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	<title>IPMN Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>IPMN Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>IPMN: o que mudou de Fukuoka a Kyoto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Mendonça Proença]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[IPMN]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>1. Introdução As lesões císticas pancreáticas tem sido cada vez mais diagnosticadas, tanto pelo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>1.</strong> <strong>Introdução</strong></h2>



<p>As lesões císticas pancreáticas tem sido cada vez mais diagnosticadas, tanto pelo aumento da incidência dessas lesões quanto pela realização e acesso crescente a exames de imagem que eventualmente identificam tais lesões. A neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) é uma das principais lesões císticas do pâncreas, tanto pela sua incidência quanto pelo seu potencial de transformação maligna, porém sua apresentação e evolução apresentam um espectro amplo&nbsp; de possibilidades. Como o potencial maligno do IPMN de ducto secundário varia de 1 a 38%, é fundamental identificar quais lesões apresentam risco aumentado e quais podem ser apenas acompanhadas, evitando cirurgias desnecessárias que envolvem riscos e morbi-mortalidade consideráveis. Já o IPMN de ducto principal apresenta um potencial maligno maior, de 33 a 85%, sendo indicada a ressecção cirúrgica sempre que o ducto pancreático principal (DPP) esteja dilatado em 10 mm ou mais e o paciente apresente condições clínicas e expectativa de vida compatível com a abordagem cirúrgica (1).</p>



<p>Para padronizar o manejo dos IPMN com base nas melhores evidências disponíveis, a Associação Internacional de Pancreatologia (IAP) publicou o primeiro guideline contemplando as lesões císticas pancreáticas mucinosas – IPMN e cistoadenoma mucinoso &#8211; em 2006 (2). Este guideline foi revisado em 2012 (3) e, posteriormente em 2017, um novo guideline com foco apenas nos IPMN foi publicado, e ficou conhecido como o consenso de Fukuoka (4). Os critérios de Fukuoka foram amplamente divulgados e discutidos ao longo dos últimos anos, sendo ferramenta chave no manejo dos IPMN, que já foi tema de publicação no Endoscopia Terapêutica (<em><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/criterios-de-fukuoka-para-ipmn/">clique aqui</a></em> para Critérios de Fukuoka para IPMN). Mais recentemente, em 2022 no encontro da IAP realizado em Kyoto, o consenso de Fukuoka foi revisado, sendo o novo guideline publicado na Pancreatology em 2024 (5).</p>



<p>Neste artigo, iremos abordar o novo guideline de Kyoto, enfatizando o que mudou desde o último consenso em Fukuoka à luz do recente artigo publicado na The New England Journal of Medicine sobre o tema (1), sendo essas as duas referências para os próximos tópicos (1, 5).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2.</strong> <strong>Conceitos e definições</strong></h2>



<p>Não houve mudança em relação às definições dos três tipos de IPMN, que podem ser de ducto secundário (“Branch duct-IPMN” ou BD-IPMN), de ducto principal (“Main-duct IPMN” ou MD-IPMN) ou misto – quando contempla os critérios tanto para BD-IPMN quanto para MD-IPMN. Os cistos pancreáticos &gt;5mm com comunicação com o DPP devem ser classificados como BD-IPMN, enquanto uma dilatação do DPP &gt;5mm sem fator obstrutivo é classificado como MD-IPMN. A importância e manejo de cistos pancreáticos assintomáticos &lt;5mm permanece controverso.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69f06dbe16ff1&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69f06dbe16ff1" class="aligncenter size-full wp-lightbox-container"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1004" height="203" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-2.jpg?v=1727473463" alt="" class="wp-image-19488" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-2.jpg?v=1727473463 1004w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-2-300x61.jpg?v=1727473463 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-2-768x155.jpg?v=1727473463 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-2-585x118.jpg?v=1727473463 585w" sizes="(max-width: 1004px) 100vw, 1004px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1: Tipos de IPMN na ressonância magnética. Adaptado de Ohtsuka T, et al. <em>Pancreatology</em>. 2024 (5).</figcaption></figure>
</div>


