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	<title>eosinofílica Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>eosinofílica Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Atualizações nos Critérios Diagnósticos da  Esofagite Eosinofílica (EEo)</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/atualizacoes-nos-criterios-diagnostico-da-esofagite-eosinofilica-eeo-parte-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gerson Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 06:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[eosinofílica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CASO CLÍNICO Homem, 30 anos, previamente hígido e sem comorbidades, foi submetido à Endoscopia&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-caso-clinico"><strong>CASO CLÍNICO</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Homem, 30 anos, previamente hígido e sem comorbidades, foi submetido à Endoscopia Digestiva Alta como propedêutica de leve disfagia recorrente, principalmente com alguns alimentos, além de episódios esporádicos de sensação de entalo, há cerca de 3 meses.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="300" height="200" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica1-300x200.jpg" alt="" class="wp-image-13831" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica1-300x200.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica1-585x390.jpg 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica1-263x175.jpg 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica1.jpg 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="300" height="200" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica2-300x200.jpg" alt="" class="wp-image-13832" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica2-300x200.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica2-585x390.jpg 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica2-263x175.jpg 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica2.jpg 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="300" height="200" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica3-300x200.jpg" alt="" class="wp-image-13833" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica3-300x200.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica3-585x390.jpg 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica3-263x175.jpg 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/esof-eosinofilica3.jpg 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">É possível constatar a presença de edema, sulcos longitudinais, exsudato e anéis, todos achados endoscópicos contextualizados à Esofagite Eosinofílica, que juntamente com a história clínica e perfil epidemiológico do paciente tornam esta hipótese diagnóstica provável. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os aspectos endoscópicos, classificações e forma correta de realizar as biópsias serão abordados numa publicação futura, dentro da segunda parte das atualizações nos critérios diagnósticos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Por ora, vamos focar na forma mais atualizada de como concluir um diagnóstico de EEo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste caso em tela, qual seria sua conduta, após receber as biópsias realizadas que evidenciaram acentuada eosinofilia esofágica?</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Realizar teste terapêutico com inibidores de bomba protônica, reavaliar resposta clínica e repetir EDA com biópsias (constatar regressão da eosinofilia) para saber se o diagnóstico é aplicável ou não.</li>



<li>Diante do resultado das biópsias, já confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Pois bem, para você que ainda considera o teste com IBP parte integrante e imprescindível da formulação do diagnóstico de EEo, trago algumas atualizações que podem modificar sua compreensão da doença. Boa leitura!</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mudancas-nos-criterios-diagnosticos"><strong>MUDANÇAS NOS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As primeiras diretrizes diagnósticas sobre Esofagite Eosinofílica (EEo) foram publicadas em 2007 e atualizadas em 2011. Ela foi definida como uma condição clínico-patológica imuno-mediada, caracterizada clinicamente por sintomas de disfunção esofágica e histologicamente por 15 ou mais eosinófilos por campo de grande aumento, com consenso de especialistas determinando que a melhor abordagem para descartar inflamação relacionada à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) seria com uso de inibidor de bomba de prótons (IBP) em altas doses por 8 semanas ou através do monitoramento de pH (pHmetria). Naquela época, EEo e DRGE eram consideradas mutuamente excludentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a década seguinte, pesquisas e experiências clínicas adicionais forneceram novos insights sobre a resposta aos IBP’s. Vários investigadores observaram que uma grande proporção de pacientes com sintomas e eosinofilia esofágica (≥15 eos/cga) responderam ao tratamento com IBP, mas não tinham apresentação clínica consistente com DRGE. Por causa disso, as diretrizes diagnósticas publicadas em 2011, 2013 e 2014 definiram uma nova condição denominada <strong>Eosinofilia Esofágica Responsiva ao IBP (PPI-REE)</strong>. Pacientes com PPI-REE tinham sintomas de disfunção esofágica e ≥15 eos/cga na biópsia, mas obtiveram melhora ou resolução dos sintomas e da eosinofilia após um ciclo de IBP em altas doses. Nessas diretrizes, a PPI-REE não foi bem compreendida, mas EEo e DRGE ainda eram consideradas duas condições distintas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, uma gama de outras pesquisas em andamento sugeriu que EEo e DRGE não eram necessariamente condições excludentes e, em vez disso, compartilhavam uma relação complexa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Elas podem coexistir;</li>



<li>EEo pode levar a refluxo secundário devido à diminuição da complacência esofágica ou dismotilidade;</li>



<li>DRGE pode levar à diminuição da integridade da barreira epitelial , permitindo exposição a antígeno e subsequente eosinofilia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, uma série de estudos examinou as características clínicas, endoscópicas e histológicas iniciais (antes do ciclo de IBP), tanto da EEo como da PPI-REE, não encontrando fatores conclusivos que pudessem distinguir as duas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Condições atópicas concomitantes eram comuns em EEo e PPI-REE, fatores alérgicos e inflamatórios foram encontrados elevados em ambos e os perfis de expressão de RNA foram muito semelhantes entre as duas condições (e distintas da DRGE), com normalização após tratamento com esteróides tópicos ou restrição dietética, embora existissem algumas diferenças. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Finalmente, vários mecanismos não-ácido mediados potenciais foram descritos que poderiam explicar a resposta ao IBP na PPI-REE (inibição de funções inflamatórias &#8211; oxidação, fagocitose, migração celular; bloqueio de IL-13 e IL-14;&nbsp; inibição de molécula-1 de adesão intercelular, etc). </strong>Assim, PPI-REE emergiu como um subtipo de EEo em alguns pacientes, e uma grande controvérsia se desenvolveu:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>EEo e PPI-REE são de fato a mesma condição?</li>



