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	<title>PILOROMIOTOMIA Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>PILOROMIOTOMIA Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Gastroparesia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Pontual]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 07:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[GASTROPARESIA]]></category>
		<category><![CDATA[PILORO]]></category>
		<category><![CDATA[PILOROMIOTOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gastroparesia é uma desordem motora caracterizada clinicamente por saciedade precoce, distensão abdominal, náusea,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A gastroparesia é uma desordem motora caracterizada clinicamente por saciedade precoce, distensão abdominal, náusea, regurgitação e vômito. Seu diagnóstico costuma ser dado por sintomas típicos e confirmado por cintilografia do esvaziamento gástrico.</p>
<p>Existem alguns escores para mensurar o impacto clínico da gastroparesia. O mais validado é o Gastroparesis Cardinal Symptom Index (GCSI). Uma somatória maior ou igual a 20 é indicativa de sintomas importantes com sério comprometimento da qualidade de vida (tabela 1).</p>
<div id="attachment_11062" style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11062" class="wp-image-11062 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/tabela.jpg" alt="" width="652" height="323" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/tabela.jpg?v=1646870847 652w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/tabela-300x149.jpg?v=1646870847 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/tabela-585x290.jpg?v=1646870847 585w" sizes="(max-width: 652px) 100vw, 652px" /><p id="caption-attachment-11062" class="wp-caption-text">Tabela 1</p></div>
<h2><strong>PATOGÊNESE</strong></h2>
<p>A patogênese do retardo do esvaziamento gástrico ainda não é inteiramente compreendida, mas possui dois pilares: a hipomotilidade gástrica e o aumento da pressão pilórica sem evidência de obstrução mecânica.</p>
<p>As causas mais frequentes são a diabetes mellitus e a lesão cirúrgica do nervo vago. Outras etiologias como doenças de depósito, neurológicas e infecciosas também podem estar relacionadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>MANEJO</strong></h2>
<h3>Clínico</h3>
<p>O manejo clínico é baseado no controle glicêmico associado a agentes procinéticos, antieméticos e analgésicos. Contudo, esta abordagem possui eficácia limitada e efeitos colaterais indesejáveis(2).</p>
<h3>Cirúrgico</h3>
<p>Nos pacientes refratários ao tratamento clínico, a piloroplastia é uma opção terapêutica eficaz. O racional de atuar sobre o piloro foi clinicamente comprovado em estudo envolvendo 177 pacientes submetidos a piloroplastia laparoscópica. O seguimento por cinco anos identificou a normalização da cintilografia de esvaziamento gástrico em 77% dos pacientes. Apesar dos bons resultados, há um risco cirúrgico relevante de eventos adversos como vazamento, sangramento e infecção de ferida operatória(3).</p>
<h3>Endoscópico</h3>
<p>Abordagens endoscópicas como gastrostomia descompressiva, gastrojejunostomia (Figura 1), injeção pilórica de toxina botulínica e até colocação de stent transpilórico são alternativas com eficácia. Contudo os resultados ainda são insatisfatórios e a evidência é limitada(4).</p>
<div id="attachment_11061" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11061" class="size-medium wp-image-11061" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/Sem-fig1-300x80.jpg" alt="" width="300" height="80" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/Sem-fig1-300x80.jpg?v=1646870844 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/Sem-fig1.jpg?v=1646870844 567w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11061" class="wp-caption-text">Figura 1 : PEG- jejuno</p></div>
<h4><em>G-POEM</em></h4>
<p>Com a escalada da <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/endoscopia-no-terceiro-espaco/">endoscopia do terceiro espaço</a> , Kashab transportou o racional da piloroplastia cirúrgica para a esfera da endoscopia terapêutica, realizando a primeira piloromiotomia endoscópica (genericamente chamada de G-POEM) em 2013(5). A técnica vem ganhando espaço na literatura com seus baixíssimos índices de complicação e resultados clínicos similares à piloroplastia videolaparoscópica(6).</p>
<p>A técnica consiste em uma incisão na mucosa do antro (mucosotomia) para acesso e confecção de um túnel submucoso rente à muscular própria até transpor o canal pilórico. Após a dissecção do esfíncter, ele é seccionado sob visão direta. Com esta intervenção, observamos uma clara ampliação do canal pilórico à visão endoscópica no antro. O tempo final do procedimento é o fechamento da mucosotomia com clipes ou sutura endoscópica(7).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11054" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11054" class="size-medium wp-image-11054" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig2-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig2-300x240.jpg?v=1646870819 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig2.jpg?v=1646870819 564w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11054" class="wp-caption-text">Figura 2: Piloro cerrado + injeção submucosa no trajeto do túnel</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11055" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11055" class="size-medium wp-image-11055" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig3-300x242.png" alt="" width="300" height="242" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig3-300x242.