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	<title>insulinoma Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 19 May 2026 02:41:32 +0000</lastBuildDate>
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	<title>insulinoma Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Ablação por Radiofrequência Guiada por EUS em Lesões Pancreáticas: Indicações e Evidências na Prática Clínica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Fortuci Resende Botelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[câncer pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[cisto pancreático]]></category>
		<category><![CDATA[ecoendoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[EUS-RFA]]></category>
		<category><![CDATA[insulinoma]]></category>
		<category><![CDATA[lesão de pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ablação por radiofrequência guiada por ultrassonografia endoscópica (EUS-RFA) tem se consolidado como uma&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A ablação por radiofrequência guiada por ultrassonografia endoscópica (EUS-RFA) tem se consolidado como uma alternativa minimamente invasiva no manejo de lesões pancreáticas selecionadas. A técnica combina a alta precisão da ecoendoscopia com o efeito térmico da radiofrequência, permitindo necrose tecidual controlada com preservação do parênquima adjacente.</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-e-a-eus-rfa"><strong>O que é a EUS-RFA?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A EUS-RFA consiste na introdução de uma sonda de radiofrequência acoplada a uma agulha guiada por ultrassom endoscópico, possibilitando a aplicação direta de energia térmica na lesão-alvo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Principais características:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•Abordagem minimamente invasiva<br>•Alta precisão locorregional<br>•Potencial preservação da função pancreática</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mecanismo-de-acao-da-radioablacao"><strong>Mecanismo de ação da radioablação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O efeito terapêutico da EUS-RFA baseia-se em: </p>



<p class="wp-block-paragraph">•Geração de calor por corrente de radiofrequência<br>•Aumento da temperatura tecidual<br>•Coagulação proteica e necrose celular<br>•Indução de resposta inflamatória local<br>•Possível efeito imunomodulador sistêmico</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sugerem que a ablação pode modular a resposta imune tumoral, aspecto de interesse crescente em oncologia pancreática.</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-clinicas-da-eus-rfa"><strong>Indicações Clínicas da EUS-RFA</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação clínica da EUS-RFA concentra-se em três cenários principais:</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-tumores-neuroendocrinos-pancreaticos-pannets"><strong>Tumores Neuroendócrinos Pancreáticos (PanNETs)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A principal indicação atual envolve PanNETs bem diferenciados: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios mais aceitos:</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">•Lesões ≤ 2 cm<br>•Grau 1 (Classificação histopatológica da <em>World Health Organization</em>&#8211; <em>WHO</em>)<br>•Pacientes com alto risco cirúrgico ou que desejam evitar ressecção<br>•Tumores funcionantes, especialmente insulinomas</p>



<p class="wp-block-paragraph">A EUS-RFA tem se mostrado particularmente eficaz em insulinomas, com potencial de se tornar alternativa padrão à cirurgia em casos selecionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><b><strong>Evidências clínicas </strong></b><em style="">(Barthet et al., 2019</em> e 2021):</p>



<p class="wp-block-paragraph">•Taxa de resposta completa: 85–100%<br>•Baixa recorrência<br>•Perfil de segurança favorável</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-lesoes-cisticas-pancreaticas-pcls"><strong>Lesões Císticas Pancreáticas (PCLs)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A EUS-RFA surge como alternativa minimante invasiva em casos selecionados, especialmente em pacientes com contraindicação cirúrgica, alto risco operatório ou recusa de tratamento cirúrgico.<br>Atualmente sua aplicação permanece em evolução e preferencialmente discutida em contexto multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Possíveis cenários descritos na literatura:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•IPMN de ramos secundários com critérios preocupantes (<em>Worrisome features</em>)<br>•Lesões císticas ≥ 3 cm<br>•Parede espessada ou nódulo mural<br>•Pacientes inoperáveis ou com alto risco cirúrgico</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados clínicos </strong>(<em>Barthet et al., 2019</em>):</p>



