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	<title>Lesão subepitelial Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Lesão subepitelial Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Lesões Subepiteliais: do Diagnóstico a Abordagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Sartori Balbinot&nbsp;e&nbsp;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 12:10:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
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		<category><![CDATA[Lesão subepitelial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As lesões subepiteliais são conceitualmente definidas por lesões originadas das camadas muscular da mucosa,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As lesões subepiteliais são conceitualmente definidas por lesões originadas das camadas muscular da mucosa, submucosa ou muscular própria, as quais podem ocorrer em qualquer órgão do trato gastrointestinal<sup>1</sup>. O termo lesões submucosas foi antigamente empregado para essas condições, mas não deve ser mais utilizado, pois essa antiga nomenclatura remete a injúrias restritas a camadas abaixo da submucosa<sup>2</sup>.</p>



<p>O diagnóstico histopatológico definitivo das lesões subepiteliais é de grande importância, pois possibilita a definição do prognóstico, o risco de degeneração neoplásica e definição de conduta entre expectante, vigilância, ressecções endoscópicas ou tratamento cirúrgico. Isso se deve ao fato de existir uma ampla variedade de diagnósticos diferenciais possíveis, cuja evolução, quadro clínico, risco de complicações e taxa de degeneração neoplásica variam consideravelmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Epidemiologia</strong></h2>



<p><br>Apesar das lesões subepiteliais poderem ser encontradas em qualquer órgão do trato gastrointestinal, o principal sítio de localização consiste no estômago. Além disso, as exatas taxas de incidência e prevalência dessas condições são desconhecidas devido a carência de estudos epidemiológicos de condições cujo diagnóstico na maioria dos casos é incidental, dificultando o estudo na população geral. Entretanto, alguns dados na literatura já tentaram estimar essa informação, demonstrando uma prevalência de detecção de lesões subepiteliais em 1,9% das endoscopias digestivas altas realizadas na Coreia, sendo que 64,1% foi identificada no estômago.<sup>16,19</sup> Outros estudos estimam uma incidência de cerca de 0,36% de lesões subepiteliais diagnosticas por endoscopias digestivas altas de rotina.<sup>20-23</sup> Com relação ao prognóstico, a maioria das lesões subepiteliais são benignas ao diagnóstico, sendo estimadas lesões malignas em menos de 15% dos casos.<sup>16,18</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Quadro Clínico</strong></h2>



<p>A grande maioria dos casos apresenta-se assintomático, principalmente lesões inferiores a 2 cm<sup>15</sup>. Dentre os casos sintomáticos, o quadro clínico é variável conforme localização, etiologia e tamanho das lesões.</p>



<p>Os sintomas mais frequentes são dor abdominal e hemorragia digestiva. Entretanto, podem ocorrer raramente sintomas de suboclusão do trato gastrointestinal, sendo esse quadro mais frequentemente associado a lesões no intestino delgado.</p>



<p>Com relação ao tamanho das lesões, a manifestação de sintomas será variável a depender do órgão acometido. Afinal, lesões menores no esôfago podem se manifestar com disfagia e no reto com alteração de hábito intestinal. A manifestação de sintomas suboclusivos no estômago dependerá da existência de lesões maiores diante do maior volume da câmara gástrica em relação aos demais segmentos do aparelho digestivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Apresentações Endoscópicas e Ecoendoscópicas das Lesões Subepiteliais</strong></h2>



<p><br>As lesões subepiteliais apresentam-se à visão endoscópica como um abaulamento ou protuberância de mucosa com tamanho variável. Em geral, a mucosa sobreposta a lesão é íntegra, mas dependendo da etiologia, é possível haver enantema, erosão ou ulceração devido efeito de pressão da lesão ou, mais raramente, degeneração maligna. Outros parâmetros endoscópicos podem ser avaliados e podem permitir uma impressão diagnóstica sobre a lesão, como: coloração, superfície, mobilidade e consistência da lesão.</p>



<p>Algumas manobras simples ao exame endoscópico podem garantir também maior segurança para estabelecer uma impressão de diagnóstico etiológico das lesões subepiteliais, podendo em alguns casos definir conduta expectante para essas lesões. As principais manobras consistem: sinal do travesseiro ou almofada (<em>pillow sign</em>), sinal do rolamento (<em>rolling sign</em>) e sinal da tenda (<em>tenting sign</em>) (figuras 1, 2 e 3).</p>