<p>Os IPMN podem apresentar displasia de baixo grau ou displasia de alto grau &#8211; que também pode ser chamada de carcinoma <em>in situ</em> -, podendo chegar a carcinoma invasivo (CI). O objetivo no manejo dos IPMN é distinguir os IPMN de baixo grau (maioria) dos de alto grau, que evoluirão para carcinoma invasivo.</p>



<p>Em relação aos subtipos morfológicos, são reconhecidos três tipos: gástrico (mais frequente e melhor prognóstico), intestinal e pancreatobiliar (maior risco de malignização). O tipo oncocítico foi separado como entidade própria, sendo denominado neoplasia oncocítica papilar intraductal, devido principalmente estudos genéticos que identificaram diferenças significativas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3.</strong> <strong>Investigação diagnóstica e exames complementares</strong></h2>



<p>Os exames de imagem primários na avaliação dos IPMN são a ressonância magnética (RM) e a tomografia computadorizada (TC), sendo a ecoendoscopia indicada para avaliação de achados sugestivos de displasia de alto grau e carcinoma invasivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Punção ecoguiada</h3>



<p>A punção ecoguiada não está indicada de rotina. Ela deve ser indicada apenas quando há dúvida diagnóstica para diagnóstico diferencial com outras lesões císticas ou em casos nos quais a punção poderá mudar a conduta. Quando há evidência de alto risco para displasia de alto grau ou carcinoma invasivo na RM, a cirurgia está indicada e não há indicação de punção ecoguiada.</p>



<p>Para o diagnóstico diferencial com as demais lesões císticas pancreáticas, o CEA e a amilase são tradicionalmente os principais marcadores utilizados, porém estudos mais recentes destacam a glicose como importante marcador para distinguir lesões mucinosas de não mucinosas. Glicose &lt;50ng/ml apresenta sensibilidade de 93%, especificidade de 89% e acurácia que pode chegar até 90 a 94%, tendo um rendimento melhor que o CEA – que apresenta uma sensibilidade de 58% e especificidade de 87%. É importante ressaltar que tais marcadores não apresentam relação com displasia de alto grau ou carcinoma in situ.</p>



<p>Em relação a punção ecoguiada com o objetivo de identificar displasia de alto grau ou carcinoma invasivo em casos limítrofes, a sensibilidade para identificação citológica no fluido cístico é de apenas 28,7%, porém o achado suspeito ou positivo apresenta especificidade de 91-100% e 100% respectivamente, e a ressecção cirúrgica estaria indicada. Para superar a baixa sensibilidade da punção aspirativa, foram desenvolvidos “microforceps” para biópsias através da agulha, que apresentam maior sensibilidade, apesar de um risco um pouco aumentado de pancreatite e sangramento. A punção ecoguiada também pode possibilitar a análise genética do conteúdo, que pode se relacionar tanto na confirmação do diagnóstico de IPMN (alterações nos genes KRAS e GNAS) quanto com risco de displasia de alto grau e carcinoma invasivo (alterações nos genes TP53, CTNNB1, CDKN2A, SMAD4, e genes envolvidos na via mTOR) – estes apresentando alta especificidade (92-98%) porém baixa sensibilidade (9-39%). Quando identificada áreas sólidas, as punções (se indicada) devem ser dirigidas a estas áreas, onde o rendimento diagnóstico é maior. No caso de avaliação de nódulos murais, a ecoendoscopia com contraste pode definir o caráter neoplásico ou não-neoplásico do nódulo, evitando a necessidade de punção ecoguiada, que apresenta um risco de “seeding” de cerca de 0,3%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pancreatoscopia</h3>



