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	<title>Fukuoka Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Fukuoka Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Critérios de Fukuoka para IPMN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 06:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Fukuoka]]></category>
		<category><![CDATA[IPMN]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consenso de Fukuoka, também conhecido como critérios de Fukuoka ou guideline de Fukuoka,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O consenso de Fukuoka, também conhecido como critérios de Fukuoka ou guideline de Fukuoka, fornece as diretrizes para diagnóstico, seguimento e tratamento da neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) do pâncreas.</p>



<p>Tumores císticos no pâncreas estão sendo cada vez mais diagnosticado e muitas vezes é difícil saber se estamos diante de uma lesão neoplásica ou não.</p>



<p>A neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) merece atenção especial não só pela sua frequência, mas também pelo potencial de malignidade, sendo consideradas lesões pré-malignas. Por conta disso, existe intensa discussão de condutas que variam desde a vigilância periódica até a ressecção cirúrgica limitada até a pancreatectomia total.</p>



<p>Antigamente, grande parte dessas lesões eram ressecadas, tendo em vista seu potencial maligno. Após a publicação dos critérios de Sendai (2006) e Fukuoka (2012), uma conduta conservadora tem sido adotada na maioria das lesões. Atualmente, a diretriz revisada de Fukuoka (2017) é o guideline mais utilizado para diagnóstico e tratamento desses tumores [2]. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1.</strong> <strong>Classificação</strong></h2>



<p>Os IPMNs podem ser classificados em três tipos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>IPMN de ducto priuncipal (MD-IPMN)</li>



<li>IPMN de ducto secundário (BD-IPMN)</li>



<li>tipo misto. </li>
</ul>



<p>MD-IPMN é caracterizado por dilatação segmentar ou difusa do ducto pancreático principal (MPD) &gt; 5 mm sem outras causas de obstrução. Cistos pancreáticos &gt; 5 mm de diâmetro que se comunicam com o MPD devem ser considerados como BD-IPMN (pseudocisto é o diagnóstico diferencial para pacientes com história prévia de pancreatite). Os pacientes do tipo misto possuem critérios tanto para MD-IPMN quanto para BD-IPMN.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Investigação</strong></h2>



<p>De acordo com essa diretriz, os IPMN podem ser classificados como Fukuoka-positivos com estigmas de alto risco, lesões com características preocupantes ou Fukuoka-negativos</p>



<h3 class="wp-block-heading">2.1 <strong><em>IPMN Fukuoka-positivos</em></strong></h3>



<p>IPMN Fukuoka-positivos são aqueles que têm estigmas de alto risco para malignidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lesões na cabeça do pâncreas cursando com icterícia obstrutiva</li>



<li>Nódulos murais &gt; 5 mm e hipercaptantes</li>



<li>Dilatação do ducto pancreático principal &gt; 10 mm (IPMN de duto principal)</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">2.2 <strong><em>IPMNs com “características preocupantes”</em></strong></h3>



<p>Os IPMNs com “características preocupantes” são aqueles com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lesões císticas &gt; 3 cm</li>



<li>Paredes císticas espessadas ou hipercaptantes</li>



<li>Dilatação do ducto pancreático principal entre 5–9 mm</li>



<li>Mudanças abruptas no diâmetro do ducto pancreático e atrofia distal</li>



<li>Evidência de linfonodos</li>



<li>Elevação sérica de CA 19-9</li>



<li>Crescimento cístico de pelo menos 5 mm em 2 anos</li>



<li>Sinais clínicos de pancreatite</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">2.3 <strong><em>IPMN Fukuoka-negativos</em></strong></h3>



<p>IPMNs Fukuoka-negativos são aqueles sem estigmas de alto risco e sem as “características preocupantes” descritas acima.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em><strong>Nota:</strong> o melhor exame de imagem para se avaliar lesões de 5 mm é o ultrassom endoscópico. Na indisponibilidade desse método a ressonância magnética (RNM) pode ser utilizada, mas apresenta acurácia inferior.</em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Conduta</strong></h2>



<p>As diretrizes também incluem recomendações sobre a abordagem terapêutica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>IPMNs positivos para Fukuoka devem ser tratados cirurgicamente, desde que paciente tenha condições clínicas</li>



<li>Na presença de “características preocupantes” e evidências no EUS de nódulos murais &gt; 5 mm, alterações no ducto principal ou presença de citologia maligna ou suspeita de malignidade, a ressecção cirúrgica também deve ser considerada.</li>



<li>Na ausência dessas alterações, acompanhamento com TC/RNM ou EUS devem ser realizados em intervalos específicos, dependendo do tamanho do IPMN (ver figura 1)</li>
</ul>