<p class="wp-block-paragraph">•Resolução completa em até 65% em 12 meses<br>•Redução &gt;50% do volume cístico em 71% dos casos<br>•Complicações maiores &lt;10%</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-adenocarcinoma-ductal-pancreatico-pdca"><strong>Adenocarcinoma Ductal Pancreático (PDCA)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda em caráter investigacional, a EUS-RFA vem sendo estuda como estratégia complementar no manejo do adenocarcinoma ductal pancreático.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Possíveis cenários de aplicações:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•Doença localmente avançada irressecável<br>•Pacientes não candidatos à cirurgia<br>•Terapia combinada com quimioterapia e/ou radioterapia<br>•Controle paliativo de sintomas<br>•Redução tumoral com potencial conversão para ressecabilidade em casos selecionados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados disponíveis sugerem segurança aceitável, com eventos adversos predominantemente leves, entretanto ainda não está estabelecido como terapia padrão, sendo necessário mais estudos prospectivos e ensaios clínicos randomizados para melhor definição de impacto em sobrevida, controle local e qualidade de vida.</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-seguranca-e-complicacoes"><strong>Segurança e Complicações</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A EUS-RFA apresenta perfil de segurança favorável quando realizada por equipes experientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Complicações mais frequentes:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•Dor abdominal transitória<br>•Pancreatite leve<br>•Estenose ductal (rara)</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-estrategias-para-reducao-de-complicacoes-barthet-et-al-2019"><strong>Estratégias para redução de complicações <em>(Barthet et al., 2019</em></strong><em><strong>)</strong></em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">•Controle rigoroso da temperatura do eletrodo<br>•Uso de sistemas de resfriamento interno<br>•Anti-inflamatórios por via retal<br>•Antibióticos profiláticos em lesões císticas <br>•Distância segura do ducto pancreático principal (idealmente > 2mm) <br></p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21381"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-1024x682.jpeg" alt="Representação esquemática do mecanismo de ação da EUS-RFA pancreática" class="wp-image-21381" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-1024x682.jpeg?v=1778799761 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-300x200.jpeg?v=1778799761 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-768x512.jpeg?v=1778799761 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-1170x780.jpeg?v=1778799761 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-585x390.jpeg?v=1778799761 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus-263x175.jpeg?v=1778799761 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/05/mecanismo-de-acao-da-eus.jpeg?v=1778799761 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-perspectivas-futuras"><strong>Perspectivas Futuras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">EUS-RFA está em rápida evolução e tende a ampliar seu papel no manejo minimamente invasivo das lesões pancreáticas selecionadas, especialmente em PanNETs pequenos, lesões císticas mucinosas e, potencialmente, no adenocarcinoma pancreático localmente avançado em estratégias multimodais.</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclusao"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A EUS-RFA representa uma estratégia terapêutica minimamente invasiva promissora.<br>Apesar dos resultados encorajadores e do perfil de segurança favorável, sua incorporação definitiva na prática clínica ainda depende de maior padronização técnica, definição dos critérios ideais de indicação, além de estudos prospectivos e ensaios clínicos randomizados com seguimento a longo prazo.<br>Com o avanço das evidências e refinamento técnico, a tendência é de maior incorporação na prática clínica especializada.</p>



<div style="height:31px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Karaisz FG, Elkelany OO, Davies B, et al. Review on EUS-guided radiofrequency ablation of pancreatic lesions. Diagnostics. 2023.</li>



<li>Giardino A, Innamorati G, Ugel S, et al. Immunomodulation after radiofrequency ablation of locally advanced pancreatic cancer. Pancreatology. 2017;17:962–966.</li>



<li>Jarosova J, Macinga P, Krupickova L, et al. Impact of endoluminal radiofrequency ablation on immunity in pancreatic cancer and cholangiocarcinoma. Biomedicines. 2022;10:1331.</li>



<li>Larghi A, Rizzatti G, Rimbaş M, et al. Endoscopic ultrasound-guided radiofrequency ablation for pancreatic neuroendocrine neoplasms. Endosc Ultrasound. 2019.</li>



<li>Barthet M, Giovannini M, Lesavre N, et al. EUS-guided RFA for pancreatic neuroendocrine tumors and cystic neoplasms. Endoscopy. 2019.</li>



<li>Barthet M, Giovannini M, Gasmi M, et al. Long-term outcomes after EUS-RFA. Endosc Int Open. 2021</li>



