{"id":21624,"date":"2026-07-14T07:00:00","date_gmt":"2026-07-14T07:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/?p=21624"},"modified":"2026-07-14T01:21:10","modified_gmt":"2026-07-14T01:21:10","slug":"manejo-hemorragia-digestiva-alta-nao-varicosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/assuntosgerais\/manejo-hemorragia-digestiva-alta-nao-varicosa\/","title":{"rendered":"Hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa: um guia pr\u00e1tico do atendimento inicial \u00e0 alta hospitalar -Update 2026"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hemorragia digestiva alta (HDA) n\u00e3o varicosa \u00e9 uma daquelas situa\u00e7\u00f5es em que a endoscopia assume papel central, mas n\u00e3o trabalha sozinha. O sucesso do atendimento n\u00e3o depende apenas de encontrar a les\u00e3o e aplicar uma terapia hemost\u00e1tica. Ele come\u00e7a muito antes da passagem do aparelho e termina bem depois da sala de endoscopia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre a chegada do paciente ao pronto atendimento e a alta hospitalar, existe uma sequ\u00eancia de decis\u00f5es que precisa ser organizada: reconhecer gravidade, ressuscitar, estratificar risco, preparar o exame, escolher a t\u00e9cnica hemost\u00e1tica adequada, prevenir ressangramento e garantir que a causa do sangramento seja tratada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/www.thieme-connect.com\/products\/ejournals\/abstract\/10.1055\/a-2863-8314\">atualiza\u00e7\u00e3o da ESGE<\/a> sobre sangramento por \u00falcera p\u00e9ptica refor\u00e7a justamente essa ideia: deve-se enxergar o manejo da hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa como uma <strong>linha de cuidado<\/strong>. A endoscopia \u00e9 o ponto decisivo, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, propomos um guia pr\u00e1tico e fluido para conduzir esses pacientes, da entrada no hospital at\u00e9 a alta.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-1-primeiro-contato-reconhecer-gravidade-antes-de-pensar-no-endoscopio\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>1. Primeiro contato: reconhecer gravidade antes de pensar no endosc\u00f3pio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"h-1-primeiro-contato-reconhecer-gravidade-antes-de-pensar-no-endoscopio\">O paciente com HDA pode chegar com hemat\u00eamese, v\u00f4mitos em borra de caf\u00e9, melena, s\u00edncope, hipotens\u00e3o, taquicardia ou anemia aguda. A primeira tarefa \u00e9 simples de dizer, mas essencial na pr\u00e1tica: <strong>avaliar se ele est\u00e1 hemodinamicamente est\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de discutir hor\u00e1rio de endoscopia, \u00e9 preciso olhar para perfus\u00e3o, press\u00e3o arterial, frequ\u00eancia card\u00edaca, n\u00edvel de consci\u00eancia, diurese, comorbidades e uso de anticoagulantes ou antiagregantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pacientes inst\u00e1veis precisam de acesso venoso adequado, reposi\u00e7\u00e3o vol\u00eamica com cristaloides, monitoriza\u00e7\u00e3o, tipagem sangu\u00ednea, reserva de hemocomponentes e corre\u00e7\u00e3o das prioridades cl\u00ednicas. A endoscopia em paciente mal ressuscitado pode ser tecnicamente ruim, mais insegura e menos efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"h-1-primeiro-contato-reconhecer-gravidade-antes-de-pensar-no-endoscopio\">A mensagem pr\u00e1tica \u00e9: <strong>a urg\u00eancia n\u00e3o deve atropelar a ressuscita\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-2-exames-iniciais-e-informacoes-que-mudam-conduta\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>2. Exames iniciais e informa\u00e7\u00f5es que mudam conduta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo na admiss\u00e3o, obt\u00eam-se algumas informa\u00e7\u00f5es de forma objetiva. Hemograma, ureia, creatinina, eletr\u00f3litos, coagulograma, fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica quando indicado, tipagem sangu\u00ednea e prova cruzada ajudam a compor o risco e preparar a interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas h\u00e1 uma anamnese curta que pode ser t\u00e3o importante quanto o laborat\u00f3rio:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O paciente usa AAS? Usa dupla antiagrega\u00e7\u00e3o? Est\u00e1 anticoagulado com varfarina ou DOAC? Tem doen\u00e7a cardiovascular importante? Tem antecedente de \u00falcera? Usa anti-inflamat\u00f3rio? J\u00e1 teve H. pylori? H\u00e1 sinais de hepatopatia ou possibilidade de sangramento varicoso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em HDA, pequenos detalhes mudam grandes decis\u00f5es. Um paciente usando anticoagulante com sangramento ativo grave n\u00e3o \u00e9 o mesmo paciente jovem, sem comorbidades, com melena autolimitada e estabilidade cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-3-estrategia-transfusional-menos-pode-ser-melhor\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>3. Estrat\u00e9gia transfusional: menos pode ser melhor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recomenda\u00e7\u00e3o atual continua favorecendo uma <strong>estrat\u00e9gia restritiva de transfus\u00e3o<\/strong> na maioria dos pacientes hemodinamicamente est\u00e1veis. Em geral, considera-se transfus\u00e3o quando a hemoglobina est\u00e1 <strong>abaixo de 7 g\/dL<\/strong>, com alvo p\u00f3s-transfusional em torno de<strong> 7 a 9 g\/dL<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pacientes com <strong>doen\u00e7a cardiovascular aguda ou cr\u00f4nica relevante<\/strong>, o limiar pode ser mais liberal, com transfus\u00e3o considerada em hemoglobina <strong>\u2264 8 g\/dL<\/strong> e <strong>alvo mais alto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ponto \u00e9 importante porque a transfus\u00e3o n\u00e3o deve ser autom\u00e1tica. Ela precisa ser contextualizada. Interpreta-se o valor da hemoglobina junto com instabilidade, sangramento em atividade, idade, cardiopatia e sintomas de hipoperfus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-4-estratificacao-de-risco-quem-pode-ir-embora-e-quem-precisa-ficar\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>4. Estratifica\u00e7\u00e3o de risco: quem pode ir embora e quem precisa ficar?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a estabiliza\u00e7\u00e3o inicial, a estratifica\u00e7\u00e3o de risco ajuda a organizar o fluxo. <strong>O Glasgow-Blatchford Score<\/strong> continua como o escore recomendado para avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-endosc\u00f3pica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pacientes com <strong>GBS \u2264 1<\/strong> s\u00e3o considerados de muito baixo risco e podem ser manejados ambulatorialmente, desde que exista seguran\u00e7a para isso: estabilidade cl\u00ednica, boa compreens\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es, possibilidade de retorno se houver piora e acesso a acompanhamento\/endoscopia ambulatorial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, o GBS n\u00e3o substitui o julgamento cl\u00ednico. Ele ajuda a evitar interna\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias, mas n\u00e3o deve ser usado de forma cega. O paciente precisa \u201cfazer sentido\u201d para alta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/?attachment_id=21633\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"725\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GBS-725x1024.png\" alt=\"Estratifica\u00e7\u00e3o de risco para guiar o manejo da hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa (Glasgow-Blatchford Score)\" class=\"wp-image-21633\" srcset=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GBS-725x1024.png 725w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GBS-212x300.png 212w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GBS-768x1085.png 768w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GBS-585x827.png 585w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/GBS.png 1055w\" sizes=\"(max-width: 725px) 100vw, 725px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 id=\"h-5-medicacoes-antes-da-endoscopia-preparar-o-campo-sem-atrasar-o-exame\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>5. Medica\u00e7\u00f5es antes da endoscopia: preparar o campo, sem atrasar o exame<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso de <strong>IBP em alta dose<\/strong> antes da endoscopia pode ser considerado em pacientes com HDA. Ele pode reduzir a presen\u00e7a de estigmas de alto risco e a necessidade de terapia endosc\u00f3pica em alguns cen\u00e1rios. Mas o ponto central permanece: <strong>IBP n\u00e3o deve atrasar uma endoscopia indicada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos pacientes com suspeita de grande quantidade de sangue ou co\u00e1gulos no est\u00f4mago, especialmente em hemat\u00eamese ativa ou recente, a <strong>eritromicina intravenosa<\/strong> segue como procin\u00e9tico preferencial antes do exame. Ela pode melhorar a visualiza\u00e7\u00e3o, reduzir a necessidade de segunda endoscopia e facilitar a terapia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma novidade pr\u00e1tica da atualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a possibilidade de considerar <strong>metoclopramida intravenosa<\/strong> quando a eritromicina n\u00e3o estiver dispon\u00edvel, em casos selecionados de sangramento clinicamente severo ou em atividade. N\u00e3o \u00e9 uma substitui\u00e7\u00e3o perfeita, e a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 mais fraca, mas pode ser \u00fatil em muitos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 simples: entrar com melhor visualiza\u00e7\u00e3o, reduzir tempo perdido lavando co\u00e1gulos e aumentar a chance de uma hemostasia bem feita na primeira tentativa.