<p>O sinal do travesseiro consiste em manipular a lesão com a pinça de biópsia, empurrando a mesma. Caso a lesão seja compressível ao toque da pinça e haja retorno a morfologia habitual da lesão após a retirada do instrumento, a lesão é sugestiva de lipoma (98% de especificidade e 40% de sensibilidade)<sup>4</sup>.</p>



<p>O sinal do rolamento quando presente sugere que a lesão se encontra na muscular própria ou abaixo da mesma. É realizado sob auxílio de pinça de biópsia fechada, deslizando a mesma sobre a lesão, permitindo com que a lesão seja facilmente mobilizada.<sup>16</sup></p>



<p>O sinal da tenda apresenta a mesma implicância clínica do sinal do rolamento.<sup>16</sup> Sob auxílio de pinça de biópsia, realiza-se apreensão superficial da mucosa sobrejacente a lesão, permitindo com que a mucosa e submucosa se destaquem facilmente da lesão.</p>



<p>Com relação à ecoendoscopia, o método permite avaliar com muita precisão as camadas e interfaces do trato gastrointestinal, sendo o melhor método de imagem para avaliar e caracterizar as lesões subepiteliais. Com uma frequência de varredura entre 5 a 12 MHz, o ultrassom endoscópico permite distinguir as paredes do TGI em 5 camadas: mucosa superficial (1ª camada ou interface fluído luminal e mucosa), mucosa profunda (2ª camada ou muscular da mucosa), submucosa (3ª camada), muscular própria (4ª camada) e serosa (5ª camada) (figura 4)<sup>15,24-26</sup>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20389"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="365" height="325" data-id="20389" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-1.-Fig.-1.-Sinal-da-almofada-pillow-sign.png" alt="" class="wp-image-20389" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-1.-Fig.-1.-Sinal-da-almofada-pillow-sign.png 365w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-1.-Fig.-1.-Sinal-da-almofada-pillow-sign-300x267.png 300w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 1. Sinal da almofada (“pillow sign”) Fonte: Kim GH et al.16</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20388"><img decoding="async" width="366" height="323" data-id="20388" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-2.-Sinal-do-rolamento-rolling-sign.png" alt="" class="wp-image-20388" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-2.-Sinal-do-rolamento-rolling-sign.png 366w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-2.-Sinal-do-rolamento-rolling-sign-300x265.png 300w" sizes="(max-width: 366px) 100vw, 366px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 2. Sinal do rolamento (“rolling sign”) Fonte: Kim GH et al.16</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20387"><img decoding="async" width="364" height="321" data-id="20387" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-3.-Sinal-da-tenda-tenting-sign.png" alt="" class="wp-image-20387" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-3.-Sinal-da-tenda-tenting-sign.png 364w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-3.-Sinal-da-tenda-tenting-sign-300x265.png 300w" sizes="(max-width: 364px) 100vw, 364px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 3. Sinal da tenda (“tenting sign”) Fonte: Kim GH et al.16</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20386"><img loading="lazy" decoding="async" width="550" height="397" data-id="20386" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Figura-4.-Ecoendoscopia-demonstrando-lesao-com-ecogenicidade-hipoecoica-.png" alt="" class="wp-image-20386" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Figura-4.-Ecoendoscopia-demonstrando-lesao-com-ecogenicidade-hipoecoica-.png 550w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Figura-4.-Ecoendoscopia-demonstrando-lesao-com-ecogenicidade-hipoecoica--300x217.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 4. Ecoendoscopia demonstrando lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, arredondada, limites bem definidos, contornos regulares, medindo 15 mm x 12 mm e inserida na camada muscular própria. A imagem permite demonstrar as camadas mucosa superficial, mucosa profunda, submucosa, muscular própria. Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP).</figcaption></figure>
</figure>



