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	<title>Lemmel Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Lemmel Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Síndrome de Lemmel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sâmara Martins&nbsp;e&nbsp;Fernanda Prado Logiudice]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 12:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[CPRE]]></category>
		<category><![CDATA[Divertículo duodenal]]></category>
		<category><![CDATA[Lemmel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução A incidência de divertículos duodenais é rara e varia entre 1-27%, sendo mais&#8230;</p>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao"><strong>Introdução</strong></h2>



<p>A incidência de divertículos duodenais é rara e varia entre 1-27%, sendo mais frequente a localização periampular (70-75%). A síndrome de Lemmel trata-se da obstrução do ducto biliar devido a ação de um divertículo duodenal periampular quando o mesmo comprime ou obstrui a via biliar, podendo ocasionar sintomas como icterícia, dor abdominal e alterações nos níveis de enzimas hepáticas na ausência de coledocolitíase (vide Figura 1). É uma condição que precisa ser considerada em casos de obstrução biliar inexplicada, especialmente em pacientes com divertículos duodenais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="368" height="223" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-1.jpg?v=1709055884" alt="" class="wp-image-18295" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-1.jpg?v=1709055884 368w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-1-300x182.jpg?v=1709055884 300w" sizes="(max-width: 368px) 100vw, 368px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fig 1. Divertículo duodenal. Ilustração cedida pela Dra. Fernanda Prado Logiudice (SP).</em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-classificacao"><strong>Classificação</strong></h2>



<p>Pode ser classificada de acordo com a posição da papila em relação ao divertículo: tipo I (intradiverticular), II (peridiverticular) ou III (próximo ao divertículo). Em nosso caso foi identificada através de duodenoscopia o tipo II, conforme ilustrado na imagem abaixo (Figura 2).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-2.jpg?v=1709055967"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-2.jpg?v=1709055967" alt="" class="wp-image-18296"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fig 2. Duodenoscopia da papila duodenal maior peridiverticular (esq).<br>Imagem cedida por Dr. Diego Rangel (BA) e Dra. Sâmara Martins (BA).</em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-sintomatologia"><strong>Sintomatologia</strong></h2>



<p>A maioria dos casos é assintomática e diagnosticada incidentalmente durante exames endoscópicos, mas complicações podem ocorrer em 5% dos casos, como colangite, icterícia obstrutiva, sangramento, perfuração, diverticulite, pancreatite e coledocolitíase.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-diagnostico"><strong>Diagnóstico</strong></h2>



<p>Exames laboratoriais podem estar alterados, como nível de bilirrubinas e enzimas canaliculares e hepáticas, entretanto, não são determinantes para o diagnóstico da Síndrome de Lemmel, pois podem estar dentro dos níveis da normalidade. Dentre os exames de imagem, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) demonstra-se mais abrangente, já que utiliza a endoscopia de visão lateral (duodenoscopia) para identificação do divertículo periampular e a colangiografia para avaliar a dilatação da via biliar, além de possibilitar a terapêutica. Apesar disso, os exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética e endoscopia digestiva alta são inicialmente mais utilizados devido ao fácil acesso. Além deles, outros exames de imagem também podem ser utilizados, como exame radiológico contrastado, ultrassonografia endoscópica ou mesmo a laparoscopia. No caso em questão, a paciente já havia realizado exame de ressonância de abdome (Figura 3) e ecoendoscopia, ambos corroborando a hipótese diagnóstica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-3-1-e1709132900609.jpg"><img decoding="async" width="217" height="192" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-3-1-e1709132900609.jpg" alt="" class="wp-image-18298"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fig 3. Colangiorressonância demonstrando dilatação da via biliar extra-hepática e divertículo duodenal identificado pela seta.</em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-tratamento"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p>O tratamento, apesar de ainda não bem estabelecido pela literatura, é baseado na sintomatologia e, portanto, sendo recomendada abordagem conservadora em pacientes assintomáticos. A esfincterotomia através de CPRE com ou sem colocação de <em>stent</em> pode ser uma excelente opção terapêutica para pacientes com obstrução da via biliar ou mesmo colangite. Outra opção terapêutica possível é o tratamento cirúrgico através da diverticulectomia, entretanto, com elevada morbimortalidade. No caso ilustrado (Figuras 4-6), a paciente foi tratada com esfincterotomia e esfincteroplastia com balão, seguida de drenagem da via biliar com prótese biliar plástica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-3.jpg"><img decoding="async" width="351" height="354" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-3.jpg?v=1709059919" alt="" class="wp-image-18299" style="width:295px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-3.jpg?v=1709059919 351w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-3-297x300.jpg?v=1709059919 297w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-3-150x150.jpg?v=1709059919 150w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-3-70x70.jpg?v=1709059919 70w" sizes="(max-width: 351px) 100vw, 351px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fig 4. Imagem colangiográfica da CPRE exibindo dilatação importante da via biliar principal.<br>Imagem cedida por Dr. Diego Rangel (BA) e Dra. Sâmara Martins (BA).</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="237" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-4.jpg?v=1709060098" alt="" class="wp-image-18301" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-4.jpg?v=1709060098 567w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-fig-4-300x125.jpg?v=1709060098 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fig 5. Papilotomia endoscópica (esq.). Dilatação endoscópica da papila com balão (dir.).<br>Imagens cedidas por Dr. Diego Rangel (BA) e Dra. Sâmara Martins (BA).</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="555" height="240" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-6.jpg?v=1709060167" alt="" class="wp-image-18302" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-6.jpg?v=1709060167 555w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/02/quiz-imagem-6-300x130.jpg?v=1709060167 300w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fig 6. Drenagem endoscópica da via biliar com prótese plástica: imagem endoscópica (esq.) e imagem colangiográfica (dir.). Imagens cedidas por Dr. Diego Rangel (BA) e Dra. Sâmara Martins (BA).</em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Love JS, Yellen M, Melitas C, <em>et al.</em> Diagnosis and Management of Lemmel Syndrome: An Unusual Presentation and Literature Review. Case Rep Gastroenterol 2022; Dec 16;16(3):663-674. doi:10.1159/000528031.</li>



<li>Battah A, Farouji I, DaCosta TR, <em>et al</em>. Lemmel&#8217;s Syndrome: A Rare Complication of Periampullary Diverticula. Cureus 2023; Mar 16;15(3):e36236. doi: 10.7759/cureus.36236.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Martins S. e Logiudice FP. Endoscopia Terapeutica, 2024 vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=18293" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/sindrome-de-lemmel/</a></p>
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