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	<title>Síndrome de Mirizzi Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Síndrome de Mirizzi Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Síndrome de Mirizzi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renzo Feitosa Ruiz&nbsp;e&nbsp;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Oct 2017 08:15:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[colangiopancreatografia]]></category>
		<category><![CDATA[endoscópica]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Mirizzi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1948, o cirurgião argentino Pablo L. Mirizzi descreveu um paciente com obstrução parcial&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em 1948, o cirurgião argentino Pablo L. Mirizzi descreveu um paciente com obstrução parcial do hepatocolédoco secundário a cálculo biliar impactado no infundíbulo da vesícula biliar associado à resposta inflamatória envolvendo o ducto cístico e o ducto hepático comum. Essa apresentação tornou-se conhecida como Síndrome de Mirizzi (SM).</span></p>
<div id="attachment_10161" style="width: 160px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10161" class="wp-image-10161 size-full" title="Pablo Luis Mirizzi" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/pablo-mirizzi.jpeg" alt="Pablo Luis Mirizzi" width="150" height="200"><p id="caption-attachment-10161" class="wp-caption-text">Pablo Luis Mirizzi (1893-1964)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, Mirizzi caracterizou a síndrome por associação dos seguintes fatores: ducto cístico com trajeto paralelo ao ducto hepático comum, cálculos impactados no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar, obstrução mecânica do ducto hepático comum por cálculos ou secundário à inflamação, icterícia contínua ou intermitente e colangite recorrente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, ela compreende um espectro de apresentações que variam desde a compressão extrínseca do hepatocolédoco até a presença de fístula colecistobiliar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma complicação relativamente rara, ocorrendo em 0,05% – 3,95% dos pacientes com colelitíase.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Possui maior prevalência em mulheres com idade entre 21 e 90 anos, provavelmente um reflexo da preponderância de litíase biliar nesse grupo.</span></p>
<h2><b>Quadro clínico e laboratorial</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O quadro clínico-laboratorial da SM não é específico. Na anamnese, normalmente o paciente relata colelitíase de longa data, episódios de icterícia obstrutiva e passado de colecistite aguda e/ou colangite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais e sintomas referidos geralmente incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dor abdominal em hipocôndrio direito e/ou epigástrio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">icterícia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">náuseas e vômitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">colúria;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">febre.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto aos exames laboratoriais, as transaminases costumam estar elevadas, bem como a bilirrubina direta, a fosfatase alcalina e a gama- GT.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cerca de 80% dos pacientes com SM apresentam icterícia, dor abdominal e alterações das provas de função hepática.</span></p>
<h2><b>Exames de imagem</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ultrassonografia e a tomografia computadorizada de abdome podem sugerir o diagnóstico de SM ao revelar cálculo(s) fixo(s) na área do infundíbulo, próximo à junção do ducto cístico com o hepático comum, e dilatação das vias biliares acima do local da compressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) também pode revelar compressão ou estreitamento do hepatocolédoco.</span></p>
<div id="attachment_8296" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/mirizzi.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8296" class="wp-image-8296 size-medium" title="colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/mirizzi.jpg" alt="colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)" width="300" height="278"></a><p id="caption-attachment-8296" class="wp-caption-text">Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A ecoendoscopia no diagnóstico da coledocolitíase, independentemente do tamanho do cálculo ou do diâmetro coledociano, é um teste diagnóstico mais acurado do que a CPRE para a detecção de cálculo na via biliar principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diagnóstico da SM, a ecoendoscopia apresenta uma sensibilidade de 97% e especificidade de 100%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colangioressonância pode demonstrar com precisão a presença de dilatação biliar, o grau de obstrução, a localização intra ou extraluminal dos cálculos, podendo revelar ainda alterações anatômicas, como fístulas e malformações.</span></p>
<h2><b>Classificação</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A síndrome de Mirizzi, que antes era classificada em apenas quatro tipos, atualmente, inclui mais um, o tipo V, que compreende a fístula colecistoentérica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os tipos são:</span></p>