<p>Pode ser útil nos casos de MD-IPMN e tipo misto com indicação de cirurgia para delimitar a extensão da ressecção e evitar a pancreatectomia total em alguns casos. Ela não deve ser realizada no intra-operatório pelo risco de disseminação neoplásica peritoneal e pela possível super-estimativa da extensão da lesão a ser ressecada, uma vez que a acurácia para diferenciar displasia de baixo grau (que não precisa ser ressecada) de alto grau (que deve ser ressecada) é baixa. Dessa forma, quando indicada, a pancreatoscopia deve ser realizada antes do procedimento cirúrgico, ficando a margem intra-operatória a critério da avaliação anatompatológica de congelação.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>O que mudou: </strong>1) a análise genética do material da punção ecoguiada pode auxiliar no diagnóstico e identificação de lesões de alto risco. 2) a pancreatoscopia pode auxiliar em alguns casos de MD-IPMN e tipo misto e, quando indicada, deve ser realizada antes da cirurgia (e não no intra-operatório).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. Avaliação do risco – estigmas de alto risco e características preocupantes</strong></h2>



<p>Talvez a principal contribuição dos guidelines que abordam os IPMN seja identificar os achados e fatores que aumentam o risco de evolução para câncer e atribuir condutas a partir desses fatores. Desde a publicação de 2012 os termos “estigmas de alto risco” (<em>high risk stigmata &#8211; HRS</em>) e “características preocupantes” (<em>worrisome features &#8211; WF</em>) vem sendo utilizados para identificar os fatores que apresentam alto risco e risco intermediário, respectivamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. a</strong>) <strong>Estigmas de alto risco</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Icterícia obstrutiva em paciente com lesão cística na cabeça do pâncreas</li>



<li>Nódulo mural com realce ≥ 5mm ou componente sólido</li>



<li>Ducto pancreático principal ≥ 10mm</li>



<li>Citologia suspeita ou positiva (caso tenha sido indicada punção ecoguiada)</li>
</ul>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>O que mudou:</strong> citologia suspeita ou positiva foi definida como estigma de alto risco</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;69f06dbe1779c&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="69f06dbe1779c" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img decoding="async" width="1024" height="541" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-3-1024x541.jpg?v=1727473892" alt="" class="wp-image-19489" style="width:626px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-3-1024x541.jpg?v=1727473892 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-3-300x159.jpg?v=1727473892 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-3-768x406.jpg?v=1727473892 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-3-585x309.jpg?v=1727473892 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/Igor-3.jpg?v=1727473892 1031w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2: Estigmas de alto risco. Adaptado de Gonda TA, et al. Pancreatic Cysts. <em>N Engl J Med</em>. 2024 (1).</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. b) Características preocupantes (CP)</strong></h3>



<p>&gt; Clínica</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pancreatite aguda</li>



<li>Aumento de CA 19-9</li>



<li>Início ou exacerbação aguda de Diabetes no último 1 ano</li>
</ul>



<p>&gt; Imagem</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>. Cisto ≥ 30mm</li>



<li>&nbsp;&nbsp;Nódulo mural com realce &lt; 5mm</li>



<li>&nbsp;&nbsp;Paredes císticas espessadas ou com realce</li>



<li>&nbsp;&nbsp;Ducto pancreático principal ≥ 5mm e &lt;10mm</li>



<li>&nbsp;&nbsp;Mudança abrupta de calibre do DPP com atrofia distal</li>



<li>&nbsp;&nbsp;Linfadenopatia</li>



<li>&nbsp;&nbsp;Crescimento cístico ≥ 2,5mm/ano</li>
</ul>



<p> A presença de múltiplas CPs aumenta significativamente o risco de displasia de alto grau e carcinoma invasivo:</p>



