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	<title>pólipo Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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		<title>Divertículo invertido do cólon: como diferenciar esse achado de um pólipo durante a colonoscopia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[colonoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[diverticulo]]></category>
		<category><![CDATA[divertículo invertido]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante uma colonoscopia, uma pequena estrutura polipoide localizada em um segmento com diverticulose pode&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21853"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="642" height="215" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Diverticulo-Invertido.png" alt="Divertículo invertido" class="wp-image-21853" style="width:642px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Diverticulo-Invertido.png 642w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Diverticulo-Invertido-300x100.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Diverticulo-Invertido-585x196.png 585w" sizes="(max-width: 642px) 100vw, 642px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Durante uma colonoscopia, uma pequena estrutura polipoide localizada em um segmento com diverticulose pode parecer um achado simples. Entretanto, antes de posicionar a alça ou realizar uma biópsia, é importante considerar um diagnóstico pouco frequente, mas potencialmente perigoso: o divertículo colônico invertido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse achado, o fundo do divertículo se invagina em direção à luz do cólon e passa a apresentar uma configuração semelhante à de um pólipo. Embora seja incomum, o divertículo invertido tem relevância prática porque sua ressecção inadvertida pode produzir <strong>lesão transmural e perfuração colônica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio está justamente em reconhecê-lo antes de qualquer intervenção.</p>



<h2 id="h-por-que-o-diverticulo-fica-invertido" class="wp-block-heading"><br><strong>Por que o divertículo fica invertido?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os divertículos colônicos habituais correspondem à herniação da mucosa e da submucosa através de <strong>pontos de fragilidade da camada muscular</strong>. Em determinadas circunstâncias, essa estrutura pode se invaginar para dentro da luz intestinal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo exato não está completamente definido. Alterações da pressão intraluminal, movimentos de contração e aspiração durante o exame, além da própria manipulação endoscópica, podem contribuir para a inversão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando isso acontece, o divertículo deixa de ser visualizado como uma abertura na parede e passa a assumir uma aparência elevada, séssil ou até pseudopediculada.</p>



<h2 id="h-como-e-o-aspecto-endoscopico" class="wp-block-heading"><br><strong>Como é o aspecto endoscópico?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O divertículo invertido geralmente aparece como uma estrutura arredondada ou alongada, recoberta por mucosa de aspecto semelhante à mucosa colônica adjacente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É mais frequentemente identificado no sigmoide, especialmente em áreas com múltiplos divertículos. No entanto, pode ocorrer em outros segmentos do cólon e, ocasionalmente, apresentar tamanho ou configuração pouco habituais. Há relatos de divertículos invertidos maiores e pediculados, simulando adenomas convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os achados que devem chamar a atenção estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mucosa superficial aparentemente normal;</li>



<li>coloração semelhante à da mucosa ao redor;</li>



<li>superfície lisa e regular;</li>



<li>consistência macia;</li>



<li>depressão ou umbilicação central;</li>



<li>pregas convergindo para o centro da estrutura;</li>



<li>mudança de formato durante a insuflação, aspiração ou irrigação;</li>



<li>presença de outros divertículos no mesmo segmento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nenhuma dessas características, isoladamente, confirma o diagnóstico</strong>. A identificação depende da combinação entre o aspecto da lesão, sua localização e seu comportamento durante manobras endoscópicas delicadas.</p>



<h2 id="h-mucosa-normal-na-lesao-e-altamente-suspeit-a" class="wp-block-heading"><br><strong>Mucosa normal na lesão é altamente suspeit</strong>a</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21849"><img decoding="async" width="530" height="385" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Figura-1-diverticulo-invertido.jpg" alt="divertículo invertido" class="wp-image-21849" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Figura-1-diverticulo-invertido.jpg?v=1787860819 530w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Figura-1-diverticulo-invertido-300x218.jpg?v=1787860819 300w" sizes="(max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais elementos para diferenciar o divertículo invertido de um pólipo epitelial é a <strong>aparência de sua superfície</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mucosa que recobre o divertículo geralmente mantém padrão semelhante ao da mucosa adjacente. Não costuma apresentar a granulação, a lobulação ou as alterações vasculares e glandulares esperadas em um adenoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação com NBI ou outra modalidade de cromoscopia virtual, é possível observar padrão vascular e de superfície regular, sem critérios convincentes de neoplasia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica requer <strong>interpretação cautelosa</strong>. Lesões hiperplásicas, algumas lesões serrilhadas e tumores subepiteliais também podem apresentar superfície pouco alterada. Portanto, a ausência de padrão adenomatoide aumenta a suspeita, mas não é suficiente para definir o diagnóstico.</p>



