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	<title>Casos Clínicos Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Mar 2026 21:26:08 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Casos Clínicos Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Quiz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Angelo So Taa Kum]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[Quiz]]></category>
		<category><![CDATA[Diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[duodeno]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paciente do sexo feminino, 47 anos, com história de artralgia migratória intermitente há 1&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><br>Paciente do sexo feminino, 47 anos, com história de artralgia migratória intermitente há 1 ano, queixa-se de diarreia crônica, dor abdominal e perda de peso não intencional há 3 meses. Na investigação, a Endoscopia Digestiva Alta evidenciou mucosa duodenal com áreas de vilosidades edemaciadas e presença de múltiplas placas esbranquiçadas elevadas. A avaliação histopatológica das biópsias duodenais demonstrou expansão da lâmina própria por macrófagos espumosos positivos para a coloração de Ácido Periódico de Schiff (PAS) e resistentes à diástase. A coloração de Ziehl-Neelsen resultou negativa.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21119"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="640" height="480" data-id="21119" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-QUIZ.jpg" alt="" class="wp-image-21119" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-QUIZ.jpg?v=1774654618 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-QUIZ-300x225.jpg?v=1774654618 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-QUIZ-585x439.jpg?v=1774654618 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">1-Visão endoscópica à luz branca.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21118"><img decoding="async" width="640" height="480" data-id="21118" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-2-QUIZ.jpg" alt="" class="wp-image-21118" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-2-QUIZ.jpg?v=1774654618 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-2-QUIZ-300x225.jpg?v=1774654618 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-2-QUIZ-585x439.jpg?v=1774654618 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">2-Visão endoscópica com NBI.</figcaption></figure>
</figure>





<p></p>
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		<title>Pancreatoscopia + Litotripsia Eletro-hidráulica para tratamento de cálculo pancreático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabrieli Melissa Oissa,&nbsp;Letícia Motono Chojniak,&nbsp;Carlos Kiyoshi Furuya Junior&nbsp;e&nbsp;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentação do Caso Homem, 67 anos, etilista crônico, portador de pancreatite crônica calcificante com&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Apresentação do Caso</strong></h2>



<p>Homem, 67 anos, etilista crônico, portador de pancreatite crônica calcificante com múltiplos episódios de agudização. Exames prévios demonstraram cálculo único no ducto pancreático principal (DPP). O paciente havia sido submetido a duas CPREs (2023 e 2024), com esfincterotomia pancreática e tentativas de extração, sem sucesso, sendo deixado stent pancreático para drenagem.</p>



<p>Em julho de 2025, evoluiu com pancreatite aguda grave (Balthazar E), complicada por pseudocistos drenados por radiologia intervencionista. Uma RNM em setembro de 2025 mostrou persistência de cálculo único no DPP, medindo 9 mm, localizado no corpo pancreático, associado a discreta estenose a jusante.</p>



<p>Diante da falha das terapias endoscópicas convencionais, optou-se por pancreatoscopia com tentativa de extração e eventual litotripsia intraductal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Procedimento</strong></h2>



<p>Realizou-se pancreatoscopia com sistema <strong>SpyGlass<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong> (SpyScope DS II), que evidenciou cálculo único, esbranquiçado, impactado no DPP. A extração com cesta pancreática (SpyBasket) não foi possível devido a estreitamento ductal a montante do cálculo, impedindo sua mobilização.</p>



<p>Optou-se então por dilatação da estenose e <strong>litotripsia eletro-hidráulica (EHL)</strong> utilizando sistema <strong>AutoLith<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong>, com sonda posicionada a aproximadamente 1–2 mm da superfície do cálculo. A aplicação de pulsos fragmentou progressivamente o cálculo, permitindo sua remoção subsequente com cesta. Foi deixado stent pancreático para manter a drenagem ductal.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-ebea24b0-2692-48e5-8ccc-16691a4a682d" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=ebea24b0-2692-48e5-8ccc-16691a4a682d" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Discussão</strong></h2>



<p>Cálculos pancreáticos são comuns na pancreatite crônica alcoólica e resultam da precipitação de proteínas e sais de cálcio no DPP. Essas obstruções aumentam a pressão intraductal e contribuem para dor refratária. Cálculos maiores, densos e impactados — como no presente caso — frequentemente exigem litotripsia para fragmentação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Abordagem terapêutica atual</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>CPRE</strong> com esfincterotomia e extração é eficaz para cálculos pequenos e móveis, geralmente em ductos dilatados.</li>



<li><strong>Litotripsia extracorpórea (ESWL)</strong> é recomendada para cálculos ≥ 5 mm localizados em cabeça / corpo, especialmente quando radiopacos.</li>



<li><strong>Litotripsia intraductal guiada por pancreatoscopia (laser ou EHL)</strong> é indicada quando ESWL não está disponível, falha, ou quando os cálculos são únicos, impactados ou intraductais profundos.</li>
</ul>



<p>Embora ESWL apresente alta eficácia e seja recomendada nos guidelines, no nosso meio temos dificuldade em encontrar centros especializados que ofereçam esse tratamento. Como alternativa a ESWL, pode-se empregar a litotripsia endoscópica intraductal, utilizando fibra de laser ou eletro-hidráulica (EHL) guiada por pancreatoscopia.</p>



<p>A <strong>EHL</strong>, realizada sob visão direta, gera ondas de choque a partir de pulsos elétricos que causam cavitação e fragmentação do cálculo. A pancreatoscopia melhora a precisão, reduz risco de lesão ductal e aumenta a taxa de extração completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Tratamento cirúrgico</strong></h2>



<p>Permanece como segunda linha, reservado para casos refratários à terapia endoscópica ou quando há alterações anatômicas que impedem o acesso ao ducto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Update on endoscopic treatment of stones in the main pancreatic duct in calcified chronic pancreatitis. Choi EK, Lehman GA. Kor J Intern Med. 2012;27:20–29. doi: 10.3904/kjim.2012.27.1.20.</li>



<li>Endoscopic treatment of chronic pancreatitis: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Guideline – Updated August 2018.</li>



<li>Endoscopic lithotripsy in the common bile duct. Koch H, Stolte M, Walz V. Endoscopy. 1977;9:95–98. doi: 10.1055/s-0028-1098497.</li>



<li>Mechanical lithotripsy of stones in the pancreatic duct. Freeman ML. Gastrointest Endosc. 1996;44:333–336. doi: 10.1016/s0016-5107(96)70175-x.</li>



<li>Management of pancreatic calculi in chronic pancreatitis: A review article. Cureus. Kaushik N, Dasari V, Jain D. Mar 5, 2023;15(3):e35788. doi: 10.7759/cureus.35788. PMID: 37025704; PMCID: PMC10072785.</li>



<li>Chronic pancreatitis. Steer ML, Waxman I, Freedman S. N Engl J Med. 1995;332:1482–1490. doi: 10.1056/NEJM199506013322206.</li>



<li>Ultrastructure and elemental composition of human pancreatic stones. Pitchumoni CS, Viswanathan KV, Gee Varghese PJ, Banks PA. Pancreas. 1987;2:152–158. doi: 10.1097/00006676-198703000-00005.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Oissa GM, Chojniak LM, Furuya Júnior CK CF, Martins BC. Pancreatoscopia + Litotripsia Eletro-hidráulica para tratamento de cálculo pancreático. Endoscopia Terapeutica, 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21067" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/pancreatoscopia-litotripsia-eletro-hidraulica-para-tratamento-de-calculo-pancreatico/</a></p>



<p></p>
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		<title>EUS guided feeder vessel embolization of gastric varices</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ashish Agarwal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[embolization]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[gastric varices]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Authors: Ashish Agarwal, Chhagan Lal Birda, Ankit Agarwal Case Report A 42-year-old female patient&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>Authors:</strong> Ashish Agarwal, Chhagan Lal Birda, Ankit Agarwal</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Case Report</strong></h2>



<p><br>A 42-year-old female patient with cirrhosis secondary to hepatitis C presented to the gastroenterology clinic of our hospital. Routine Upper GI endoscopy (UGIE) was done for variceal screening, which showed a large globular isolated fundal varix at the lesser curvature (IGV-1, F3). There were no esophageal varices. There was no jaundice or ascites and the MELD score was 16. After discussion with interventional radiology, she was planned for EUS-guided embolization of feeder vessel of the fundal varix using coils and cyanoacrylate glue.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conduct</strong></h2>



<p>For this procedure, the MicroNester embolization coil (Cook Medical) of diameter 12 mm was used.</p>



<p>The steps of the procedure are as follows:</p>



<p>1. Identification of the feeder vessel: A gastric varix will have an inflow (feeder) and an outflow tract (gastrorenal shunt). The feeder will connect the varix with the splenoportal axis, while the outflow will connect the varix with the renal vein. Thus, it is important to trace the entire tortuous route of the feeder and document its origin from the splenoportal axis to avoid mispuncture of an outflow tract.</p>



<p>2. Puncture the feeder varix with a 19 G FNA needle and confirm intravariceal position by aspiration of blood.</p>



<p>3. If the varix is also visible on the screen, pushing agitated saline at this stage may confirm the flow of agitated saline towards the varix.</p>



<p>4. Place a coil inside the varix. The size of the coil chosen should be 10-12 mm in diameter. The number of coils needed is generally one to two.</p>



<p>5. Push 2 ml of glue after the placement of the coil.</p>



<p>6. Remove the needle and confirm absence of flow in the varix on Doppler examination.</p>



<p>7. Observe for 6-12 hours.</p>



<p>In the current case, the patient was discharged 6 hours post-procedure.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-6250fde7-8095-43bf-af16-2e700ea83d0e" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=6250fde7-8095-43bf-af16-2e700ea83d0e" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Follow up</strong></h2>