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig3.png 559w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11055" class="wp-caption-text">Figura 3: Cap afunilado para a confecção da mucosotomia</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11056" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11056" class="size-medium wp-image-11056" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig4-186x300.jpg" alt="" width="186" height="300" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig4-186x300.jpg?v=1646870827 186w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig4.jpg?v=1646870827 281w" sizes="(max-width: 186px) 100vw, 186px" /><p id="caption-attachment-11056" class="wp-caption-text">Figura 4: Túnel submucoso</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11057" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11057" class="size-medium wp-image-11057" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig5-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig5-300x241.jpg?v=1646870830 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig5.jpg?v=1646870830 564w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11057" class="wp-caption-text">Figura 5: Início da piloromiotomia</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11058" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11058" class="size-medium wp-image-11058" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig6-300x240.png" alt="" width="300" height="240" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig6-300x240.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig6.png 564w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11058" class="wp-caption-text">Figura 6: Piloro inteiramente seccionado</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11059" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11059" class="size-medium wp-image-11059" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig7-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig7-300x240.jpg?v=1646870839 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/03/fig7.jpg?v=1646870839 564w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-11059" class="wp-caption-text">Figura 7: Piloro ampliado</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em metanálise realizada em 2020, foram identificados mais de 7000 publicações sobre a piloromiotomia endoscópica, dimensionando a popularidade do tema(Dra. Karime Lucas -ref 8). Visando a objetiva mensuração da eficácia técnica, foram incluídos apenas os trabalhos com documentação do GCSI e da cintilografia antes e após o procedimento, totalizando 281 pacientes. O levantamento identificou 100% de sucesso técnico e 71% de sucesso clínico. Havendo uma maior taxa de sucesso nas etiologias pós cirúrgicas e idiopáticas. Uma pior resposta foi encontrada nos pacientes diabéticos e nos portadores de GCSI muito elevados (superior a 30).</p>
<p>Uma taxa de êxito mais modesta foi encontrada em estudo prospectivo multicêntrico envolvendo 80 pacientes publicado em 2022(9). O sucesso clínico, definido como queda ≥25% em duas subescalas do escore GCSI, foi de 56% em 12 meses. Um número inferior à média das publicações sobre o tema, ressaltando a necessidade de mais estudos para identificar o perfil de pacientes que obterão melhores resultados com a piloromiotomia endoscópica.</p>
<h2><strong>CONCLUSÃO</strong></h2>
<p>A gastroparesia afeta de maneira marcante a qualidade de vida e o estado nutricional dos pacientes. A piloromiotomia endoscópica (genericamente chamada de G-POEM) surgiu como uma alternativa promissora e segura no tratamento dos pacientes refratários. Mais estudos prospectivos são necessários para confirmar os atuais resultados e individualizar o perfil de pacientes que mais se beneficiarão da técnica.</p>
<h2><strong>BIBLIOGRAFIA</strong></h2>
<p>1. Cardinal G, Index S, Res QL, Pubmed N. Gastroparesis Cardinal Symptom Index ( GCSI ): development and validation of a patient reported assessment of severity of gastroparesis. 2013;11–2.</p>
<p>2. Camilleri M, Parkman HP, Shafi MA, Abell TL, Gerson L. Clinical guideline: Management of gastroparesis. Am J Gastroenterol. 2013;108(1):18–37.</p>
<p>3. Shada AL, Dunst CM, Pescarus R, Speer EA, Cassera M, Reavis KM, et al. Laparoscopic pyloroplasty is a safe and effective first-line surgical therapy for refractory gastroparesis. Surg Endosc. 2016;30(4):1326–32.</p>
<p>4. Xu J, Chen T, Elkholy S, Xu M, Zhong Y, Zhang Y, et al. Gastric Peroral Endoscopic Myotomy (G-POEM) as a Treatment for Refractory Gastroparesis: Long-Term Outcomes. Can J Gastroenterol Hepatol. 2018;2018.</p>
<p>5. Khashab MA, Stein E, Clarke JO, Saxena P, Kumbhari V, Chander Roland B, et al. Gastric peroral endoscopic myotomy for refractory gastroparesis: First human endoscopic pyloromyotomy (with video). Gastrointest Endosc. 2013;78(5):764–8.</p>
<p>6. Landreneau JP, Strong AT, El-Hayek K, Tu C, Villamere J, Ponsky JL, et al. Laparoscopic pyloroplasty versus endoscopic per-oral pyloromyotomy for the treatment of gastroparesis. Surg Endosc [Internet]. 2019;33(3):773–81. Available from: http://dx.doi.org/10.1007/s00464-018-6342-6</p>
<p>7. Li L, Spandorfer R, Qu C, Yang Y, Liang S, Chen H, et al. Gastric per-oral endoscopic myotomy for refractory gastroparesis: a detailed description of the procedure, our experience, and review of the literature. Surg Endosc [Internet]. 2018;32(8):3421–31. Available from: http://dx.doi.org/10.1007/s00464-018-6112-5</p>
<p>8. Uemura KL, Chaves D, Bernardo WM, Uemura RS, de Moura DTH, de Moura EGH. Peroral endoscopic pyloromyotomy for gastroparesis: a systematic review and meta-analysis. Endosc Int Open. 2020;08(07):E911–23.</p>
<p>9. Vosoughi K, Ichkhanian Y, Benias P, Miller L, Aadam AA, Triggs JR, et al. Gastric per-oral endoscopic myotomy (G-POEM) for refractory gastroparesis: Results from an international prospective trial. Gut. 2022;71(1):25–33.</p>
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