<h2 id="h-depressao-central-e-pregas-radiadas" class="wp-block-heading"><br><strong>Depressão central e pregas radiadas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de uma pequena depressão no centro da lesão é um achado particularmente sugestivo. Ao redor dessa depressão, observam-se pregas mucosas que convergem radialmente para o centro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a estrutura é delicadamente comprimida com a ponta fechada de uma pinça, essas pregas podem se tornar mais evidentes. Esse comportamento é conhecido como <strong>radiating pillow sign</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sinal consiste na formação ou acentuação de uma depressão central acompanhada por pregas radiadas após pressão suave sobre a lesão. Ele reflete a deformabilidade da parede diverticular invertida e constitui uma das pistas mais úteis durante o exame.</p>



<h2 id="h-sinal-do-travesseiro" class="wp-block-heading"><br><strong>Sinal do travesseiro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O divertículo invertido pode se deformar facilmente quando tocado com a ponta fechada da pinça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura pode afundar, achatar-se ou formar uma depressão, retornando à configuração inicial após a retirada da pressão. Esse comportamento lembra o <strong>sinal do travesseiro</strong> observado nos lipomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No divertículo invertido, porém, a deformação pode estar associada à formação das pregas radiadas ou até à reversão completa da estrutura para sua posição habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manobra deve ser feita com muito cuidado. O objetivo é apenas observar o comportamento da lesão, sem agarrá-la, tracioná-la ou introduzir a pinça em seu interior.</p>



<h2 id="h-deformacao-com-o-jato-de-agua" class="wp-block-heading"><br><strong>Deformação com o jato de água</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O direcionamento de um jato de água sobre a estrutura pode ajudar na diferenciação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No chamado <strong>water-jet deformation sign</strong>, a pressão da água provoca alteração significativa do formato da lesão. Ela pode achatar-se, desenvolver uma depressão central ou até desaparecer, deixando evidente uma abertura diverticular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um pólipo epitelial verdadeiro geralmente mantém sua arquitetura após a irrigação, mesmo que possa apresentar algum grau de mobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao jato de água não deve ser avaliada isoladamente, mas ganha valor quando associada à superfície normal, às pregas radiadas e à localização em um segmento com diverticulose.</p>



<h2 id="h-mudanca-com-insuflacao-e-aspiracao" class="wp-block-heading"><br><strong>Mudança com insuflação e aspiração</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O divertículo invertido é uma estrutura dinâmica. Sua aparência pode mudar de acordo com o <strong>grau de distensão do cólon.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A insuflação pode <strong>achatar ou reverter</strong> a lesão. A aspiração, por outro lado, pode <strong>favorecer sua protrusão</strong> novamente para o interior da luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa variação durante o exame é uma diferença relevante em relação aos pólipos epiteliais, que tendem a conservar melhor sua forma, seu volume e sua implantação, apesar das mudanças na distensão luminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, a insuflação é suficiente para fazer a estrutura desaparecer, revelando o orifício diverticular. Quando isso ocorre, o diagnóstico torna-se, portanto, muito provável.</p>



<h2 id="h-mobilidade-e-reversibilidade" class="wp-block-heading"><br><strong>Mobilidade e reversibilidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro achado possível é a <strong>mobilidade acentuada</strong> da estrutura. Com um toque leve da pinça fechada, o divertículo invertido pode deslocar-se ou mudar de posição mais facilmente do que um pólipo implantado na mucosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reversão completa, seja pela insuflação, irrigação ou toque delicado, é uma das evidências mais fortes do diagnóstico. Após a reversão, surge no local uma abertura diverticular convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, é importante diferenciar manipulação diagnóstica delicada de tração. Agarrar ou puxar a estrutura pode provocar trauma da parede e não deve ser realizado.</p>



<h2 id="h-aurora-rings" class="wp-block-heading"><br><strong>Aurora rings</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os chamados <strong>Aurora rings</strong> são anéis concêntricos, mais claros ou esbranquiçados, observados ao redor da base da lesão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21850"><img decoding="async" width="536" height="367" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Figura-2-diverticulo-invertido.jpg" alt="" class="wp-image-21850" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Figura-2-diverticulo-invertido.jpg?v=1787862085 536w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/Figura-2-diverticulo-invertido-300x205.jpg?v=1787862085 300w" sizes="(max-width: 536px) 100vw, 536px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Eles podem ser identificados em luz branca e, em alguns casos, tornam-se mais evidentes com NBI. A descrição original propôs esse achado como uma forma de diferenciar o divertículo invertido de pólipos verdadeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de serem uma pista útil, os Aurora rings não são patognomônicos. Esse aspecto também já foi documentado ao redor de um lipoma colônico. Assim, sua presença deve ser analisada em conjunto com a deformabilidade, a depressão central e a reversibilidade da lesão.</p>



