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	<title>mucosectomia Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>mucosectomia Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Será que UNDERWATER pode ser o futuro das ressecções de lesões de cólon?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[EMR]]></category>
		<category><![CDATA[mucosectomia]]></category>
		<category><![CDATA[PÓLIPOS]]></category>
		<category><![CDATA[UEMR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O padrão atual para remoção de pólipos médios (10–20 mm) é Mucosectomia Convencional (EMR),&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O padrão atual para remoção de pólipos médios (10–20 mm) é Mucosectomia Convencional (EMR), que depende da injeção de solução salina para elevar a lesão. Porém, esse padrão-ouro tem uma falha importante: frequentemente não remove os tumores em bloco, levando a ressecções fragmentadas e taxas de recorrência entre 15% e 23,5%.</p>



<p>O segredo está na física. Ao injetar fluido sob o pólipo, criamos tensão na mucosa, o que dificulta ao endoscopista capturar profundamente a lesão com a alça. Recentemente, uma técnica vem revolucionando o campo: a Ressecção Endoscópica da Mucosa Subaquática, também conhecida como Mucosectomia Underwater (UEMR). Esta técnica elimina a injeção e preenche o cólon com água, permitindo que a flutuabilidade natural faça o trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Não é necessário injetar para alcançar profundidade</strong></h2>



<p>O achado mais surpreendente dos estudos clínicos recentes é que não é preciso um “colchão” salino para cortar com segurança e profundidade.</p>



<p>Em um estudo clínico randomizado, a UEMR atingiu profundidade média de 1.688,9 μm, numericamente maior que os 1.432,3 μm obtidos pelo método com injeção. Embora o resultado tenha mostrado apenas <em>não inferioridade estatística</em> (P=0,18), ele desmonta o mito de que a injeção é essencial para segurança.</p>



<p>O segredo é um fenômeno chamado redução gravitacional. Ao encher o cólon com água em vez de ar, a flutuabilidade faz a lesão “boiar” para longe da muscular própria, permitindo que a alça capture tecido submucoso adequado sem risco de envolvimento muscular ou perfuração.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21094"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="461" height="421" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-ECOENDOSCOPIA.jpg?v=1773164600" alt="Mucosectomia underwater evidenciando flutuação da mucosa e submucosa" class="wp-image-21094" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-ECOENDOSCOPIA.jpg?v=1773164600 461w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/FIGURA-1-ECOENDOSCOPIA-300x274.jpg?v=1773164600 300w" sizes="(max-width: 461px) 100vw, 461px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 1: Ecoendoscopia evidenciado a mucosa e submucosa ‘flutuando” enquanto a camada muscular se mantém estável. Na UEMR, as lesões flutuam na água por redução gravitacional, permitindo ressecção segura sem envolver a camada muscular.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>UEMR e o cólon direito</strong></h2>



<p>O cólon direito, especialmente o ceco e o cólon ascendente são áreas de desafio para o endoscopista: paredes finas, curvas difíceis e maior dificuldade técnica. Mesmo assim, na UEMR, os resultados foram superiores: 1.822,4 μm de profundidade contra 1.096,5 μm com EMR (P=0,01).</p>



<p>A UEMR se destaca no cólon direito porque:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>as paredes finas tornam perigoso uma ressecção profunda com injeção,</li>



<li>a água evita a tensão excessiva da insuflação com ar,</li>



<li>há melhor manobrabilidade em ângulos difíceis.</li>
</ul>



<p>Com água, a pressão intraluminal diminui e a parede não fica esticada, permitindo que o tumor protrua mais naturalmente e seja capturado com segurança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Tratando pólipos planos</strong></h2>



<p>Pólipos superficiais (“flat”) são desafiadores porque costumam estar presos por fibrose submucosa, que impede a elevação com a injeção. A UEMR resolve isso: a flutuabilidade transforma a lesão plana em uma lesão polipoide, permitindo profundidades significativamente maiores (1.238,7 μm vs. 731,6 μm; P&lt;0,01).</p>



