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	<title>argônio Archives &#8226; Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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		<title>Assuntos gerais: Retite Actínica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Sauniti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[actínica]]></category>
		<category><![CDATA[argônio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução A Radioterapia hoje é a base de muitos tratamentos médicos, principalmente em oncologia.&#8230;</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2>



<p></p>



<p>A Radioterapia hoje é a base de muitos tratamentos médicos, principalmente em oncologia. O seu uso se baseia na capacidade da radiação lesar células em crescimento, como as neoplásicas, alterando seu DNA, lipídeos e proteínas, levando a morte. Infelizmente radiação não afeta apenas as células neoplásicas, acaba lesando também as células e tecido normais , adjacentes a lesão, então envolvidas no campo irradiado. As técnicas modernas de radioterapia (intensidade modulada, conformacional em 3D) reduzem estes efeitos colaterais nos tecidos sadios, mas não os evitam totalmente.</p>



<p>Com o crescente uso de radioterapia para tratamento dos tumores pélvicos, pudemos observar o aparecimento de várias complicações locais, sendo uma delas, a retite (ou proctite) actínica (ou rádio induzida). Sua frequência (retite crônica) é ´estimada em cerca de 1 a 5% dos pacientes tratados com radioterapia para tumores pélvicos. Acredita-se que essa incidência era de cerca de 30% dos casos anteriormente.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Classificação</h2>



<p>Os efeitos da radiação sobre os reto podem ser divididas em agudas e crônicas:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Retite Aguda: </h3>



<p>Ocorre em geral nos primeiros três meses após o começo da radioterapia.  Os sintomas mais comuns são cólicas abdominais, tenesmo, diarreia, descarga mucosa e sangramento leve. O exame endoscópico em geral aponta mucosa avermelhada e com ulcerações. Biópsias não são indicadas, devido ao risco de perfuração e fistulização. Apesar da alta incidência (até 50% dos casos), em geral é autolimitada sendo as vezes necessária parada do tratamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Retite Crônica: </h3>



<p>Ocorre após o término do tratamento, com sintomas parecidos com o quando agudo, como tenesmo, urgência, muco e sangramento de maior volume. A lesão crônica envolve alterações vasculares, levando a infarto transmural, alteração das arteríolas locais e disfunção microvascular.</p>



<p></p>



<p>&nbsp;A tabela 1 mostra a classificação dos quadro de Retite actínica e necessidade de tratamento em cada grupo.</p>



<figure class="wp-block-table"><div class="pcrstb-wrap"><table><tbody><tr><td>PROCTITE</td></tr><tr><td>GRAU 1</td><td>Desconforto retal Sem indicação de intervenção</td></tr><tr><td>GRAU 2</td><td>Sintomático (desconforto retal, sangramento ou muco) limitando atividade laboral Intervenção médica indicada</td></tr><tr><td>GRAU 3</td><td>Sintomas intensos, urgência ou incontinência limitando o auto cuidado diário Intervenção médica ou hospitalização indicadas</td></tr><tr><td>GRAU 4</td><td>Consequências com ameaça a vida Internação urgente</td></tr><tr><td>GRAU 5</td><td>Morte</td></tr></tbody></table></div><figcaption>Common Terminology for Adverses Events Grading System for Proctitis According to NCIS</figcaption></figure>



<p></p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Diagnóstico</h2>



<p>No quadros agudos, a história ou antecedente recente da radioterapia guiam o diagnóstico. O exame endoscópico deve ser realizado com cuidado, devido ao grande risco de perfuração, e em geral mostra uma mucosa avermelhada, edemaciada e com ulcerações. Como dito, as biópsias devem ser evitadas.</p>



<p>No retite actínica crônica, a história deve mostrar o antecedente de radioterapia pélvica, porém, recidiva do tumor inicial e outras lesões também devem ser descartadas. Doenças vasculares como diabetes melitus podem piorar o quadro. Ao exame endoscópico, a mucosa retal se apresenta pálida, com presença de teleangiectasias (figura 1), podendo haver estenose e sangramentos. Em casos raros, podem ocorrer múltiplas estenoses, dificultando o diagnóstico diferencial de neoplasia.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="480" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/07/PHOTO-2022-07-07-10-58-17.jpg" alt="" class="wp-image-12641" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/07/PHOTO-2022-07-07-10-58-17.jpg?v=1657247094 720w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/07/PHOTO-2022-07-07-10-58-17-300x200.jpg?v=1657247094 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/07/PHOTO-2022-07-07-10-58-17-585x390.jpg?v=1657247094 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/07/PHOTO-2022-07-07-10-58-17-263x175.jpg?v=1657247094 263w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption>Figura 1 : Palidez da mucosa e telangiectasias</figcaption></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Tratamento</h2>