<h2 id="h-diverticulo-invertido-ou-polipo" class="wp-block-heading"><br><strong>Divertículo invertido ou pólipo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Na prática, alguns elementos ajudam a orientar o diagnóstico diferencial.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21851"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="591" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido-1024x591.png" alt="" class="wp-image-21851" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido-1024x591.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido-300x173.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido-768x443.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido-1170x675.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido-585x337.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/08/figura-3-artigo-diverticulo-invertido.png 1491w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>A presença de uma estrutura polipoide em meio a vários divertículos deve aumentar imediatamente o nível de suspeição.</p>



<h2 id="h-e-a-injecao-submucosa" class="wp-block-heading"><br><strong>E a injeção submucosa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A injeção submucosa de solução salina já foi estudada como recurso diagnóstico. Em divertículos invertidos, a injeção pode produzir <strong>achatamento da lesão e acentuação da depressão central</strong>, em vez da elevação homogênea esperada em alguns pólipos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses relatos, a injeção não deve ser considerada um teste definitivo. O comportamento pode variar, e a própria punção representa uma intervenção sobre uma estrutura cuja anatomia ainda não foi esclarecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maior parte das situações, a avaliação cuidadosa com luz branca, cromoscopia virtual, insuflação, irrigação e toque suave é suficiente para sustentar a conduta conservadora.</p>



<h2 id="h-qual-deve-ser-a-conduta-diante-da-suspeita" class="wp-block-heading"><br><strong>Qual deve ser a conduta diante da suspeita?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao encontrar uma lesão polipoide com características compatíveis com divertículo invertido, a primeira medida é <strong>interromper qualquer intenção de biópsia ou ressecção</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma abordagem prática pode seguir esta sequência:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Avaliar cuidadosamente a superfície em luz branca.</li>



<li>Utilizar NBI ou outra cromoscopia virtual.</li>



<li>Procurar padrão epitelial e vascular não neoplásico.</li>



<li>Observar a existência de depressão central e pregas radiadas.</li>



<li>Modificar delicadamente o grau de insuflação.</li>



<li>Aplicar jato de água e observar a deformação.</li>



<li>Tocar a lesão suavemente com a pinça fechada.</li>



<li>Verificar a presença de outros divertículos no mesmo segmento.</li>



<li>Documentar a lesão com fotografias ou vídeo.</li>



<li>Evitar biópsia, polipectomia ou uso de corrente elétrica enquanto o diagnóstico permanecer incerto.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a hipótese de divertículo invertido continua plausível, a decisão mais segura é não ressecar.</p>



<h2 id="h-por-que-a-polipectomia-e-perigosa" class="wp-block-heading"><br><strong>Por que a polipectomia é perigosa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário de um pólipo mucoso, o divertículo invertido contém componentes da parede colônica invaginados para o interior da luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A passagem de uma alça ao redor da estrutura e a aplicação de corrente podem produzir <strong>ressecção transmural, comunicação com a cavidade peritoneal e perfuração</strong>. Mesmo uma biópsia pode ser perigosa, especialmente quando realizada no centro da lesão ou com pinças de maior capacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perfuração pode ser reconhecida imediatamente, mas também pode apresentar diagnóstico tardio. Por isso, o melhor tratamento dessa complicação continua sendo sua prevenção.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O divertículo invertido deve entrar no diagnóstico diferencial sempre que uma estrutura polipoide for encontrada em um segmento com diverticulose, especialmente no cólon sigmoide.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação mais sugestiva inclui:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>mucosa de aparência normal, depressão central, pregas radiadas, acentuada deformabilidade e mudança de configuração com irrigação ou insuflação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Aurora rings podem reforçar a suspeita, mas não devem ser considerados específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, diante de uma lesão duvidosa, é preferível <strong>interromper a ressecção, documentar adequadamente e reavaliar o diagnóstico</strong>. O risco de postergar a retirada de um pequeno pólipo indeterminado é, em geral, muito menor do que o risco de realizar inadvertidamente uma polipectomia transmural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o diagnóstico diferencial entre pólipos e divertículos invertidos, acesse este <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/pilula/diagnostico-diferencial-entre-polipos-e-diverticulos-vertidos/">resumo em vídeo</a>.</p>



<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Triadafilopoulos G. Inverted colonic diverticulum. N Engl J Med. 1999;341(20):1508. doi:10.1056/NEJM199911113412005.</li>



<li>Cappell MS. The water jet deformation sign: a novel provocative colonoscopic maneuver to help diagnose an inverted colonic diverticulum. South Med J. 2009;102(3):295-298.</li>



