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	<title>celíaca Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>celíaca Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Diagnóstico Endoscópico da Atrofia Vilositária: Qual Técnica Tem Melhor Acurácia? &#8211; Artigo comentado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hélcio Pedrosa Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Comentados]]></category>
		<category><![CDATA[ATROFIA]]></category>
		<category><![CDATA[celíaca]]></category>
		<category><![CDATA[Cromoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo vamos comentar a revisão sistemática e meta-análise “Acurácia Diagnóstica das Técnicas Endoscópicas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br>Neste artigo vamos comentar a revisão sistemática e meta-análise <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S001651072502526X">“<strong>Acurácia Diagnóstica das Técnicas Endoscópicas na Atrofia Vilositária Duodenal da Doença Celíaca: Revisão Sistemática e Meta-Análise”</strong></a> que compara o uso de diversas técnicas endoscópicas para identificação das alterações duodenais na doença celíaca.</p>



<h2 id="h-introducao" class="wp-block-heading"><br><strong>Introdução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A doença celíaca (DC) é uma enteropatia imunomediada desencadeada pelo glúten em indivíduos geneticamente suscetíveis e pode apresentar manifestações heterogêneas. Nesse contexto, o diagnóstico padrão baseia-se na sorologia positiva e confirmação histopatológica de atrofia vilositária (AV) em biópsias duodenais. Marcadores endoscópicos tradicionais de AV historicamente apresentaram taxas de sensibilidade inconsistentes na endoscopia convencional por luz branca, mas a incorporação de tecnologias avançadas de imagem redefiniu o rendimento diagnóstico da endoscopia digestiva alta (EDA) na DC.</p>



<h2 id="h-metodos" class="wp-block-heading"><br><strong>Métodos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Conduziu-se uma revisão sistemática e meta-análise segundo as diretrizes PRISMA-DTA, com registro no <em>Open Science Framework</em> (doi:10.17605/OSF.IO/SKFB5). As bases PubMed e Embase foram consultadas até janeiro de 2025, sendo elegíveis os estudos que avaliaram o desempenho de técnicas endoscópicas na detecção de AV em comparação com o exame histopatológico (padrão-ouro). Calculou-se, então, a estimativa combinada por meio de um modelo bivariado de efeitos aleatórios (pacote <em>mada</em>, ambiente R), e o risco de viés e a aplicabilidade foram auditados pelo instrumento QUADAS-2.</p>



<h2 id="h-resultados" class="wp-block-heading"><br><strong>Resultados</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos 52 artigos científicos na análise quantitativa final, demonstrando baixa heterogeneidade global (<em>I</em>²&lt;30%).</p>



