{"id":3601,"date":"2019-02-05T08:00:17","date_gmt":"2019-02-05T08:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/uncategorized\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/"},"modified":"2021-09-21T13:27:49","modified_gmt":"2021-09-21T13:27:49","slug":"ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/","title":{"rendered":"II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia"},"content":{"rendered":"<p>Sete anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do I Consenso, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Gastrointestinal (SOBED) encorajou a realiza\u00e7\u00e3o de um segundo encontro para reavaliar algumas das conclus\u00f5es da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o e debater as indica\u00e7\u00f5es evolutivas da ecoendoscopia terap\u00eautica.<\/p>\n<p>O N\u00facleo de Ecoendoscopia da SOBED, coordenado pelo Prof. Dr. Fauze Maluf-Filho, reuniu-se com endoscopistas de todo o pa\u00eds durante o X Simp\u00f3sio Internacional de Endoscopia Digestiva e no XV SBAD para formular o II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia, publicado na revista <em>Endoscopic\u00a0<\/em><i>Ultrasound<\/i>. Seguem abaixo as conclus\u00f5es desse encontro:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Ecoendoscopia no tratamento das varizes g\u00e1stricas<\/strong><\/h5>\n<p>A oblitera\u00e7\u00e3o de varizes g\u00e1stricas com uso do cianoacrilato \u00e9 efetiva.\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 2a<\/em><\/p>\n<p>Ecoendoscopia (EUS) \u00e9 \u00fatil na avalia\u00e7\u00e3o da erradica\u00e7\u00e3o das varizes g\u00e1stricas em caso de d\u00favida.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 2a<\/em><\/p>\n<p>O tratamento ecoendosc\u00f3pico de varizes IGV 1 e GOV2 atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o de cianoacrilato e <em>coil<\/em> pode ser uma op\u00e7\u00e3o na falha do tratamento endosc\u00f3pico convencional.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 3a<\/em><\/p>\n<p>O tratamento ecoendosc\u00f3pico das varizes de fundo g\u00e1strico apresenta efic\u00e1cia semelhante ao tratamento convencional por\u00e9m com menor taxa de complica\u00e7\u00f5es, especialmente embolia pulmonar (mesmo que assintom\u00e1tica).\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 4<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h5><strong>Ecoendoscopia no estadiamento de neoplasias pulmonares n\u00e3o pequenas c\u00e9lulas<\/strong><\/h5>\n<p>\u00c9 recomendada a pun\u00e7\u00e3o ecoguiada (EUS-FNA e\/ou EBUS-FNA) nos pacientes com aumento de linfonodos mediastinas visualizados no PET-TC ou TC.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: A &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 1a<\/em><\/p>\n<p>A EUS-FNA e\/ou EBUS-FNA \u00e9 recomendadas nos pacientes sem linfonodomegalia mediastinal quando:<\/p>\n<ul>\n<li>tumor prim\u00e1rio de localiza\u00e7\u00e3o central, ou<\/li>\n<li>tumor prim\u00e1rio com baixa capta\u00e7\u00e3o no PET-TC, ou<\/li>\n<li>presen\u00e7a de linfonodomegalia ipsilateral hilar (N1).<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C e D &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 4 e 5 <\/em><\/p>\n<p>Complementa\u00e7\u00e3o com estadiamento cir\u00fargico (mediastinoscopia ou outros m\u00e9todos) \u00e9 recomendado nos casos de pun\u00e7\u00e3o ecoguiada n\u00e3o conclusiva.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100 % votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 2a<\/em><\/p>\n<p>EUS-FNA e EBUS-FNA combinados \u00e9 prefer\u00edvel \u00e0 execu\u00e7\u00e3o desses m\u00e9todos individualmente.\u00a0 <em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100 % votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 4<\/em><\/p>\n<p>Nos pacientes com suspeita de met\u00e1stase na adrenal esquerda \u00e9 sugerida a realiza\u00e7\u00e3o EUS-FNA para elucida\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica.\u00a0\u00a0 <em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100 % votos; N\u00edvel de evid\u00eancia 4<\/em><\/p>\n<p>Nota: EBUS n\u00e3o \u00e9 amplamente dispon\u00edvel em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Drenagem biliar ecoguiada<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Compara\u00e7\u00e3o da drenagem biliar ecoguiada (DBEC) <em>vs<\/em> transparietal (percunt\u00e2nea) ap\u00f3s falha da CPRE<\/strong><\/h6>\n<p>O sucesso t\u00e9cnico e cl\u00ednico s\u00e3o similares. Com rela\u00e7\u00e3o aos eventos adversos apesar de diferentes, apresentam tamb\u00e9m taxas similares. A expertise local e disponibilidade devem ser levadas em conta na escolha entre as t\u00e9cnicas. Quando dispon\u00edvel a defini\u00e7\u00e3o do acesso deve ser resultado de uma avalia\u00e7\u00e3o multidisciplinar.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 85% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<h6><strong>Acesso intra ou extra-hep\u00e1tico?<\/strong><\/h6>\n<p>Na DBEC, seja pela t\u00e9cnica <em>rendezvous <\/em>ou transluminal, o acesso intra ou extra-hep\u00e1ticos podem ser utilizados. Existem poucos estudos prospectivos comparando as duas t\u00e9cnicas. Evidencias atuais sugerem resultados similares por\u00e9m com menores taxas de complica\u00e7\u00e3o no acesso extra-hep\u00e1tico.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 95% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<h6><strong>DBEC por <em>rendezvous<\/em> <em>vs<\/em> transluminal \u00a0<\/strong><\/h6>\n<p>Existem poucos estudos comparando as duas t\u00e9cnicas, por\u00e9m eles sugerem resultados e seguran\u00e7a similares.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 95% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<h6><strong>Hepatogastrostomia <em>vs<\/em> Coledocoduodenostomia<\/strong><\/h6>\n<p>Evid\u00eancias atuais sugerem efic\u00e1cias similares, por\u00e9m menores taxas de complica\u00e7\u00f5es em favor da coledocoduodenostomia.\u00a0 Mais estudos de melhor n\u00edvel de evid\u00eancia s\u00e3o necess\u00e1rios.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<h6><strong>DBEC: Pr\u00f3teses pl\u00e1sticas <em>vs <\/em>met\u00e1licas<\/strong><\/h6>\n<p>No estudo comparativo avaliado foram encontrados sucessos cl\u00ednicos e t\u00e9cnicos similares apesar da maior taxa de f\u00edstula biliar com uso das pl\u00e1sticas. O grupo recomenda o uso de stents met\u00e1licos parcialmente ou totalmente recobertos.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Les\u00f5es subepiteliais (LSE)<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Quando a EUS-FNA \u00e9 indicada nas LSE ?<\/strong><\/h6>\n<p>\u00c9 sugerida sua realiza\u00e7\u00e3o nas LSE da muscular pr\u00f3pria do est\u00f4mago, duodeno e reto maiores que 10 mm. LSE n\u00e3o puncionadas devem ser acompanhadas, por\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 consenso do intervalo.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 95% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>O uso da elastografia e contraste de microbolhas s\u00e3o op\u00e7\u00f5es adicionais na sele\u00e7\u00e3o das LSE para pun\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>Metade dos pacientes assintom\u00e1ticos e sem indica\u00e7\u00e3o absoluta de pun\u00e7\u00e3o se recusam a realizar o seguimento e dois ter\u00e7os recusam ressec\u00e7\u00e3o nos casos de aumento de dimens\u00f5es da LSE. Esses fatos podem sugerir a realiza\u00e7\u00e3o de pun\u00e7\u00e3o ecoguiada para defini\u00e7\u00e3o precoce do diagn\u00f3stico.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 95% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>LSE assintom\u00e1ticas da muscular pr\u00f3pria do es\u00f4fago e maiores que 3 cm devem ser puncionadas para diferenciar leiomiomas de outras les\u00f5es potencialmente malignas.