<li>Share MD, Avila A, Dry SM, Share EJ. Aurora rings: a novel endoscopic finding to distinguish inverted colonic diverticula from colon polyps. Gastrointest Endosc. 2013;77(2):308-312.</li>



<li>Adioui T, Seddik H. Inverted colonic diverticulum. Ann Gastroenterol. 2014;27(4):411.</li>



<li>Lee J, Kim Y. A clinical trial of submucosal saline injection in inverted colonic diverticula. Chin Med J. 2021;134(12):1511-1512. doi:10.1097/CM9.0000000000001485.</li>
</ol>



<h2 id="h-como-citar-este-artigo" class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Orso IRB. Divertículo invertido do cólon: como diferenciar esse achado de um pólipo durante a colonoscopia? Endoscopia Terapeutica 2026 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21847" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/diverticulo-invertido-do-colon-como-diferenciar-esse-achado-de-um-polipo-durante-a-colonoscopia/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Quando utilizar endoclipes profiláticos após polipectomia ou mucosectomia de lesões sésseis do cólon?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Sylvia Ierardi Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[colonoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colonoscopia e polipectomia de pólipos adenomatosos diminuem o risco do câncer colorretal, no&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A colonoscopia e polipectomia de pólipos adenomatosos diminuem o risco do câncer colorretal, no entanto, o sangramento tardio pós-polipectomia (DPPB) é uma conhecida complicação potencialmente grave que ocorre entre 0,23% e 1,9% para pólipos em geral e em 7% para grandes pólipos ressecados através de mucosectomia (EMR). Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do DPPB incluem o tamanho, a morfologia e localização do pólipo, bem como o uso de agentes anti-agregantes plaquetários e anticoagulantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão do papel do fechamento profilático com endoclipes de forma rotineira para prevenção do DPPB já se arrasta há anos, sempre com resultados conflitantes entre os diversos trabalhos que abordam o tema (vide artigo prévio sobre <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/sangramento-tardio-pos-mucosectomia-de-colon-sera-que-podemos-evitar-esse-drama/">SANGRAMENTO TARDIO PÓS-MUCOSECTOMIA DE CÓLON. SERÁ QUE PODEMOS EVITAR ESSE DRAMA?</a>). Os defensores referenciam estudos que evidenciaram redução na incidência, enquanto os contrários apontam falta de evidência comprovada e o alto custo de sua implementação. De fato, o uso de endoclipes aumenta o custo do procedimento, com um estudo de Liaquat et al. estabelecendo o valor unitário de US$ 150,00 por clipe e estimando uma conta total de US$ 555,00 por paciente, em média. Todavia, a despesa do sistema de saúde decorrente do manejo de um DPPB pode facilmente suplantar o custo dos endoclipes, especialmente se houver necessidade de internação hospitalar e repetição da colonoscopia, ou menos frequentemente, se for necessária angiografia ou cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>Guideline</em> de 2017 da Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal (ESGE) para Polipectomia e EMR colorretal recomenda hemostasia profilática de rotina apenas para grandes pólipos pediculados (cabeça ≥ 20 mm ou pedículo ≥ 10 mm), usando injeção de adrenalina e/ou hemostasia mecânica (por exemplo, endoloops ou clipes). As diretrizes indicam que a hemostasia profilática mecânica pode ser superior à injeção de adrenalina, conforme evidenciado por estudos que descobriram que o uso de dispositivos mecânicos para pré-tratamento do pedículo do pólipo, sozinhos ou em combinação com injeção de adrenalina, diminuiu significativamente o sangramento pós-polipectomia em comparação à injeção de adrenalina sozinha. No entanto, para pólipos não pediculados (ou seja, sésseis), a diretriz da ESGE não recomendou o fechamento com endoclipes de rotina para evitar sangramento tardio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o <em>Guideline </em>de 2017, houve alguns ensaios clínicos randomizados (RCT) adicionais publicados que abordaram essa questão, portanto, uma reavaliação das evidências de alta qualidade se fazia necessária e foi efetivamente realizada por Kamal et al. (2020) numa meta-análise intitulada “Hemoclipes profiláticos na prevenção de sangramento tardio pós-polipectomia para pólipos colorretais ≥ 1 cm: Meta-análise de ensaios clínicos randomizados”. Buscando responder definitivamente à questão “clipar ou não clipar”, os desfechos primários de interesse foram DPPB com pólipos ≥ 2 cm e pólipos de 1 a 1,9 cm. Os desfechos secundários incluíram DPPB para todos os pólipos ≥ 1 cm, pólipos proximais, pólipos distais, uso de terapia anticoagulante/antiplaquetária, perfuração e síndrome pós-polipectomia. Um total de nove RCTs (oito publicações completas e um resumo) foram incluídos em sua análise, compreendendo 3764 pólipos, dos quais 1917 tiveram colocação de clipe profilático e 1847 não. Os resultados desta meta-análise demonstram uma redução significativa no DPPB com a colocação de clipe profilático em pólipos do cólon proximal ≥ 2 cm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As conclusões da meta-análise de Kamal et al. são corroboradas por outra meta-análise publicada por Spadaccini et al (2020). Sua revisão de nove RCTs demonstrou uma redução de risco de quase 50% no DPPB com clipagem profilática em pólipos do cólon proximal ≥ 2 cm, mas nenhum benefício significativo da clipagem geral. Suas constatações se traduziram em um NNT (número necessário para tratar – com endoclipes) de 23 pacientes para prevenir um DPPB em lesões desse tamanho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, uma terceira meta-análise publicada em 2022 por &nbsp;Forbes et al. analisou dados individuais de pacientes em ensaios randomizados que avaliaram a eficácia do fechamento com endoclipes após EMR de pólipos colorretais não pediculados (LNPCP) do cólon proximal ≥20 mm para prevenção de eventos adverso. De 3145 citações, 4 ensaios foram incluídos, representando 1248 pacientes com LNPCP proximais. A taxa geral de sangramento clinicamente significativo pós-EMR foi de 3,5% e 9,0% em pacientes clipados e não clipados, respectivamente. Restou a conclusão, portanto, que o fechamento com endoclipes profilático é eficaz na prevenção e deve ser considerado um componente padrão pós-EMR de LNPCP no cólon proximal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A despeito da evidência dos novos conhecimentos de que o fechamento com endoclipes de pólipos sésseis grandes (≥ 2 cm) do cólon proximal comprovadamente reduz o risco de DPPB, faz-se necessário algumas ponderações antes de adotar esta prática de maneira sistemática e irrestrita, uma vez que determinadas variáveis tem a capacidade de modificar o desfecho da custo-efetividade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tamanho da lesão &#8211; defeitos maiores exigem mais clipes para fechar e podem não ser passíveis de fechamento completo em muitos casos. Existem evidências de que o fechamento parcial ou incompleto do defeito da polipectomia ou EMR não é eficaz na redução do DPPB e que, mesmo em mãos de especialistas, 43% dos sítios de EMR com tamanho ≥ 20 mm não puderam ser totalmente fechados com clipes.</li>



