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	<title>vacuo Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>vacuo Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Tratamento de fístula com vácuo endoscópico transparietal: uma alternativa eficaz que preserva o conforto do paciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isabelle Kristal,&nbsp;Paola de Araujo Sardenberg Alves&nbsp;e&nbsp;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 06:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[EVT]]></category>
		<category><![CDATA[vacuo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução: O tratamento de fístulas após cirurgias gastroesofágicas é um grande desafio. Nos últimos&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Introdução:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de fístulas após cirurgias gastroesofágicas é um grande desafio. Nos últimos anos, a terapia a vácuo endoscópico (EVT) ganhou popularidade e se consolidou como uma ferramenta segura e eficaz para tratamento desta complicação, associando a <strong>drenagem de secreções</strong> ao <strong>estímulo à cicatrização</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usualmente, a sonda para aspiração da terapia a vácuo é inserida através da narina, e posicionada dentro da luz do órgão ou na cavidade causada pela fístula. Entretanto, neste caso, o vácuo foi confeccionado de forma externa, transparietal, através do trajeto de um dreno cirúrgico. Este arranjo permitiu maior conforto para paciente, que continuou recebendo dieta via sonda nasoenteral.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relato:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Paciente do sexo feminino de 70 anos submetida a gastrectomia total + esofagectomia distal com anastomose esofagojejunal intratorácica e linfadenectomia D2 devido carcinoma gástrico pouco diferenciado com envolvimento de esôfago distal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram locados dois drenos perianastomose: um exteriorizado em flanco direito e um em flanco esquerdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No 5º. PO a paciente evoluiu com dor abdominal e distensão após infusão da dieta enteral. Foi realizado teste com azul de metileno, que extravasou pelo dreno abdominal à esquerda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A endoscopia evidenciou deiscência de 1/3 da circunferência da anastomose esofagojejunal, na parede posterior. Era possível identificar o dreno através do orifício. A sonda nasoenteral estava locada na alça jejunal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20275"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="852" height="288" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE.jpg" alt="" class="wp-image-20275" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE.jpg?v=1750106312 852w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-300x101.jpg?v=1750106312 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-768x260.jpg?v=1750106312 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-585x198.jpg?v=1750106312 585w" sizes="(max-width: 852px) 100vw, 852px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 1: Endoscopia pós-operatória identificando fístula da anastomose esofagojejunal.</em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20276"><img decoding="async" width="241" height="300" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-241x300.png" alt="" class="wp-image-20276" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-241x300.png 241w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2.png 513w" sizes="(max-width: 241px) 100vw, 241px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 2: Esquema demonstrando o posicionamento dos drenos (azul) e a deiscência esofagojejunal intratorácica (amarelo).</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>A terapia a vácuo endoscópica foi indicada. Duas alternativas de inserção da sonda do vácuo seriam viáveis neste momento: via nasal (convencional), ou através do dreno transparietal. Tendo em vista o conforto da paciente, e a possibilidade de mantê-la com apenas uma sonda na narina (para alimentação), foi optado por instalar o vácuo através do dreno, de maneira transparietal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Terapêutica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O dispositivo escolhido para a terapia a vácuo foi do tipo <em>tube in tube</em>, confeccionado com sonda nasogástrica dentro do dreno siliconado já existente, dispensando o uso de esponjas ou gazes. A sonda foi conectada ao dispositivo de aspiração. Enquanto a sonda (tubo interno) aspirava, o dreno (tubo externo) evitava entupimentos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Passagem de sonda nasogástrica 16 Fr através de dreno abdominal (figura 3), com o posicionamento na cavidade fistulosa confirmado pela endoscopia (figura 4).</li>



<li>Foi mantido vácuo com pressão negativa contínua de 125 mmHg, com auxílio de bomba eletrônica.</li>



<li>Paciente mantida com dieta enteral através de sonda nasoenteral locada na alça jejunal.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20277"><img decoding="async" width="706" height="434" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo.png" alt="" class="wp-image-20277" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo.png 706w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo-300x184.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo-585x360.png 585w" sizes="(max-width: 706px) 100vw, 706px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 3: Esquema demonstrando o dispositivo da terapia a vácuo locado. A) passagem de fio-guia pelo dreno externo o qual foi capturado pela endoscopia e exteriorizado pela boca. B) inserção da sonda nasogástrica 16Fr sobre o fio-guia e posicionada a cerca de 1,5 cm da deiscência da anastomose sob supervisão endoscópica com aparelho de fino calibre.