cardia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lesão de Deiulafoy de Cárdia</a></p>
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		<title>Quiz! Endoscopia nas Complicações da Cirurgia Bariátrica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Quiz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paciente encaminhada para avaliação 3 meses após Gastrectomia Vertical (Sleeve).  Foi operada e reoperada 7&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Paciente encaminhada para avaliação 3 meses após Gastrectomia Vertical (Sleeve).  Foi operada e reoperada 7 dias depois para drenagem abdominal devido à fístula. Apresentou boa evolução recebendo alta 1 semana depois.  No momento queixa-se de disfagia importante aceitando apenas líquidos e não conseguindo progredir a consistência da dieta. Apresenta 3 orifícios fistulosos cutâneos na incisão abdominal com débito baixo mas persistente.  IMC atual 25.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/09/Fstula-cutnea.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11016" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/09/Fstula-cutnea.jpg" alt="" width="323" height="341" /></a></p>
<p><strong>Tomografia:</strong> Descontinuidade na parede do estômago proximal  associado à formação de cavidade  perigástrica.  Trajeto fistuloso saindo da cavidade e terminando em   pequena coleção subfrênica.  Presença de um segundo  trajeto fistuloso saindo da cavidade perigástrica e terminando na região da incisão mediana abdominal.</p>
<p><strong>Endoscopia:</strong> Presença de recesso de fundo gástrico. Sleeve com desvio de eixo,  transposto com leve resistência ao aparelho.  Presença de orifício fistuloso no ângulo de Hiss, medindo aproximadamente 10 mm.</p>
<p><div id="attachment_11015" style="width: 1001px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/09/fistula-baritrica.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11015" class="size-full wp-image-11015" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/09/fistula-baritrica.jpg" alt="" width="991" height="292" /></a><p id="caption-attachment-11015" class="wp-caption-text">Orifício fistuloso na linha de grampo do sleeve proximal com fio de sutura visível.</p></div></p>
<p><strong>Fistulografia endoscópica:</strong></p>
<p><div id="attachment_11018" style="width: 955px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/09/fistulografia.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11018" class="wp-image-11018 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/09/fistulografia.png" alt="" width="945" height="489" /></a><p id="caption-attachment-11018" class="wp-caption-text">Fistulografia onde se notam 2 trajetos fistulosos saindo da cavidade perigástrica. Um mais alto terminando na coleção subfrênica e outro mais longo e com trajeto inferior indo em direção à parede abdominal</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p></p>
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