<li>Custo-benefício – pode variar substancialmente dependendo do número de clipes necessários para cada caso, bem como do custo local de cada clipe.</li>



<li>Seguimento pós polipectomia ou EMR – considerando que significativa parte das ressecções de lesões &gt;20mm ocorre em piecemeal, o que comprovadamente aumento chance de recidiva, os clipes podem dificultar a vigilância pós procedimento, uma vez que sua presença prolongada resulta no crescimento de tecido de granulação, tornando difícil, por vezes, distingui-lo de um adenoma. Mesmo depois de expelidos, a entidade bem descrita de &#8220;artefato de clipe&#8221; pode prejudicar a avaliação de locais de cicatriz de EMR/ polipectomia e, na ausência de experiência na interpretação de padrões de mucosas, potencialmente resultar em ressecção adicional desnecessária.</li>



<li>Novas técnicas de ressecção &#8211; técnicas emergentes como polipectomia e EMR com alça fria demonstram taxas muito baixas de sangramento tardio, mesmo para pólipos grandes, incluindo adenomas e lesões serrilhadas sésseis, sendo improvável que o fechamento com endoclipes de rotina nestas situações valha a pena.</li>
</ul>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Diante de todo o exposto, é bastante razoável considerar que consensos ou diretrizes futuras de sociedades de especialidade que abordem o tema aqui discutido passem a sugerir o fechamento profilático do leito cruento com endoclipes após polipectomias com alça quente (“hot snare”) ou EMR de pólipos sésseis do cólon proximal com tamanho ≥20 mm para fins de redução da incidência de DPPB. No entanto, ainda que eventualmente possa não ser recomendada como rotina padrão, devido a múltiplos fatores inerentes ao paciente, lesão e/ou procedimento que afetam os riscos e benefícios da aplicação profilática do clipe, sua consideração meticulosa pelo endoscopista em cada caso continuará sendo uma postura bastante apropriada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências Bibliográficas:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Alexandra Marc et al. Prevention of delayed post-polypectomy bleeding: Should we amend the 2017 ESGE Guideline? Endoscopy International Open 2020; 08: E1111–E1114</li>