<p>Uma abordagem baseada nessas diretrizes mostrou que o risco de tratamento excessivo de IPMN “inofensivos” devido a cirurgia injustificada e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de tumores malignos a partir de IPMNs aparentemente “inofensivos” é extremamente baixo.</p>



<p>Um estudo incluindo mais de 1.100 pacientes com IPMN mostrou que [3]:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a taxa de malignidade em 5 anos em IPMN Fukuoka-negativos foi inferior a 2%</li>



<li>Na presença de “características preocupantes”, o risco de carcinoma em IPMN não operados foi de aproximadamente 4%</li>



<li>em pacientes Fukuoka-positivos, a incidência de câncer de pâncreas em 5 anos foi de 49%</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em><strong>Importante:</strong> pacientes com IPMN sob vigilância apresentam risco aumentado de neoplasias pancreáticas independentemente das lesões císticas. Portanto, a vigilância deve sempre incluir todo o pâncreas. [4]</em></p>
</blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="858" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-1024x858.png" alt="" class="wp-image-14254" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-1024x858.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-300x251.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-768x643.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-1170x980.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo-585x490.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/fukuoka-algoritmo.png 1246w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center"><em><strong>Figura 1:</strong> Algoritmo para o gerenciamento de suspeita de BD-IPMN. *A pancreatite pode ser uma indicação cirúrgica para alívio dos sintomas. &amp;amp;amp;. O diagnóstico diferencial inclui mucina. A mucina pode se mover com a mudança na posição do paciente, pode ser deslocada com a lavagem do cisto e não tem fluxo Doppler. As características do nódulo tumoral verdadeiro incluem falta de mobilidade, presença de fluxo Doppler e PAAF do nódulo mostrando tecido tumoral. @. A presença de paredes espessadas, mucina intraductal ou nódulos murais é sugestiva de envolvimento do ducto principal. Na sua ausência, o envolvimento do ducto principal é inconclusivo. Abreviaturas: BD-IPMN, neoplasia mucinosa papilar intraductal do ducto secundário; PAAF, aspiração por agulha fina. Adaptado de Tanaka M, et al. Pancreatology 2017</em></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1.jpg"><img decoding="async" width="640" height="478" data-id="14234" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1.jpg" alt="" class="wp-image-14234" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1.jpg?v=1669555252 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1-300x224.jpg?v=1669555252 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn1-585x437.jpg?v=1669555252 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2.jpg"><img decoding="async" width="640" height="480" data-id="14235" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2.jpg" alt="" class="wp-image-14235" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2.jpg?v=1669555255 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2-300x225.jpg?v=1669555255 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/impn2-585x439.jpg?v=1669555255 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Duto pancreático principal dilatado e com nódulo em seu interior</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="480" data-id="14236" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3.jpg" alt="" class="wp-image-14236" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3.jpg?v=1669555257 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3-300x225.jpg?v=1669555257 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn3-585x439.jpg?v=1669555257 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="481" data-id="14237" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4.jpg" alt="" class="wp-image-14237" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4.jpg?v=1669555260 640w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4-300x225.jpg?v=1669555260 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/11/ipmn4-585x440.jpg?v=1669555260 585w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">IPMN comunicando com ducto pancreático principal</figcaption></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption"><em>Imagens Dra. Maria Sylvia Ierardi Ribeiro</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>IMPN: Fukuoka Classification (guidelines). Siegbert Faiss. Disponível em: https://www.endoscopy-campus.com/en/classifications/impn-fukuoka-classification-guidelines/</li>



<li>Tanaka M, Fernandez-del Castillo C, Kamisawa T, Jang JY, Levy P, Ohtsuka T, et al. ‘Revisions of international consensus Fukuoka guidelines for the management of IPMN of the pancreas’, Pancreatology 2017; 17 :738–53.</li>



<li>Mukewar S, de Pretis N, Aryal-Khanal A, Ahmed A, Sah R, Enders F, Larson JJ, et al. ‘Fukuoka criteria accurately predict risk for adverse outcomes during follow-up of pancreatic cysts presumed to be intraductal papillary mucinous neoplasms’, Gut 2017 Oct; 66(10): 1811–17.</li>



<li>Yamaguchi K, Kanemitsu S, Hatori T, Maguchi H, Shimizu Y, Tada M, et al.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">Como citar esse artigo</h2>



<p class="has-background" style="background-color:#abb7c27d">Martins BC. Critérios de Fukuoka para IPMN. Endoscopia Terapêutica 2022. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=14177" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/criterios-de-fukuoka-para-ipmn</a></p>
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