<p>Repeat EUS after 4 weeks (Video 2) shows obliteration of the varix with no flow on Doppler study.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-15030dca-7695-4c44-9762-d8b6b5948dcd" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=15030dca-7695-4c44-9762-d8b6b5948dcd" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Commentaries</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">EUS-guided vascular intervention has significantly expanded the scope of both diagnostic and therapeutic approaches for vascular pathologies. Despite its increasing clinical application, there remains a paucity of data regarding the standardization of procedural techniques.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">EUS-guided fundal varix embolization has emerged as a safe and effective modality and has transformed the management of gastric varices. Although endoscopic cyanoacrylate glue injection under direct visualization is feasible, it is associated with a substantial risk of adverse events. These include systemic embolization to the lungs, brain, or spleen, leading to serious complications, as well as local complications such as perforation, venous thrombosis, sepsis, and tissue necrosis. Procedural challenges, including needle adherence and glue clogging of the endoscope channel, necessitate meticulous technique, and appropriate personal protective equipment, particularly eye protection.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Identifying the feeding vessel can be technically challenging, and sometimes multiple feeder vessels may be present. Furthermore, differentiation between inflow and outflow tracts on EUS imaging is often difficult. While the technical approach is similar and does not confer a clear advantage over direct EUS-guided variceal embolization, targeting the feeder vessel does decrease the number of coils required to achieve effective embolization and reduces the need for reintervention.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>How to cite this article</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Agarwal A, Birda CL, Agarwal A. EUS guided feeder vessel embolization of gastric varices. Endoscopia Terapeutica, 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21062" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/eus-guided-feeder-vessel-embolization-of-gastric-varices/</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Embolização de varizes gástricas guiada por ecoendoscopia</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/embolizacao-de-varizes-gastricas-guiada-por-ecoendoscopia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ashish Agarwal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[Coil]]></category>
		<category><![CDATA[erradicação de varizes]]></category>
		<category><![CDATA[escleroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[VARIZES]]></category>
		<category><![CDATA[varizes gástricas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Título original: EUS guided feeder vessel embolization of gastric varices. Autores: Ashish Agarwal, Chhagan&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Título original: <em>EUS guided feeder vessel embolization of gastric varices</em>.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>Autores:</strong> Ashish Agarwal, Chhagan Lal Birda, Ankit Agarwal</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Relato de Caso</strong></h2>



<p><br>Uma paciente do sexo feminino, de 42 anos, com cirrose secundária à hepatite C, apresentou-se ao ambulatório de gastroenterologia do nosso hospital. Foi realizada uma endoscopia digestiva alta de rotina (EDA) para rastreamento de varizes, que evidenciou uma grande variz fúndica globular isolada na curvatura menor (IGV-1, F3). Não havia varizes esofágicas. Não apresentava icterícia nem ascite, e o escore MELD era 16. Após discussão com a radiologia intervencionista, foi planejada embolização guiada por EUS do vaso nutridor da variz fúndica utilizando molas (coils) e cola de cianoacrilato.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conduta</strong></h2>



<p>Para este procedimento, foi utilizada a mola de embolização MicroNester (Cook Medical) com diâmetro de 12 mm.</p>



<p>As etapas do procedimento são as seguintes:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Identificação do vaso nutridor: Uma variz gástrica apresenta um fluxo de entrada (vaso nutridor) e um trajeto de saída (derivação gastrorrenal). O vaso nutridor conecta a variz ao eixo esplenoportal, enquanto a via de saída conecta a variz à veia renal. Assim, é importante seguir todo o trajeto tortuoso do vaso nutridor e documentar sua origem no eixo esplenoportal para evitar punção inadvertida da via de saída.</li>



<li>Punção da variz nutridora com uma agulha FNA 19 G e confirmação da posição intravaricosa por aspiração de sangue.</li>



<li>Se a variz também estiver visível na tela, a injeção de soro fisiológico agitado neste momento pode confirmar o fluxo do soro em direção à variz.</li>



<li>Posicionamento de uma mola dentro da variz. O tamanho da mola escolhida deve ter diâmetro de 10–12 mm. O número de molas necessárias geralmente é de uma a duas.</li>



<li>Injeção de 2 ml de cola após o posicionamento da mola.</li>



<li>Retirada da agulha e confirmação da ausência de fluxo na variz ao exame Doppler.</li>



<li>Observação por 6–12 horas.</li>
</ol>



<p>No caso atual, a paciente recebeu alta 6 horas após o procedimento.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-6250fde7-8095-43bf-af16-2e700ea83d0e" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=6250fde7-8095-43bf-af16-2e700ea83d0e" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Seguimento</strong></h2>



<p>A repetição do EUS após 4 semanas (Vídeo 2) demonstrou obliteração da variz, sem fluxo ao estudo Doppler.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-15030dca-7695-4c44-9762-d8b6b5948dcd" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=15030dca-7695-4c44-9762-d8b6b5948dcd" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Comentários</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">A intervenção vascular guiada por EUS expandiu significativamente o escopo das abordagens diagnósticas e terapêuticas para patologias vasculares. Apesar de sua crescente aplicação clínica, ainda há escassez de dados quanto à padronização das técnicas procedimentais.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">A embolização de variz fúndica guiada por EUS emergiu como uma modalidade segura e eficaz e transformou o manejo das varizes gástricas. Embora a injeção endoscópica de cola de cianoacrilato sob visualização direta seja factível, ela está associada a um risco substancial de eventos adversos. Estes incluem embolização sistêmica para pulmões, cérebro ou baço, levando a complicações graves, bem como complicações locais como perfuração, trombose venosa, sepse e necrose tecidual. Desafios procedimentais, incluindo aderência da agulha e obstrução do canal do endoscópio pela cola, exigem técnica meticulosa e uso adequado de equipamentos de proteção individual, especialmente proteção ocular.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">A identificação do vaso nutridor pode ser tecnicamente desafiadora, e, por vezes, múltiplos vasos nutridores podem estar presentes. Além disso, a diferenciação entre os trajetos de entrada e saída nas imagens de EUS frequentemente é difícil. Embora a abordagem técnica seja semelhante e não ofereça uma vantagem clara em relação à embolização varicosa guiada por EUS diretamente na variz, o direcionamento ao vaso nutridor reduz o número de molas necessárias para alcançar uma embolização eficaz e diminui a necessidade de reintervenção.</p>



<p>Veja mais sobre o tema: <br><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/assuntos-gerais-tratamento-endoscopico-de-varizes-de-fundo-gastrico/">Tratamento endoscópico de varizes de fundo gástrico • Endoscopia Terapeutica</a><br><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/artigo-comentado-tratamento-ecoguiado-de-varizes-de-fundo-gastrico-com-injecao-combinada-de-cianoacrilato-e-molas-ampla-experiencia-de-6-anos-nos-eua/">Tratamento ecoguiado de varizes de fundo gástrico com injeção combinada de cianoacrilato e molas: ampla experiência de 6 anos nos EUA • Endoscopia Terapeutica</a><br><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/comparacao-do-tratamento-endoscopico-vesus-ecoendoscopico-para-obliteracao-de-varizes-gastricas/">Comparação do tratamento endoscópico versus ecoendoscópico para obliteração de varizes gástricas • Endoscopia Terapeutica</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Agarwal A, Birda CL, Agarwal A. EUS guided feeder vessel embolization of gastric varices. Endoscopia Terapeutica, 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21029" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/eus-guided-feeder-vessel-embolization-of-gastric-varices/</a></p>



<p></p>
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		<title>Tratamento endoscópico de estenose de anastomose pós-correção de atresia de esôfago</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Alves Retes&nbsp;e&nbsp;Juliana Souza Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 06:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[dilatação]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[estenose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caso clínico L.R.S., masculino, 8 meses, nascido a termo, com diagnóstico pré-natal de atresia&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caso clínico</strong></h2>



<p>L.R.S., masculino, 8 meses, nascido a termo, com diagnóstico pré-natal de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal (Vogt IIIb/Gross C), submetido à correção cirúrgica no 3º dia de vida. Aos 3 meses, passou a apresentar episódios recorrentes de tosse durante a alimentação, engasgos, regurgitação e perda de peso progressiva. A mãe relatou dificuldade em introduzir alimentos sólidos e episódios recorrentes de infecção respiratória nos últimos dois meses. Solicitada endoscopia digestiva alta, que evidenciou estenose puntiforme da anastomose esofágica. Iniciada terapia endoscópica com dilatação esofágica utilizando vela de Savary-Gilliard. Foram realizadas 4 sessões com intervalo de 2 semanas, com melhora progressiva da aceitação alimentar e ganho ponderal adequado. Após a 4ª dilatação, o paciente encontra-se em boa evolução clínica, com alimentação por via oral plena, sem episódios de engasgos ou perda ponderal.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20501"><img decoding="async" width="720" height="480" data-id="20501" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/estenose-da-anastomose-esofagica-1.jpg" alt="" class="wp-image-20501" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/estenose-da-anastomose-esofagica-1.jpg?v=1755730830 720w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/estenose-da-anastomose-esofagica-1-300x200.jpg?v=1755730830 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/estenose-da-anastomose-esofagica-1-585x390.jpg?v=1755730830 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/estenose-da-anastomose-esofagica-1-263x175.jpg?v=1755730830 263w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 01: imagem endoscópica da estenose da anastomose esofágica</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20500"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="480" data-id="20500" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/passagem-do-balao-de-dilatacao-pela-estenose.jpg" alt="" class="wp-image-20500" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/passagem-do-balao-de-dilatacao-pela-estenose.jpg?v=1755730827 720w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/passagem-do-balao-de-dilatacao-pela-estenose-300x200.jpg?v=1755730827 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/passagem-do-balao-de-dilatacao-pela-estenose-585x390.jpg?v=1755730827 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/passagem-do-balao-de-dilatacao-pela-estenose-263x175.jpg?v=1755730827 263w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 02: imagem endoscópica da passagem do balão de dilatação pela estenose</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20499"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="480" data-id="20499" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/dilatacao-da-anastomose.jpg" alt="" class="wp-image-20499" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/dilatacao-da-anastomose.jpg?v=1755730824 720w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/dilatacao-da-anastomose-300x200.jpg?v=1755730824 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/dilatacao-da-anastomose-585x390.jpg?v=1755730824 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/dilatacao-da-anastomose-263x175.jpg?v=1755730824 263w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 03: imagem endoscópica da dilatação da anastomose</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20498"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="480" data-id="20498" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/aspecto-endoscopico-pos-dilatacao.jpg" alt="" class="wp-image-20498" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/aspecto-endoscopico-pos-dilatacao.jpg?v=1755730820 720w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/aspecto-endoscopico-pos-dilatacao-300x200.jpg?v=1755730820 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/aspecto-endoscopico-pos-dilatacao-585x390.jpg?v=1755730820 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/aspecto-endoscopico-pos-dilatacao-263x175.jpg?v=1755730820 263w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 04: aspecto endoscópico pós-dilatação</figcaption></figure>
</figure>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Atresia de esôfago</strong></h2>



<p>A atresia de esôfago (AE) é uma das anomalias congênitas mais comuns na infância e ocorre em incidência de um para cada 2.500 a 4.500 nascidos vivos e, em até 50 % dos casos, outras anomalias estão presentes [1,2]. A malformação associada mais comum ocorre no sistema cardiovascular (23%), seguida por malformações musculoesqueléticas (18%), anorretais e intestinais (16%), geniturinárias (15%), de cabeça e pescoço (10%), mediastinais (8%) e cromossômicas (5,5%) [1,2].</p>