<li>Oh D, Seo DW, Song T, et al. Clinical outcomes of EUS-RFA for unresectable pancreatic cancer. Endosc Ultrasound. 2022.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Quer saber mais sobre as evidências atuais, indicações e resultados da EUS-RFA em tumores neuroendócrinos pancreáticos? <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/den.14681">Confira esta metanálise recente sobre o tema.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Botelho PFR. Ablação por Radiofrequência Guiada por EUS em Lesões Pancreáticas: Indicações e Evidências na Prática Clínica. Endoscopia Terapeutica 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21380" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/ablacao-por-radiofrequencia-guiada-por-eus-em-lesoes-pancreaticas-indicacoes-e-evidencias-na-pratica-clinica/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
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		<title>Tumores neuroendócrinos do pancreas</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/tumores-neuroendocrinos-do-pancreas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins e Diogo Turiani Hourneaux De Moura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 22:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[glucagonoma]]></category>
		<category><![CDATA[insulinoma]]></category>
		<category><![CDATA[NEM]]></category>
		<category><![CDATA[NEM-1]]></category>
		<category><![CDATA[tumor neuroendocrino]]></category>
		<category><![CDATA[vipoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução A incidência dos tumores neuroendócrinos do pâncreas está crescendo, possivelmente devido à realização&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Introdução</strong></h2>
<p>A incidência dos tumores neuroendócrinos do pâncreas está crescendo, possivelmente devido à realização com maior frequência exames de imagem e à qualidade destes exames. No entanto, sua prevalência felizmente ainda é rara. Esse post do Endoscopia Terapêutica tem a finalidade de servir como um guia de consulta quando eventualmente nos depararmos com uma dessas situações no dia a dia.</p>
<h2><strong>Conceitos gerais importantes sobre tumores neuroendócrinos do trato gastrointestinal</strong></h2>
<p>Os TNE correspondem a um grupo heterogêneo de neoplasias que se originam de células neuroendócrinas (células enterocromafins-like), com características secretórias.</p>
<p>Todos os TNE gastroenteropancreáticos (GEP) são potencialmente malignos e o comportamento e prognóstico estão correlacionados com os tipos histológicos.</p>
<p>Os TNE podem ser <strong>esporádicos (90%)</strong> ou <strong>associados a síndromes hereditárias (10%)</strong>, como a neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (NEM-1), SD von Hippel-Lindau, neurofibromatose e esclerose tuberosa.</p>
<p>Os TNE são na sua maioria indolentes, mas podem determinar sintomas. Desta forma, podem ser divididos em funcionantes e não funcionantes:</p>
<ul>
<li><strong>Funcionantes:</strong> secreção de hormônios ou neurotransmissores ativos: serotonina, glucagon, insulina, somatostatina, gastrina, histamina, VIP ou catecolaminas. Podem causar uma variedade de sintomas</li>
<li><strong>Não funcionantes:</strong> podem não secretar nenhum peptídeo/ hormônios ou secretar peptídeos ou neurotransmissores não ativos, de forma a não causar manifestações clínicas.</li>
</ul>
<h2><strong>Tumores neuroendócrinos do pâncreas (TNE-P)</strong></h2>
<p>Os TNE funcionantes do pâncreas são: insulinoma, gastrinoma, glucagonoma, vipoma e somatostatinoma.</p>
<p>Maioria dos TNE-P são malignos, exceção aos insulinomas e TNE-NF menores que 2 cm.</p>
<p>A cirurgia é a única modalidade curativa para TNE-P esporádicos, e a ressecção do tumor primário em pacientes com doença localizada, regional e até metastática, pode melhorar a sobrevida do paciente.</p>
<p>De maneira geral, TNE funcionantes do pancreas devem ser ressecados para controle dos sintomas sempre que possível. TNE-NF depende do tamanho (ver abaixo).</p>
<p>Tumores pancreáticos múltiplos são raros e devem despertar a suspeita de NEM1.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A SEGUIR VAMOS VER AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE CADA SUBTIPO HISTOLÓGICO</strong></p>
<h3><strong>INSULINOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>É o TNE mais frequente das ilhotas pancreáticas.</li>
<li>90% são benignos, porém são sintomáticos mesmo quando pequenos.</li>
<li>Cerca de 10% estão associadas a NEM.</li>
<li>São lesões hipervascularizadas e solitárias, frequentemente &lt; 2 cm.</li>
<li><strong>Tríade de Whipple:</strong>
<ul>
<li>hipoglicemia (&lt; 50)</li>
<li>sintomas neuroglicopenicos (borramento visual, fraqueza, cansaço, cefaleia, sonolência)</li>
<li>desaparecimento dos sintomas com a reposição de glicose</li>
</ul>
</li>
<li>insulina sérica &gt; 6 UI/ml</li>
<li>Peptídeo C &gt; 0,2 mmol/l</li>
<li>Pró-insulina &gt; 5 UI/ml</li>