<p>A tabela 1 demonstra resumidamente os achados endoscópicos e ecoendoscópicos das principais lesões do trato gastrointestinal. E as imagens de 1 a 14 demonstram exemplos de casos de lesões com suas respectivas imagens endoscópicas e ecoendoscópicas.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-small-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><thead><tr><th><br><strong>Lesão Subepitelial</strong></th><th><br><strong>Camada de Origem</strong></th><th><strong>Sítios Principais</strong></th><th><strong>Ecoendoscopia</strong></th><th><br><strong>Endoscopia</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>Cisto de duplicação</td><td>1ª, 2ª, 3ª, 4ª ou extramural</td><td>&#8211; Esôfago&nbsp;<br>&#8211; Mediastino</td><td>&#8211; Anecoico<br>&#8211; Arredondado ou oval&nbsp;<br>&#8211; Sem vascularização</td><td>&#8211; Normocorado ou ligeiramente translúcido<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Compressível à manipulação</td></tr><tr><td>GIST</td><td>4ª (principal)<br>2ª (infrequente)</td><td>&#8211; Estômato (65%)<br>&#8211; Delgado (25%)</td><td>&#8211; Hipoecoico<br>&#8211; Heterogêneo<br>&#8211; Com ou sem vascularização</td><td>&#8211; Normocorado<br>&#8211; Superfície regular, com erosão ou ulceração&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Leiomioma</td><td>2ª (principal)<br>4ª (infrequente)</td><td>&#8211; Esôfago</td><td>&#8211; Hipoecoica<br>&#8211; Homogênea<br>&#8211; Calcificações no interior</td><td>&#8211; Normocorada<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Linfangioma</td><td>3ª</td><td>&#8211; Intestino delgado</td><td>&#8211; Anecoico<br>&#8211; Septos internos<br>&#8211; Sem vascularização</td><td>&#8211; Massa protuberante semelhante a um cisto<br>&#8211; Consistência amolecida</td></tr><tr><td>Linfoma</td><td>2ª, 3ª ou 4ª</td><td>&#8211; Estômago<br>&#8211; Intestino delgado</td><td>&#8211; Hipoecoico</td><td>&#8211; Sem características específicas</td></tr><tr><td>Lipoma</td><td>3ª</td><td>&#8211; Cólon</td><td>&#8211; Hiperecoico<br>&#8211; Homogêneo<br>&#8211; Ovalado</td><td>&#8211; Amarelado<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência amolecida<br>&#8211; Sinal do travesseiro positivo&nbsp;</td></tr><tr><td>Metástase</td><td>1ª, 2ª, 3ª, 4ª</td><td>&#8211; Qualquer sítio</td><td>&#8211; Hipoecoica<br>&#8211; Heterogênea</td><td>&#8211; Sem características específicas</td></tr><tr><td>Pâncreas ectópico</td><td>2ª, 3ª ou 4ª</td><td>&#8211; Estômago</td><td>&#8211; Hipoecoica ou mista<br>&#8211; Estruturas ductais no interior</td><td>&#8211; Normocorado<br>&#8211; Umbilicação central (90%)<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Pólipo fibroide inflamatório</td><td>2ª ou 3ª</td><td>&#8211; Estômago</td><td>&#8211; Hipoecoico<br>&#8211; Homogêneo<br>&#8211; Margens não definida</td><td>&#8211; Pólipo séssil<br>&#8211; Superfície regular ou com ulceração</td></tr><tr><td>Schwannoma, neuroma e neurofibroma</td><td>3ª ou 4ª</td><td>&#8211; Estômago</td><td>&#8211; Hipoecoico&nbsp;<br>&#8211; Homogênea</td><td>&#8211; Normocorado<br>&#8211; Superfície regular&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Tumor de células granulares</td><td>2ª ou 3ª</td><td>&#8211; Esôfago</td><td>&#8211; Hipoecoico<br>&#8211; Heterogênea</td><td>&#8211; Amarelado ou branco-amarelado<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Tumor glômico</td><td>4ª ou 3ª (menos frequente)</td><td>&#8211; Qualquer sítio</td><td>&#8211; Hipoecoico&nbsp;<br>&#8211; Heterogeneo<br>&#8211; Calcificações no interior<br>&#8211; Com vascularização</td><td>&#8211; Normocorada<br>&#8211; Superfície regular&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Tumor neuroendócrino</td><td>2ª ou 3ª</td><td>&#8211; Estômago<br>&#8211; Duodeno<br>&#8211; Reto</td><td>&#8211; Isoecoico ou ligeiramente hipoecoico<br>&#8211; Homogêneo<br>&#8211; Ovalado ou redondo</td><td>&#8211; Normocorado, amarelado ou avermelhado<br>&#8211; Superfície com erosão&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Varizes</td><td>3ª</td><td>&#8211; Esôfago</td><td>&#8211; Anecoica<br>&#8211; Serpinginoso<br>&#8211; Com vascularização</td><td>&#8211; Azulada<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência compressível</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tabela 1. Achados Endoscópicos e Ecoendoscópicos das Lesões Subepiteliais do Trato Gastrointestinal<br>Adaptado de: ESGE<sup>1</sup>, ASGE<sup>27</sup>, ACG<sup>14</sup>, AGA<sup>11</sup>, Kim GH<sup>16</sup></em></figcaption></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Abordagem Diagnóstica e Aquisição Tecidual</strong></h2>