<p>A atresia esofágica se apresenta sob cinco formas anatômicas distintas, classificadas pela localização da atresia e pela presença ou não de fístula para a traqueia. A primeira classificação foi publicada por Vogt em 1929 e modificada por Gross em 1953, sendo as duas classificações usadas atualmente [1,3]. Os principais tipos de atresia de esôfago congênita são AE com fístula traqueoesofágica (FTE) distal (85-86%, Vogt III b, Gross C), AE isolada sem FTE (7-8%, Vogt II, Gross A), FTE sem atresia ou FTE tipo H (4%, Gross E), AE com FTE proximal (3%, Vogt III, Gross B) e AE com FTE proximal e distal. [1,3].</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20502"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="238" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/classificacao-da-atresia-de-esofago.png" alt="" class="wp-image-20502" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/classificacao-da-atresia-de-esofago.png 564w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/classificacao-da-atresia-de-esofago-300x127.png 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Imagem 05: Classificação da atresia de esôfago. Adaptado de Figueiredo et al. Radiol Bras. 2005;38(2):111-8 [4].</figcaption></figure>
</div>


<p>O prognóstico da atresia de esôfago varia significativamente de acordo com o tipo anatômico e a localização da fístula traqueoesofágica. A forma mais comum, a atresia com fístula distal (Tipo C), tende a ter melhor desfecho visto que, geralmente, há menor distância entre os cotos esofágicos, o que permite uma anastomose primária com menor tensão, reduzindo o risco de deiscência e de estenose [5]. Em contrapartida, tipos menos frequentes, como a atresia sem fístula (Tipo A), com fístula proximal (Tipo B) ou com fístula dupla (Tipo D), estão associados a maior distância entre os cotos ou localização menos acessível da fístula, o que dificulta o reparo cirúrgico e aumenta o risco de complicações como estenose anastomótica, refluxo gastroesofágico grave e fístula recorrente [6,7]. Além disso, a presença de malformações associadas, especialmente cardiovasculares, contribui para pior desfecho ao aumentar a complexidade cirúrgica e o risco anestésico [1,8]. Esses fatores anatômicos e clínicos combinados explicam a maior morbidade e mortalidade observadas nos tipos menos comuns da doença [8].</p>



<p>No entanto diante dos avanços dos cuidados intensivos, mesmo nos casos mais graves, houve uma redução na mortalidade neonatal das crianças que nascem com atresia de esôfago, com maior número de recém nascidos submetidos à correção cirúrgica [1]. Todavia a morbidade pós operatória ainda é significativa, devido a ocorrência de complicações, sendo a estenose de anastomose a mais frequente (60%) [10].</p>



<p>A estenose da anastomose ocorre, na maioria dos casos, no primeiro ano de idade, sendo a maioria diagnosticada nos primeiros 6 meses, com pico de incidência entre o 1º e o 3º mês pós-operatório [10,11]. Vários fatores são descritos atualmente na contribuição do seu aparecimento, como o fio de sutura utilizado na cirurgia, o grau de tensão na anastomose, a presença de fístula pós operatória e o refluxo gastroesofágico [10,11].</p>



<p>O diagnóstico deve ser suspeitado diante de sinais e sintomas como perda ponderal, disfagia, engasgos e infecções respiratórias recorrentes, vindo a ser confirmado através da endoscopia digestiva alta [11].</p>



<p>O tratamento inicial a ser considerado é a dilatação endoscópica, seja com o balão hidrostático ou com a vela de Savary &#8211; Gilliard, não havendo diferença nos desfechos, de acordo com a literatura atual, entre as duas técnicas [12]. Entretanto, alguns trabalhos sugerem que a dilatação com balão pode apresentar menor risco de complicações[12,13,14]. Estudos mostram uma média de três sessões de dilatação para a resolução do quadro, sendo estas intervaladas em um período de duas a quatro semanas, a depender da sintomatologia e evolução clínica do paciente, sendo o ganho ponderal um dos fatores clínicos mais importantes a serem considerados [8,13].</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">A atresia de esôfago representa uma das principais anomalias congênitas do trato gastrointestinal. Apesar dos avanços no manejo perioperatório e na correção cirúrgica, a estenose de anastomose permanece como a complicação pós-operatória mais prevalente, com repercussões significativas no desenvolvimento do paciente. O tratamento padrão envolve dilatações endoscópicas seriadas, embora não exista um consenso sobre o intervalo ideal entre as sessões e qual a melhor técnica de dilatação. A abordagem deve ser individualizada de acordo com a experiência do endoscopista, das características da estenose, da disponibilidade dos acessórios, dos sintomas do paciente e da resposta à dilatação.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referências:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Pinheiro PFM, Silva ACS, Pereira RMA. Current knowledge on esophageal atresia. World J Gastroenterol. 2012 Jul 28;18(28):3662-72.</li>



<li>Al‑Salem AH, Tayeb M, Khogair S, Roy A, Al‑Jishi N, Alsenan K, et al. Esophageal atresia with or without tracheoesophageal fistula: success and failure in 94 cases. Ann Saudi Med. 2006;26(2):116-9.</li>



<li>Figueiredo SS, Ribeiro LHV, Nóbrega BB, Costa MAB, Oliveira GL, Esteves E, et al. Atresia do trato gastrintestinal: avaliação por métodos de imagem. Radiol Bras. 2005 Mar-Apr;38(2):111-8.</li>



<li>Sistonen SJ, Pakarinen MP, Rintala RJ. Long-term results of esophageal atresia: Helsinki experience and review of literature. Pediatr Surg Int. 2011 Nov;27(11):1141-9.</li>



<li>Kate CA, Tambucci R, Vlot J, Spaander MCW, Gottrand F, Wijnen RMH, Oglio LD. An international survey on anastomotic stricture management after esophageal atresia repair: considerations and advisory statements. Surg Endosc. 2021;35:3653–3661.</li>



<li>Gao XJ, Huang JX, Chen Q, Hong SM, Hong JJ, Ye H. The timing of esophageal dilatations in anastomotic stenosis after one-stage anastomosis for congenital esophageal atresia. J Cardiothorac Surg. 2021;16:284.</li>



<li>Ijsselstijn H, van Beelen NW, Wijnen RMH. Long‑term morbidity in adolescents and young adults with surgically treated esophageal atresia. Dis Esophagus. 2013 May–Jun;26(4):417–21.</li>



<li>Serhal L, Mougeot M, Dubois J, et al. Anastomotic stricture after surgical repair of esophageal atresia: frequency, risk factors, and efficacy of esophageal bougie dilatations. J Pediatr Surg. 2010 Jul;45(7):1459-62.</li>



<li>Antoniou D, Tsilivigos C, Raptis D, et al. Anastomotic strictures following esophageal atresia repair: a 20‑year experience with endoscopic balloon dilatation. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2010 Oct;51(4):464-7.</li>



<li>Wolfe E, Zidane M, Hancock BJ, Lum Mim SA, Zaritzky M, Keijzer R. Magnamosis for esophageal atresia is associated with anastomotic strictures requiring an increased number of dilatations. J Pediatr Surg. 2020 Feb;55(2):256-260.</li>



<li>Kay M, Warkentin A, et al. Endoscopic management of esophageal strictures in children: a 10-year single center experience. World J Gastrointest Endosc. 2018 Mar 16;10(5):52-59.</li>



<li>Soh P, Wong T, Lee B, et al. Endoscopic dilation with bougies versus balloon dilation in esophageal benign strictures: systematic review and meta-analysis. J Gastroenterol Hepatol. 2018;33(1):62-70. doi:10.1111/jgh.13822.</li>



<li>Ambroise L, et al. Dilations of anastomotic strictures over time after repair of esophageal atresia. Pediatr Surg Int. 2016;32:777–781.</li>



<li>Zhou Q, Tang S, Sun J, Zhou X, Xu Y. Comparison of balloon dilation and Savary-Gilliard dilation for benign esophageal strictures: a systematic review and meta-analysis. Gastrointest Endosc. 2016 Oct;84(4):625-632</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Retes FA, Amorim JS. Tratamento endoscópico de estenose de anastomose pós-correção de atresia de esôfago. Endoscopia Terapeutica, 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20496" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-endoscopico-de-estenose-de-anastomose-pos-correcao-de-atresia-de-esofago/</a></p>
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		<title>Pólipo alongado mucossubmucoso de cólon transverso em paciente submetido a colonoscopia de rastreio: Relato de caso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Logetto Caetité Gomes,&nbsp;Daniela Mascarenhas Matos Chaib,&nbsp;Danilo Meneses,&nbsp;Victor Alves Galvão&nbsp;e&nbsp;Luiz Almeida Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 06:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[polipectomia]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo alongado mucossubmucoso]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo de cólon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo O pólipo alongado mucossubmucoso de cólon (PAMC), derivado do inglês colonic mucosubmucosal elongated&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resumo</strong></h2>



<p>O pólipo alongado mucossubmucoso de cólon (PAMC), derivado do inglês <em>colonic mucosubmucosal elongated polyp</em>, é um dos achados que podem ser identificados durante uma colonoscopia de rastreio. O seu aspecto endoscópico é caracterizado pela presença de um pedículo longo, delgado e uniforme em todo seu comprimento. Seu diagnóstico definitivo é obtido após a ressecção e análise histopatológica onde pode-se identificar uma mucosa normal e uma submucosa proeminente com múltiplos vasos sanguíneos e linfáticos dilatados. O objetivo deste relato de caso é apresentar esse achado incomum que deve ser incluído na lista de diagnósticos diferenciais de conhecimento do médico colonoscopista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Introdução:</strong></h2>



<p>O PAMC representa uma forma rara de lesão que é classificada como não neoplásica e não inflamatória [1]. Esses pólipos são caracterizados por seu pedículo longo, delgado e uniforme ao longo de todo o seu comprimento, conferindo-lhes uma aparência “vermiforme” [2].</p>



<p>Sua patogênese não é totalmente compreendida. Sugere-se que áreas frágeis ao longo do cólon que sofrem tração mecânica nas camadas superficiais (mucosa e submucosa) relacionadas ao peristaltismo podem favorecer o seu desenvolvimento [3].</p>