\u00a0 \u00a0<em>Aus\u00eancia de concord\u00e2ncia &#8211; 40% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>Na suspeita das seguintes les\u00f5es, independentemente do tamanho da les\u00e3o, a confirma\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica \u00e9 necess\u00e1ria:<\/p>\n<ul>\n<li>GIST com indica\u00e7\u00e3o de terapia neoadjuvante;<\/li>\n<li>met\u00e1stases intramurais;<\/li>\n<li>linfoma;<\/li>\n<li>tumores neuroend\u00f3crinos;<\/li>\n<li>neoplasias extr\u00ednsecas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Recomenda\u00e7\u00e3o: D &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 5<\/em><\/p>\n<h6><strong>Obten\u00e7\u00e3o de material de LSE do trato digestivo: pun\u00e7\u00e3o ecoguiada <em>vs <\/em>m\u00e9todos alternativos.<\/strong><\/h6>\n<p>Pun\u00e7\u00e3o ecoguiada \u00e9 o m\u00e9todo mais seguro.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: A &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 1b<\/em><\/p>\n<p>O tipo de agulha ou calibre n\u00e3o altera a acur\u00e1cia diagn\u00f3stica na pun\u00e7\u00e3o de LSE. A escolha da agulha depende da localiza\u00e7\u00e3o e da prefer\u00eancia do endoscopista.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<p>M\u00e9todos alternativos como mucosectomia e \u201cdestelhamento\u201d s\u00e3o melhores que a pun\u00e7\u00e3o ecoguiada nas LSE menores que 20 mm. Na indisponibilidade da ecoendoscopia, estes podem ser utilizados apesar das significantes taxas de sangramento e perfura\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 95% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>Nas LSE acima da muscular pr\u00f3pria e menores que 2 cm, onde a pun\u00e7\u00e3o ecoguiada muitas vezes \u00e9 insatisfat\u00f3ria, bi\u00f3psia sobre bi\u00f3psia, \u201cdestelhamento\u201d ou ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica, seja por ligadura, mucosectomia ou ESD, s\u00e3o op\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>Ressec\u00e7\u00f5es endosc\u00f3picas de LSE da muscular pr\u00f3pria seja por ESD, tuneliza\u00e7\u00e3o ou ressec\u00e7\u00e3o transmural, ainda s\u00e3o t\u00e9cnicas sob avalia\u00e7\u00e3o e devem ser realizadas em centros de alta expertise.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: D &#8211; 95% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 5<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h5><strong>Ecoendoscopia nas cole\u00e7\u00f5es fluidas peripancre\u00e1ticas (CFP)<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Ecoendoscopia na caracteriza\u00e7\u00e3o das CFP<\/strong><\/h6>\n<p>Antes da indica\u00e7\u00e3o de drenagem, a ecoendoscopia pode ser usada no diagn\u00f3stico diferencial de cisto pancre\u00e1tico neopl\u00e1sico e detec\u00e7\u00e3o de necrose.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: D &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 5<\/em><\/p>\n<h6><strong>Drenagem ecoguiada de pseudocistos pancre\u00e1ticos: pr\u00f3tese pl\u00e1stica <em>vs <\/em>met\u00e1lica <\/strong><\/h6>\n<p>Taxas de resolu\u00e7\u00e3o, eventos adversos e recorr\u00eancias s\u00e3o similares: 85%, 20% e 10%, respectivamente.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 3a<\/em><\/p>\n<h6><strong>Drenagem ecoguiada de necrose pancre\u00e1tica delimitada (<em>Walled-off Necrosis)<\/em>: pr\u00f3tese pl\u00e1stica <em>vs <\/em>met\u00e1lica<\/strong><\/h6>\n<p>Taxas de resolu\u00e7\u00e3o, eventos adversos e recorr\u00eancias s\u00e3o similares: 70-75%, 20% and 10%, respectivamente.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 3a<\/em><\/p>\n<h6><strong>Drenagem de CFP com pr\u00f3teses met\u00e1licas com aposi\u00e7\u00e3o de lumens <\/strong><\/h6>\n<p>Os resultados dessas pr\u00f3teses s\u00e3o promissores e podem melhorar os resultados obtidos.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: D &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 5<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Pun\u00e7\u00e3o ecoguiada nas les\u00f5es s\u00f3lidas pancre\u00e1ticas<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Quando indicar?<\/strong><\/h6>\n<ul>\n<li>Les\u00f5es ressec\u00e1veis: na suspeita de met\u00e1stase, linfoma, tumor neuroend\u00f3crino ou pancreatite autoimune.<\/li>\n<li>Les\u00f5es irressec\u00e1veis: planejamento oncol\u00f3gico.<\/li>\n<li>Ressecabilidade duvidosa: complementa\u00e7\u00e3o do estadiamento.