<p>Como mencionado, a identificação de uma lesão subepitelial é na grande maioria das vezes incidental em uma endoscopia digestiva alta. Os achados endoscópicos somados a propedêutica em muitos casos não irão permitir o estabelecimento de uma conduta definitiva sem o diagnóstico histopatológico. Além disso, as biópsias convencionas de mucosa possuem um rendimento histopatológico extremamente baixo no diagnóstico de lesões subepiteliais, afinal as lesões em sua maioria são revestidas por mucosa íntegra. A realização de biópsias sobre biópsias também não apresenta rendimento significativo (55 a 65% para lesões da terceira camada e 40% para lesões da quarta camada)<sup>6,7</sup>, não sendo um método de abordagem recomendado.&nbsp;</p>



<p>A Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal (ESGE) recomenda aquisição tecidual de lesões subtepiteliais quando: há suspeita de <em>tumor estromal gastrointestinal</em> (GIST), lesões superiores a 20 mm, lesões com estigmas de alto risco ou necessidade de tratamento cirúrgico ou oncológico. Em caso de lesões assintomáticas compatíveis com lipoma, varizes ou pâncreas ectópico, não há indicação de aquisição tecidual. </p>



<p>Os métodos que permitem aquisição tecidual consistem nos seguintes: biópsia assistida por incisão de mucosa (<em>mucosal incision-assisted biopsy</em>, MIAB), punções ecoendoscópicas com agulha FNA (<em>fine needle aspiration, </em>EUS-FNA<em>) </em>ou com agulha FNB<em> </em>(<em>fine needle biopsy, </em>EUS-FNB).&nbsp;</p>



<p>Em lesões superiores a 20 mm, a ESGE recomenda igualmente como primeira escolha MIAB ou EUS-FNB. Entretanto, lesões inferiores a 20 mm, a ESGE recomenda como primeira linha o MIAB, sendo a EUS-FNB segunda escolha (tabela 2). Afinal, nessas lesões, há menor rendimento diagnóstico com punções ecoguiadas diante de maior dificuldade técnica para aquisição de amostras significativas. Para uma discussão mais aprofundada sobre MIAB, confira esse outro artigo: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/biopsia-assistida-por-incisao-da-mucosa-quando-e-como-fazer/">Biópsia Assistida por Incisão da Mucosa: Quando e Como Fazer?</a>. Com relação às agulhas FNA, estudos prospectivos e retrospectivos vêm demonstrando que FNB possui melhor aquisição tecidual em relação a agulhas FNA quando comparadas a calibres (gauges) semelhantes, apresentando perfis de segurança semelhante e com precisão diagnóstica variando entre 75 a 100%.<sup>8-11</sup> Portanto, o III Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia recomenda o uso de FNB em relação ao uso de FNA para o diagnóstico de lesões subepiteliais maiores de 20 mm, sendo concordante com o guideline da ESGE<sup>13</sup>.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-normal-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><thead><tr><th><strong>Tamanho</strong></th><th><strong>Método de Escolha</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>LSE &gt; 20 mm</td><td>1ª escolha: EUS-FNB ou MIAB</td></tr><tr><td>LSE &lt; 20 mm&nbsp;</td><td>1ª escolha: MIAB<br>2ª escolha: EUS-FNB</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tabela 2 Recomendações da ESGE</em></figcaption></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vigilância</strong></h2>