<p>Quando a magnificação é usada durante a colonoscopia, torna-se possível identificar um padrão de superfície uniforme com arquitetura preservada, assim como um padrão normal e regular de microvasos [4]. Idealmente, a ressecção usando uma técnica de polipectomia deve ser considerada para confirmação histopatológica. Essa análise revela uma mucosa normal sem displasia ou inflamação associada a uma submucosa exuberante com estroma colagenoso frouxo e contendo vasos sanguíneos e linfáticos dilatados [5]. Entretanto, em casos individuais, o acompanhamento pode ser considerado se a ressecção não for viável e houver um alto nível de suspeita para esse pólipo benigno [6].</p>



<p>O objetivo deste relato de caso é apresentar esse achado incomum que deve ser incluído na lista de diagnósticos diferenciais de conhecimento do médico colonoscopista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Apresentação do caso:</strong></h2>



<p>Homem de 50 anos, sem comorbidades prévias, sem história de cirurgia prévia em trato gastrointestinal, sem história familiar relevante em parentes de primeiro grau foi avaliado em consulta com gastroenterologista devido a quadro de dispepsia há 7 meses, sem sinais de alarme. Não apresentava manifestações clínicas relacionadas ao aparelho digestivo inferior e não possuía alterações no exame físico.</p>



<p>Realizados exames laboratoriais gerais que não identificaram anemia, alteração renal, hepática, nutricional, metabólica, eletrolítica. A endoscopia digestiva alta também era normal. Os testes para intolerâncias alimentares, doença celíaca, parasitas intestinais e <em>Helicobacter pylori</em> foram negativos.</p>



<p>O paciente nunca havia sido submetido a uma colonoscopia. Como apresentava idade com indicação para o rastreio do câncer colorretal foi orientado a realizar esse exame. A colonoscopia identificou um pólipo alongado, com cerca de 12 mm, de superfície regular. Foi realizada polipectomia com alça a frio, sem intercorrências (figura 1).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20517"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-20517" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO-1024x576.jpg?v=1755815622 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO-300x169.jpg?v=1755815622 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO-768x432.jpg?v=1755815622 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO-1170x658.jpg?v=1755815622 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO-585x329.jpg?v=1755815622 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/POLIPO-ALONGADO.jpg?v=1755815622 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><strong>Figura 1: Colonoscopia</strong><br>A) pólipo alongado mucossubmucoso do cólon transverso; B) apreensão do pólipo com uma alça; C) ressecção do pólipo com alça a frio; D) aspeto final após a ressecção</figcaption></figure>



<p>A análise anatomopatológica revelou tratar-se de um pólipo, sem displasia ou componente inflamatório, composto por mucosa normal associada a submucosa exuberante contendo vasos sanguíneos e linfáticos dilatados, correspondendo a um PAMC (figura 2).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20518"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-20518" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA-1024x576.jpg?v=1755815712 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA-300x169.jpg?v=1755815712 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA-768x432.jpg?v=1755815712 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA-1170x658.jpg?v=1755815712 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA-585x329.jpg?v=1755815712 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/HISTOPATOLOGIA.jpg?v=1755815712 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><strong>Figura 2: Histopatologia</strong><br>Pólipo composto por mucosa de cólon normal e submucosa exuberante com um componente vascular proeminente e sem inflamação ou displasia</figcaption></figure>



<p>Durante consulta de retorno, o paciente foi informado das caraterísticas do pólipo e do seu carácter benigno. Recomendou-se ao paciente que repetisse a colonoscopia dentro de 10 anos conforme a indicação da rotina de seguimento habitual. Por fim, recebeu tratamento para a dispepsia funcional com uma resposta adequada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Discussão:</strong></h2>



<p>Os PAMCs são raramente encontrados em colonoscopias de rastreio ou, incidentalmente, em exames realizados com base em queixas que não estão necessariamente relacionadas com o pólipo, tendo em vista que estes pólipos são, normalmente, assintomáticos. No entanto, pólipos muito gigantes podem causar obstrução intestinal, hemorragia e intussuscepção [7].</p>



<p>Um dos fatores de risco potencialmente relacionados com o seu desenvolvimento é a obstipação. A presença desta manifestação clínica pode favorecer a tração mecânica sobre áreas frágeis da mucosa/submucosa ao longo do cólon. No entanto, no caso apresentado, o paciente apresentava um ritmo intestinal diário e normal, com fezes Bristol 4.</p>



<p>Dentre os seus diagnósticos diferenciais, destacam-se o pólipo inflamatório filiforme, ou um pólipo hamartomatoso com apresentação alongada, ou a presença de um pedículo residual de uma ressecção prévia. Outro diagnóstico diferencial relevante é um divertículo invertido mimetizando o PAMC, cuja ressecção inadvertida poderia causar potenciais complicações. No caso apresentado, foi seguro ressecar o pólipo devido à ausência de divertículos ao longo dos segmentos do cólon, assim como a ausência de pregas circulares na periferia (<em>aurora rings</em>) ou umbilicação central na lesão.</p>



<p>Estes pólipos são geralmente ressecados para se obter a confirmação diagnóstica. Em alguns relatos de casos publicados na literatura científica, foram utilizadas técnicas de proteção da base do pólipo através de um endoloop ou clipe endoscópico [8]. Tal fato é justificado pelo potencial risco de hemorragia, uma vez que o pólipo é constituído por vasos sanguíneos dilatados. Entretanto, no caso apresentado, optou-se por realizar a ressecção com alça a frio e sem proteção da base. Ainda assim, o procedimento foi efetuado sem hemorragia imediata ou tardia. Nos casos em que a ressecção não é possível a ultrassonografia endoscópica pode ser considerada como um método auxiliar de apoio diagnóstico [9].</p>



<p>Por se tratar de um pólipo benigno, sem atipias, não há recomendação específica de seguimento após a ressecção, devendo ser seguida a rotina habitual de vigilância.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão:</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><br>Trata-se de um caso inusitado de PAMC localizado no cólon transverso em um paciente submetido a colonoscopia de rastreio. A suspeição deste tipo de pólipo começa pelo seu aspeto macroscópico, sendo identificado o seu padrão “vermiforme” composto por um pedículo longo, delgado e uniforme. A sua ressecção por polipectomia confirma o diagnóstico. Do ponto de vista histopatológico, é possível identificar uma mucosa normal e uma submucosa exuberante com vasos sanguíneos e linfáticos dilatados. O PAMC é um achado pouco reconhecido pelos colonoscopistas, no entanto, com o aumento das taxas de colonoscopias de rastreio, a sua identificação poderá tornar-se cada vez mais comum.</p>



<p><br></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Ali RH, Mohammad NM, Serra S, Chetty R. Colonic mucosubmucosal elongated polyp: report of a series of 14 cases and review of the literature. Histopathology. 2016 Oct;69(4):592-9. doi: 10.1111/his.12969.</li>



<li>Fan X, Hershman M, Levi G, Weisberg I. Colonic Mucosubmucosal Elongated Polyp in the Sigmoid Colon on Surveillance Colonoscopy. ACG Case Rep J. 2019 Jun 25;6(6):e00110. doi: 10.14309/crj.0000000000000110.</li>



<li>Kume K, Sakata H, Yoshikawa I, Watanabe T, Harada M. Polypectomy of a colonic muco-submucosal elongated polyp. Endoscopy. 2009;41 Suppl 2:E265-6. doi: 10.1055/s-0029-1215200.</li>



<li>Ma Y, Zhang K, Cao Y. A case of colonic muco-submucosal elongated polyp (CMSEP) misdiagnosed as a inverted colonic diverticulum (ICD). Rev Esp Enferm Dig. 2024 Jan 11. doi: 10.17235/reed.2024.10153/2023.</li>



<li>Persyn D, Taelman T, Moubax K, Alaerts H, Van Moerkercke W. Polypectomy of a colonic mucosubmucosal elongated polyp. Gastrointest Endosc. 2019 Oct;90(4):693-694. doi: 10.1016/j.gie.2019.05.025.</li>



<li>Tan CL, Tan SH, So JB, Petersson F. Muco-submucosal elongated polyps of the gastrointestinal tract: a case series and a review of the literature. World J Gastroenterol. 2013 Mar 21;19(11):1845-9. doi: 10.3748/wjg.v19.i11.1845.</li>



<li>Kim JH, Lee SY, Jang JH, Han HY, Kang DW. A Case of Giant Colonic Muco-submucosal Elongated Polyps Associated with Intussusception. J Pathol Transl Med. 2016 Nov;50(6):474-478. doi: 10.4132/jptm.2016.04.27. Epub 2016 May 23.</li>



<li>Horsley-Silva JL, Lam-Himlin DM, Fleischer DE. Mucosubmucosal elongated colonic polyp. VideoGIE. 2017 Jan 23;2(4):85-87. doi: 10.1016/j.vgie.2017.01.014.</li>



<li>Akahoshi K, Matsumoto M, Kimura M, Murata A, Murao H, Sumida Y, Kubokawa M, Ito K, Oya M. Colonic muco-submucosal elongated polyp: diagnosis with endoscopic ultrasound. Br J Radiol. 2005 May;78(929):419-21. doi: 10.1259/bjr/94407232.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Gomes IL, Chaib DM, Meneses DL, Filho LC, Galvão VA. Pólipo alongado mucosa/submucosa de cólon transverso em paciente submetido a colonoscopia de rastreio Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20515" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/polipo-alongado-mucosa-submucosa-de-colon-transverso-em-paciente-submetido-a-colonoscopia-de-rastreio/</a></p>



<p></p>
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		<title>Papilectomia endoscópica pós-transplante hepático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isabela Mateus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[ampulectomia]]></category>
		<category><![CDATA[CPRE]]></category>
		<category><![CDATA[papilectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paciente do sexo feminino, 51 anos, com antecedente de transplante hepático em outubro de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Paciente do sexo feminino, 51 anos, com antecedente de transplante hepático em outubro de 2023 devido a cirrose hepática de etiologia alcóolica. A partir de dezembro de 2023, passa a apresentar colestase bioquímica persistente e assintomática, a despeito de níveis adequados de imunossupressão: BT 2,52;&nbsp;BD 1,83; GGT 544,31 (VR&lt;38); FAL 373 (VR&lt;116).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Foi submetida a ressonância magnética de abdome (RNM) com colangiorressonância (colangioRNM), que não evidenciou alteração vascular da artéria hepática, apenas desproporção entre as vias biliares do doador e receptor, sem estenose definida, porém com discreta dilatação de vias intra-hepáticas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20321"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="549" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-ARTIGO-ISABELA.jpeg" alt="" class="wp-image-20321" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-ARTIGO-ISABELA.jpeg?v=1750194271 602w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-ARTIGO-ISABELA-300x274.jpeg?v=1750194271 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-ARTIGO-ISABELA-585x533.jpeg?v=1750194271 585w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Imagem 1: ColangioRNM mostrando desproporção entre as vias biliares do doador e receptor</em>.</figcaption></figure>
</div>