<p>            &#8211; 1 CP: 22% de risco<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; 2 CP: 34% de risco<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; 3 CP: 59% de risco<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; ≥4 CP: até 100% de risco</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>O que mudou:</strong> 1) um critério clínico novo foi incorporado – início ou exacerbação de diabetes no último ano; 2) um critério foi alterado – crescimento cístico ≥ 2,5mm/ano (antes era ≥ 5mm/2 anos; 3) foi incorporado o conceito de que múltiplas características preocupantes aumentam o risco de displasia de baixo grau e carcinoma invasivo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="979" height="763" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/igor-4.jpg?v=1727474543" alt="" class="wp-image-19490" style="width:589px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/igor-4.jpg?v=1727474543 979w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/igor-4-300x234.jpg?v=1727474543 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/igor-4-768x599.jpg?v=1727474543 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/igor-4-585x456.jpg?v=1727474543 585w" sizes="(max-width: 979px) 100vw, 979px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 3: Representação de 8 das 10 características preocupantes. Adaptado de Gonda TA, et al. Pancreatic Cysts. <em>N Engl J Med</em>. 2024 (1).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>5) Fatores adicionais para avaliação nos pacientes com “características preocupantes”</strong></h2>



<p>Os pacientes que não têm estigmas de alto risco, porém apresentam alguma CP, devem ser avaliados para fatores adicionais que possam direcionar a conduta para o seguimento clínico ou uma tendência à indicação cirúrgica.</p>



<p>Foram alterados os três fatores considerados previamente em Fukuoka (que eram: presença de nódulo mural definitivo &gt; 5mm, características suspeitas para envolvimento do DPP e citologia suspeita ou positiva). No atual guideline de Kyoto, esses fatores são: 1) pancreatite de repetição com piora da qualidade de vida; 2) múltiplas características preocupantes; 3) jovem com bom status clínico para cirurgia. A presença de um desses três fatores direciona para uma abordagem cirúrgica, enquanto a ausência dos três direciona para o seguimento clínico com exames de imagem periódicos.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>O que mudou:</strong> os três fatores adicionais a serem avaliados em pacientes sem estigmas de alto risco porém com alguma CP &#8211; 1) pancreatite de repetição com piora da qualidade de vida; 2) múltiplas características preocupantes; 3) jovem com bom status clínico para cirurgia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6) Seguimento de IPMN não ressecado</strong></h2>



<p>O risco de progressão dos BD-IPMN apresenta relação com o tamanho inicial do maior cisto ao diagnóstico, e, portanto, o seguimento preferencialmente com RM das lesões não candidatas à ressecção cirúrgica baseia-se no tamanho do maior cisto:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&lt; 20mm: reavaliação em 6 meses. Se estável, a cada 18 meses </li>



<li>≥ 20 mm &lt;30mm: reavaliação em 6 e 12 meses. Se estável, a cada 12 meses </li>



<li>≥ 30mm: a cada 6 meses</li>
</ul>



<p>Em relação ao seguimento de lesões &lt;20mm sem CP que permanecem estáveis, há controvérsia na literatura, de forma que o novo guideline admite duas possibilidades: manter o seguimento OU parar o seguimento após 5 anos. Dessa forma, os candidatos a interrupção do seguimento com exames de imagem são:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cistos &lt;20mm sem estigmas de alto risco ou CPs, estáveis por pelo menos 5 anos;</li>



<li>Pacientes não candidatos à cirurgia ou com expectativa de vida &lt; 10 anos.</li>
</ul>



<p>O seguimento dos IPMN é importante não só devido ao risco de progressão da lesão, mas também pelo risco aumentado em desenvolver adenocarcinoma de pâncreas sem relação com o IPMN, que pode ser até 5x maior do que a população geral, segundo estudos japoneses. Esse mecanismo foi chamado de “dupla carcinogênese” dos IPMN, e é um dos argumentos defendidos por aqueles que advogam em manter o seguimento mesmo em lesões pequenas estáveis.</p>



<p>Em relação aos BD-IPMN multifocais – que correspondem a 20-40% dos casos – não há risco aumentado de progressão e o manejo e seguimento deve ser de acordo com a maior lesão.</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background"><strong>O que mudou:</strong> o seguimento de acordo com o tamanho do maior cisto, que antes distinguia quatro grupos (&lt;1cm, 1-2cm, 2-3cm e &gt; 3cm) foi reduzido para apenas três grupos (&lt; 2cm, ≥ 2cm &lt;30cm e ≥ 3cm).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7) Seguimento de IPMN não invasivo ressecado</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Seguimento de IPMN não invasivo ressecado:</li>