<p>Debaixo d’água, a força de flutuação supera a fibrose e libera a base da lesão, facilitando a captura pela alça.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21095"><img decoding="async" width="1024" height="301" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-1024x301.jpg?v=1773164764" alt="Mucosectomia underwater para lesão plana do cólon sem injeção submucosa" class="wp-image-21095" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-1024x301.jpg?v=1773164764 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-300x88.jpg?v=1773164764 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-768x226.jpg?v=1773164764 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-1170x344.jpg?v=1773164764 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater-585x172.jpg?v=1773164764 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/03/Figura-2.-Mucosectomia-underwater.jpg?v=1773164764 1441w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 2. Mucosectomia underwater. Lesão plana de reto. Infusão de água seguida de captura da lesão com alça, sem injeção.</figcaption></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>O grande equalizador dos endoscopistas</strong></h2>



<p>A descoberta mais impactante: a UEMR reduz a dependência da experiência do operador.</p>



<p>Endoscopistas com &lt;10 anos de prática obtiveram profundidades maiores com UEMR (1.786,6 μm) do que com EMR (1.192,4 μm). Isso ocorre porque a injeção aumenta a tensão mucosa, tornando o alvo mais difícil. Já na UEMR, a lesão flutua, tornando o procedimento mais intuitivo e uniforme entre diferentes níveis de habilidade.</p>



<p>E tudo isso sem aumentar o tempo de procedimento (7,2 min vs. 6,5 min; P=0,34).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão: será que estamos em frente à um novo padrão-ouro?</strong></h2>



<p>Os dados mostram que a UEMR é:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>não inferior em profundidade total,</li>



<li>superior no cólon direito,</li>



<li>superior para lesões planas,</li>



<li>mais estável para operadores menos experientes.</li>
</ul>



<p>Enquanto aguardamos estudos internacionais maiores, o que já está claro é que estamos entrando em uma nova era no tratamento endoscópico das lesões do cólon, onde a ferramenta mais importante pode não ser uma agulha, mas sim os princípios básicos da física dos fluidos.</p>



<p>Veja mais sobre o tema:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mucosectomia-por-imersao-underwater-com-auxilio-de-cap-um-alternativa-para-casos-dificeis/">Mucosectomia underwater com auxílio de cap</a></li>



<li><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/video/resseccao-de-lst-extensa-de-colon-ascendente-pela-tecnica-underwater-uemr/">Ressecção de lesão extensa de cólon direito por UEMR</a></li>



<li><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/video/2694/">Mucosectomia underwater de lesão de reto</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Tamaru Y, Miyakawa A, Shimura H, et al. Resection depth of underwater versus conventional endoscopic mucosal resection for intermediate-sized tumors.&nbsp;<em>Am J Gastroenterol&nbsp;</em>2026 Jan 9.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Orso IRB. Será que UNDERWATER pode ser o futuro das ressecções de lesões de cólon? Endoscopia Terapêutica 2026 Vol I. Disponível em:&nbsp;<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21093" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/sera-que-underwater-pode-ser-o-futuro-das-resseccoes-de-lesoes-de-colon/</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Avaliação Óptica de Cicatrizes Pós-Ressecção Endoscópica de Pólipos Colorretais Grandes: A Biópsia de Rotina Ainda é Necessária?</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/avaliacao-optica-de-cicatrizes-pos-resseccao-endoscopica-de-polipos-colorretais-grandes-a-biopsia-de-rotina-ainda-e-necessaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Angelo So Taa Kum]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 06:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Comentados]]></category>
		<category><![CDATA[biópsia de rotina]]></category>
		<category><![CDATA[colonoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[mucosectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo da publicação de Meulen et al., entitulado “Optical assessment of scars after endoscopic&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Resumo da publicação de Meulen<em> et al</em>., entitulado “Optical assessment of scars after endoscopic mucosal resection of large colorectal polyps in a multicenter, community hospital setting: is routine biopsy still necessary?”, publicado na Endoscopy, em 2025 [1].</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Introdução</strong></h2>