<p><br>Tendo em vista quadro clínico associado a dilatação de vias biliares, foi indicada colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) para tratamento de possível estenose da anastomose biliar.&nbsp;Ao se posicionar o duodenoscópio na segunda porção duodenal, identificada lesão polipóide suspeita para adenoma de papila duodenal maior, sendo realizadas biópsias.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20324"><img loading="lazy" decoding="async" width="859" height="622" data-id="20324" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2.jpg" alt="" class="wp-image-20324" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2.jpg?v=1750194429 859w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-300x217.jpg?v=1750194429 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-768x556.jpg?v=1750194429 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-585x424.jpg?v=1750194429 585w" sizes="(max-width: 859px) 100vw, 859px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 2: <em>Visão endoscópica</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20323"><img loading="lazy" decoding="async" width="840" height="613" data-id="20323" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3.jpg" alt="" class="wp-image-20323" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3.jpg?v=1750194426 840w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-300x219.jpg?v=1750194426 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-768x560.jpg?v=1750194426 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-585x427.jpg?v=1750194426 585w" sizes="(max-width: 840px) 100vw, 840px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 3: <em>Visão endoscópica</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20322"><img loading="lazy" decoding="async" width="823" height="596" data-id="20322" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4.jpg" alt="" class="wp-image-20322" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4.jpg?v=1750194423 823w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4-300x217.jpg?v=1750194423 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4-768x556.jpg?v=1750194423 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4-585x424.jpg?v=1750194423 585w" sizes="(max-width: 823px) 100vw, 823px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 4: <em>Visão endoscópica</em></figcaption></figure>
</figure>



<p><br>Diante da confirmação histológica de adenoma tubular com displasia de baixo grau, optado pelo estadiamento local através de ultrassom endoscópico (EUS), evidenciando lesão restrita a mucosa (sem sinais de acometimento de camada muscular) medindo 12&#215;9 mm, com dilatação de colédoco até 9 mm e ausência de extensão intraductal.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20327"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="429" data-id="20327" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1.jpg" alt="" class="wp-image-20327" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1.jpg?v=1750194990 602w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1-300x214.jpg?v=1750194990 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1-585x417.jpg?v=1750194990 585w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Imagem 5: visão ecoendoscópica</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20329"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="454" data-id="20329" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.1.jpg" alt="" class="wp-image-20329" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.1.jpg?v=1750195217 602w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.1-300x226.jpg?v=1750195217 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.1-585x441.jpg?v=1750195217 585w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 6: visão ecoendoscópica</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20328"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="375" data-id="20328" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.1.jpg" alt="" class="wp-image-20328" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.1.jpg?v=1750195214 602w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.1-300x187.jpg?v=1750195214 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.1-585x364.jpg?v=1750195214 585w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 7: visão ecoendoscópica</figcaption></figure>
</figure>



<p><br>Dessa forma, indicada papilectomia endoscópica e realizada ressecção em monobloco, em modo endocut Q, sem injeção de submucosa. Não foi realizada esfincterotomia ou passagem de prótese biliar ou pancreática. Observou-se pequeno sangramento imediato no leito de ressecção, controlado com injeção de adrenalina. Não há lesão residual no leito. Paciente evoluiu bem, assintomática e sem intercorrências após o procedimento.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20331"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="722" data-id="20331" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-1024x722.jpg?v=1750195500" alt="" class="wp-image-20331" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-1024x722.jpg?v=1750195500 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-300x211.jpg?v=1750195500 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-768x541.jpg?v=1750195500 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-1170x824.jpg?v=1750195500 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-585x412.jpg?v=1750195500 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8.jpg?v=1750195500 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 8: visão da ressecção endoscópica</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20330"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="737" data-id="20330" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-1024x737.jpg?v=1750195496" alt="" class="wp-image-20330" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-1024x737.jpg?v=1750195496 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-300x216.jpg?v=1750195496 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-768x553.jpg?v=1750195496 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-1170x842.jpg?v=1750195496 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-585x421.jpg?v=1750195496 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9.jpg?v=1750195496 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 9: visão pós-ressecção endoscópica</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><br>O anatomopatológico confirma biópsia prévia, com margens laterais e profundas livres de lesão (R0). Houve resolução da colestase após o procedimento: BT 0,98; BD 0,42; GGT 105; FAL 153. Paciente permaneceu sem lesões suspeitas no leito nos exames de seguimento, com biópsia após 1 ano exibindo apenas processo infamatório reacional.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20333"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="434" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.1.jpg" alt="" class="wp-image-20333" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.1.jpg?v=1750195700 602w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.1-300x216.jpg?v=1750195700 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.1-585x422.jpg?v=1750195700 585w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 10: visão endoscópica de controle</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Revisão</strong></h2>



<p>A neoplasia da ampola de Vater é uma entidade rara, mais comum em homens e idosos, embora o diagnóstico abaixo dos 45 anos venha em ascensão nos últimos anos. Diante do diagnóstico em pacientes jovens, deve-se suspeitar de síndrome genética sobrejacente, sendo a PAF (Polipose Adenomatosa Familiar) a principal envolvida<sup>1,2</sup>. Seguindo a cadeia de carcinogênese adenoma-carcinoma, as lesões podem se originar da mucosa duodenal ou pancreatobiliar e os tipos mais diagnosticados são o adenoma, displasia intraepitelial e adenocarcinoma, sendo que o adenoma do tipo intestinal corresponde a mas de 95% das lesões benignas<sup>3</sup>.</p>



<p>A maioria das lesões é assintomática e costuma ser identificada incidentalmente durante exames endoscópicos por outras indicações. É possível, no entanto, se apresentarem com icterícia (16.6%), dor abdominal (14.4%), pancreatite (4.1%) e colangite (1%)<sup>4</sup>.</p>



<p>Tendo em vista a visão parcial da papila duodenal maior obtida através do endoscópio de visão frontal, sugere-se que a adequada avaliação seja realizada com o duodenoscópio ou endoscópio convencional associado ao uso de cap. Embora não exista uma classificação validada para avaliação das lesões de papila, deve-se avaliar o tamanho, se há extensão da lesão para além da papila, como as lesões de crescimento lateral (LSTp). Além disso, alguns aspectos identificados correlacionam-se com maior risco de invasão da muscular como endurecimento, ulceração, friabilidade, sangramento, depressão e “nonlifting sign”<sup>4,5</sup>. O diagnóstico histológico deve ser realizado idealmente pela biopsia endoscópica; em caso de falha diagnóstica, são alternativas a biópsia por EUS ou biópsia endoscópica após esfincterotomia, de preferência com intervalo de 10 dias entre os procedimentos<sup>4</sup>. Vale ressaltar que a presença de adenoma nas biópsias endoscópicas não exclui a presença de adenocarcinoma, devido as altas taxas de falsos negativos e variável concordância entre as biópsias endoscópicas e as peças de ressecção<sup>5</sup>.</p>



<p>O estadiamento deve seguir a classificação TNM e pode ser realizado por tomografia computadorizada (TC), colangioRNM, EUS e ultrassom intraductal. Nota-se a superioridade do EUS na avaliação do T (principalmente em lesões maiores do que 2 cm e T1) e da colangioRNM na avaliação do N. Ademais, a avaliação da extensão intraductal da lesão se faz necessária para definição do tratamento<sup>4</sup>.</p>



<p>Segundo a recomendação da ESGE, está indicada a papilectomia endoscópica nas lesões até 4 cm, com extensão intraductal de até 2cm e nas lesões malignas Tis/T1aN0M0 (idealmente restritos a mucosa). Nos casos tecnicamente difíceis, como tamanho superior a 4 cm, divertículo duodenal ou extensão intraductal&gt;2cm pode ser considerado e discutido de forma individualizada a ampulectomia cirúrgica no caso de lesões superficiais ou duodenopancreatectomia nos casos de T≥1 ou N+/M+<sup>4</sup>. Existem trabalhos que mostram bons resultados na ressecção endoscópica de neoplasias precoces (adenocarcinoma bem diferenciado até T1aN0M0), embora as taxas de acometimento linfonodal no T1 podem chegar a 45%<sup>4,6,7</sup>.</p>



<p>Embora muitas técnicas tenham sido descritas até o momento e não haja consenso em alguns aspectos, a ESGE sugere a ressecção com alça sem injeção de submucosa, utilizando-se modo Endocut de forma reduzir o risco de sangramento durante e após o procedimento. Nos casos de LSTp, deve ser feita injeção de submucosa e ressecção por mucosectomia, apresentando um maior risco de sangramento associado. Nos casos de extensão intraductal há maior risco de não obtenção de R0 e necessidade de complementação com tratamento cirúrgico, principalmente nas lesões com maior grau de displasia. Nestes casos, há possibilidade de abordagem da extensão intraductal no momento da papilectomia através da ablação com cistótomo guiada por fio guia ou ablação por radiofrequência (RFA)<sup>4</sup>.</p>



<p>A esfincterotomia com passagem de prótese biliar é considerada quando há esvaziamento lentificado, sangramento ou quando realizado tratamento de lesão intraductal. É recomendada profilaxia de pancreatite com administração de indometacina via retal e colocação de prótese pancreática<sup>4</sup>. Embora exista tal recomendação, alguns trabalhos recentes não demonstram redução significativa na incidência de pancreatite pós-papilectomia endoscópica com o uso da prótese pancreática<sup>8,9</sup>. Outras técnicas descritas incluem a colangiopancreatografia com esfincterotomia biliar e alocação de fio guia no ducto pancreático precedendo a papilectomia com posterior colocação de próteses<sup>10</sup>.</p>



<p>A ressecção é considerada bem sucedida diante da ausência de lesão residual no leito após o procedimento, sendo a ressecção em monobloco é o principal fator associado a obtenção do R0<sup>4,11</sup>. Os principais efeitos adversos da papilectomia endoscópica são: pancreatite (11.9 %), sangramento (10.6 %), perfuração (3,1%) e colangite (2,7%)<sup>4,12</sup>. A taxa de mortalidade é baixa (0,3%) e a estenose tardia pode ocorrer em 2,4% dos casos<sup>4</sup>.</p>