<li>Liaquat H, Rohn E, Rex DK. Prophylactic clip closure reduced the risk of delayed postpolypectomy hemorrhage: experience in 277 clipped large sessile or flat colorectal lesions and 247 control lesions. Gastrointest Endosc. 2013 Mar;77(3):401-7. doi: 10.1016/j.gie.2012.10.024. Epub 2013 Jan 11. PMID: 23317580.</li>



<li>Monika Ferlitsch et al. Colorectal polypectomy and endoscopic mucosal resection (EMR): European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Clinical Guideline. Endoscopy 2017; 49(03): 270-297</li>



<li>Faisal Kamal et al. Prophylactic hemoclips in prevention of delayed post-polypectomy bleeding for ≥ 1 cm colorectal polyps: meta-analysis of randomized controlled trials. Endoscopy International Open 2020; 08: E1102–E1110</li>



<li>Marco Spadaccini et al. Prophylactic Clipping After Colorectal Endoscopic Resection Prevents Bleeding Of Large, Proximal Polyps: Meta-Analysis Of Randomized Trials. Gastroenterology 2020 Jul;159(1):148-158.e11.</li>



<li>Nauzer Forbes et al. Clip closure to prevent adverse events after EMR of proximal large nonpedunculated colorectal polyps: meta-analysis of individual patient data from randomized controlled trials. Gastrointest Endosc 2022;96:721-31.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Ribeiro MSI Endoscopia Terapeutica Quando utilizar endoclipes profiláticos após polipectomia ou mucosectomia de lesões sésseis do cólon?, 2024 vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/quando-utilizar-endoclipes-profilaticos-apos-polipectomia-ou-mucosectomia-de-lesoes-sesseis-do-colon/">Quando utilizar endoclipes profiláticos após polipectomia ou mucosectomia de lesões sésseis do cólon? • Endoscopia Terapeutica</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Uso de pinça para ressecção de pólipos não diminutos&#8230; até que tamanho você considera seguro usar a pinça para ressecar os pólipos do cólon?</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/uso-de-pinca-para-resseccao-de-polipos-nao-diminutos-ate-que-tamanho-voce-considera-seguro-usar-a-pinca-para-ressecar-os-polipos-do-colon/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Livia Arraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 14:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Comentados]]></category>
		<category><![CDATA[pinça]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse artigo publicado em julho/2022 na Gastrointestinal Endoscopy, os autores analisaram a prevalência de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nesse artigo publicado em julho/2022 na <em>Gastrointestinal Endoscopy</em>, os autores analisaram a prevalência de ressecção inapropriada de pólipos colônicos em dois centros americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Prevalence of Forceps Polypectomy of Nondiminutive Polyps Is Substantial But Modifiable</em>  <em>Doi: https://doi.org/10.1016/j.cgh.2021.11.031</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de detecção de adenoma é uma métrica de qualidade do colonoscopista, e intervenções para aumentá-la estão associadas com redução do câncer de intervalo. Porém, <strong>detecção</strong> e <strong>ressecção</strong> são habilidades distintas, e há um crescente reconhecimento que a polipectomia incompleta também contribui para o risco de câncer de intervalo, sugerindo a necessidade de medidas de qualidade das técnicas de polipectomias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comparado com a alça de polipectomia, o uso de pinças para ressecar pólipos não-diminutos está associado com ressecção incompleta, particularmente quando a pinça não é do tipo jumbo. Essa diferença é considerável, com um risco estimado 79% menor de ressecção incompleta de pólipos &lt; 7 mm quando utilizada a alça a frio. E múltiplos estudos encontraram ressecção incompleta em mais de 10% dos casos quando utilizada a pinça para ressecar pólipos &gt; 3 mm. &nbsp;Além disso, a taxa de eventos adversos com uso de alça a frio é insignificante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a <em>U.S. Muti-Society Task Force</em> em 2020 não recomenda o uso de pinça (a frio ou hot) para remover pólipos diminutos (&lt; 5 mm) e recomenda o uso de alça a frio para pólipos não diminutos (&gt; 5 mm), com a ressalva de que a pinça jumbo poderia ser usada para ressecção de pólipos &lt; 2 mm se a utilização da alça for tecnicamente difícil. <br>Nesse estudo, os autores:<br></p>