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-6-via-aerea-intubar-nao-e-rotina\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>6. Via a\u00e9rea: intubar n\u00e3o \u00e9 rotina<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>intuba\u00e7\u00e3o orotraqueal profil\u00e1tica<\/strong> antes da endoscopia <strong>n\u00e3o deve ser feita de rotina<\/strong> em todos os pacientes com HDA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deve-se reservar tal procedimento para cen\u00e1rios espec\u00edficos: hemat\u00eamese ativa importante, rebaixamento do n\u00edvel de consci\u00eancia, agita\u00e7\u00e3o, encefalopatia ou incapacidade de proteger a via a\u00e9rea. Em outras palavras, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 cl\u00ednica, n\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O excesso de intuba\u00e7\u00e3o pode trazer complica\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, pneumonia, aspira\u00e7\u00e3o e prolongamento de interna\u00e7\u00e3o. O ideal \u00e9 individualizar.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-7-quando-fazer-a-endoscopia\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>7. Quando fazer a endoscopia?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A endoscopia digestiva alta deve ser realizada precocemente, <strong>em at\u00e9 24 horas<\/strong> da apresenta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s ressuscita\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um dos pontos mais relevantes da atualiza\u00e7\u00e3o: <strong>endoscopia emergente, em at\u00e9 6 horas, ou urgente, em at\u00e9 12 horas, n\u00e3o deve ser rotina <\/strong>em pacientes est\u00e1veis. Deve-se reservar o procedimento para pacientes que permanecem inst\u00e1veis apesar da ressuscita\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, isso muda a mentalidade do atendimento. O objetivo n\u00e3o \u00e9 simplesmente \u201cfazer de madrugada a qualquer custo\u201d. O objetivo \u00e9 fazer uma endoscopia segura, bem indicada, com equipe treinada, dispositivos dispon\u00edveis e paciente em condi\u00e7\u00e3o de ser tratado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Endoscopia precoce, sim. Correria desorganizada, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-8-dentro-da-sala-a-classificacao-de-forrest-continua-decidindo-a-conduta\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>8. Dentro da sala: a classifica\u00e7\u00e3o de Forrest continua decidindo a conduta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a causa \u00e9 uma \u00falcera p\u00e9ptica, a <strong>classifica\u00e7\u00e3o de Forrest<\/strong> continua sendo a linguagem central entre diagn\u00f3stico, risco e tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00dalceras <strong>Forrest Ia e Ib<\/strong>, com sangramento ativo em jato ou baba\u00e7\u00e3o, devem receber hemostasia endosc\u00f3pica. \u00dalceras <strong>Forrest IIa<\/strong>, com vaso vis\u00edvel n\u00e3o sangrante, tamb\u00e9m <strong>devem ser tratadas<\/strong>. Essas s\u00e3o les\u00f5es de <strong>alto risco<\/strong> para sangramento persistente ou recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00dalceras <strong>Forrest IIc<\/strong>, com mancha plana pigmentada, e <strong>Forrest III<\/strong>, com base limpa, n\u00e3o precisam de hemostasia endosc\u00f3pica. Nesses casos, o foco deve ser <strong>tratamento cl\u00ednico<\/strong>, investiga\u00e7\u00e3o etiol\u00f3gica e programa\u00e7\u00e3o segura de alta, quando poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Forrest IIb<\/strong>, com co\u00e1gulo aderido, merece uma aten\u00e7\u00e3o especial.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-9-forrest-iib-remover-o-coagulo-mas-so-se-houver-preparo-para-o-que-vem-depois\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>9. Forrest IIb: remover o co\u00e1gulo, mas s\u00f3 se houver preparo para o que vem depois<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abordagem do co\u00e1gulo aderido ficou mais ativa. A recomenda\u00e7\u00e3o atual sugere <strong>remover o co\u00e1gulo e tratar a les\u00e3o subjacente<\/strong> quando indicado, desde que o endoscopista tenha compet\u00eancia t\u00e9cnica para isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse detalhe \u00e9 essencial. Remover um co\u00e1gulo pode revelar um vaso vis\u00edvel ou sangramento ativo. Portanto, n\u00e3o \u00e9 uma manobra inocente. Antes de mexer, \u00e9 preciso ter plano: campo adequado, acess\u00f3rio dispon\u00edvel, equipe pronta, m\u00e9todo de hemostasia escolhido e possibilidade de resgate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma estrat\u00e9gia pr\u00e1tica \u00e9 injetar <strong>adrenalina dilu\u00edda<\/strong> ao redor ou abaixo do co\u00e1gulo para reduzir o risco de sangramento abrupto durante a remo\u00e7\u00e3o. Mas isso <strong>n\u00e3o substitui terapia definitiva<\/strong>. Se aparecer Forrest Ia, Ib ou IIa, o tratamento deve seguir o algoritmo da les\u00e3o de alto risco.