<p>O manejo de pólipos colorretais grandes não pediculados (LNPCPs) por ressecção endoscópica da mucosa (EMR) é uma prática comum. A vigilância pós-EMR, tipicamente aos 6 meses, visa identificar recorrências na cicatriz. Tradicionalmente, isso envolvia biópsias de rotina e, por vezes, tatuagem da lesão para facilitar a identificação. No entanto, diretrizes recentes da <em>European Society of Gastrointestinal Endoscopy</em> (ESGE) sugerem que biópsias de rotina podem ser omitidas se endoscopistas bem treinados avaliarem a cicatriz opticamente com imagens aprimoradas. Este estudo multicêntrico, uma análise <em>post-hoc</em> do estudo STAR-LNPCP, buscou verificar se a acurácia da avaliação óptica em hospitais comunitários seria suficiente para dispensar biópsias padronizadas e a necessidade de tatuagem universal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Metodologia</strong></h2>



<p>Este foi um estudo prospectivo multicêntrico, realizado em 30 hospitais comunitários holandeses entre outubro de 2019 e maio de 2022. O estudo original STAR-LNPCP foi um ensaio clínico randomizado por cluster, no qual 59 endoscopistas de 30 hospitais comunitários incluíram todos os LNPCPs consecutivos. Para esta análise post-hoc, foram incluídos pacientes consecutivos submetidos a colonoscopias de acompanhamento após EMR prévia de um LNPCP. Os critérios de exclusão incluíram EMR inicialmente incompleta, doença inflamatória intestinal e preparo intestinal inadequado (escore de Boston Bowel Preparation &lt; 2 para o segmento de interesse).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br><strong>Desfechos e Análise Estatística</strong></h3>



<p>O desfecho primário foi a avaliação óptica da recorrência. Foram calculadas a acurácia diagnóstica, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP) e valor preditivo negativo (VPN). O valor preditivo da tatuagem para identificação da cicatriz também foi avaliado. Além disso, foram avaliadas as diferenças na identificação da cicatriz pós-EMR entre endoscopistas especialistas e não especialistas em seguimento de ressecção. A taxa de falha na detecção óptica da recorrência foi definida como todas as recorrências histologicamente confirmadas que foram opticamente avaliadas como negativas para recorrência. Falsos positivos foram definidos como todas as recorrências opticamente avaliadas que não foram confirmadas por histologia.</p>



<p><br>A análise estatística incluiu estatísticas descritivas, testes de qui-quadrado de Pearson ou testes exatos de Fisher para comparar grupos. A regressão de risco com correção para agrupamento de pacientes dentro dos endoscopistas (equação de estimativa generalizada) foi realizada para avaliar variáveis independentemente relacionadas à identificação da cicatriz pós-EMR e o efeito do clipe na avaliação óptica da recorrência. O <em>kappa</em> de Cohen foi usado para determinar a concordância entre a avaliação óptica e a histológica. Uma análise por protocolo foi realizada, incluindo apenas cicatrizes encontradas, avaliadas e biopsiadas. Uma análise de intenção de tratar também foi realizada, assumindo que cicatrizes não encontradas e não biopsiadas não teriam mostrado sinais de recorrência histologicamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Resultados Chave</strong></h2>



<p>Um total de 1277 pacientes (média de idade de 68 ± 9 anos), fizeram a colonoscopia de controle em 6 meses após a EMR de um LNPCP. Um total de 1215 cicatrizes foram identificadas, sendo maior em endoscopistas especialistas quando comparado aos não especialistas (96% vs. 88%, Bonferroni corrected P &lt; 0,001). A influência de clipes pós-EMR aumenta a taxa de falsos positivos (11% vs. 5 %; P = 0.02), com VPP caindo de 78% para 63%, na avaliação comparada com EMR sem clipe. Além disso, houve alta certeza sobre a avaliação da cicatriz pós-REM realizada por endoscopistas especialistas e não especialistas (95% vs. 94%, respectivamente; P = 0,71).</p>