<li>&#8211; Pancreatectomia total: seguimento por 5 anos;</li>



<li>&#8211; Pancreatectomia parcial: a cada 6-12 meses, até o paciente não ser mais candidato à cirurgia.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>8) Algoritmo de manejo de BD-IPMN pelo guideline de Kyoto (adaptado)</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sublinhado em vermelho: critério novos;</li>



<li>Sublinhado em amarelo: critério que foram modificados em relação à Fukuoka.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 4: Algoritmo de manejo de IPMN pelo guideline de Kyoto. Adaptado de Ohtsuka T, et al. <em>Pancreatology</em>. 2024 (5).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong>:</h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Gonda TA, Cahen DL, Farrell JJ. Pancreatic Cysts.&nbsp;<em>N Engl J Med</em>. 2024;391(9):832-843. doi:10.1056/NEJMra2309041</li>



<li>Tanaka M, Chari S, Adsay V, et al. International consensus guidelines for management of intraductal papillary mucinous neoplasms and mucinous cystic neoplasms of the pancreas.&nbsp;<em>Pancreatology</em>. 2006;6(1-2):17-32. doi:10.1159/000090023</li>



<li>Tanaka M, Fernández-del Castillo C, Adsay V, et al. International consensus guidelines 2012 for the management of IPMN and MCN of the pancreas.&nbsp;<em>Pancreatology</em>. 2012;12(3):183-197. doi:10.1016/j.pan.2012.04.004</li>



<li>Tanaka M, Fernández-Del Castillo C, Kamisawa T, et al. Revisions of international consensus Fukuoka guidelines for the management of IPMN of the pancreas.&nbsp;<em>Pancreatology</em>. 2017;17(5):738-753. doi:10.1016/j.pan.2017.07.007</li>



<li>Ohtsuka T, Fernandez-Del Castillo C, Furukawa T, et al. International evidence-based Kyoto guidelines for the management of intraductal papillary mucinous neoplasm of the pancreas.&nbsp;<em>Pancreatology</em>. 2024;24(2):255-270. doi:10.1016/j.pan.2023.12.009</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Proença IM. Endoscopia Terapeutica. IPMN: o que mudou de Fukuoka à Kyoto, 2024 vol II. Disponivel em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/ipmn-o-que-mudou-de-fukuoka-a-kyoto/"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/ipmn-o-que-mudou-de-fukuoka-a-kyoto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/ipmn-o-que-mudou-de-fukuoka-a-kyoto/</a></a></p>



<p></p>
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		<title>Critérios de Fukuoka para IPMN</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/criterios-de-fukuoka-para-ipmn/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 06:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Fukuoka]]></category>
		<category><![CDATA[IPMN]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consenso de Fukuoka, também conhecido como critérios de Fukuoka ou guideline de Fukuoka,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O consenso de Fukuoka, também conhecido como critérios de Fukuoka ou guideline de Fukuoka, fornece as diretrizes para diagnóstico, seguimento e tratamento da neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) do pâncreas.</p>



<p>Tumores císticos no pâncreas estão sendo cada vez mais diagnosticado e muitas vezes é difícil saber se estamos diante de uma lesão neoplásica ou não.</p>



<p>A neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) merece atenção especial não só pela sua frequência, mas também pelo potencial de malignidade, sendo consideradas lesões pré-malignas. Por conta disso, existe intensa discussão de condutas que variam desde a vigilância periódica até a ressecção cirúrgica limitada até a pancreatectomia total.</p>