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-10-escolha-da-hemostasia-adrenalina-ajuda-mas-nao-resolve-sozinha\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>10. Escolha da hemostasia: adrenalina ajuda, mas n\u00e3o resolve sozinha<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A adrenalina dilu\u00edda continua tendo papel importante para controle tempor\u00e1rio do sangramento, melhora do campo e facilita\u00e7\u00e3o da terapia. Mas ela <strong>n\u00e3o deve ser usada como monoterapia definitiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00falceras com sangramento ativo, a <strong>terapia combinada<\/strong> permanece como padr\u00e3o: adrenalina associada a uma segunda modalidade, seja mec\u00e2nica ou t\u00e9rmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Forrest IIa, podem ser usados m\u00e9todos t\u00e9rmicos de contato ou n\u00e3o contato, terapia mec\u00e2nica com clips, OTS clip ou inje\u00e7\u00e3o de agente esclerosante, isoladamente ou em combina\u00e7\u00e3o com adrenalina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto pr\u00e1tico \u00e9 que a escolha depende da les\u00e3o. \u00dalcera fibrosada, base dura, localiza\u00e7\u00e3o posterior de bulbo, grande vaso, dificuldade de aproxima\u00e7\u00e3o tangencial e instabilidade do campo podem favorecer estrat\u00e9gias diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bom tratamento n\u00e3o \u00e9 apenas \u201cter o acess\u00f3rio\u201d. \u00c9 saber escolher o acess\u00f3rio para aquela \u00falcera.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-11-ots-clip-de-resgate-para-protagonista-em-casos-selecionados\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>11. OTS clip: de resgate para protagonista em casos selecionados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>OTS clip<\/strong> ganhou espa\u00e7o no guideline. Ele pode ser considerado como <strong>monoterapia alternativa de primeira linha<\/strong> em \u00falceras Forrest Ia e Ib, e tamb\u00e9m como alternativa em Forrest IIa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, passa a ter papel importante no <strong>ressangramento<\/strong>, especialmente se n\u00e3o tiver sido usado na primeira endoscopia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, isso n\u00e3o significa abandonar clips convencionais ou terapia t\u00e9rmica. Significa reconhecer que o OTS clip \u00e9 uma ferramenta cada vez mais relevante em \u00falceras de alto risco, especialmente quando se busca fechamento mais robusto, captura de maior quantidade de tecido e hemostasia mais dur\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, sua aplica\u00e7\u00e3o exige treinamento. Em les\u00f5es dif\u00edceis, o momento de decidir pelo OTS clip costuma ser antes de v\u00e1rias tentativas frustradas, quando o campo ainda est\u00e1 control\u00e1vel e a anatomia pode ser bem posicionada.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-12-agentes-hemostaticos-topicos-bons-aliados-mas-nao-primeira-escolha-isolada\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>12. Agentes hemost\u00e1ticos t\u00f3picos: bons aliados, mas n\u00e3o primeira escolha isolada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os agentes hemost\u00e1ticos t\u00f3picos t\u00eam papel \u00fatil, especialmente em sangramentos dif\u00edceis, campos ruins, sangramento difuso ou como ponte para uma terapia mais definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, <strong>n\u00e3o devem ser usados como monoterapia inicial<\/strong> em \u00falceras de alto risco quando h\u00e1 possibilidade de tratamento definitivo com m\u00e9todo mec\u00e2nico ou t\u00e9rmico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A l\u00f3gica \u00e9 simples: muitos agentes t\u00f3picos controlam bem o sangramento imediato, mas a durabilidade pode ser limitada. Por isso, funcionam melhor como resgate, ponte ou complemento em casos selecionados.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-13-e-se-a-hemostasia-falhar\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>13. E se a hemostasia falhar?