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	<title>ressecção completa Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Apr 2026 17:06:25 +0000</lastBuildDate>
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	<title>ressecção completa Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Ressequei uma lesão colorretal&#8230; e agora?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Nobre e Evelyn Sayuri Simabuguro Chinem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer colorretal]]></category>
		<category><![CDATA[colonoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[ESD]]></category>
		<category><![CDATA[ressecção completa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após a ressecção endoscópica de uma lesão colorretal, vem o momento mais crítico da&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Após a ressecção endoscópica de uma lesão colorretal, vem o momento mais crítico da tomada de decisão:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foi curativo… ou ainda não terminamos o tratamento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Responder essa pergunta depende de vários fatores.<br>E é justamente aqui que começam as maiores dúvidas na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste texto, vamos abordar de forma direta e objetiva os principais pontos que você precisa avaliar para definir se a sua ressecção foi realmente curativa.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-define-uma-margem-vertical-negativa"><br><strong>O que define uma margem vertical negativa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o guideline de 2022 da ESGE<sup>1</sup>:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Idealmente ≥ 1 mm de margem livre.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas atenção:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não existem evidências suficientes na literatura para determinar que uma margem com extensão &lt; 1mm seja positiva, mas margens inferiores a esse tamanho podem aumentar o risco de recidiva local.</li>



<li>Se a distância entre a lesão e a margem vertical for inferior a 1 mm mas livre de tumor, isso não acarreta em uma mudança de tratamento, sendo recomendado apenas seguimento, que deve ser mais rigoroso</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resseccao-em-monobloco-com-margens-negativas-r0-e-sinonimo-de-cura"><br><strong>Ressecção em monobloco com margens negativas (R0) é sinônimo de cura?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">NÃO necessariamente!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter margens livres (R0) é essencial, mas está longe de ser suficiente. Outros critérios devem ser avaliados em conjunto. A decisão real depende de uma análise histopatológica mais profunda, que vai estimar o risco de metástase linfonodal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-se-nao-basta-ser-r0-o-que-mais-importa"><br><strong>Se não basta ser R0&#8230; o que mais importa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as diretrizes japonesas (JSCCR)<sup>2</sup>, a ressecção só é considerada curativa quando TODOS os critérios abaixo estão presentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Margens livres</li>



<li>Adenocarcinoma bem ou moderadamente diferenciado (tubular ou papilífero)</li>



<li>Invasão submucosa &lt; 1000 μm (T1a)</li>



<li>Ausência de invasão linfática ou vascular</li>



<li>Tumor budding baixo (BD1): 0–4 buds</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se tudo isso estiver presente:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O risco de metástase linfonodal é muito baixo → nenhum tratamento adicional é necessário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o guideline da ESGE<sup>1</sup> propõe uma abordagem baseada em estratificação de risco:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Muito baixo risco (&lt; 0,5%)</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ressecção en bloc R0</li>



<li>Displasia ou lesão pT1a (submucosa superficial)</li>



<li>Diferenciada</li>



<li>Sem invasão linfovascular</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Baixo risco (&lt; 2%)</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ressecção en bloc R0</li>



<li>T1b superficial (Sm1)</li>



<li>Diferenciada</li>



<li>Sem invasão linfovascular</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tumor-budding-o-que-e-e-por-que-isso-importa-tanto"><br><strong><em>Tumor budding</em>&#8230; o que é e por que isso importa tanto?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O tumor budding corresponde a células tumorais isoladas ou pequenos agrupamentos (até 4 células) localizados na frente invasiva do tumor<sup>4</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: <strong>é um marcador de agressividade tumoral.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E é exatamente por isso que ele importa tanto: <strong>identifica tumores biologicamente mais agressivos, mesmo quando outros critérios parecem favoráveis.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>BD1 → baixo risco</li>



<li>BD2/BD3 → maior risco de metástase → considerar tratamento adicional</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-profundidade-de-invasao-submucosa-ainda-e-um-criterio-isolado-absoluto"><br><strong>A profundidade de invasão submucosa ainda é um critério isolado absoluto?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências recentes mostram que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A invasão ≥ 1000 μm isoladamente pode superestimar o risco</li>



<li>Quando isolada, o risco de metástase linfonodal é baixo</li>



<li>Não se mantém como fator independente em análises ajustadas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma meta-análise publicada por&nbsp;Zwager e colaboradores<sup>3</sup>, que incluiu&nbsp;67 estudos com mais de 21 mil pacientes, mostrou que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A taxa global de metástase linfonodal em câncer colorretal T1 foi&nbsp;<strong>11,2%</strong>.</li>



<li>Embora a invasão submucosa profunda esteja associada a maior risco em análise univariada,&nbsp;<strong>não se mostrou um fator independente significativo quando ajustada para outros fatores histológicos</strong>.</li>