<p>Não existe até o momento estudos de grande impacto sobre o tratamento da retite actínica.</p>



<p>Os casos agudos em geral são autolimitados , não aumento o risco para retite crônica e em cerca de 20% dos casos, uma pausa temporária do tratamento leva a melhora do quadro.</p>



<p>No casos crônicos vários tratamentos foram propostos ao longo dos anos. Os não invasivos envolvem o uso de medicações e enemas. Dentre estes, se destaca a aplicação retal de formalina (4 a 10%), que causa uma cauterização química da mucosa, levando a melhora da maioria dos casos com apenas uma ou duas aplicações. Enemas de sucralfato demonstram uma resposta moderada, quando usada em casos de sangramentos. Ozônio, enemas de lipídeos, metronidazol e mesalazina não apresentaram resultados satisfatórios não sendo indicados.</p>



<p>Os métodos invasivos tem ganhado mais espaço nos últimos anos, sendo o mais indicado a ablação com plasma de argônio. Em média com duas sessões (variando entre 1 e 5), é possível atingir melhora em cerca de 80 a 100% dos casos de sangramento. Também pode-se usar para a mesma função Yag Laser, porém, este e mais caro e menos disponível Outros métodos ablativos ainda estão em estudo , com radioablação, crioterapia e heater probe.</p>



<p>Por fim, o tratamento com câmara hiperbárica vem mostrando bons resultados, porém sendo uma terapia mais cara, e mais demorada para o paciente. Cirurgia é reservada para os casos graves, com ameaça a vida, ou complicações mais graves, como fistulizações, perfurações e estenoses.</p>



<p>Em resumo, alguns artigos orientam o tratamento conforme a graduação do quadro (tabela 1). </p>



<h4 class="wp-block-heading">Grau1 : Sem intervenção</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Grau 2 e 3 : Agentes antiinflamatórios. Mantendo-se sintomas, enemas de sucralfato ou Terapia Hiberbárica.</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Grau 4 : Agentes antiinflamatórios, enemas de sucralfato ou Terapia Hiberbárica. Mantendo-se sintomas, Formalina, coagulação com Plasma de Argônio ou Yag Laser.</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Grau 5 : Cirurgia.</h4>



<p></p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Bibliografia</h2>



<p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34788934/">Dahiya DS, Kichloo A, Tuma F, Albosta M, Wani F. Radiation Proctitis and Management Strategies. Clin Endosc. 2022 Jan;55(1):22-32. doi: 10.5946/ce.2020.288. Epub 2021 Nov 18. PMID: 34788934; PMCID: PMC8831406.</a></p>



<p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30192320/">Paquette IM, Vogel JD, Abbas MA, Feingold DL, Steele SR; Clinical Practice Guidelines Committee of The American Society of Colon and Rectal Surgeons. The American Society of Colon and Rectal Surgeons Clinical Practice Guidelines for the Treatment of Chronic Radiation Proctitis. Dis Colon Rectum. 2018 Oct;61(10):1135-1140. doi: 10.1097/DCR.0000000000001209. PMID: 30192320.</a></p>



<p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31463226/">Porouhan P, Farshchian N, Dayani M. Management of radiation-induced proctitis. J Family Med Prim Care. 2019 Jul;8(7):2173-2178. doi: 10.4103/jfmpc.jfmpc_333_19. PMID: 31463226; PMCID: PMC6691413.</a></p>



<p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27610010/">Weiner JP, Wong AT, Schwartz D, Martinez M, Aytaman A, Schreiber D. Endoscopic and non-endoscopic approaches for the management of radiation-induced rectal bleeding. World J Gastroenterol. 2016 Aug 21;22(31):6972-86. doi: 10.3748/wjg.v22.i31.6972. PMID: 27610010; PMCID: PMC4988305.</a></p>
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