<p>O seguimento deve ser realizado por duodenoscopia com biópsias do leito e de áreas suspeitas em 3, 6 e 12 meses e anualmente por 3 a 5 anos. A presença de lesão residual benigna, que ocorre em cerca de 11%, ou recorrente pode ser tratada com eletrocoagulação por plasma de argônio ou mucosectomia, com bons resultados<sup>4</sup>. Em se tratando de adenomas esporádicos, a taxa de recorrência da lesão a longo prazo é semelhante entre a papilectomia endoscópica e a ampulectomia cirúrgica (15,7%x17,6%, com menores taxas de eventos adversos e maior segurança na primeira modalidade<sup>13</sup>.</p>



<p>Veja mais sobre o assunto: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/papila-duodenal-maior-precisamos-inspecionar-na-rotina/">PAPILA DUODENAL MAIOR: Precisamos inspecionar na rotina? • Endoscopia Terapeutica</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Ramai D, Ofosu A, Singh J, John F, Reddy M, Adler DG. Demographics, tumor characteristics, treatment, and clinical outcomes of patients with ampullary cancer: A Surveillance, epidemiology, and end results (SEER) cohort study. Minerva Gastroenterologica e Dietologica. 2019 May;65(2). doi:10.23736/s1121-421x.18.02543-6</li>



<li>Rostain F. Trends in incidence and management of cancer of the ampulla of Vater. World Journal of Gastroenterology. 2014;20(29):10144. doi:10.3748/wjg.v20.i29.10144</li>



<li>Fischer H-P, Zhou H. Pathogenesis of carcinoma of the papilla of Vater. Journal of Hepato-Biliary-Pancreatic Surgery. 2004 Oct;11(5):301–9. doi:10.1007/s00534-004-0898-3</li>



<li>Vanbiervliet G, Strijker M, Arvanitakis M, Aelvoet A, Arnelo U, Beyna T, et al. Endoscopic management of AMPULLARY TUMORS: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) guideline. Endoscopy. 2021 Mar 16;53(04):429–48. doi:10.1055/a-1397-3198</li>



<li>Li S-L, Li W, Yin J, Wang Z-K. Endoscopic papillectomy for ampullary adenomatous lesions: A literature review. World Journal of Gastrointestinal Oncology. 2021 Oct 15;13(10):1466–74. doi:10.4251/wjgo.v13.i10.1466</li>



<li>Lee S, Hwang J, Ko S, So H, Oh D, Song T, et al. Long-term outcomes of endoscopic papillectomy for early-stage cancer in duodenal ampullary adenoma: Comparison with surgical treatment. Endoscopy. 2020 Apr; doi:10.1055/s-0040-1704412</li>



<li>Napoleon B, Gincul R, Ponchon T, Berthiller J, Escourrou J, Canard J-M, et al. Endoscopic papillectomy for early ampullary tumors: Long-term results from a large multicenter prospective study. Endoscopy. 2014 Jan 29;46(02):127–34. doi:10.1055/s-0034-1364875</li>



<li>Chandan S, Canakis A, Deliwala S, Frohlinger M, Khan SR, Mohan BP, et al. Prophylactic pancreatic duct stenting to reduce the risk of post-ampullectomy pancreatitis: A comprehensive review and meta-analysis of 1858 patients. Surgical Endoscopy. 2024 Jul 19;38(9):4798–813. doi:10.1007/s00464-024-11019-y</li>



<li>Jiang J, Lv F, Chen C, Jiang W. Effectiveness of endoscopic papillectomy with stent placement in pancreatic and bile ducts for treating duodenal papillary adenoma: A retrospective study. BMC Gastroenterology. 2024 Oct 24;24(1). doi:10.1186/s12876-024-03466-7</li>



<li>Kim GE, Siddiqui UD. Endoscopic resection techniques for duodenal and ampullary adenomas. VideoGIE. 2023 Aug;8(8):330–5. doi:10.1016/j.vgie.2023.05.006</li>



<li>Choi SJ, Lee HS, Kim J, Choe JW, Lee JM, Hyun JJ, et al. Clinical outcomes of Endoscopic Papillectomy of Ampullary Adenoma: A multi-center study. World Journal of Gastroenterology. 2022 May 7;28(17):1845–59. doi:10.3748/wjg.v28.i17.1845</li>



<li>Sahar N, Krishnamoorthi R, Kozarek RA, Gluck M, Larsen M, Ross AS, et al. Long-term outcomes of endoscopic papillectomy for ampullary adenomas. Digestive Diseases and Sciences. 2019 Aug 28;65(1):260–8. doi:10.1007/s10620-019-05812-2</li>



<li>Garg R, Thind K, Bhalla J, Simonson MT, Simons-Linares CR, Singh A, et al. Long-term recurrence after endoscopic versus surgical ampullectomy of sporadic ampullary adenomas: A systematic review and meta-analysis. Surgical Endoscopy. 2023 May 23;37(7):5022–44. doi:10.1007/s00464-023-10083-0</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Mateus I. Papilectomia endoscópica pós transplante hepático Endoscopia Terapeutica, 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20319" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/papilectomia-endoscopica-pos-transplante-hepatico/</a></p>



<p></p>
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		<title>Tratamento de fístula com vácuo endoscópico transparietal: uma alternativa eficaz que preserva o conforto do paciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isabelle Kristal,&nbsp;Paola de Araujo Sardenberg Alves&nbsp;e&nbsp;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 06:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[EVT]]></category>
		<category><![CDATA[vacuo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução: O tratamento de fístulas após cirurgias gastroesofágicas é um grande desafio. Nos últimos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Introdução:</strong></h2>



<p>O tratamento de fístulas após cirurgias gastroesofágicas é um grande desafio. Nos últimos anos, a terapia a vácuo endoscópico (EVT) ganhou popularidade e se consolidou como uma ferramenta segura e eficaz para tratamento desta complicação, associando a <strong>drenagem de secreções</strong> ao <strong>estímulo à cicatrização</strong>.</p>



<p>Usualmente, a sonda para aspiração da terapia a vácuo é inserida através da narina, e posicionada dentro da luz do órgão ou na cavidade causada pela fístula. Entretanto, neste caso, o vácuo foi confeccionado de forma externa, transparietal, através do trajeto de um dreno cirúrgico. Este arranjo permitiu maior conforto para paciente, que continuou recebendo dieta via sonda nasoenteral.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relato:</strong></h2>



<p>Paciente do sexo feminino de 70 anos submetida a gastrectomia total + esofagectomia distal com anastomose esofagojejunal intratorácica e linfadenectomia D2 devido carcinoma gástrico pouco diferenciado com envolvimento de esôfago distal.</p>



<p>Foram locados dois drenos perianastomose: um exteriorizado em flanco direito e um em flanco esquerdo.</p>



<p>No 5º. PO a paciente evoluiu com dor abdominal e distensão após infusão da dieta enteral. Foi realizado teste com azul de metileno, que extravasou pelo dreno abdominal à esquerda.</p>



<p>A endoscopia evidenciou deiscência de 1/3 da circunferência da anastomose esofagojejunal, na parede posterior. Era possível identificar o dreno através do orifício. A sonda nasoenteral estava locada na alça jejunal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20275"><img loading="lazy" decoding="async" width="852" height="288" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE.jpg" alt="" class="wp-image-20275" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE.jpg?v=1750106312 852w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-300x101.jpg?v=1750106312 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-768x260.jpg?v=1750106312 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-585x198.jpg?v=1750106312 585w" sizes="(max-width: 852px) 100vw, 852px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 1: Endoscopia pós-operatória identificando fístula da anastomose esofagojejunal.</em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20276"><img loading="lazy" decoding="async" width="241" height="300" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-241x300.png" alt="" class="wp-image-20276" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-241x300.png 241w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2.png 513w" sizes="(max-width: 241px) 100vw, 241px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 2: Esquema demonstrando o posicionamento dos drenos (azul) e a deiscência esofagojejunal intratorácica (amarelo).</em></figcaption></figure>
</div>


<p><br>A terapia a vácuo endoscópica foi indicada. Duas alternativas de inserção da sonda do vácuo seriam viáveis neste momento: via nasal (convencional), ou através do dreno transparietal. Tendo em vista o conforto da paciente, e a possibilidade de mantê-la com apenas uma sonda na narina (para alimentação), foi optado por instalar o vácuo através do dreno, de maneira transparietal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Terapêutica</strong></h2>



<p>O dispositivo escolhido para a terapia a vácuo foi do tipo <em>tube in tube</em>, confeccionado com sonda nasogástrica dentro do dreno siliconado já existente, dispensando o uso de esponjas ou gazes. A sonda foi conectada ao dispositivo de aspiração. Enquanto a sonda (tubo interno) aspirava, o dreno (tubo externo) evitava entupimentos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Passagem de sonda nasogástrica 16 Fr através de dreno abdominal (figura 3), com o posicionamento na cavidade fistulosa confirmado pela endoscopia (figura 4).</li>



<li>Foi mantido vácuo com pressão negativa contínua de 125 mmHg, com auxílio de bomba eletrônica.</li>



<li>Paciente mantida com dieta enteral através de sonda nasoenteral locada na alça jejunal.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20277"><img loading="lazy" decoding="async" width="706" height="434" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo.png" alt="" class="wp-image-20277" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo.png 706w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo-300x184.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo-585x360.png 585w" sizes="(max-width: 706px) 100vw, 706px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 3: Esquema demonstrando o dispositivo da terapia a vácuo locado. A) passagem de fio-guia pelo dreno externo o qual foi capturado pela endoscopia e exteriorizado pela boca. B) inserção da sonda nasogástrica 16Fr sobre o fio-guia e posicionada a cerca de 1,5 cm da deiscência da anastomose sob supervisão endoscópica com aparelho de fino calibre.</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20278"><img loading="lazy" decoding="async" width="610" height="410" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo.jpg" alt="" class="wp-image-20278" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo.jpg?v=1750109356 610w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo-300x202.jpg?v=1750109356 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo-585x393.jpg?v=1750109356 585w" sizes="(max-width: 610px) 100vw, 610px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 4: Local onde o dreno estava locado, e foi instalada a terapia a vácuo.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">É importante salientar que, em casos em que o vácuo é instalado através de sondas nasais, muitos pacientes não toleram permanecer com uma sonda em cada narina &#8211; uma para a terapia a vácuo e uma para alimentação &#8211; ficando dependentes de nutrição parenteral.</p>