<p>A vigilância consiste no seguimento das lesões subepiteliais, podendo ser realizado por EDA e/ou ecoendoscopia a depender do tamanho da lesão. A ESGE sugere vigilância em lesões subepiteliais esofágicas e gástrica, desde que sejam assintomática e não tenham diagnóstico histopatológico definitivo. Recomenda-se realização de EDA em 3 a 6 meses como primeiro exame de vigilância, sendo seguida de EDA a cada 2 a 3 anos para lesões inferiores a 10 mm, e EDA a cada 1 a 2 anos para lesões entre 10 a 20 mm. Além disso, como alternativa a vigilância de lesões gástricas inferiores a 20 mm e sem diagnóstico definitivo, a ESGE sugere ressecção endoscópica para esses casos.&nbsp;</p>



<p>Em caso de lesões superiores a 20 mm, assintomática e que não tenham sido ressecadas, a ESGE recomenda vigilância com EDA e ecoendoscopia necessariamente, sendo o primeiro controle em 6 meses, sendo seguido de intervalos de 6 a 12 meses.&nbsp;</p>



<p>Além disso, nas seguintes situações, opta-se por conduta expectante, não sendo recomendado vigilância pela ESGE, desde que o paciente seja assintomático e o diagnóstico histopatológico seja definitivo: leiomiomas, lipomas, pâncreas ectópico, tumores de células granulares, schawannomas e tumores glômicos.</p>