<p>Antigamente, grande parte dessas lesões eram ressecadas, tendo em vista seu potencial maligno. Após a publicação dos critérios de Sendai (2006) e Fukuoka (2012), uma conduta conservadora tem sido adotada na maioria das lesões. Atualmente, a diretriz revisada de Fukuoka (2017) é o guideline mais utilizado para diagnóstico e tratamento desses tumores [2]. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1.</strong> <strong>Classificação</strong></h2>



<p>Os IPMNs podem ser classificados em três tipos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>IPMN de ducto priuncipal (MD-IPMN)</li>



<li>IPMN de ducto secundário (BD-IPMN)</li>



<li>tipo misto. </li>
</ul>



<p>MD-IPMN é caracterizado por dilatação segmentar ou difusa do ducto pancreático principal (MPD) &gt; 5 mm sem outras causas de obstrução. Cistos pancreáticos &gt; 5 mm de diâmetro que se comunicam com o MPD devem ser considerados como BD-IPMN (pseudocisto é o diagnóstico diferencial para pacientes com história prévia de pancreatite). Os pacientes do tipo misto possuem critérios tanto para MD-IPMN quanto para BD-IPMN.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Investigação</strong></h2>



<p>De acordo com essa diretriz, os IPMN podem ser classificados como Fukuoka-positivos com estigmas de alto risco, lesões com características preocupantes ou Fukuoka-negativos</p>



<h3 class="wp-block-heading">2.1 <strong><em>IPMN Fukuoka-positivos</em></strong></h3>



<p>IPMN Fukuoka-positivos são aqueles que têm estigmas de alto risco para malignidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lesões na cabeça do pâncreas cursando com icterícia obstrutiva</li>



<li>Nódulos murais &gt; 5 mm e hipercaptantes</li>



<li>Dilatação do ducto pancreático principal &gt; 10 mm (IPMN de duto principal)</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">2.2 <strong><em>IPMNs com “características preocupantes”</em></strong></h3>



<p>Os IPMNs com “características preocupantes” são aqueles com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lesões císticas &gt; 3 cm</li>



<li>Paredes císticas espessadas ou hipercaptantes</li>



<li>Dilatação do ducto pancreático principal entre 5–9 mm</li>



<li>Mudanças abruptas no diâmetro do ducto pancreático e atrofia distal</li>



<li>Evidência de linfonodos</li>



<li>Elevação sérica de CA 19-9</li>



<li>Crescimento cístico de pelo menos 5 mm em 2 anos</li>



<li>Sinais clínicos de pancreatite</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">2.3 <strong><em>IPMN Fukuoka-negativos</em></strong></h3>



<p>IPMNs Fukuoka-negativos são aqueles sem estigmas de alto risco e sem as “características preocupantes” descritas acima.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em><strong>Nota:</strong> o melhor exame de imagem para se avaliar lesões de 5 mm é o ultrassom endoscópico. Na indisponibilidade desse método a ressonância magnética (RNM) pode ser utilizada, mas apresenta acurácia inferior.</em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Conduta</strong></h2>



<p>As diretrizes também incluem recomendações sobre a abordagem terapêutica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>IPMNs positivos para Fukuoka devem ser tratados cirurgicamente, desde que paciente tenha condições clínicas</li>



<li>Na presença de “características preocupantes” e evidências no EUS de nódulos murais &gt; 5 mm, alterações no ducto principal ou presença de citologia maligna ou suspeita de malignidade, a ressecção cirúrgica também deve ser considerada.</li>



<li>Na ausência dessas alterações, acompanhamento com TC/RNM ou EUS devem ser realizados em intervalos específicos, dependendo do tamanho do IPMN (ver figura 1)</li>
</ul>



<p>Uma abordagem baseada nessas diretrizes mostrou que o risco de tratamento excessivo de IPMN “inofensivos” devido a cirurgia injustificada e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de tumores malignos a partir de IPMNs aparentemente “inofensivos” é extremamente baixo.</p>



<p>Um estudo incluindo mais de 1.100 pacientes com IPMN mostrou que [3]:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a taxa de malignidade em 5 anos em IPMN Fukuoka-negativos foi inferior a 2%</li>