<li>Teste de jejum prolongado positivo (99% dos casos)</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>GASTRINOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>É mais comum no duodeno, mas 30% dos casos estão no pâncreas</li>
<li>São os TNE do pâncreas mais frequentes depois dos insulinomas.</li>
<li>Estão associados a Sd. NEM 1 em 30%, e nesses casos se apresentam como lesões pequenas e multifocais.</li>
<li>Provocam hipergastrinemia e síndrome de Zollinger-Ellison.</li>
<li>60% são malignos.</li>
<li>Tratamento: cirúrgico nos esporádicos (DPT).</li>
<li>Na NEM 1, há controvérsia na indicação cirúrgica, visto que pode não haver o controle da hipergastrinemia mesmo com a DPT (tumores costumam ser múltiplos)</li>
</ul>
<h3></h3>
<h3><strong>GLUCAGONOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>Raros;  maioria esporádicos.</li>
<li>Geralmente, são grandes e solitários, com tamanho entre 3-7 cm ocorrendo principalmente na cauda do pâncreas.</li>
<li>Sintomas: eritema necrolítico migratório (80%), DM, desnutrição, perda de peso, tromboflebite, glossite, queilite angular, anemia</li>
<li>Crescimento lento e sobrevida longa</li>
<li>Metástase linfonodal ou hepática ocorre em 60-75% dos casos.</li>
</ul>
<h3><strong>VIPOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>Extremamente raros</li>
<li>Como os glucagonomas, localizados na cauda, grandes e solitários.</li>
<li>Maioria maligno e metastático</li>
<li>Em 10% dos casos pode ser extra-pancreático.</li>
<li>Quadro clínico relacionada a secreção do VIP (peptídeo vasoativo intestinal):
<ul>
<li>diarréia (mais de 3L litros por dia) – água de lavado de arroz</li>
<li>Distúrbios hidro-eletrolítico: hipocalemia, hipocloridria, acidose metabólica</li>
<li>Rubor</li>
</ul>
</li>
<li>Excelente resposta ao tratamento com análogos da somatostatina.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>SOMATOSTATINOMAS</strong></h3>
<ul>
<li>É o menos comum de todos</li>
<li>Somatostatina leva a inibição da secreção endócrina e exócrina e afeta a motilidade intestinal.</li>
<li>Lesão solitária, grande, esporádico, maioria maligno e metastatico</li>
<li>Quadro clínico:
<ul>
<li>Diabetes (75%)</li>
<li>Colelitíase (60%)</li>
<li>Esteatorréia (60%)</li>
<li>Perda de peso</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3><strong>TNE NÃO FUNCIONANTES DO PÂNCREAS</strong></h3>
<ul>
<li>20% de todos os TNEs do pâncreas.</li>
<li>50% são malignos.</li>
<li><strong>O principal diagnóstico diferencial é com o adenocarcinoma</strong></li>
</ul>
<p><strong>TNE-NF bem diferenciados menores que 2 cm: </strong>duas sociedades (ENETS e NCCN) sugerem observação se for bem diferenciado. Entretanto, a sociedade norte-americana NETS recomenda observação em tumores <strong>menores que 1 cm</strong> e <u>conduta individualizada</u>, entre 1-2 cm.</p>
<h3><strong>TNE PANCREÁTICO RELACIONADOS A SINDROMES HEREDITARIAS</strong></h3>
<ul>
<li>10% dos TNE-P são relacionados a NEM-1</li>
<li>Frequentemente <strong>multicêntricos</strong>,</li>
<li>Geralmente acometendo pessoas mais jovens.</li>
<li>Geralmente de comportamento benigno, porém apresentam potencial maligno</li>
<li>Gastrinoma 30-40%; Insulinoma 10%; TNE-NF 20-50%; outros 2%</li>
<li>Tto cirúrgico é controverso, pq as vezes não controla a gastrinemia (tumores múltiplos)</li>
</ul>
<h4><em>PS: Você se recorda das neoplasias neuroendócrinas múltiplas? </em></h4>
<p>As síndromes de neoplasia endócrina múltipla (NEM) compreendem 3 doenças familiares geneticamente distintas envolvendo hiperplasia adenomatosa e tumores malignos em várias glândulas endócrinas. São doenças autossômicas dominantes.</p>
<h5>NEM-1</h5>
<ul>
<li>Doença autossômica dominante</li>
<li>Predispoe a TU (3Ps): Paratireóide; Pituitária (hipófise); Pâncreas,</li>
<li>Geralmente de comportamento benigno, porém apresentam potencial maligno</li>
<li>Gastrinoma 30-40%; Insulinoma 10%; TNE-NF 20-50%; outros 2%</li>
<li>Tto cirúrgico é controverso, pq as vezes não controla a gastrinemia (tumores múltiplos)</li>
</ul>
<h5>NEM-2A:</h5>
<ul>
<li>Carcinoma medular da tireoide,</li>
<li>Feocromocitoma,</li>
<li>Hiperplasia ou adenomas das glândulas paratireoides (com consequente hiperparatireoidismo).</li>
</ul>
<h5>NEM-2B:</h5>
<ul>
<li>Carcinoma medular de tireoide,</li>
<li>Feocromocitoma</li>
<li>Neuromas mucosos e intestinais múltiplos</li>
</ul>
<h3><strong>Referências:</strong></h3>
<ol>
<li class="p1">Pathology, classification, and grading of neuroendocrine neoplasms arising in the digestive system &#8211; UpToDate<span class="Apple-converted-space"> ; 2021</span></li>
<li class="p1">Guidelines for the management of neuroendocrine tumours by the Brazilian gastrointestinal tumour group. ecancer 2017,11:716 DOI: 10.3332/ecancer.2017.716</li>
</ol>
<h3>Como citar esse artigo:</h3>
<p>Martins BC, de Moura DTH. Tumores neuroendócrinos do pancreas. Endoscopia Terapêutica. 2022; vol 1.  Disponível em: endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/tumores-neuroendocrinos-do-pancreas</p>
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