<ol type="1" class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Caracterizaram a prevalência e os preditores de polipectomias com pinça em pólipos não-diminutos;</li><li>Examinaram o efeito da intervenção para promover o uso da alça, ao invés da pinça, em pólipos não diminutos.</li></ol>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="574" height="411" data-id="13437" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/09/livia2-1.jpg" alt="" class="wp-image-13437" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/09/livia2-1.jpg?v=1662743680 574w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/09/livia2-1-300x215.jpg?v=1662743680 300w" sizes="(max-width: 574px) 100vw, 574px" /></figure>
</figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Material e Métodos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Análise retrospectiva de colonoscopias com polipectomias realizadas em dois centros do Texas de outubro de 2017 a setembro de 2019.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Intervenção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro de 2018, os serviços dos dois centros implementaram uma iniciativa (uma espécie de educação continuada com dados sobre a polipectomia com alça a frio para pólipos não-diminutos) para reduzir o uso de pinça nesse grupo de pólipos, com uma métrica pré-especificada de ressecção com alça em mais de 75% dos pólipos maiores ou iguais a 5 mm.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Desfechos</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desfecho primário foi a polipectomia inapropriada, definida como uso de pinça para polipectomia em pólipos não-diminutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como desfecho secundário, os autores examinaram a proporção de colonoscopias com polipectomias em que foi realizada uma polipectomia considerada inapropriada.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O total de colonoscopias com polipectomias realizadas foi de 9.968, sendo dessas 5.444 (54,6%) antes e 4.524 (45,4%) após a intervenção. As indicações foram divididas de forma uniforme entre colonoscopias diagnósticas (30,6%), rastreamento (32,3%) e vigilância (37,2%) e uma média de 2 pólipos foram ressecados por colonoscopia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Prevalência de polipectomias inapropriadas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 25.534 polipectomias realizadas durante o período do estudo, 54,5% (n= 13.905) foram realizadas com pinça, incluindo 51,9% de pólipos entre 1-4 mm e 23,7% de pólipos entre 5-9 mm. No geral, 2.176 (8,5%) pólipos foram removidos inapropriadamente com pinça. A maioria desses (86,5%) eram pólipos de 5 a 6 mm, e mais da metade (52,2%) dos pólipos de 5 mm foram removidos com pinça.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Impacto da intervenção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A polipectomia inapropriada foi realizada em 1.539 (11,4%) de 13.514 polipectomias no período pré-intervenção comparada com 637 (5,3%) de 12.020 polipectomias realizadas após a intervenção (p&lt; 0,001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso corresponde a uso inapropriado de pinça em 22,6% (n=1.229) das colonoscopias com polipectomias antes da intervenção, comparadas com 10,7% (n= 486) das colonoscopias pós-intervenção (p&lt;0,001). Não houve mudanças significativas nos tamanhos dos pólipos antes e após a intervenção, com um relato similar de pólipos até 3 mm (17,7% vs. 17,6% respectivamente), 4 mm (15,6% vs. 16,8% respectivamente) e 5 mm (9,8% vs. 9,6% respectivamente), sugerindo que os endoscopistas não subestimaram o tamanho dos pólipos para justificar o uso da pinça.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Preditores do uso inapropriado da pinça</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os fatores associados ao uso inapropriado da pinça, estão incluídos preparo intestinal inadequado (OR 1,25; IC 95% 1,06 – 1,47), topografia dos pólipos (cólon direito vs. esquerdo: OR 1,29; IC 95% 1,09-1,51; ambos direito e esquerdo vs. esquerdo: OR 1,37; IC 95% 1,16-1,58) e número de pólipos (OR 0,96; IC 95% 0,94-0,97 por cada pólipo removido).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proporção de polipectomias inapropriadas por endoscopistas variou de 0% a 29,2% com mediana de 4,6%. Quando excluídos endoscopistas com baixo volume (&lt; 50 polipectomias), a mediana proporcional de pólipos removidos inapropriadamente foi de 6,3% (!).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Discussão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse estudo, foi demonstrado que o uso inapropriado de pinça para remover pólipos não-diminutos é comum, ocorre em mais de 1 a cada 5 colonoscopias em que são feitas polipectomias. Entretanto, foi mostrado que a polipectomia inapropriada pode ser reduzida: a intervenção, que inclui componentes educacionais e financeiros, foi associada a um risco significativamente menor em usar pinças para polipectomias, representando uma redução relativa de 53% comparado com o período pré-intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um alto número de pólipos removidos por colonoscopia foi associado a baixo risco de uso inapropriado da pinça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de pólipos no cólon direito foi associada a alta chance de uso inapropriado da pinça, que pode estar relacionada a posição do pólipo ou a dificuldade de estabilização do aparelho no cólon direito, tornando o uso da alça tecnicamente mais difícil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O preparo inadequado também foi associado a alta chance de polipectomia inapropriada, sugerindo que que médicos consideram a polipectomia com pinça (e a recuperação dos pólipos) mais prática do que o uso de alças quando o preparo intestinal não está ótimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o uso inapropriado de pinça para ressecção de pólipos maiores que 05 mm foi comum, mas modificável com intervenção simples. Esses dados sugerem que a proporção de polipectomias com pinça de lesões não-diminutas pode ser considerada uma métrica de qualidade da colonoscopia no futuro. Semelhante aos esforços históricos para melhorar a taxa de detecção de adenomas dos endoscopistas, amplos esforços de educação para melhorar também essa nova métrica provavelmente são necessários para promover melhorias nessa área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como citar este artigo:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Arraes, L. R.  Uso de pinça para ressecção de pólipos não diminutos&#8230; até que tamanho você considera seguro usar a pinça para ressecar os pólipos do cólon?. Endoscopia Terapêutica, 2022. Disponível em https://endoscopiaterapeutica.net/pt/uso-de-pinca-para-resseccao-de-polipos-nao-diminutos-ate-que-tamanho-voce-considera-seguro-usar-a-pinca-para-ressecar-os-polipos-do-colon</p>
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		<title>CASO CLÍNICO &#8211; Achado incidental no PET/TC de lesão de cólon</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/caso-clinico-achado-incidental-no-pet-tc-de-lesao-de-colon/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Matheus Franco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 12:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer colorretal]]></category>
		<category><![CDATA[cromoendoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[PET]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo]]></category>
		<category><![CDATA[TC de abdomen]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=11383</guid>