<p>Veja Figuras sobre achados endoscópicos e suas correlações ecoendoscópicas a seguir:</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20393"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="446" data-id="20393" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2.png" alt="" class="wp-image-20393" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2.png 630w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2-300x212.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2-585x414.png 585w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 1 e 2. Imagem endoscópica em visão direta de lesão protrusa entre pequena curvatura e parede posterior de corpo gástrico proximal, revestida por mucosa com superfície regular, normocorada e íntegra. A imagem ecoendoscópica demonstra lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, sem características internas, sem vascularização ao doppler, limites precisos, contornos regulares, medindo aproximadamente 20 x 6 mm e inserida em camada muscular própria. Punções ecoguiadas foram realizadas com agulha FNB, sendo o anatomopatológico e imuno-histoquímica compatíveis com GIST gástrico.  Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20392"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="369" data-id="20392" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-1.png" alt="" class="wp-image-20392" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-1.png 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-1-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 1 e 2. Imagem endoscópica em visão direta de lesão protrusa entre pequena curvatura e parede posterior de corpo gástrico proximal, revestida por mucosa com superfície regular, normocorada e íntegra. A imagem ecoendoscópica demonstra lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, sem características internas, sem vascularização ao doppler, limites precisos, contornos regulares, medindo aproximadamente 20 x 6 mm e inserida em camada muscular própria. Punções ecoguiadas foram realizadas com agulha FNB, sendo o anatomopatológico e imuno-histoquímica compatíveis com GIST gástrico.  Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP)</figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20409"><img loading="lazy" decoding="async" width="627" height="449" data-id="20409" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3.jpeg" alt="" class="wp-image-20409" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3.jpeg?v=1750769315 627w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-300x215.jpeg?v=1750769315 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-585x419.jpeg?v=1750769315 585w" sizes="(max-width: 627px) 100vw, 627px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 3 e 4. Imagem endoscópica em visão direta de abaulamento de parede em segunda porção duodenal distalmente à papila duodenal maior, revestida por mucosa com íntegra, de coloração amarelada e superfície regular. A ecoendoscopia demonstra lesão com ecogenicidade hiperecoica, ecotextura homogênea, formato arredondado, medindo cerca de 10 mm no maior eixo, com limites precisos, contornos regulares, medindo cerca de 10 mm no maior diâmetro e inserida em camada submucosa, sendo os achados endoscópicos e ecoendoscópicos compatíveis com lipoma.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20408"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="372" data-id="20408" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4.jpeg" alt="" class="wp-image-20408" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4.jpeg?v=1750769312 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4-300x224.jpeg?v=1750769312 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 3 e 4. Imagem endoscópica em visão direta de abaulamento de parede em segunda porção duodenal distalmente à papila duodenal maior, revestida por mucosa com íntegra, de coloração amarelada e superfície regular. A ecoendoscopia demonstra lesão com ecogenicidade hiperecoica, ecotextura homogênea, formato arredondado, medindo cerca de 10 mm no maior eixo, com limites precisos, contornos regulares, medindo cerca de 10 mm no maior diâmetro e inserida em camada submucosa, sendo os achados endoscópicos e ecoendoscópicos compatíveis com lipoma.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20411"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="443" data-id="20411" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5.jpeg" alt="" class="wp-image-20411" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5.jpeg?v=1750769491 624w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5-300x213.jpeg?v=1750769491 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5-585x415.jpeg?v=1750769491 585w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 5. Imagem endoscópica em visão direta de lesão protrusa em parede anterior de antro gástrico proximal, revestida por mucosa normocorada, com superfície regular, sendo sugestiva de lesão subepitelial.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20410"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="372" data-id="20410" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpeg" alt="" class="wp-image-20410" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpeg?v=1750769488 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-300x224.jpeg?v=1750769488 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 6. A ecoendoscopia evidencia lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura predominantemente homogênea, formato arredondado, limites precisos, bordos regulares, medindo aproximadamente 13,4 x 12 mm, sem focos hiperecoicos ou calcificações no interior e inserida na camada muscular própria. Punções ecoguiadas foram realizadas com agulha FNB, sendo anatomopatológico e imuno-histoquímica confirmando schwanomma gástrico.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20415"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="462" data-id="20415" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-7.jpeg" alt="" class="wp-image-20415" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-7.jpeg?v=1750769645 512w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-7-300x271.jpeg?v=1750769645 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 7 e 8. Imagem de esofagogastroduodenoscopia demonstra lesão protrusa em papila duodenal maior revestida por mucosa enantemática e com superfície com três erosões recobertas por fibrina.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20414"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="466" data-id="20414" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8.jpeg" alt="" class="wp-image-20414" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8.jpeg?v=1750769641 512w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-300x273.jpeg?v=1750769641 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 7 e 8. Imagem de esofagogastroduodenoscopia demonstra lesão protrusa em papila duodenal maior revestida por mucosa enantemática e com superfície com três erosões recobertas por fibrina.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20413"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="260" data-id="20413" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9.jpeg" alt="" class="wp-image-20413" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9.jpeg?v=1750769638 496w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-300x157.jpeg?v=1750769638 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 9 e 10. Imagem à ecoendoscopia demonstra lesão com formato ovalado, ecogenicidade hipoecoica, ecotextura heterogênea, com contornos regulares, sem adenopatia adjacente, sem vascularização ao doppler, sem características internas, medindo cerca de 20 x 11 x 24 mm, inserida na camada submucosa, não havendo acometimento da muscular própria. Foram realizadas punções ecoguiadas com agulha FNA 22 gauge, sendo o anatomopatológico e imunohistoquímica compatíveis com tumor neuroendócrino de papila duodenal bem diferenciado grau 1.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20412"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="257" data-id="20412" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.jpeg" alt="" class="wp-image-20412" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.jpeg?v=1750769635 496w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10-300x155.jpeg?v=1750769635 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 9 e 10. Imagem à ecoendoscopia demonstra lesão com formato ovalado, ecogenicidade hipoecoica, ecotextura heterogênea, com contornos regulares, sem adenopatia adjacente, sem vascularização ao doppler, sem características internas, medindo cerca de 20 x 11 x 24 mm, inserida na camada submucosa, não havendo acometimento da muscular própria. Foram realizadas punções ecoguiadas com agulha FNA 22 gauge, sendo o anatomopatológico e imunohistoquímica compatíveis com tumor neuroendócrino de papila duodenal bem diferenciado grau 1.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20417"><img loading="lazy" decoding="async" width="629" height="447" data-id="20417" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11.jpeg" alt="" class="wp-image-20417" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11.jpeg?v=1750769850 629w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11-300x213.jpeg?v=1750769850 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11-585x416.jpeg?v=1750769850 585w" sizes="(max-width: 629px) 100vw, 629px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 11 e 12. Esofagogastroduodenoscopia demonstra abaulamento de parede anterior de corpo gástrico proximal, com mucosa normocorada, superfície regular com depressão central, sendo compatível com lesão subepitelial</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20416"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="446" data-id="20416" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12.jpeg" alt="" class="wp-image-20416" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12.jpeg?v=1750769847 624w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12-300x214.jpeg?v=1750769847 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12-585x418.jpeg?v=1750769847 585w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 11 e 12. Esofagogastroduodenoscopia demonstra abaulamento de parede anterior de corpo gástrico proximal, com mucosa normocorada, superfície regular com depressão central, sendo compatível com lesão subepitelial</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20419"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="257" data-id="20419" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-13.jpeg" alt="" class="wp-image-20419" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-13.jpeg?v=1750769951 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-13-300x155.jpeg?v=1750769951 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 13 e 14. Ecoendoscopia demonstrou formação com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, limites bem definidos, contornos regulares, medindo aproximadamente 13 mm e inserida na camada submucosa. Lesão foi submetida a ressecção endoscópica transmural com dispositivo FTRD. A histopatologia e imunohistoquímica confirmaram TNE gástrico bem diferenciado grau 2.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20418"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="254" data-id="20418" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-14.jpeg" alt="" class="wp-image-20418" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-14.jpeg?v=1750769947 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-14-300x153.jpeg?v=1750769947 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 13 e 14. Ecoendoscopia demonstrou formação com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, limites bem definidos, contornos regulares, medindo aproximadamente 13 mm e inserida na camada submucosa. Lesão foi submetida a ressecção endoscópica transmural com dispositivo FTRD. A histopatologia e imunohistoquímica confirmaram TNE gástrico bem diferenciado grau 2.</figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Balbinot RS, Martins B. Lesões Subepiteliais: do Diagnóstico a Abordagem Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20379" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/lesoes-subepiteliais-do-diagnostico-a-abordagem/</a></p>
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		<title>FNA ou FNB, qual a melhor opção para abordagem das Lesões Subepiteliais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Sylvia Ierardi Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jun 2022 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[ecoendoscopia]]></category>
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		<category><![CDATA[Lesão subepitelial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lesões subepiteliais (LSE) no trato gastrointestinal superior são achados relativamente comuns em pacientes submetidos&#8230;</p>
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<p>Lesões subepiteliais (LSE) no trato gastrointestinal superior são achados relativamente comuns em pacientes submetidos a endoscopia digestiva alta. São mais frequentemente encontradas no estômago, seguidos por esôfago, duodeno e intestino grosso. A localização aparenta ser importante no diagnóstico, por exemplo: leiomiomas são mais encontrados nos dois terços inferiores do esôfago, enquanto os tumores estromais gastrointestinais (GISTs) são os mais frequentes no estômago.</p>