<p><br>Em resumo, a avaliação óptica das cicatrizes demonstrou alta acurácia diagnóstica, conforme detalhado na tabela abaixo:</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Métrica Diagnóstica</strong></td><td><strong>Valor</strong></td></tr><tr><td>Sensibilidade</td><td>93%</td></tr><tr><td>Especificidade</td><td>92%</td></tr><tr><td>Valor Preditivo Positivo</td><td>74%</td></tr><tr><td>Valor Preditivo Negativo</td><td>98%</td></tr><tr><td>Acurácia Diagnóstica</td><td>93%</td></tr><tr><td>Kappa de Cohen</td><td>0.78</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><br>Tabela geral da avaliação óptica com base no resultado histológico adaptado de Meulen LWT et al., Endoscopy, 2025 [1].</figcaption></figure>



<p><br>O alto Valor Preditivo Negativo (VPN) de 98% da avaliação óptica sugere que a biópsia de rotina das cicatrizes pós-EMR pode ser dispensada na maioria dos casos, pois um resultado óptico negativo indica com alta probabilidade a ausência de recorrência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Limitações do Estudo</strong></h2>



<p><br>O estudo, embora robusto em seu desenho multicêntrico e prospectivo, apresenta algumas limitações. Primeiramente, trata-se de uma análise <em>post-hoc</em> de um estudo maior (STAR-LNPCP), o que pode introduzir vieses. Embora tenha sido realizado em hospitais comunitários, a generalização dos resultados para todos os centros não especializados pode exigir cautela. A definição de endoscopistas especialistas e não especialistas, embora clara no estudo, pode variar na prática clínica. Além disso, a taxa de falsos positivos foi maior após o uso prévio de clipes, o que pode ser uma consideração importante na avaliação óptica, podendo corresponder ao granuloma de cicatrização. Por fim, o estudo foi realizado em hospitais holandeses com disponibilidade de <em>Near Focus</em> e <em>Zoom</em>, uma realidade em que nem todos os hospitais do Brasil possuem, e a aplicabilidade dos resultados a outras populações e sistemas de saúde podem necessitar de validação adicional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Os achados deste estudo suportam a omissão da biópsia de rotina de cicatrizes pós-EMR de pólipos colorretais grandes, com base na avaliação óptica. Isso pode levar a uma redução de custos, tempo de procedimento e desconforto para o paciente, sem comprometer a segurança. A implementação dessa abordagem na prática clínica pode otimizar o manejo de pacientes submetidos à ressecção de pólipos colorretais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Meulen LWT, Bogie RMM, Siersema PD et al. Optical assessment of scars after endoscopic mucosal resection of large colorectal polyps in a multicenter, community hospital setting: is routine biopsy still necessary? Endoscopy. 2025 Jun;57(6):620-628. doi: 10.1055/a-2498-7114. Epub 2024 Dec 9. PMID: 39653123; PMCID: PMC12119144.<br><br></li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Kum, AST. Avaliação Óptica de Cicatrizes Pós-Ressecção Endoscópica de Pólipos Colorretais Grandes: A Biópsia de Rotina Ainda é Necessária? Endoscopia Terapeutica 2025, Vol II. Disponível em:&nbsp;<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20368" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/avaliacao-optica-de-cicatrizes-pos-resseccao-endoscopica-de-polipos-colorretais-grandes-a-biopsia-de-rotina-ainda-e-necessaria/</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Mucosectomia por imersão (underwater) com auxílio de cap – um alternativa para casos difíceis</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mucosectomia-por-imersao-underwater-com-auxilio-de-cap-um-alternativa-para-casos-dificeis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Alves Retes,&nbsp;Vívian Figueiredo Camilo&nbsp;e&nbsp;Ricardo Fortes Monteiro de Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[mucosectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paciente masculino, 45 anos, previamente hígido, foi submetido a colonoscopia em outro serviço que&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Paciente masculino, 45 anos, previamente hígido, foi submetido a colonoscopia em outro serviço que identificou um pólipo séssil de 6 mm de diâmetro, 0-Is pela classificação de Paris, com superfície lisa e amarelada, localizado em reto médio. Na ocasião foi realizada ressecção parcial da lesão com alça a frio. Resultado anatomopatológico e imunohistoquímico evidenciaram tumor neuroendócrino bem diferenciado (grau 1 – Ki67&lt;2%), com margens comprometidas. </p>