<li>Quando presente&nbsp;<strong>como único fator de risco</strong>, a taxa absoluta de metástase linfonodal foi de aproximadamente&nbsp;<strong>2,6%</strong>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não devemos tomar decisões baseadas em um único critério.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem mais individualizada tem ganhado espaço no manejo contemporâneo do câncer colorretal precoce.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mas-e-entao-quando-devo-indicar-tratamento-adicional-apos-resseccao-endoscopica"><br><strong>Mas e então&#8230; quando devo indicar tratamento adicional após ressecção endoscópica?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o risco de metástase linfonodal deixa de ser desprezível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sinais de alerta são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Margem vertical positiva</li>



<li>Invasão submucosa ≥ 1000 μm (T1b)</li>



<li>Invasão linfática ou vascular</li>



<li>Histologia desfavorável:
<ul class="wp-block-list">
<li>Pouco diferenciado</li>



<li>Mucinoso</li>



<li>Células em anel de sinete</li>
</ul>
</li>



<li>Tumor budding alto (BD2 ou BD3)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de qualquer um desses fatores aumenta a probabilidade de disseminação linfonodal e, portanto, pode justificar tratamento cirúrgico adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a decisão final não deve ser baseada apenas na histologia. As diretrizes ressaltam que&nbsp;fatores do paciente também devem ser considerados, como idade, comorbidades, condição funcional e impacto potencial da cirurgia na qualidade de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mensagem-final"><br><strong>Mensagem final</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A definição de ressecção endoscópica curativa no câncer colorretal precoce deve ser baseada em uma avaliação integrada dos fatores histopatológicos de risco para metástase linfonodal e fatores relacionados ao paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Margens negativas e profundidade de invasão submucosa, embora fundamentais, não devem ser interpretadas isoladamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratificação adequada do risco requer a análise conjunta de múltiplos parâmetros, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>grau de diferenciação tumoral</li>



<li>presença de invasão linfovascular</li>



<li>tumor budding</li>



<li>padrão de ressecção (en bloc vs piecemeal)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem multidimensional permite uma estimativa mais precisa do risco oncológico e orienta de forma mais segura a decisão entre seguimento endoscópico e tratamento cirúrgico adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a conduta deve ser individualizada, considerando não apenas os achados histológicos, mas também as características clínicas do paciente e o impacto potencial das diferentes estratégias terapêuticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Endoscopic submucosal dissection for superficial gastrointestinal lesions: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Guideline – Update 2022. Endoscopy, 2022. Pimentel-Nunes Pedro et al.</li>



<li>Japanese Society for Cancer of the Colon and Rectum (JSCCR) guidelines 2024 for the treatment of colorectal cancer.</li>



<li>Deep Submucosal Invasion Is Not an Independent Risk Factor for Lymph Node Metastasis in T1 Colorectal Cancer: A Meta-Analysis. Gastroenterology, 2022. Liselotte W Zwager et al.</li>



<li><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32601463" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tumour Budding and Its Clinical Implications in Gastrointestinal Cancers.</a> British Journal of Cancer. 2020.&nbsp;Zlobec I, Berger MD, Lugli A.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Nobre R, Chinem ESS. Ressequei uma lesão colorretal&#8230; e agora? Endoscopia Terapeutica 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21178" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/ressequei-uma-lesao-colorretal-e-agora/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer aprofundar a discussão sobre ressecção endoscópica colorretal? <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/resseccoes-de-colon-com-invasao-acima-de-1000-micras-sm1-acometimento-linfovascular-pouco-diferenciadas-e-budding-de-alto-risco-tem-sempre-indicacao-cirurgica/" type="link" id="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/resseccoes-de-colon-com-invasao-acima-de-1000-micras-sm1-acometimento-linfovascular-pouco-diferenciadas-e-budding-de-alto-risco-tem-sempre-indicacao-cirurgica/">Acesse</a>!</p>
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		<title>Ressecção Endoscópica em Espessura Total (EFTR)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sâmara Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 06:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[colonoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[EFTR]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[ressecção completa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Definição A ressecção endoscópica em espessura total (Endoscopic Full-Thickness Resection – EFTR) vem se&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Definição</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A ressecção endoscópica em espessura total (Endoscopic Full-Thickness Resection – EFTR) vem se consolidando como uma das mais novas abordagens dentro da endoscopia digestiva e consiste em técnica avançada para o manejo de lesões do trato gastrointestinal que permite a remoção completa de toda a sua parede (de mucosa à serosa), particularmente naquelas que apresentam alguma limitação para tratamento através de métodos convencionais como a mucosectomia (EMR) e a dissecção submucosa endoscópica (ESD).<sup>1,2</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Técnicas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente existem dois tipos principais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Ressecção seguida de fechamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Consiste em uma modalidade na qual é realizada a remoção transmural da lesão, com exposição da cavidade peritoneal, seguida do fechamento endoscópico do seu leito</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Fechamento seguido de ressecção</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse tipo, primeiramente é realizada a aproximação das camadas mais profundas, seguida da ressecção de espessura total, sem exposição da cavidade peritoneal, evitando portanto, a sua contaminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema Full-Thickness Resection Device (FTRD®) é atualmente o dispositivo mais utilizado na prática endoscópica pois possibilita a ressecção transmural em monobloco por meio de um mecanismo que clipa o leito de ressecção antes mesmo da sua remoção, dando segurança maior em relação a complicações e evitando cirurgias.<sup>3</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Indicação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tal técnica tem se mostrado especialmente útil em alguns tipos de lesões como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lesões fibróticas ou que não se elevam</li>



