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	<title>NEM Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>NEM Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Tumores neuroendócrinos do pancreas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins&nbsp;e&nbsp;Diogo Turiani Hourneaux De Moura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 22:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[glucagonoma]]></category>
		<category><![CDATA[insulinoma]]></category>
		<category><![CDATA[NEM]]></category>
		<category><![CDATA[NEM-1]]></category>
		<category><![CDATA[tumor neuroendocrino]]></category>
		<category><![CDATA[vipoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução A incidência dos tumores neuroendócrinos do pâncreas está crescendo, possivelmente devido à realização&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Introdução</strong></h2>
<p>A incidência dos tumores neuroendócrinos do pâncreas está crescendo, possivelmente devido à realização com maior frequência exames de imagem e à qualidade destes exames. No entanto, sua prevalência felizmente ainda é rara. Esse post do Endoscopia Terapêutica tem a finalidade de servir como um guia de consulta quando eventualmente nos depararmos com uma dessas situações no dia a dia.</p>
<h2><strong>Conceitos gerais importantes sobre tumores neuroendócrinos do trato gastrointestinal</strong></h2>
<p>Os TNE correspondem a um grupo heterogêneo de neoplasias que se originam de células neuroendócrinas (células enterocromafins-like), com características secretórias.</p>
<p>Todos os TNE gastroenteropancreáticos (GEP) são potencialmente malignos e o comportamento e prognóstico estão correlacionados com os tipos histológicos.</p>
<p>Os TNE podem ser <strong>esporádicos (90%)</strong> ou <strong>associados a síndromes hereditárias (10%)</strong>, como a neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (NEM-1), SD von Hippel-Lindau, neurofibromatose e esclerose tuberosa.</p>
<p>Os TNE são na sua maioria indolentes, mas podem determinar sintomas. Desta forma, podem ser divididos em funcionantes e não funcionantes:</p>
<ul>
<li><strong>Funcionantes:</strong> secreção de hormônios ou neurotransmissores ativos: serotonina, glucagon, insulina, somatostatina, gastrina, histamina, VIP ou catecolaminas. Podem causar uma variedade de sintomas</li>
<li><strong>Não funcionantes:</strong> podem não secretar nenhum peptídeo/ hormônios ou secretar peptídeos ou neurotransmissores não ativos, de forma a não causar manifestações clínicas.</li>
</ul>
<h2><strong>Tumores neuroendócrinos do pâncreas (TNE-P)</strong></h2>
<p>Os TNE funcionantes do pâncreas são: insulinoma, gastrinoma, glucagonoma, vipoma e somatostatinoma.</p>
<p>Maioria dos TNE-P são malignos, exceção aos insulinomas e TNE-NF menores que 2 cm.</p>
<p>A cirurgia é a única modalidade curativa para TNE-P esporádicos, e a ressecção do tumor primário em pacientes com doença localizada, regional e até metastática, pode melhorar a sobrevida do paciente.</p>
<p>De maneira geral, TNE funcionantes do pancreas devem ser ressecados para controle dos sintomas sempre que possível. TNE-NF depende do tamanho (ver abaixo).</p>
<p>Tumores pancreáticos múltiplos são raros e devem despertar a suspeita de NEM1.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A SEGUIR VAMOS VER AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE CADA SUBTIPO HISTOLÓGICO</strong></p>
<h3><strong>INSULINOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>É o TNE mais frequente das ilhotas pancreáticas.</li>
<li>90% são benignos, porém são sintomáticos mesmo quando pequenos.</li>
<li>Cerca de 10% estão associadas a NEM.</li>
<li>São lesões hipervascularizadas e solitárias, frequentemente &lt; 2 cm.</li>
<li><strong>Tríade de Whipple:</strong>
<ul>
<li>hipoglicemia (&lt; 50)</li>
<li>sintomas neuroglicopenicos (borramento visual, fraqueza, cansaço, cefaleia, sonolência)</li>
<li>desaparecimento dos sintomas com a reposição de glicose</li>
</ul>
</li>
<li>insulina sérica &gt; 6 UI/ml</li>
<li>Peptídeo C &gt; 0,2 mmol/l</li>
<li>Pró-insulina &gt; 5 UI/ml</li>
<li>Teste de jejum prolongado positivo (99% dos casos)</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>GASTRINOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>É mais comum no duodeno, mas 30% dos casos estão no pâncreas</li>
<li>São os TNE do pâncreas mais frequentes depois dos insulinomas.</li>
<li>Estão associados a Sd. NEM 1 em 30%, e nesses casos se apresentam como lesões pequenas e multifocais.</li>
<li>Provocam hipergastrinemia e síndrome de Zollinger-Ellison.</li>