<p>Paciente veio encaminhado para realizar nova colonoscopia na tentativa de ressecção completa da lesão. Durante o procedimento foi observada uma diminuta lesão amarelada no reto, discretamente elevada, correspondente à área de polipectomia prévia com presença de lesão residual (Figuras 1, 2 e 3). Realizada tentativa de mucosectomia pela técnica de imersão (“underwater”), não havendo pega adequada com a alça para ressecção. Foi optado, então, pela realização da mucosectomia por imersão assistida por cap, que consiste na imersão do espaço intraluminal com água, seguido por sucção da lesão com auxílio de cap endoscópico, afim de formar um pseudopólipo, e assim facilitar a apreensão e ressecção da lesão (Figura 4). Com o uso dessa técnica foi possível apreender a lesão residual com a alça e realizar sua ressecção completa (Figuras 5 e 6). O resultado anatomopatológico confirmou a presença de tumor neuroendócrino bem diferenciado (grau 1 – Ki67&lt;2%), com margens laterais e profunda livres.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091a7dc&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091a7dc" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img decoding="async" width="669" height="475" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-1.jpg?v=1727465560" alt="" class="wp-image-19466" style="width:551px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-1.jpg?v=1727465560 669w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-1-300x213.jpg?v=1727465560 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-1-585x415.jpg?v=1727465560 585w" sizes="(max-width: 669px) 100vw, 669px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1: aspecto endoscópico da lesão residual em reto distal</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091b127&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091b127" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="667" height="472" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-2.jpg?v=1727465631" alt="" class="wp-image-19467" style="width:579px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-2.jpg?v=1727465631 667w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-2-300x212.jpg?v=1727465631 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R-2-585x414.jpg?v=1727465631 585w" sizes="(max-width: 667px) 100vw, 667px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2: aspecto endoscópico da lesão residual em reto distal</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091b959&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091b959" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="668" height="477" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R3.jpg?v=1727465684" alt="" class="wp-image-19468" style="width:582px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R3.jpg?v=1727465684 668w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R3-300x214.jpg?v=1727465684 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R3-585x418.jpg?v=1727465684 585w" sizes="(max-width: 668px) 100vw, 668px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 3: aspecto endoscópico da lesão residual em reto distal com auxílio de NBI</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091c16f&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091c16f" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="753" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R4-1024x753.jpg?v=1727465749" alt="" class="wp-image-19469" style="width:602px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R4-1024x753.jpg?v=1727465749 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R4-300x221.jpg?v=1727465749 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R4-768x565.jpg?v=1727465749 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R4-585x430.jpg?v=1727465749 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/felipe-R4.jpg?v=1727465749 1028w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 4: aspiração da lesão com auxílio de cap para formação de pseudopólipo</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091c777&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091c777" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="699" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5-1024x699.jpg?v=1727465798" alt="" class="wp-image-19470" style="width:598px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5-1024x699.jpg?v=1727465798 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5-300x205.jpg?v=1727465798 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5-768x524.jpg?v=1727465798 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5-1170x799.jpg?v=1727465798 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5-585x399.jpg?v=1727465798 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R5.jpg?v=1727465798 1242w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 5: apreensão do pseudopólipo com alça de polipectomia</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091ce0a&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091ce0a" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="659" height="469" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R6.jpg?v=1727465839" alt="" class="wp-image-19471" style="width:607px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R6.jpg?v=1727465839 659w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R6-300x214.jpg?v=1727465839 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R6-585x416.jpg?v=1727465839 585w" sizes="(max-width: 659px) 100vw, 659px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 6: aspecto pós ressecção endoscópica</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Discussão</strong></h2>