<p><br>Uma semana após a instalação da terapia a vácuo, foi realizada revisão endoscópica. O orifício fistuloso apresentava diminuição significativa de calibre, passando a medir cerca de 8 mm (figura 5).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20279"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="659" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1024x659.jpg" alt="" class="wp-image-20279" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1024x659.jpg?v=1750109625 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-300x193.jpg?v=1750109625 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-768x494.jpg?v=1750109625 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-585x377.jpg?v=1750109625 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5.jpg?v=1750109625 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 5: A e B) Primeira revisão endoscópica após 7 dias de instalação da EVT; C, D e E) exame com aparelho de 4.9 mm através do orifício da fístula</em> observando bom tecido de granulação no trajeto fistuloso<em>. Dreno de silicone (azul) e sonda nasogástrica no seu interior.</em></figcaption></figure>



<p><br>Foi realizada leve tração do dreno (cerca de 2 cm) através da parede abdominal, afastando-o da luz do órgão, e reinstalado o vácuo endoscópico tipo<em> tube in tube</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20280"><img loading="lazy" decoding="async" width="779" height="369" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpg" alt="" class="wp-image-20280" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpg?v=1750109842 779w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-300x142.jpg?v=1750109842 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-768x364.jpg?v=1750109842 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-585x277.jpg?v=1750109842 585w" sizes="(max-width: 779px) 100vw, 779px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 6: a) Trajeto fistuloso após tração do dreno; b) dreno realocado com dispositivo de vácuo no interior.</em></figcaption></figure>
</div>


<p>No 17º dia foi realizada nova revisão endoscópica, que identificou a anastomose esofagojejunal terminolateral ampla, sem sinais de fístula.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20281"><img loading="lazy" decoding="async" width="863" height="291" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.jpg" alt="" class="wp-image-20281" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.jpg?v=1750110014 863w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-300x101.jpg?v=1750110014 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-768x259.jpg?v=1750110014 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-585x197.jpg?v=1750110014 585w" sizes="(max-width: 863px) 100vw, 863px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 7: Segunda revisão endoscópica após 17 dias de instalação da EVT.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">O dispositivo do vácuo endoscópico e o dreno abdominal foram retirados após novo teste com azul de metileno. No mesmo dia foi iniciada dieta oral, que foi progredida gradualmente até a alta hospitalar.</p>



<p><strong>NOTA:</strong></p>



<p>Em casos em que o paciente não possui um dreno previamente locado, a<em> técnica tube in tube</em><br>também pode ser realizada. Para isso utilizam-se duas sondas Levine de calibres diferentes. A sonda de maior calibre tem sua extremidade de conexão cortada, para que a sonda de menor calibre seja inserida. A sonda interna (a de menor calibre) é conectada à pressão negativa (figura 8).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20282"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="530" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1024x530.png" alt="" class="wp-image-20282" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1024x530.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-300x155.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-768x397.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1170x605.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-585x303.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8.png 1301w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 8: Esquema do</em> tube in tube <em>com sondas.</em></figcaption></figure>



<p>Veja mais sobre o assunto: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/terapia-endoscopica-com-vacuo-evt-principais-resultados-de-uma-metanalise/">Terapia endoscópica com vácuo (EVT) – Principais resultados de uma metanálise. • Endoscopia Terapeutica</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Kristal I, Alves PA, Martins B. Tratamento de fístula com vácuo endoscópico transparietal: uma alternativa eficaz que preserva o conforto do paciente Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20274" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-de-fistula-com-vacuo-endoscopico-transparietal-uma-alternativa-eficaz-que-preserva-o-conforto-do-paciente/</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Tratamento minimamente invasivo de lesão iatrogênica da via biliar pós-colecistectomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sâmara Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 06:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[CPRE]]></category>
		<category><![CDATA[lesão biliar]]></category>
		<category><![CDATA[lesão iatrogênica]]></category>
		<category><![CDATA[prótese metálica biliar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relato de caso: MRS, 78 anos, feminino, realiza consulta médica com endoscopista intervencionista após&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relato de caso:</strong></h2>



<p>MRS, 78 anos, feminino, realiza consulta médica com endoscopista intervencionista após início de quadro de inapetência, icterícia, náuseas/vômitos, colúria, acolia fecal e prurido intenso 15 dias após cirurgia de colecistectomia videolaparoscópica. Nega febre, alteração do nível de consciência ou outros comemorativos, bem como alergias e antecedentes pessoais. Ex-tabagista e relata apenas a colecistectomia como antecedente cirúrgico. </p>



<p>Ao exame físico, apresentava-se ictérica 4+/4+ <strong>(Fig 1)</strong>, abdome pouco doloroso à palpação do HCD com ferida operatória limpa e seca, sem mais achados dignos de nota. Trouxe exames laboratoriais com anemia leve (Hb 11,5) e alteração de enzimas hepáticas (TGO 645, TGP 1031), enzimas canaliculares (FA 319, GGT 529) e hiperbilirrubinemia à custa de bilirrubina direta (BT 5,7, BD 4,9). Além disso, apresentava exame de ressonância de abdome superior com colangiorressonância <strong>(Fig 2)</strong> evidenciando: status pós-colecistectomia, coleção na loja vesicular apresentando aparente comunicação com terço médio do colédoco compatível com bilioma (8,5 x 4,9 x 4,0cm) e moderada dilatação das vias biliares extra e intra-hepáticas a montante do ponto de contato entre a coleção e o terço médio do colédoco denotando compressão extrínseca deste segmento pela coleção.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20019"><img loading="lazy" decoding="async" width="376" height="375" data-id="20019" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1-4.jpg" alt="" class="wp-image-20019" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1-4.jpg?v=1745079159 376w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1-4-300x300.jpg?v=1745079159 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1-4-150x150.jpg?v=1745079159 150w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1-4-70x70.jpg?v=1745079159 70w" sizes="(max-width: 376px) 100vw, 376px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig 1. Imagem do paciente revelando icterícia à ectoscopia</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20018"><img loading="lazy" decoding="async" width="356" height="405" data-id="20018" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-2-3.jpg" alt="" class="wp-image-20018" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-2-3.jpg?v=1745079156 356w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-2-3-264x300.jpg?v=1745079156 264w" sizes="(max-width: 356px) 100vw, 356px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig 2. Imagem da ressonância de abdome superior com colangiorressonância mostrando coleção a nível de loja da vesícula biliar</figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p>Diante desse cenário, foi indicada terapêutica minimamente invasiva combinada de Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para drenagem da via biliar e drenagem percutânea através de radiologia intervencionista para o bilioma. Ambos bem sucedidos, entretanto CPRE revelou lesão iatrogênica da via biliar (clipagem parcial do ducto colédoco) e coledocolitíase proximal à subestenose, tendo sido procedida drenagem da via biliar com prótese plástica <strong>(Fig 3)</strong>. A drenagem percutânea foi guiada por USG <strong>(Fig 4)</strong> e aspirado 100ml de liquido bilioso, mantido dreno por 3 dias sem intercorrências.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20021"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="470" data-id="20021" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-3-1-1024x470.jpg?v=1745079379" alt="" class="wp-image-20021" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-3-1-1024x470.jpg?v=1745079379 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-3-1-300x138.jpg?v=1745079379 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-3-1-768x353.jpg?v=1745079379 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-3-1-585x269.jpg?v=1745079379 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-3-1.jpg?v=1745079379 1052w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig 3. Imagens dos achados colangiográficas da primeira CPRE: clipes metálicos em via biliar (esq.) e subestenose da via biliar nessa mesma topografia após injeção de contraste (dir.).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20020"><img loading="lazy" decoding="async" width="647" height="238" data-id="20020" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-4-1.jpg" alt="" class="wp-image-20020" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-4-1.jpg?v=1745079375 647w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-4-1-300x110.jpg?v=1745079375 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-4-1-585x215.jpg?v=1745079375 585w" sizes="(max-width: 647px) 100vw, 647px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig 4. Imagens dos achados ultrassonográficos: coleção levemente heterogênea em topografia de loja vesicular (esq.) e drenagem percutânea da coleção (dir.).</figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p>Paciente manteve assintomática e acompanhamento ambulatorial para programação de tratamento definitivo, que foi optado pela dilatação da via biliar (balão CRE 6-8mm) e inserção de prótese metálica auto-expansível totalmente recoberta (10 x 80mm) <strong>(Fig 5)</strong>. O procedimento foi realizado 90 dias após a primeira CPRE sem intercorrências e optado pela retirada após 1 ano. A última CPRE foi realizada 12 meses após a inserção da prótese metálica no qual foi possível retirá-la, extrair o cálculo da via biliar proximal e obter uma colangiografia sem sinais obstrutivos ou extravazamentos ao final do procedimento <strong>(Fig 6)</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20023"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="156" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-5-1.jpg" alt="" class="wp-image-20023" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-5-1.jpg?v=1745079736 512w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-5-1-300x91.jpg?v=1745079736 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig 5. Imagens colangiográficas da segunda CPRE: A. Imagem colangiográfica mostrando coledocolitíase proximal e subestenose em topografia de clipes; B. Imagem colangiográfica dilatação com balão em via biliar; C. Imagem radiológica da prótese metálica auto-expansível.</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20022"><img loading="lazy" decoding="async" width="505" height="158" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-6.jpg" alt="" class="wp-image-20022" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-6.jpg?v=1745079733 505w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-6-300x94.jpg?v=1745079733 300w" sizes="(max-width: 505px) 100vw, 505px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig 6. Imagens colangiográficas da última CPRE: A. Imagem radiológica da prótese metálica inserida no procedimento anterior; B. Imagem colangiográfica de coledocolitiase em via biliar proximal; C. Colangiografia de oclusão final.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Discussão</strong></h2>



<p>Estenose benigna da via biliar é uma condição que pode necessitar de intervenção terapêutica através de endoscopia e a etiologia pós-cirúrgica (lesão inadvertida) corresponde a 0,2 – 0,5% dos casos, ficando atrás das estenoses de anastomose pós-transplante hepático (3 – 46%) e patologias inflamatórias pancreatobiliares (15-20%)¹.</p>



<p>A principal causa de estenose pós-colecistectomia é a lesão de via biliar, que em sua maioria são identificadas ainda no intra-operatório (75%) e tem o ducto hepático comum como a localização mais frequente². O paciente pode apresentar-se assintomáticos ou ter manifestações clinico-laboratoriais de obstrução da via biliar em um período que geralmente se estende em até 3 meses da colecistectomia³.</p>