<li>Adenomas recidivantes</li>



<li>Lesões localizadas em sítios anatômicos difíceis (ex. divertículos)</li>



<li>Tumores subepiteliais</li>



<li>Lesões suspeitas de invasão superficial (T1)<sup>4</sup></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Eficácia e Segurança</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Trato gastrointestinal inferior (cólon e reto)</strong></em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A EFTR apresenta taxas de sucesso técnico elevadas, em torno de 87%, com taxas de ressecção R0 (margens tumorais livres) próximas a 81%, no geral e ainda maiores dependendo da topografia e do tipo de lesão (94,3% em lesões subepiteliais). As taxas de eventos adversos, como sangramentos e perfurações, giram em torno de 12%, na maioria dos casos, manejáveis por via endoscópica.<sup>2</sup></p>



<h3 class="wp-block-heading"><br><em><strong>Trato gastrointestinal superior (esôfago, estômago e duodeno)</strong></em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora mais bem estabelecida no cólon e reto, a técnica tem ganhado espaço também em lesões do trato digestivo superior, apresentando taxas de sucesso técnico igualmente elevadas (86,9%), ressecção R0 em torno de 80% e apesar de taxa de eventos adversos ligeiramente mais alta (18,6%) mostrou-se alternativa viável nesse segmento.<sup>1</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limitações</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços, a EFTR ainda apresenta limitações, principalmente no que se refere ao tamanho da lesão com eficácia comprovada, sobretudo, em lesões ≤30 mm. Além disso, a localização anatômica impõe desafios, especialmente no duodeno, exigindo experiência avançada e criteriosa seleção dos casos. Além disso, eventos adversos tardios, embora infrequentes, devem ser considerados, particularmente no trato digestivo superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialmente o FTRD, requer treinamento com equipe especializada e está associada a um tempo médio de procedimento de 45 minutos.<sup>4</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Sendo assim, a EFTR representa uma alternativa minimamente invasiva e eficaz para ressecção de lesões mais complexas do TGI, mostrando-se viável e segura, especialmente em pacientes com contraindicações operatórias ou em contextos que demandem estratégias conservadoras com preservação de órgão. Com o acúmulo de evidências e o contínuo aprimoramento tecnológico, espera-se uma ampliação progressiva de suas indicações, consolidando seu papel no arsenal da endoscopia terapêutica avançada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Abdallah M, Suryawanshi G, McDonald N, et al. Endoscopic full-thickness resection for upper gastrointestinal tract lesions: a systematic review and meta-analysis. <em>Surg Endosc</em>. 2023;37(5):3293–3305. doi:10.1007/s00464-022-09801-x.</li>



<li>Nabi Z, Samanta J, Dhar J, Mohan BP, Facciorusso A, Reddy DN. Device-assisted endoscopic full-thickness resection in colorectum: Systematic review and meta-analysis. Dig Endosc. 2024 Feb;36(2):116-128. doi: 10.1111/den.14631. Epub 2023 Aug 7. PMID: 37422920.</li>



<li>Mun EJ, Wagh MS. Recent advances and current challenges in endoscopic resection with the full-thickness resection device. <em>World J Gastroenterol</em>. 2023;29(25):4009-4020. doi:10.3748/wjg.v29.i25.4009.</li>



<li>Mão de-Ferro S, Castela J, Pereira D, Chaves P, Dias Pereira A. Endoscopic Full-Thickness Resection of Colorectal Lesions with the New FTRD System: Single-Center Experience. GE Port J Gastroenterol. 2019 Jul;26(4):235-241. doi: 10.1159/000493808. Epub 2018 Dec 17. PMID: 31328137; PMCID: PMC6624659.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Martins S. Ressecção Endoscópica em Espessura Total (EFTR) Endoscopia Terapeutica, 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20714" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/resseccao-endoscopica-em-espessura-total-eftr/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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