<li>60% são malignos.</li>
<li>Tratamento: cirúrgico nos esporádicos (DPT).</li>
<li>Na NEM 1, há controvérsia na indicação cirúrgica, visto que pode não haver o controle da hipergastrinemia mesmo com a DPT (tumores costumam ser múltiplos)</li>
</ul>
<h3></h3>
<h3><strong>GLUCAGONOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>Raros;  maioria esporádicos.</li>
<li>Geralmente, são grandes e solitários, com tamanho entre 3-7 cm ocorrendo principalmente na cauda do pâncreas.</li>
<li>Sintomas: eritema necrolítico migratório (80%), DM, desnutrição, perda de peso, tromboflebite, glossite, queilite angular, anemia</li>
<li>Crescimento lento e sobrevida longa</li>
<li>Metástase linfonodal ou hepática ocorre em 60-75% dos casos.</li>
</ul>
<h3><strong>VIPOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>Extremamente raros</li>
<li>Como os glucagonomas, localizados na cauda, grandes e solitários.</li>
<li>Maioria maligno e metastático</li>
<li>Em 10% dos casos pode ser extra-pancreático.</li>
<li>Quadro clínico relacionada a secreção do VIP (peptídeo vasoativo intestinal):
<ul>
<li>diarréia (mais de 3L litros por dia) – água de lavado de arroz</li>
<li>Distúrbios hidro-eletrolítico: hipocalemia, hipocloridria, acidose metabólica</li>
<li>Rubor</li>
</ul>
</li>
<li>Excelente resposta ao tratamento com análogos da somatostatina.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>SOMATOSTATINOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>É o menos comum de todos</li>
<li>Somatostatina leva a inibição da secreção endócrina e exócrina e afeta a motilidade intestinal.</li>
<li>Lesão solitária, grande, esporádico, maioria maligno e metastatico</li>
<li>Quadro clínico:
<ul>
<li>Diabetes (75%)</li>
<li>Colelitíase (60%)</li>
<li>Esteatorréia (60%)</li>
<li>Perda de peso</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3><strong>TNE NÃO FUNCIONANTES DO PÂNCREAS</strong></h3>
<ul>
<li>20% de todos os TNEs do pâncreas.</li>
<li>50% são malignos.</li>
<li><strong>O principal diagnóstico diferencial é com o adenocarcinoma</strong></li>
</ul>
<p><strong>TNE-NF bem diferenciados menores que 2 cm: </strong>duas sociedades (ENETS e NCCN) sugerem observação se for bem diferenciado. Entretanto, a sociedade norte-americana NETS recomenda observação em tumores <strong>menores que 1 cm</strong> e <u>conduta individualizada</u>, entre 1-2 cm.</p>
<h3><strong>TNE PANCREÁTICO RELACIONADOS A SINDROMES HEREDITARIAS</strong></h3>
<ul>
<li>10% dos TNE-P são relacionados a NEM-1</li>
<li>Frequentemente <strong>multicêntricos</strong>,</li>
<li>Geralmente acometendo pessoas mais jovens.</li>
<li>Geralmente de comportamento benigno, porém apresentam potencial maligno</li>
<li>Gastrinoma 30-40%; Insulinoma 10%; TNE-NF 20-50%; outros 2%</li>
<li>Tto cirúrgico é controverso, pq as vezes não controla a gastrinemia (tumores múltiplos)</li>
</ul>
<h4><em>PS: Você se recorda das neoplasias neuroendócrinas múltiplas? </em></h4>
<p>As síndromes de neoplasia endócrina múltipla (NEM) compreendem 3 doenças familiares geneticamente distintas envolvendo hiperplasia adenomatosa e tumores malignos em várias glândulas endócrinas. São doenças autossômicas dominantes.</p>
<h5>NEM-1</h5>
<ul>
<li>Doença autossômica dominante</li>
<li>Predispoe a TU (3Ps): Paratireóide; Pituitária (hipófise); Pâncreas,</li>
<li>Geralmente de comportamento benigno, porém apresentam potencial maligno</li>
<li>Gastrinoma 30-40%; Insulinoma 10%; TNE-NF 20-50%; outros 2%</li>
<li>Tto cirúrgico é controverso, pq as vezes não controla a gastrinemia (tumores múltiplos)</li>
</ul>
<h5>NEM-2A:</h5>
<ul>
<li>Carcinoma medular da tireoide,</li>
<li>Feocromocitoma,</li>
<li>Hiperplasia ou adenomas das glândulas paratireoides (com consequente hiperparatireoidismo).</li>
</ul>
<h5>NEM-2B:</h5>
<ul>
<li>Carcinoma medular de tireoide,</li>
<li>Feocromocitoma</li>
<li>Neuromas mucosos e intestinais múltiplos</li>
</ul>
<h3><strong>Referências:</strong></h3>
<ol>
<li class="p1">Pathology, classification, and grading of neuroendocrine neoplasms arising in the digestive system &#8211; UpToDate<span class="Apple-converted-space"> ; 2021</span></li>
<li class="p1">Guidelines for the management of neuroendocrine tumours by the Brazilian gastrointestinal tumour group. ecancer 2017,11:716 DOI: 10.3332/ecancer.2017.716</li>
</ol>
<h3>Como citar esse artigo:</h3>
<p>Martins BC, de Moura DTH. Tumores neuroendócrinos do pancreas. Endoscopia Terapêutica. 2022; vol 1.  Disponível em: endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/tumores-neuroendocrinos-do-pancreas</p>
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