<p>A mucosectomia underwater assistida por cap (CAP-UEMR) consiste na utilização de cap endoscópico para sucção da lesão a ser ressecada sob imersão em água, até que seja formado um “pseudopólipo” passível de apreensão e ressecção. Se a ressecção em monobloco não for possível, pode-se realizar novos “pseudopólipos” e ressecar à piece-meal, até que se alcance o resultado desejado, conforme ilustrado na figura abaixo:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69e0cd091d717&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69e0cd091d717" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="504" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7-1024x504.jpg?v=1727465936" alt="" class="wp-image-19472" style="width:578px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7-1024x504.jpg?v=1727465936 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7-300x148.jpg?v=1727465936 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7-768x378.jpg?v=1727465936 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7-1170x576.jpg?v=1727465936 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7-585x288.jpg?v=1727465936 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Felipe-R7.jpg?v=1727465936 1359w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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			</svg>
		</button></figure>
</div>


<p><strong>Fonte:</strong> Ilustração de Uchima Hugo et al. Endoscopy 2023.</p>



<p>O estudo foi uma análise observacional retrospectiva de 83 procedimentos de ressecção endoscópica pela técnica CAP-UEMR, realizados em dois centros entre setembro de 2020 e dezembro de 2021. O desfecho primário foi o sucesso técnico, definido como ressecção completa macroscópica da lesão no índice CAP-UEMR. Os desfechos secundários foram as taxas de sangramento e perfuração. As 83 lesões tratadas tinham um tamanho médio de 20 mm. Foram incluídas 64 lesões deprimidas ou planas (18 previamente manipuladas, 9 com acesso difícil), 11 lesões do apêndice e 8 lesões da válvula ileocecal. Os resultados mostraram uma taxa de sucesso técnico de 100%, com ressecção macroscópica completa alcançada em todas as 83 lesões. Houve 7 casos de sangramento intraoperatório e 2 casos de sangramento tardio, todos tratados endoscopicamente. Nenhuma perfuração ou outras complicações ocorreram. Entre as 64 lesões com colonoscopia de acompanhamento, apenas 1 recorrência foi detectada, que foi tratada endoscopicamente.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Concluiu-se que a CAP-UEMR pode ser uma técnica segura e eficaz para facilitar a ressecção de lesões colorretais complexas. O estudo possui suas limitações, sendo as principais o possível viés de seleção e design retrospectivo e necessidade de estudos comparativos para determinar a eficácia específica do CAP-UEMR em relação a outras técnicas de ressecção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referência</strong></h2>



<p>Uchima H, Calm A, Muñoz-González R, Caballero N, et al. Underwater cap-suction pseudopolyp formation for endoscopic mucosal resection: a simple technique for treating flat, appendiceal orifice or ileocecal valve colorectal lesions. Endoscopy. 2023 Nov;55(11):1045-1050. doi: 10.1055/a-2115-7797. Epub 2023 Jun 22. PMID: 37348544.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Retes FA. Camilo VF. Castro RFM.  Mucosectomia por imersão (underwater) com auxílio de cap – um alternativa para casos difíceis. Endoscopia Terapeutica, 2024 vol II. disponível em:<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mucosectomia-por-imersao-underwater-com-auxilio-de-cap-um-alternativa-para-casos-dificeis/&#x2197;"> https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/mucosectomia-por-imersao-underwater-com-auxilio-de-cap-um-alternativa-para-casos-dificeis/ </a></p>



<p></p>
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