<p>Existem algumas classificações para estratificação das lesões iatrogênicas da via biliar, sendo as mais conhecidas as de Bismuth<sup>4</sup> e Strasberg<sub>­</sub><sup>5</sup>, conforme tabelas abaixo (Adaptadas de Mercado MA<sup>4</sup> e Strasberg SM<sup>5</sup>):</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20025"><img loading="lazy" decoding="async" width="234" height="227" data-id="20025" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/tabela.jpg" alt="" class="wp-image-20025"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20024"><img loading="lazy" decoding="async" width="306" height="124" data-id="20024" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1.1.jpg" alt="" class="wp-image-20024" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1.1.jpg?v=1745080205 306w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-1.1-300x122.jpg?v=1745080205 300w" sizes="(max-width: 306px) 100vw, 306px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20027"><img loading="lazy" decoding="async" width="231" height="313" data-id="20027" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/tabela-2.jpg" alt="" class="wp-image-20027" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/tabela-2.jpg?v=1745080251 231w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/tabela-2-221x300.jpg?v=1745080251 221w" sizes="(max-width: 231px) 100vw, 231px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20026"><img loading="lazy" decoding="async" width="313" height="163" data-id="20026" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-2.2.jpg" alt="" class="wp-image-20026" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-2.2.jpg?v=1745080247 313w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/figura-2.2-300x156.jpg?v=1745080247 300w" sizes="(max-width: 313px) 100vw, 313px" /></a></figure>
</figure>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">O tratamento endoscópico nas lesões iatrogênicas da via biliar tem o intuito de evitar o tratamento cirúrgico que possui maior chance de morbidade, entretanto pode requerer maior número de intervenções<sup>6</sup>. Os resultados da terapêutica endoscópica com implantação com stents mostram sucesso no tratamento relativamente alta (70-80% na média dos estudos selecionados<sup>7,8,9</sup>), taxa de recidiva em torno de 16%<sup>8</sup>.</p>



<p>Os principais estudos comparando o uso de múltiplas próteses plásticas <em>versus</em> prótese metálica auto-expansível totalmente recoberta mostram resultados com resultados de resolução, recorrência e efeitos adversos semelhantes, entretanto com número de intervenções significativamente menores em pacientes que utilizaram a prótese metálica no seu tratamento<sup>10</sup>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Ma MX, Jayasekeran V, Chong AK. Benign biliary strictures: prevalence, impact, and management strategies. Clin Exp Gastroenterol. 2019 Feb 18;12:83-92. doi: 10.2147/CEG.S165016. PMID: 30858721; PMCID: PMC6385742.</li>



<li>Nuzzo G, Giuliante F, Persiani R. [The risk of biliary ductal injury during laparoscopic cholecystectomy]. Journal de Chirurgie. 2004 Nov;141(6):343-353. DOI: 10.1016/s0021-7697(04)95358-6. PMID: 15738842.</li>



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</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Martins S. Tratamento minimamente invasivo de lesão iatrogênica da via biliar pós-colecistectomia Endoscopia Terapeutica, 2025 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=19946" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-minimamente-invasivo-de-lesao-iatrogenica-da-via-biliar-pos-colecistectomia/</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Schwannoma de cólon ascendente: Uma rara lesão diagnosticada por ecoendoscopia</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/schwannoma-de-colon-ascendente-uma-rara-lesao-diagnosticada-por-ecoendoscopia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Fortuci Resende Botelho&nbsp;e&nbsp;Lucas Santana Nova da Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 06:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[schwannoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentação do caso: Paciente de 73 anos, do sexo feminino, foi submetida a colonoscopia&#8230;</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Apresentação do caso:</strong></h2>



<p>Paciente de 73 anos, do sexo feminino, foi submetida a colonoscopia de rastreamento que evidenciou lesão elevada séssil de aspecto subepitelial, sinal da tenda positivo e do travesseiro negativo, no cólon ascendente, medindo 30 mm, recoberta por mucosa íntegra e com suspeita tomográfica de pólipo inflamatório.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19972"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="224" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto1-300x224.jpg" alt="" class="wp-image-19972" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto1-300x224.jpg?v=1745005935 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto1-585x437.jpg?v=1745005935 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto1.jpg?v=1745005935 632w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></figure>
</div>


<p>Optado pela investigação adicional com ecoendoscopia para decisão terapêutica, sendo possível alcançar a lesão com ecoendoscópio setorial.</p>



<p>Avaliação ecográfica revelou lesão nodular hipoecoica, heterogênea, de limites bem definidos, medindo 27 x 26 mm, localizada e restrita a camada muscular própria, sem linfonodomegalias perilesionais.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19974"><img loading="lazy" decoding="async" width="632" height="472" data-id="19974" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2A.jpg" alt="" class="wp-image-19974" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2A.jpg?v=1745006040 632w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2A-300x224.jpg?v=1745006040 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2A-585x437.jpg?v=1745006040 585w" sizes="(max-width: 632px) 100vw, 632px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19973"><img loading="lazy" decoding="async" width="632" height="472" data-id="19973" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2B.jpg" alt="" class="wp-image-19973" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2B.jpg?v=1745006037 632w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2B-300x224.jpg?v=1745006037 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto2B-585x437.jpg?v=1745006037 585w" sizes="(max-width: 632px) 100vw, 632px" /></a></figure>
</figure>



<p><br>Realizada punção ecoguiada utilizando agulha FNB 22 Gauge, revelando neoplasia fusocelular de baixo grau.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19976"><img loading="lazy" decoding="async" width="632" height="472" data-id="19976" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto3.jpg" alt="" class="wp-image-19976" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto3.jpg?v=1745006392 632w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto3-300x224.jpg?v=1745006392 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto3-585x437.jpg?v=1745006392 585w" sizes="(max-width: 632px) 100vw, 632px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19975"><img loading="lazy" decoding="async" width="711" height="420" data-id="19975" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/foto-4.jpg" alt="" class="wp-image-19975" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/foto-4.jpg?v=1745006392 711w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/foto-4-300x177.jpg?v=1745006392 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/foto-4-585x346.jpg?v=1745006392 585w" sizes="(max-width: 711px) 100vw, 711px" /></a></figure>
</figure>



<p><br>Exame imunohistoquímico com resultado positivo para S100 e negativo para C-KIT , DOG-1, actina e CD34.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19977"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="225" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-300x225.jpeg?v=1745006612" alt="" class="wp-image-19977" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-300x225.jpeg?v=1745006612 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-1024x768.jpeg?v=1745006612 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-768x576.jpeg?v=1745006612 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-1536x1152.jpeg?v=1745006612 1536w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-1170x878.jpeg?v=1745006612 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100-585x439.jpeg?v=1745006612 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/S100.jpeg?v=1745006612 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></figure>
</div>


<p>Tais achados corroboram o diagnóstico de Schwannoma.</p>



<p>Paciente foi submetida a colectomia direita videolaparocópica com retirada completa da lesão e sem necessidade de fazer linfadectomia oncológica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19978"><img loading="lazy" decoding="async" width="238" height="300" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto6-238x300.jpeg?v=1745006696" alt="" class="wp-image-19978" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto6-238x300.jpeg?v=1745006696 238w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto6-813x1024.jpeg?v=1745006696 813w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto6-768x968.jpeg?v=1745006696 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto6-585x737.jpeg?v=1745006696 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/Foto6.jpeg?v=1745006696 1016w" sizes="(max-width: 238px) 100vw, 238px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Discussão:</strong></h2>



<p>O Schwannoma é um tumor originário de células de Schwann, presente na bainha de mielina de nervos periféricos.</p>



<p>Essa neoplasia possui menor incidência no trato gastrointestinal acometendo o plexo mioentérico de Auerbach, nos quais a maioria dos casos reportados estão localizados no estômago e intestino delgado, acometendo raramente o cólon.</p>



<p>Possui maior prevalência a partir da sexta década de vida e não tem predominância de gênero.</p>



<p>O quadro clínico comumente é assintomático ou composto por sintomas inespecíficos como dor e desconforto abdominal, tenesmo, constipação, sangramento retal ou melena.</p>



<p>A descoberta geralmente é incidental por meio do rastreamento endoscópico, revelando lesão de aspecto subepitelial de formato regular e bem definido, podendo ou não ser ulcerada.</p>



<p>O diagnóstico definitivo é por meio de exame patológico com imunohistoquímica positiva para S100 e negativo para SMA, Desmina, CD117 e P53.</p>



<p>A ecoendoscopia baixa é desafiadora, mas com habilidade técnica ela pode ser realizada de forma eficaz, contribuindo para a definição diagnóstica e direcionando a escolha da técnica cirúrgica, resultando em uma abordagem menos invasiva.</p>



<p>Usualmente os tumores são benignos com prognóstico favorável, com raros casos de transformação maligna.</p>



<p>De forma geral, a ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha para evitar a transformação maligna.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comentários finais:</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Schwannoma de cólon é uma lesão extremamente rara, sendo diagnóstico diferencial de tumor estromal gastrointestinal. A avaliação por ecoendoscopia com punção permite o diagnóstico pré-operatório, possibilitando ressecções cirúrgicas menos extensas e com menor morbidade, contribuindo com um bom prognóstico. Na maioria dos casos o diagnóstico é feito após análise histopatológica de peça cirúrgica. Se faz necessário a avaliação imunohistoquímica para diferenciação de outros tipos histológicos de tumores que acometem o cólon.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Bohlok, A., El Khoury, M., Bormans, A., et al. Schwannoma of the colon and rectum: a systematic literature review. World Journal of Surgical Oncology, 16, 125 (2018). DOI: 10.1186/s12957-018-1427-1.</li>



<li>Schwannoma of the ascending colon: A rare case report. Asian Journal of Surgery, Volume 46, Issue 6, 2023, Pages 2417-2418. ISSN: 1015-9584.</li>



<li>Kim, G., Kim, S. I., Lee, K. Y. Schwannoma of the sigmoid colon: a case report and review of literature*. Journal of Surgical Case Reports, 2019 Feb;2019(2):rjz046. DOI: 10.1093/jscr/rjz046.</li>



<li>Baig, M. M. A. S., Patel, R., Kazem, M. A., Khan, A. Schwannoma in the ascending colon, a rare finding on surveillance colonoscopy. Journal of Surgical Case Reports, 2019 Feb;2019(2):rjz 046. DOI: 10.1093/jscr/rjz046.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Botelho PF, Costa LS. Schwannoma de cólon ascendente: Uma rara lesão diagnosticada por ecoendoscopia Endoscopia Terapeutica 2025 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=19951" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/schwannoma-de-colon-ascendente-uma-rara-lesao-diagnosticada-por-ecoendoscopia/</a></p>



<p></p>
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