					<description><![CDATA[<p>          Paciente masculino, 69 anos, hipertenso, diabético, dislipidêmico, cardiopata (arritmia cardíaca), além de antecedente&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>          </strong>Paciente masculino, 69 anos, hipertenso, diabético, dislipidêmico, cardiopata (arritmia cardíaca), além de antecedente de Síndrome de Erdheim Chester (histiocitose de células não-Langerhans) com uso de interferon e prednisona há cerca de um ano.</p>
<p>Paciente vinha bem em acompanhamento ambulatorial e realizou PET/CT de seguimento oncológico que evidenciou aumento da atividade metabólica (SUV: 5,8) no ângulo esplênico do cólon com suspeita de câncer colorretal avançado (Figura 1), sendo sugerido realização de colonoscopia para biópsias e tatuagens pré-operatórias (em planejamento de colectomia).</p>
<p><div id="attachment_11384" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11384" class="size-medium wp-image-11384" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/PET-CT-colon-300x184.png" alt="" width="300" height="184" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/PET-CT-colon-300x184.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/PET-CT-colon-1024x629.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/PET-CT-colon-768x472.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/PET-CT-colon-585x359.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/PET-CT-colon.png 1068w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11384" class="wp-caption-text">PET-CT de abdomen</p></div></p>
<p>A colonoscopia revelou pólipo séssil de 3 cm (Paris 0-Is) no cólon descendente proximal, junto ao ângulo esplênico, que à cromoscopia com NBI/ índigo carmin e uso da magnificação (<em>near focus, </em>CF-HQ190L, EVIS EXERA III, Olympus) apresentava superfície com leve irregularidade de criptas e vascular (tipo Vi de Kudo e JNET IIB low), cuja as biópsias mostraram adenoma tubular com displasia de alto grau.</p>
<p>Após discussão multidisciplinar com equipe da oncologia e cirurgia, foi optado por ressecção endoscópica por dissecção da submucosa (endoscopic submucosal dissection – ESD). A ESD foi realizada com Knife tipo Flush, injeção submucosa de voluven (6%), em cerca de 90 minutos, sem intercorrências. Paciente evoluiu bem e recebeu alta no dia seguinte com dieta leve. Anatomopatológico da peça mostrou adenoma tubular com displasia de alto grau (com atipias intensas), margens profundas e laterais livres, e ausência de invasão linfovascular. O procedimento foi então considerado curativo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11390" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/com-clipes-300x200.jpeg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/com-clipes-300x200.jpeg?v=1650631356 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/com-clipes-585x390.jpeg?v=1650631356 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/com-clipes-263x175.jpeg?v=1650631356 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/com-clipes.jpeg?v=1650631356 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11387" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/peça-2-300x200.jpeg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/peça-2-300x200.jpeg?v=1650631218 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/peça-2-585x390.jpeg?v=1650631218 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/peça-2-263x175.jpeg?v=1650631218 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/peça-2.jpeg?v=1650631218 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11388" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/mag-peça-300x200.jpeg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/mag-peça-300x200.jpeg?v=1650631241 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/mag-peça-585x390.jpeg?v=1650631241 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/mag-peça-263x175.jpeg?v=1650631241 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/04/mag-peça.jpeg?v=1650631241 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<p>O caso relatado mostra o aumento do acesso e melhora da capacidade diagnóstica dos métodos de imagem, que incidentalmente podem revelar neoplasias colorretais mesmo que em estágios precoces ainda. E, fundamentalmente, demonstra a importância da avaliação com cromoendoscopia com magnificação para definição de condutas nos lesões colorretais.</p>
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