<li>Na presença de “características preocupantes”, o risco de carcinoma em IPMN não operados foi de aproximadamente 4%</li>



<li>em pacientes Fukuoka-positivos, a incidência de câncer de pâncreas em 5 anos foi de 49%</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em><strong>Importante:</strong> pacientes com IPMN sob vigilância apresentam risco aumentado de neoplasias pancreáticas independentemente das lesões císticas. Portanto, a vigilância deve sempre incluir todo o pâncreas. [4]</em></p>
</blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="858" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-1024x858.png" alt="" class="wp-image-14254" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-1024x858.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-300x251.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-768x643.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-1170x980.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-585x490.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo.png 1246w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center"><em><strong>Figura 1:</strong> Algoritmo para o gerenciamento de suspeita de BD-IPMN. *A pancreatite pode ser uma indicação cirúrgica para alívio dos sintomas. &amp;amp;amp;. O diagnóstico diferencial inclui mucina. A mucina pode se mover com a mudança na posição do paciente, pode ser deslocada com a lavagem do cisto e não tem fluxo Doppler. As características do nódulo tumoral verdadeiro incluem falta de mobilidade, presença de fluxo Doppler e PAAF do nódulo mostrando tecido tumoral. @. A presença de paredes espessadas, mucina intraductal ou nódulos murais é sugestiva de envolvimento do ducto principal. Na sua ausência, o envolvimento do ducto principal é inconclusivo. Abreviaturas: BD-IPMN, neoplasia mucinosa papilar intraductal do ducto secundário; PAAF, aspiração por agulha fina. Adaptado de Tanaka M, et al. Pancreatology 2017</em></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="478" data-id="14234" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1.jpg" alt="" class="wp-image-14234" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1.jpg?v=1669555252 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1-300x224.jpg?v=1669555252 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1-585x437.jpg?v=1669555252 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="480" data-id="14235" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2.jpg" alt="" class="wp-image-14235" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2.jpg?v=1669555255 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2-300x225.jpg?v=1669555255 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2-585x439.jpg?v=1669555255 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Duto pancreático principal dilatado e com nódulo em seu interior</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="480" data-id="14236" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3.jpg" alt="" class="wp-image-14236" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3.jpg?v=1669555257 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3-300x225.jpg?v=1669555257 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3-585x439.jpg?v=1669555257 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="481" data-id="14237" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4.jpg" alt="" class="wp-image-14237" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4.jpg?v=1669555260 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4-300x225.jpg?v=1669555260 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4-585x440.jpg?v=1669555260 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">IPMN comunicando com ducto pancreático principal</figcaption></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption"><em>Imagens Dra. Maria Sylvia Ierardi Ribeiro</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>IMPN: Fukuoka Classification (guidelines). Siegbert Faiss. Disponível em: https://www.endoscopy-campus.com/en/classifications/impn-fukuoka-classification-guidelines/</li>



<li>Tanaka M, Fernandez-del Castillo C, Kamisawa T, Jang JY, Levy P, Ohtsuka T, et al. ‘Revisions of international consensus Fukuoka guidelines for the management of IPMN of the pancreas’, Pancreatology 2017; 17 :738–53.</li>



<li>Mukewar S, de Pretis N, Aryal-Khanal A, Ahmed A, Sah R, Enders F, Larson JJ, et al. ‘Fukuoka criteria accurately predict risk for adverse outcomes during follow-up of pancreatic cysts presumed to be intraductal papillary mucinous neoplasms’, Gut 2017 Oct; 66(10): 1811–17.</li>



<li>Yamaguchi K, Kanemitsu S, Hatori T, Maguchi H, Shimizu Y, Tada M, et al.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">Como citar esse artigo</h2>



<p class="has-background" style="background-color:#abb7c27d">Martins BC. Critérios de Fukuoka para IPMN. Endoscopia Terapêutica 2022. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=14177" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/criterios-de-fukuoka-para-ipmn</a></p>
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