<p><b>I)</b><span style="font-weight: 400;"> compressão extrínseca do ducto hepacolédoco por cálculo no infundíbulo da vesícula ou no ducto cístico;</span></p>
<p><b>II)</b><span style="font-weight: 400;"> presença de fístula colecistobiliar com erosão de diâmetro inferior a 1/3 da circunferência do ducto hepacolédoco;</span></p>
<p><b>III)</b><span style="font-weight: 400;"> presença de fístula colecistobiliar com diâmetro superior a 2/3 da circunferência do ducto hepacolédoco;</span></p>
<p><b>IV)</b><span style="font-weight: 400;"> presença de fístula colecistobiliar que envolve toda a circunferência do ducto hepacolédoco;</span></p>
<p><b>V)</b><span style="font-weight: 400;"> qualquer tipo, mais fístula colecistoentérica (</span><b>Va:</b><span style="font-weight: 400;"> sem íleo biliar e </span><b>Vb:</b><span style="font-weight: 400;"> com íleo biliar).</span></p>
<div id="attachment_10229" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10229" class="wp-image-10229 size-medium" title="tipos de classificação síndrome de Mirizzi" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/csendes-300x300.png" alt="tipos de classificação síndrome de Mirizzi" width="300" height="300" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/csendes-300x300.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/csendes-150x150.png 150w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/csendes-70x70.png 70w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/csendes-585x585.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/10/csendes.png 768w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-10229" class="wp-caption-text">Classificação de Csendes para a síndrome de Mirizzi. Modificado de Lacerda PS, et al. Mirizzi syndrome: a surgical challenge. Arq Bras Cir Dig. 2014.</p></div>
<h2><b>Tratamento</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os casos de Mirizzi tipo I, ou seja, sem fístula colecistobiliar, podem ser tratados pela colecistectomia clássica. Porém, em casos de extenso processo inflamatório, a colecistectomia subtotal com remoção dos cálculos pode ser mais adequada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mirizzi II/III (fístula colecistobiliar): abordagem dos pacientes com fístula colecistobiliar envolve colecistectomia subtotal fundo-cística. A vesícula biliar deve ser removida deixando um remanescente de parede medindo cerca de 5-10 mm ao redor da fístula colecistobiliar, a fim de permitir a coledocoplastia do ducto biliar destruído. A exploração do colédoco deve ser sempre realizada usando uma incisão distal à fístula e protegida por um tubo Kehr.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No tipo IV, devido à extensa destruição da via biliar, o tratamento consiste em anastomose bilioenterica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No tipo V, deve ser realizada a sutura da víscera acometida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A CPRE e a colangioscopia podem ser realizadas também como técnicas alternativas de tratamento em pacientes sem condições cirúrgicas.</span></p>
<h2><b>Como citar este artigo</b><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/mirizzi1.png"><br />
</a></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ruiz RF, Martins B. Síndrome de Mirizzi. Endoscopia Terapêutica; 2021. Disponível em: </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mirizzi/"><span style="font-weight: 400;">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mirizzi/</span></a></p>
<h2><b>Referências</b><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/mirizzi1.png"><br />
</a></h2>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Safioleas M, et al. Mirizzi Syndrome: an unexpected problem of cholelithiasis. Our experience with 27 cases International Seminars in Surgical Oncology 2008;5:12.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Waisberg J, et al. Benign Obstruction of the common hepatic duct (Mirizzi Syndrome): diagnosis and operative management. Arq Gastroenterol 2005;42(1).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Beltran MA, Csendes A, Cruces Ks. The Relationship of Mirizzi Syndrome and Cholecystoenteric Fistula: Validation of a Modified Classification. World J Surg 2008; 32:2237-2243.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fonseca Neto OCL, Pedrosa MGL, Miranda Al. Surgical management of Mirizzi syndrome. ABCD Arq Bras Cir Dig. 2008;21(2):51-4.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Machado MAC, et al. Colecistectomia Videolaparoscópica em paciente com Síndrome de Mirizzi. Rev Hosp Clin Fac Med S Paulo 1997;52(6):324-327.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Acesse o </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/"><span style="font-weight: 400;">Endoscopia Terapêutica</span></a><span style="font-weight: 400;"> para tomar contato com mais </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigos-comentados/"><span style="font-weight: 400;">artigos comentados</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntos-gerais/"><span style="font-weight: 400;">assuntos gerais</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casos-clinicos/"><span style="font-weight: 400;">casos clínicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/quiz/"><span style="font-weight: 400;">quizzes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/classificacoes/"><span style="font-weight: 400;">classificações</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mais!</span></p>
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