<p>De fato, quando localizados no esôfago, o risco de uma lesão maligna potencial é baixo (7%). Por outro lado, quando a LSE está localizada no estômago ou duodeno esse risco é muito maior, com algumas publicações relatando ocorrência de GISTs em mais de 70% e 50% dos casos, respectivamente.</p>



<p>Assim sendo, obter um diagnóstico etiológico apropriado da SEL passa a ser fundamental para estabelecer a melhor conduta. Diante das ferramentas disponíveis para este fim, a aquisição de tecido através da ultrassonografia endoscópica (EUS-TA) é a mais comumente utilizada, seja pela aspiração por agulha fina (FNA) ou pela biópsia por agulha fina (FNB).</p>


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<figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="262" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-23-at-18.46.37-300x262.jpeg?v=1656022306" alt="" class="wp-image-12341" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-23-at-18.46.37-300x262.jpeg?v=1656022306 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-23-at-18.46.37.jpeg?v=1656022306 461w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Punção de lesão subepitelial</figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que dizem os estudos?</strong></h2>



<p>Uma meta-análise de 17 estudos avaliando um total de 978 procedimentos de EUS-TA para LSE do trato gastrointestinal superior mostrou uma taxa de diagnóstico combinada de 59,9% (IC 95% 54,8%-64,7%) com heterogeneidade significativa entre os estudos. Os estudos incluídos nesta metanálise foram publicados entre 2004 e 2014 e avaliaram principalmente agulhas do tipo FNA ou a agulha do tipo FNB QuickCore Tru-Cut. A análise de subgrupo não mostrou diferença na taxa de diagnóstico entre FNA, FNB ou agulha Trucut, tampouco entre agulhas de calibre 19, 22 ou 25G. Os modelos mais recentes de agulhas FNB, projetadas para obter melhores amostras histológicas, foram usadas em apenas dois estudos.</p>



<p>Em outra meta-análise de 10 estudos com 669 pacientes, comparando FNB e FNA, a primeira superou a segunda em todos os resultados diagnósticos avaliados, ou seja, taxa de amostragem adequada (94,9% x 80,6%), taxa de aquisição de núcleo histológico ideal (89,7% x 65%), precisão diagnóstica (OR, 4.10; 95% CI, 2.48-6.79; P &lt; .0001) e o número de passagens necessárias para obter amostras de diagnóstico (mean difference, –.75; 95% CI, –1.20 to –.30; P = .001). As agulhas utilizadas foram predominantemente 22G e os modelos de agulhas FNB avaliados incluíram ProCore de bisel reverso (Cook Medical), Acquire (Boston Scientific) e SharkCore (Medtronic).</p>