<\/li>\n<li>Se o resultado da pun\u00e7\u00e3o for negativo para neoplasia, mas a suspeita \u00e9 alta, nova pun\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser realizada.<\/li>\n<li>Nos pacientes encaminhados para tratamento neoadjuvante.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2a<\/em><\/p>\n<p>Elastografia e contraste de microbolhas s\u00e3o m\u00e9todos complementares que pretendem melhorar o valor preditivo negativo, melhorando o diagn\u00f3stico diferencial e guiando o melhor local para pun\u00e7\u00e3o. Estes m\u00e9todos n\u00e3o substituem a pun\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<h6><strong>T\u00e9cnicas de pun\u00e7\u00e3o ecoguiada para les\u00f5es s\u00f3lidas pancre\u00e1ticas<\/strong><\/h6>\n<p>Os resultados na literatura s\u00e3o conflitantes na compara\u00e7\u00e3o dos di\u00e2metros das agulhas.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<p>A agulha de 25 gauge parece ter uma vantagem diagn\u00f3stica nas pun\u00e7\u00f5es transduodenais.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<p>Pun\u00e7\u00f5es transduodenais n\u00e3o devem ser realizadas com agulha n\u00e3o flex\u00edvel de 19 gauge devido \u00e0s dificuldades t\u00e9cnicas.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o existem evid\u00eancias dispon\u00edveis na literatura demonstrando superioridade entre as t\u00e9cnicas de aspira\u00e7\u00e3o, uso ou n\u00e3o do estilete e tra\u00e7\u00e3o lenta (<em>slow pull<\/em>).\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<p>A t\u00e9cnica <em>fanning<\/em> parece reduzir o n\u00famero de pun\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico definitivo.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 2b<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h5><strong>Neur\u00f3lise do plexo cel\u00edaco<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Inje\u00e7\u00e3o unilateral <em>vs <\/em>bilateral<\/strong><\/h6>\n<p>Efic\u00e1cias semelhantes.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 1b<\/em><\/p>\n<h6><strong>Neur\u00f3lise do plexo cel\u00edaco <em>vs <\/em>neur\u00f3lise do g\u00e2nglio cel\u00edaco<\/strong><\/h6>\n<p>Em pacientes com g\u00e2nglio vis\u00edvel, sua neur\u00f3lise parece obter um maior al\u00edvio da dor, sendo prefer\u00edvel utilizar esta t\u00e9cnica.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: B &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 1b<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h5><strong>Ecoendoscopia na avalia\u00e7\u00e3o de cistos pancre\u00e1ticos incidentais<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Quando \u00e9 indicada?<\/strong><\/h6>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos cistos pancre\u00e1ticos incidentais identificados e caracterizados preferencialmente por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, cujo resultado \u00e9 um cisto pancre\u00e1tico de morfologia indeterminada.\u00a0\u00a0<em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<h6><strong>Quando realizar a pun\u00e7\u00e3o dos cistos pancre\u00e1ticos incidentais?<\/strong><\/h6>\n<p>Nos cistos de morfologia indeterminada:<\/p>\n<p>&#8211; maiores 15mm;<\/p>\n<p>&#8211; suspeita de n\u00f3dulo ou vegeta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; irregularidade ou espessamento da parede do cisto;<\/p>\n<p>&#8211; mudan\u00e7a abrupta do calibre do ducto pancre\u00e1tico pr\u00f3ximo ao cisto;<\/p>\n<p>&#8211; ducto pancre\u00e1tico principal medindo entre 5 e 9mm<\/p>\n<p><em>Recomenda\u00e7\u00e3o: C &#8211; 100% votos; N\u00edvel de evid\u00eancia: 4<\/em><\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<ul>\n<li>a pun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 indicada quando a morfologia do cisto \u00e9 caracter\u00edstica de um cistadenoma seroso, independentemente de seu tamanho;<\/li>\n<li>o risco-benef\u00edcio da pun\u00e7\u00e3o deve ser ponderado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de vasos, ducto pancre\u00e1tico principal ou mais de 10 mm de par\u00eanquima normal entre a agulha e a les\u00e3o<\/li>\n<li>a