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sangramento persistente<\/strong> \u00e9 aquele que continua ativo apesar da tentativa de hemostasia endosc\u00f3pica padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, \u00e9 hora de escalar com estrat\u00e9gia. OTS clip deve ser considerado se ainda n\u00e3o tiver sido usado. Agentes hemost\u00e1ticos t\u00f3picos podem ser \u00fateis como resgate ou ponte. A pin\u00e7a hemost\u00e1tica com soft coagulation tamb\u00e9m pode ser op\u00e7\u00e3o em m\u00e3os experientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a hemostasia endosc\u00f3pica falhar apesar das modalidades dispon\u00edveis, a pr\u00f3xima etapa deve ser a <strong>emboliza\u00e7\u00e3o angiogr\u00e1fica transcateter (TAE)<\/strong>. A cirurgia fica reservada para quando a TAE n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel ou falha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um ponto que precisa estar organizado institucionalmente. O endoscopista deve saber, antes do caso dif\u00edcil acontecer, como acionar radiologia intervencionista e cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-14-apos-a-endoscopia-o-cuidado-nao-termina-com-o-parou-de-sangrar\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>14. Ap\u00f3s a endoscopia: o cuidado n\u00e3o termina com o \u201cparou de sangrar\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da hemostasia, come\u00e7a uma segunda fase do atendimento. O paciente precisa de vigil\u00e2ncia cl\u00ednica, controle seriado de hemoglobina conforme o contexto, observa\u00e7\u00e3o de sinais de ressangramento e manuten\u00e7\u00e3o de terapia antissecretora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>IBP em alta dose por 72 horas<\/strong> permanece como padr\u00e3o nos pacientes submetidos \u00e0 hemostasia endosc\u00f3pica e nos casos de Forrest IIb n\u00e3o tratados endoscopicamente. Pode ser feito com bolus IV seguido de infus\u00e3o cont\u00ednua, bolus IV intermitente em alta dose ou formula\u00e7\u00e3o oral em alta dose, dependendo do contexto e da disponibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>endoscopia de second look n\u00e3o \u00e9 recomendada de rotina<\/strong>. Deve ser reservada para situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, conforme evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-15-ressangramento-repetir-endoscopia-mas-com-plano-de-resgate\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>15. Ressangramento: repetir endoscopia, mas com plano de resgate<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se houver evid\u00eancia cl\u00ednica de ressangramento \u2014 nova hemat\u00eamese, instabilidade ap\u00f3s estabiliza\u00e7\u00e3o, queda significativa de hemoglobina, melena persistente com repercuss\u00e3o ou hematoquezia em contexto compat\u00edvel \u2014 a conduta inicial deve ser <strong>repetir a endoscopia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa segunda tentativa, o OTS clip deve ser considerado, especialmente se n\u00e3o foi utilizado anteriormente. Caso a nova tentativa endosc\u00f3pica falhe, o caminho recomendado \u00e9 <strong>TAE<\/strong>. A cirurgia entra quando a TAE n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel ou n\u00e3o resolve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ressangramento \u00e9 um momento em que vale revisar a estrat\u00e9gia: a primeira terapia foi dur\u00e1vel? A \u00falcera era grande? Havia vaso calibroso? A localiza\u00e7\u00e3o era de alto risco? O paciente estava anticoagulado? Existe indica\u00e7\u00e3o de discutir TAE profil\u00e1tica ou precoce?<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-16-tae-profilatica-pensar-antes-do-ressangramento-em-pacientes-de-alto-risco\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>16. TAE profil\u00e1tica: pensar antes do ressangramento em pacientes de alto risco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma novidade interessante \u00e9 considerar <strong>TAE profil\u00e1tica<\/strong> em casos selecionados de alto risco, mesmo ap\u00f3s hemostasia endosc\u00f3pica aparentemente bem-sucedida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso pode ser discutido em pacientes com instabilidade hemodin\u00e2mica na apresenta\u00e7\u00e3o, \u00falcera grande, especialmente maior que 2 cm, localiza\u00e7\u00e3o em parede posterior do duodeno, vaso de grande calibre ou quando a hemostasia obtida parece pouco dur\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o para todos. Mas em centros com radiologia intervencionista dispon\u00edvel, pode ser uma estrat\u00e9gia importante para reduzir ressangramento em pacientes nos quais uma nova perda sangu\u00ednea teria alto impacto cl\u00ednico.