<figure class="wp-block-table"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Técnica Endoscópica</strong></td><td><strong>N° de Estudos</strong></td><td><strong>Sensibilidade Combinada (IC 95%)</strong></td><td><strong>Especificidade Combinada (IC 95%)</strong></td><td><strong>Heterogeneidade (I2)</strong></td></tr><tr><td>Endoscopia de Luz Branca (WLE)</td><td>18</td><td>81,4% (72,3%–87,9%)</td><td>95,3% (89,9%–97,9%)</td><td>21%</td></tr><tr><td>Técnica de Imersão em Água (WIT)</td><td>9</td><td>95,2% (88,5%–98,1%)</td><td>98,4% (95,3%–99,4%)</td><td>0%</td></tr><tr><td>Narrow-Band Imaging (NBI)*</td><td>6</td><td>92,1% (84,6%–96,2%)</td><td>93,9% (91,2%–95,8%)</td><td>0%</td></tr><tr><td>Cromoendoscopia por Corantes*</td><td>4</td><td>94,8% (90,6%–97,2%)</td><td>93,5% (86,9%–96,9%)</td><td>16%</td></tr><tr><td>Endomicroscopia Confocal</td><td>3</td><td>87,4% (64,2%–96,4%)</td><td>90,7% (65,3%–98,1%)</td><td>0%</td></tr><tr><td>Cápsula Endoscópica (SBCE)</td><td>7</td><td>80,7% (68,8%–88,8%)</td><td>89,6% (84,6%–93,2%)</td><td>0%</td></tr><tr><td>WLE com Magnificação</td><td>2</td><td>88,4% (80,8%–93,3%)</td><td>70,2% (66,3%–81,1%)</td><td>0%</td></tr><tr><td>i-scan</td><td>2</td><td>80,1% (64,6%–89,8%)</td><td>90,0% (80,5%–95,1%)</td><td>0%</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><br>Tabela 1 (adaptação tabela do artigo): Performance Diagnóstica das Modalidades Endoscópicas na Avaliação da Atrofia Vilositária<br><br><em>*Inclui associações com magnificação e/ou imersão em água.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Nesse sentido, entre as modalidades avaliadas para o diagnóstico endoscópico da atrofia vilositária, <strong>a técnica de imersão em água (WIT) apresentou o melhor desempenho global</strong>, uma vez que elimina os reflexos de luz e promove a flutuação das vilosidades duodenais, otimizando a inspeção da mucosa. Da mesma forma, o NBI e a cromoendoscopia com corantes também exibiram excelentes performances diagnósticas (sensibilidade e especificidade &gt;90%), consolidando-se como ferramentas robustas no mapeamento de lesões mucosas sutis ou focais (<em>patchy</em>). Modalidades ultra-avançadas ou baseadas em Inteligência Artificial demonstraram dados preliminares promissores, mas ainda carecem de validação multicêntrica.</p>



<h2 id="h-pontos-fracos-do-estudo" class="wp-block-heading"><br><strong>Pontos fracos do estudo</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Há uma variação significativa entre os estudos incluídos no que diz respeito aos desenhos de estudo, às populações analisadas e, especialmente, ao tipo de equipamento endoscópico utilizado.</li>



<li>Mais da metade dos estudos incluídos foi realizada há mais de uma década; os resultados podem, portanto, subestimar a real precisão dos equipamentos endoscópicos contemporâneos</li>



<li>Embora a heterogeneidade geral tenha sido baixa, a técnica WLE apresentou a maior variação. Isso ocorre porque ela é a técnica estudada há mais tempo e, portanto, passou pelas maiores mudanças na qualidade de imagem ao longo dos anos.</li>



<li>Uma vez que há um número relativamente pequeno de estudos disponíveis para cada técnica endoscópica individual (com exceção do grupo WLE), os autores não conseguiram realizar uma avaliação de viés de publicação.</li>



<li>Quase um terço dos estudos incluídos apresentou alto risco de viés em uma ou mais áreas avaliadas (embora o texto ressalte que as análises de sensibilidade posteriores tenham confirmado a robustez dos resultados gerais).</li>
</ul>



<h2 id="h-discussao" class="wp-block-heading"><br><strong>Discussão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, os achados evidenciam que métodos avançados superam substancialmente a WLE convencional no diagnóstico endoscópico da atrofia vilositária. Diante da natureza frequentemente irregular (<em>patchy</em>) do acometimento mucoso na DC, <strong>técnicas como WIT e NBI desempenham papel crítico no direcionamento preciso dos fragmentos de biópsia</strong>, mitigando, portanto, falsos-negativos decorrentes de erros de amostragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação precisa da AV guarda estrita dependência com a curva de aprendizado do operador; na cápsula endoscópica (SBCE), por exemplo, leitores novatos demonstraram baixíssima concordância diagnóstica em comparação com especialistas (coeficiente de Cohen = 0,2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora diretrizes modernas validem o diagnóstico de DC sem biópsia (<em>no-biopsy pathway</em>) em pacientes selecionados com anticorpos tTG altamente elevados (&gt;10x o limite da normalidade), a caracterização endoscópica avançada permanece mandatória na investigação de títulos sorológicos limítrofes, no diagnóstico diferencial de enteropatias não celíacas, no monitoramento de refratariedade e na exclusão de malignidades associadas. Quanto à viabilidade, o WIT destaca-se pelo custo zero, enquanto o NBI se destaca por estar pré-instalado na maioria dos processadores modernos, o que facilita sua incorporação imediata à rotina clínica sem custos adicionais.</p>