profilaxia antibi\u00f3tica est\u00e1 indicada;<\/li>\n<li>o material aspirado deve ser enviado para dosagem de CEA, amilase, glicose e para citopatologia, dando prefer\u00eancia ao CEA;<\/li>\n<li>no futuro, a avalia\u00e7\u00e3o molecular do material aspirado estar\u00e1 dispon\u00edvel e provavelmente ser\u00e1 \u00fatil para estratifica\u00e7\u00e3o de risco de malignidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Link para o artigo original: <a href=\"http:\/\/www.eusjournal.com\/article.asp?issn=2303-9027;year=2017;volume=6;issue=6;spage=359;epage=368;aulast=Maluf-Filho\">http:\/\/www.eusjournal.com\/article.asp?issn=2303-9027;year=2017;volume=6;issue=6;spage=359;epage=368;aulast=Maluf-Filho<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia:<\/p>\n<p>Maluf-Filho F, de Oliveira JF, Mendon\u00e7a EQ, Carbonari A, Maciente BA, Salom\u00e3o\u00a0 BC, Medrado BF, Dotti CM, Lopes CV, Braga CU, M Dutra DA, Retes F, Nakao F, de Sousa GB, de Paulo GA, Ardengh JC, Dos Santos JB, Sampaio LM, Okawa L, Rossini L, de Brito Cardoso MC, Ribeiro Camunha MA, Clar\u00eancio M, Lera Dos Santos ME, Franco\u00a0 M, Schneider NC, Mascarenhas R, Roda R, Matuguma S, Guaraldi S, Figueiredo V. II\u00a0 Brazilian consensus statement on endoscopic ultrasonography. Endosc Ultrasound. 2017 Nov-Dec;6(6):359-368. doi: 10.4103\/eus.eus_32_17. PubMed PMID: 29251269; PubMed Central PMCID: PMC5752757.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sete anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do I Consenso, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Gastrointestinal&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2592,"featured_media":3602,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[142],"tags":[],"ano":[145],"tipo":[154],"volume":[263],"class_list":["post-3601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigoscomentados","ano-145","tipo-ecoendoscopia","volume-volume-i"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia &#8226; Endoscopia Terapeutica<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Sete anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do I Consenso, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Gastrointestinal (SOBED) encorajou a realiza\u00e7\u00e3o de um segundo encontro\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Endoscopia Terapeutica\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/endoscopiaterapeutica\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-02-05T08:00:17+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-09-21T13:27:49+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/eco-neo-pC3A2ncreas.jpg?v=1628164848\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"639\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"479\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Joel Fernandez de Oliveira\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Joel Fernandez de Oliveira\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/\"},\"author\":{\"name\":\"Joel Fernandez de Oliveira\",\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/#\/schema\/person\/44154e75b8892daa6137c7c3e9f6acd0\"},\"headline\":\"II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia\",\"datePublished\":\"2019-02-05T08:00:17+00:00\",\"dateModified\":\"2021-09-21T13:27:49+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/\"},\"wordCount\":2049,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/eco-neo-pC3A2ncreas.jpg?v=1628164848\",\"articleSection\":[\"Artigos Comentados\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/\",\"url\":\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/artigoscomentados\/ii-consenso-brasileiro-de-ecoendoscopia\/\",\"name\":\"II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia &#8226; 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Mestre em Gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo. Especializa\u00e7\u00e3o em Endoscopia Oncol\u00f3gica no Instituto do C\u00e2ncer do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 ICESP. 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