<li>PPI-REE seria uma doença associada a alergia alimentar?</li>



<li>IBP’s devem ser considerados tratamento de primeira linha na EEo?</li>



<li>O ciclo de IBP deveria ser removido das diretrizes diagnósticas?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, quando avaliados em conjunto, esses novos avanços das pesquisas forneceram um forte embasamento para a consideração da remoção do ciclo de IBP do algoritmo diagnóstico da EEo.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A favor da manutenção do ciclo de IBP nos critérios diagnósticos pesavam o potencial em reduzir o número de endoscopias necessárias; a ajuda em tratar a DRGE concomitante e fornecer uma abordagem em etapas para o diagnóstico de EEo.</li>



<li>A favor da eliminação do ciclo de IBP pesavam permitir a capacidade de discutir uma gama de terapias (por exemplo, algumas usadas para EEo clássica) sem comprometer os pacientes com um IBP desde o início; ajudar a conseguir um recrutamento mais amplo em ensaios clínicos e permitir o tratamento da eosinofilia esofágica com o próprio IBP independentemente da causa subjacente, removendo a resposta à medicação como critério diagnóstico.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Um enorme progresso foi feito na compreensão da EEo nas últimas duas décadas, abrangendo apresentação clínica, epidemiologia, genética, patogênese, tratamento e resultados. Com uma evolução tão rápida do conhecimento, os critérios diagnósticos também tiveram que evoluir. Essa instigante mudança de paradigma acerca da doença findou com a realização da Conferência <strong>AGREE</strong> (<strong><u>A</u></strong> working <strong><u>G</u></strong>roup on ppi-<strong><u>REE</u></strong>) em 6 de maio de 2017 (Chicago-IL, USA), que culminou com a seguinte atualização:</p>



<ol class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-list">
<li>PPI-REE é indistinguível da EoE e portanto estão no mesmo espectro</li>



<li>IBP’s são melhor classificados como um tratamento primário para eosinofilia esofágica decorrente da EEo do que como um critério diagnóstico</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o campo continue a se desenvolver e novas questões identificadas por pesquisas clínicas durante esse processo sejam respondidas, os critérios diagnósticos certamente irão evoluir outra vez.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center" id="h-novo-criterio-diagnostico-proposto"><strong>NOVO CRITÉRIO DIAGNÓSTICO PROPOSTO</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-Tela-2022-10-15-às-10.22.06.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="234" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-Tela-2022-10-15-às-10.22.06-300x234.png" alt="" class="wp-image-13830" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-Tela-2022-10-15-às-10.22.06-300x234.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-Tela-2022-10-15-às-10.22.06-585x456.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-Tela-2022-10-15-às-10.22.06.png 650w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-saiba-mais"><strong>Saiba mais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre Esofagite Eosinofílica na nossa live realizada no Gastropedia: <a href="https://gastropedia.com.br/live/esoofagite-eosinofilica-tudo-o-que-voce-queria-saber/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias-bibliograficas"><strong>Referências Bibliográficas</strong></h2>



<ol class="has-black-color has-text-color wp-block-list">
<li><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30009819/">Evan S. Dellon, &nbsp;Chris A. Liacouras, Javier Molina-Infante, Glenn T. Furuta et al.Updated International Consensus Diagnostic Criteria for Eosinophilic Esophagitis: Proceedings of the AGREE Conference. Gastroenterology 2018;155:1022–1033.</a></li>



<li><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31528089/">Andrés Gómez-Aldana, Mario Jaramillo-Santos, Andrés Delgado, Carlos Jaramillo, Adán Lúquez-Mindiola. Eosinophilic esophagitis: Current concepts in diagnosis and treatment. <em>World J Gastroenterol </em>2019 August 28; 25(32): 4598-4613.</a></li>



<li><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28507746/">Lucendo et al. &nbsp;Guidelines on eosinophilic esophagitis: evidence-based statements and recommendations for diagnosis and management in children and adults. United European Gastroenterology Journal 2017, Vol. 5(3) 335–358.</a></li>



<li><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22619364/">Hirano et al. Endoscopic assessment of the oesophageal features of eosinophilic oesophagitis: validation of a novel classification and grading system. Gut 2013;62:489–495.</a></li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-esse-artigo">Como citar esse artigo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil G, Atualizações nos Critérios Diagnóstico da  Esofagite Eosinofílica (EEo) &#8211; parte 1. Endoscopia Terapeutica; 2022. Disponível em: https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/atualizacoes-nos-criterios-diagnostico-da-esofagite-eosinofilica-eeo-parte-1</p>
<p>The post <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/atualizacoes-nos-criterios-diagnostico-da-esofagite-eosinofilica-eeo-parte-1/">Atualizações nos Critérios Diagnósticos da  Esofagite Eosinofílica (EEo)</a> appeared first on <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt">Endoscopia Terapeutica</a>.</p>
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