<h2 id="h-conclusoes" class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusões</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A endoscopia por luz branca (WLE) possui alta especificidade, mas sensibilidade subótima para o rastreamento e o diagnóstico endoscópico da atrofia vilositária duodenal. Ademais, tecnologias de imagem avançada (WIT, NBI e cromoendoscopia por corantes) oferecem ganho expressivo de sensibilidade, sendo indicadas para guiar e otimizar o rendimento das biópsias duodenais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, percebe-se que podemos nos beneficiar de técnicas disponíveis a todos os endoscopistas — como a imersão em água, sem custo algum, a cromoscopia com corantes e, em aparelhos mais recentes, a cromoscopia eletrônica já nativa ao equipamento. Portanto, não há mais razão para deixarmos de explorar melhor o duodeno durante os exames.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você, já utiliza alguma destas técnicas rotineiramente?</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Para saber mais sobre os achados endoscópicos sugestivos de DC, acesse o <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/atlas-imagem/doenca-celiaca/">Atlas de Imagem: Doença Celíaca</a></p>



<h2 id="h-referencia" class="wp-block-heading"><br><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Maimaris S, Baschiera G, Sammartino C, Memoli GA, Crisciotti C, Scarcella C, et al. Endoscopic techniques for the identification of duodenal villous atrophy in celiac disease: a systematic review and meta-analysis of diagnostic accuracy. Gastrointest Endosc. 2026;103(5):876-889.e3. doi: 10.1016/j.gie.2025.12.275.</li>
</ol>



<h2 id="h-como-citar-este-artigo" class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Brito HP. Diagnóstico Endoscópico da Atrofia Vilositária: Qual Técnica Tem Melhor Acurácia? &#8211; Artigo comentado. Endoscopia Terapeutica 2026 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/diagnostico-endoscopico-atrofia-vilositaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/diagnostico-endoscopico-atrofia-vilositaria/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Nem toda atrofia duodenal é doença Celíaca!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[ATROFIA]]></category>
		<category><![CDATA[celíaca]]></category>
		<category><![CDATA[duodeno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doença celíaca (DC) é uma enfermidade autoimune, crônica, desencadeada pelo glúten em indivíduos&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A doença celíaca (DC) é uma enfermidade autoimune, crônica, desencadeada pelo glúten em indivíduos geneticamente predispostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico mais frequente da DC se dá com a positividade de exames sorológicos (anticorpo transglutaminase IgA e/ou antiendomísio IgA) e achados histológicos compatíveis com atrofia duodenal e linfocitose intraepitelial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DC compartilha características histopatológicas com grande variedade de outras doenças intestinais. Desta forma, antes de fecharmos o diagnóstico de DC com exames sorológicos negativos precisamos afastar as seguintes condições que podem causar atrofia e/ou linfocitose intraepitelial:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="891" height="516" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-1.png" alt="" class="wp-image-13108" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-1.png 891w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-1-300x174.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-1-768x445.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-1-585x339.png 585w" sizes="(max-width: 891px) 100vw, 891px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-para-saber-mais-sobre-este-tema-e-outros-relacionados-acesse-o-site-gastropedia-clicando-aqui"><a href="https://gastropedia.com.br/gastroenterologia/intestino/o-papel-dos-autoanticorpos-no-diagnostico-da-doenca-celiaca/"><strong>Para saber mais sobre este tema e outros relacionados, acesse o site Gastropedia clicando aqui!</strong></a></h3>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ul class="has-normal-font-size wp-block-list">
<li>Pathologica.&nbsp;2020 Sep;112(3):186-196.</li>



<li>Clin Transl Gastroenterol. 2017 Aug 17;8(8):e114</li>



<li>Diagn Pathol.&nbsp;2014 Mar;31(2):124-36</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos A.  Nem toda atrofia duodenal é doença Celíaca. Endoscopia Terapêutica 2022, vol II. Dísponivel em: endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/nem-toda-atrofia-duodenal-e-doenca-celiaca</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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