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-17-h-pylori-testar-tratar-e-confirmar-erradicacao\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>17. <em>H. pylori<\/em>: testar, tratar e confirmar erradica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo paciente com sangramento ulceroso deve ser <strong>investigado para <em>H. pylori<\/em><\/strong> na endoscopia inicial. Se positivo, o tratamento deve ser institu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se <strong>negativo<\/strong> durante o epis\u00f3dio agudo, o <strong>teste deve ser repetido posteriormente<\/strong>, porque sangramento ativo e uso de IBP podem gerar falso-negativo. E mais: a <strong>erradica\u00e7\u00e3o deve ser documentada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um ponto simples, mas decisivo. O paciente n\u00e3o pode sair apenas com \u201c\u00falcera tratada\u201d. Ele precisa sair com um plano para evitar recorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-18-antitromboticos-equilibrio-entre-sangrar-e-trombosar\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>18. Antitromb\u00f3ticos: equil\u00edbrio entre sangrar e trombosar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O manejo de antiagregantes e anticoagulantes deve ser <strong>individualizado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pacientes usando AAS para preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria costuma ser adequada, com reavalia\u00e7\u00e3o da real indica\u00e7\u00e3o. Em preven\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, o AAS idealmente n\u00e3o deve ser interrompido; se for suspenso, deve ser reiniciado precocemente, em geral dentro de poucos dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na dupla antiagrega\u00e7\u00e3o, costuma-se manter o AAS, suspender temporariamente o segundo agente e envolver a cardiologia, especialmente em pacientes com stent recente ou alto risco cardiovascular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos anticoagulados, a decis\u00e3o de revers\u00e3o depende da gravidade do sangramento, instabilidade e risco tromb\u00f3tico. Ap\u00f3s controle do sangramento, a anticoagula\u00e7\u00e3o deve ser retomada assim que clinicamente indicada, baseada no risco tromboemb\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um dos momentos em que a decis\u00e3o compartilhada com cardiologia, hematologia ou cl\u00ednica m\u00e9dica pode evitar tanto o ressangramento quanto eventos tromb\u00f3ticos graves.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-19-ferro-dieta-e-recuperacao-preparar-uma-alta-de-verdade\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>19. Ferro, dieta e recupera\u00e7\u00e3o: preparar uma alta de verdade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atualiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para aspectos que muitas vezes ficam em segundo plano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pacientes com anemia ou defici\u00eancia de ferro devem <strong>iniciar reposi\u00e7\u00e3o de ferro antes da alta hospitalar.<\/strong> Controlar o sangramento n\u00e3o significa que o paciente se recuperou. A anemia p\u00f3s-HDA impacta fadiga, qualidade de vida e retorno \u00e0s atividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>nutri\u00e7\u00e3o oral precoce, dentro de 24 horas <\/strong>ap\u00f3s hemostasia endosc\u00f3pica dur\u00e1vel, pode ser iniciada em pacientes est\u00e1veis. O jejum prolongado n\u00e3o deve ser autom\u00e1tico quando a hemostasia foi segura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas medidas parecem simples, mas aproximam o atendimento de uma linha de cuidado completa: tratar o sangramento, tratar a causa e permitir recupera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-20-alta-hospitalar-quando-o-paciente-esta-pronto\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>20. Alta hospitalar: quando o paciente est\u00e1 pronto?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alta deve ser considerada quando o paciente est\u00e1 hemodinamicamente est\u00e1vel, sem sinais de ressangramento, com hemoglobina est\u00e1vel ou em recupera\u00e7\u00e3o, tolerando dieta, com plano definido para IBP, <em>H. pylori<\/em>, ferro quando indicado e manejo dos antitromb\u00f3ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m \u00e9 importante garantir orienta\u00e7\u00f5es claras: retornar se houver hemat\u00eamese, melena volumosa, s\u00edncope, tontura importante, dor persistente ou sinais de instabilidade. O seguimento ambulatorial deve estar programado, principalmente nos pacientes com \u00falcera g\u00e1strica, necessidade de confirma\u00e7\u00e3o de cicatriza\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o de etiologia ou confirma\u00e7\u00e3o de erradica\u00e7\u00e3o do <em>H. pylori<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma boa alta \u00e9 aquela em que o paciente n\u00e3o apenas deixa o hospital, mas sai com um plano.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-um-fluxo-pratico-para-lembrar\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Um fluxo pr\u00e1tico para lembrar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph\" style=\"font-style:italic;font-weight:100\">Na entrada, estabilize.