</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20278"><img loading="lazy" decoding="async" width="610" height="410" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo.jpg" alt="" class="wp-image-20278" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo.jpg?v=1750109356 610w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo-300x202.jpg?v=1750109356 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo-585x393.jpg?v=1750109356 585w" sizes="(max-width: 610px) 100vw, 610px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 4: Local onde o dreno estava locado, e foi instalada a terapia a vácuo.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">É importante salientar que, em casos em que o vácuo é instalado através de sondas nasais, muitos pacientes não toleram permanecer com uma sonda em cada narina &#8211; uma para a terapia a vácuo e uma para alimentação &#8211; ficando dependentes de nutrição parenteral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Uma semana após a instalação da terapia a vácuo, foi realizada revisão endoscópica. O orifício fistuloso apresentava diminuição significativa de calibre, passando a medir cerca de 8 mm (figura 5).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20279"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="659" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1024x659.jpg" alt="" class="wp-image-20279" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1024x659.jpg?v=1750109625 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-300x193.jpg?v=1750109625 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-768x494.jpg?v=1750109625 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-585x377.jpg?v=1750109625 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5.jpg?v=1750109625 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 5: A e B) Primeira revisão endoscópica após 7 dias de instalação da EVT; C, D e E) exame com aparelho de 4.9 mm através do orifício da fístula</em> observando bom tecido de granulação no trajeto fistuloso<em>. Dreno de silicone (azul) e sonda nasogástrica no seu interior.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Foi realizada leve tração do dreno (cerca de 2 cm) através da parede abdominal, afastando-o da luz do órgão, e reinstalado o vácuo endoscópico tipo<em> tube in tube</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20280"><img loading="lazy" decoding="async" width="779" height="369" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpg" alt="" class="wp-image-20280" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpg?v=1750109842 779w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-300x142.jpg?v=1750109842 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-768x364.jpg?v=1750109842 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-585x277.jpg?v=1750109842 585w" sizes="(max-width: 779px) 100vw, 779px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 6: a) Trajeto fistuloso após tração do dreno; b) dreno realocado com dispositivo de vácuo no interior.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">No 17º dia foi realizada nova revisão endoscópica, que identificou a anastomose esofagojejunal terminolateral ampla, sem sinais de fístula.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20281"><img loading="lazy" decoding="async" width="863" height="291" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.jpg" alt="" class="wp-image-20281" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.jpg?v=1750110014 863w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-300x101.jpg?v=1750110014 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-768x259.jpg?v=1750110014 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-585x197.jpg?v=1750110014 585w" sizes="(max-width: 863px) 100vw, 863px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 7: Segunda revisão endoscópica após 17 dias de instalação da EVT.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">O dispositivo do vácuo endoscópico e o dreno abdominal foram retirados após novo teste com azul de metileno. No mesmo dia foi iniciada dieta oral, que foi progredida gradualmente até a alta hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NOTA:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos em que o paciente não possui um dreno previamente locado, a<em> técnica tube in tube</em><br>também pode ser realizada. Para isso utilizam-se duas sondas Levine de calibres diferentes. A sonda de maior calibre tem sua extremidade de conexão cortada, para que a sonda de menor calibre seja inserida. A sonda interna (a de menor calibre) é conectada à pressão negativa (figura 8).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20282"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="530" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1024x530.png" alt="" class="wp-image-20282" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1024x530.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-300x155.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-768x397.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1170x605.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-585x303.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8.png 1301w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 8: Esquema do</em> tube in tube <em>com sondas.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Veja mais sobre o assunto: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/terapia-endoscopica-com-vacuo-evt-principais-resultados-de-uma-metanalise/">Terapia endoscópica com vácuo (EVT) – Principais resultados de uma metanálise. • Endoscopia Terapeutica</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Kristal I, Alves PA, Martins B. Tratamento de fístula com vácuo endoscópico transparietal: uma alternativa eficaz que preserva o conforto do paciente Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20274" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-de-fistula-com-vacuo-endoscopico-transparietal-uma-alternativa-eficaz-que-preserva-o-conforto-do-paciente/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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