<p>A superioridade do EUS-FNB foi corroborada por dois grandes estudos retrospectivos multicêntricos recentemente publicados por de Moura et al (2020) e Trindade AJ et al (2019) nas revistas <em>Gastrointestinal Endoscopy</em> e <em>Endoscopy Internacional Open</em>, respectivamente. </p>



<p>Até o presente momento não há RCT que comparem os vários desenhos e tamanhos das agulhas FNB, ou os aspectos técnicos da amostragem, tais como o número ideal de passagens da agulha e o uso de avaliação rápida ou macroscópica no local do procedimento (ROSE ou MOSE). No entanto, o tamanho da agulha (22G vs. 19G) parece não ter impacto na sensibilidade.</p>



<p>Diante da constatação acima relatada, a Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal (ESGE) em seu recente (18/02/2022) publicado Guideline para o Manejo Endoscópico das Lesões Subepiteliais, elencou as seguintes recomendações sobre as técnicas de aquisição de tecido:</p>



<ul class="has-background has-normal-font-size wp-block-list" style="background-color:#7bdbb54d"><li>A ESGE <strong>recomenda</strong> biópsia por agulha fina guiada por ultrassonografia endoscópica (<strong>EUS-FNB</strong>) ou biópsia assistida por incisão da mucosa (<strong>MIAB</strong>) <strong>igualmente</strong> para diagnóstico histológico das <strong>LSE ≥20 mm</strong> de tamanho (Recomendação forte, evidência de qualidade moderada).</li><li>A ESGE <strong>sugere</strong> o uso de MIAB (primeira escolha) ou EUS-FNB (segunda escolha) para diagnóstico histológico das <strong>LSE &lt;20 mm</strong> de tamanho (Recomendação fraca, evidência de baixa qualidade).</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Esclarecimentos sobre a MIAB</strong></h2>



<ul class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>A biópsia endoscópica convencional da mucosa sobrejacente as LSE usualmente não fornece tecido tumoral para avaliação patológica. Portanto, técnicas especiais de biópsia foram desenvolvidas, como os métodos mordida sobre mordida, pinça jumbo e com uso de alça.</li><li>Técnicas mais recentes envolvem a abertura da LSE para expor sua superfície (destelhamento), ou a criação de túnel submucoso, permitindo a biópsia direta do tumor. Existem diversas variantes destas técnicas, sendo todas referidas de forma coletiva como Biópsia Assistida por Incisão da Mucosa (MIAB).</li><li>A MIAB foi avaliada em uma meta-análise de 7 séries, principalmente retrospectivas, incluindo um total de 159 pacientes com LSE do trato gastrointestinal superior (diâmetro médio de 21 mm, 94,8% localizados no estômago). O rendimento diagnóstico global combinado, definido como a taxa de amostras adequadas para diagnóstico patológico, foi de 89% (IC 95% 82,7%-93,5%).</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Para concluir e respondendo ao questionamento proposto no início, de acordo com a melhor evidência científica disponível até o momento, a FNB deve ser a modalidade de escolha na abordagem diagnóstica das LSE do trato gastrointestinal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="has-normal-font-size wp-block-list"><li>Endoscopic management of subepithelial lesions including neuroendocrine neoplasms: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Guideline. Endoscopy 2022; 54: 1-18</li><li>Opinion: How to manage subepithelial lesions of the upper gastrointestinal tract? World J Gastrointest Endosc 2015 December 10; 7(18): 1262-1267</li><li>II Brazilian consensus statement on endoscopic ultrasonography. ENDOSCOPIC ULTRASOUND/ VOLUME 6 / ISSUE 6 | NOVEMBER-DECEMBER 2017.</li></ol>
<p>The post <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/fna-ou-fnb-qual-a-melhor-opcao-para-abordagem-das-lesoes-subepiteliais/">FNA ou FNB, qual a melhor opção para abordagem das Lesões Subepiteliais?</a> appeared first on <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt">Endoscopia Terapeutica</a>.</p>
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