<br>Depois, estratifique.<br>Antes da endoscopia, prepare o campo.<br>Na endoscopia, classifique por Forrest e trate os estigmas de alto risco.<br>Se falhar, escale com OTS clip, terapia t\u00f3pica de resgate, TAE ou cirurgia.<br>Depois da hemostasia, mantenha IBP em alta dose, investigue<em> H. pylori,<\/em> ajuste antitromb\u00f3ticos, reponha ferro quando indicado e realimente precocemente quando seguro.<br>Na alta, garanta seguimento e preven\u00e7\u00e3o de recorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-conclusao\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cuidado do paciente com HDA n\u00e3o varicosa \u00e9 uma corrida contra o sangramento, mas n\u00e3o deve ser uma corrida desorganizada. A atualiza\u00e7\u00e3o da ESGE refor\u00e7a que a melhor abordagem combina tempo adequado, julgamento cl\u00ednico, t\u00e9cnica endosc\u00f3pica e cuidado p\u00f3s-procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o endoscopista, talvez a grande mensagem seja esta: a hemostasia bem-sucedida n\u00e3o come\u00e7a no momento do clip e n\u00e3o termina quando o sangramento para. Ela come\u00e7a na triagem, passa pela ressuscita\u00e7\u00e3o, depende de uma endoscopia bem planejada e s\u00f3 se completa quando o paciente recebe alta com a causa tratada e o risco de recorr\u00eancia reduzido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 o verdadeiro manejo da hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa: <strong>n\u00e3o apenas controlar o sangramento, mas conduzir o paciente com seguran\u00e7a do pronto atendimento \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/?attachment_id=21688\"><img decoding=\"async\" width=\"713\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Infografico-HDA-nao-varicosa-713x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-21688\" srcset=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Infografico-HDA-nao-varicosa-713x1024.png 713w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Infografico-HDA-nao-varicosa-209x300.png 209w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Infografico-HDA-nao-varicosa-768x1104.png 768w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Infografico-HDA-nao-varicosa-585x841.png 585w, https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Infografico-HDA-nao-varicosa.png 1046w\" sizes=\"(max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 id=\"h-referencia\" class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Gralnek IM, Morris J, Laursen SB, Camus M, Tziatzios G, Debels LK, Nigam GB, et al. Endoscopic diagnosis and management of peptic ulcer bleeding: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Guideline \u2013 Update 2026. Endoscopy. 2026.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 id=\"h-como-citar-este-artigo\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Como citar este artigo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph\">Orso IRB. Hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa: um guia pr\u00e1tico do atendimento inicial \u00e0 alta hospitalar -Update 2026 Endoscopia Terapeutica 2026 Vol II. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/?p=21624\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/assuntosgerais\/hemorragia-digestiva-alta-nao-varicosa-um-guia-pratico-do-atendimento-inicial-a-alta-hospitalar-update-2026\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hemorragia digestiva alta (HDA) n\u00e3o varicosa \u00e9 uma daquelas situa\u00e7\u00f5es em que a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2464,"featured_media":21632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[151],"tags":[292,362,372],"ano":[847],"tipo":[153],"volume":[147],"class_list":["post-21624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-assuntosgerais","tag-endoscopia","tag-hda","tag-ulcera","ano-847","tipo-endoscopia-digestiva-alta","volume-volume-ii"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.8) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Manejo da hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa: Update 2026<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Guia pr\u00e1tico do manejo da hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa: do atendimento inicial \u00e0 alta hospitalar.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/assuntosgerais\/manejo-hemorragia-digestiva-alta-nao-varicosa\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hemorragia digestiva alta n\u00e3o varicosa: um guia pr\u00e1tico do atendimento inicial \u00e0 alta hospitalar -Update 2026\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A hemorragia digestiva alta (HDA) n\u00e3o varicosa \u00e9 uma daquelas situa\u00e7\u00f5es em que a endoscopia assume papel central, mas n\u00e3o trabalha sozinha. 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