QUIZ – Teste seus conhecimentos

Paciente de 48 anos, hígida e sem comorbidades, foi diagnosticada com lesão sólida pancreática em investigação de dispepsia dor abdominal em cólicas em hipocôndrio direito após refeições, com realização de exames prévios de ultrassom de abdome total e tomografia de abdome. Foi então encaminhada para realização de ecoendoscopia para avaliação e biópsia da lesão. Com os seguintes achados:

  • Vesícula biliar normodistendida, com paredes finas, exibindo imagem hiperecóica e móvel, formadora de sombra acústica posterior, medindo cerca de 12 mm no maior eixo, compatível com cálculo (Foto 1);
  • Imagem com ecotextura hipoecóica, homogênea, arredondada, de aproximadamente 11,6 x 10,2 mm, com contornos regulares, limites precisos, sem comunicação com ducto pancreático principal ou acometimento dos vasos perilesionais, localizada em colo pancreático (Fotos 2 e 3).
Figura 1 – Colelitíase

Figura 2 – Lesão sólida em colo pancreático
Figura 3 – Lesão sólida em colo pancreático

Foram realizadas punções ecoguiadas para obtenção de material para análise anatomopatológica (Foto 4).

Figura 4 – Punção de lesão pancreática

O resultado do anatomopatológico evidenciou os seguintes achados:

  • Anatomopatológico: Avaliação histológica revela tumor neuroendócrino bem diferenciado. Amostra apresenta placas sólidas compostas por células atípicas relativamente homogêneas, em densidade celular elevada e estroma escasso. Células atípicas apresentam citoplasma eosinofílico e núcleo arredondado, com cromatina finamente granular. Necrose tumoral não identificada. Figuras mitóticas indistintas.
  • Imuno-histoquímica (marcadores na figura 5): Quadro morfológico e perfil de imuno-expressão compatíveis com TUMOR NEUROENDÓCRINO BEM DIFERENCIADO GRAU 1 (NET G1). 
Figura 5 – Resultado imuno-histoquímica



Quiz! Caso Clínico

Colaboração: Marcelo Fialho Roman, Luiz Carlos Pereira Bin

Paciente feminina, 73 anos, tabagista, HAS, insuficiência cardíaca (IC), estenose aórtica moderada/grave.

Medicações em uso: de Enalapril 20mg, Hidroclorotiazida 25mg, AAS 100mg, Sinvastatina 40mg.

Durante internação, por IC descompensada, apresentou 3 episódios de melena. Não houve instabilidade hemodinâmica. Houve necessidade de transfusão de 1 unidade de hemoconcentrado.

Exames laboratoriais (antes da transfusão): Hb: 8,7| Ht: 27 | Leu: 7.500 sem desvios | Cr: 1,0 | Ur: 39 | Na 136 | K 3,5 e demais exames sem particularidades

EDA: gastrite antral erosiva plana leve; UREASE negativa

Realizou preparo anterógrado com manitol, em que foram evidenciadas:




QUIZ! Caso Clínico

Paciente do sexo feminino, 54 anos, hipertensa, com relato de um episódio de hematoquezia ocorrido há 30 dias. Nega perda ponderal ou alteração do hábito intestinal. Realizou colonoscopia, sendo identificada, em reto distal, próximo à linha pectínea, lesão mostrada abaixo medindo cerca de 2 cm.

Foi realizada cromoscopia com índigo carmim e biópsias.




Quiz ! Colonoscopia de rastreio

Paciente feminina de 49 anos em colonoscopia de rastreio foi evidenciada a seguinte alteração.




QUIZ ! Cáusticos na emergência

Paciente de 28 anos, feminino, com relato de tentativa de suicídio através da ingestão de um copo de solução com soda cáustica há cerca de 12h com queixa de sialorréia, dor retroesternal e epigástrica. Realizou endoscopia em outro serviço cujo laudo descreve mucosa esofágica edemaciada, enantemática com exsudato inflamatório difuso e erosões. Retornou ao setor de endoscopia após 2 meses com quadro de disfagia para sólidos e aceitação irregular de dieta pastosa, sendo evidenciada estenose esofágica e iniciado programa de dilatação.




Quiz !!!




Quiz Cólon

Paciente masculino 73 anos, obeso, hipertenso e diabético, submetido a cirurgia de quadril devido a fratura no colo do fêmur. No segundo dia de pós-operatório, iniciou com quadro de dor e distensão abdominal associado a parada de eliminação de fezes. Rx de abdome demonstrava dilatação difusa do cólon, sem dilatação significativa de alças de delgado. Foram iniciadas, então, medidas de suporte clínico, como jejum, hidratação, passagem de sonda nasogástrica e suspensão de medicamentos opioides. Paciente evoluiu sem melhora clínica, com piora da distensão abdominal sendo submetido a TC de abdome no quinto dia de pós-operatório. Exame mostrou grande dilatação difusa de todo cólon, com diâmetro estimado do ceco de 14 cm. A equipe de endoscopia foi chamada para realização de colonoscopia descompressiva.




Quiz: achados pós-ESD!

Paciente masculino, 57 anos, com história de dispepsia.

Endoscopia Digestiva Alta revela lesão plano-elevada (0-IIa de Paris), com superfície vilosa, aspecto regular, com bordas mal delimitadas, localizada na grande curvatura do antro proximal de 12 mm (Fig.1)

Biópsias: adenoma com displasia de baixo grau.

Figura 1: A) lesão 0-IIa de Paris à luz branca; B)  cromoscopia com NBI; C) cromoscopia com índigo carmim a 0,4%.

Realizado tratamento endoscópico pela técnica de ESD híbrida (Fig. 2)

Figura 2: A) incisão circunferencial da mucosa, seguida de apreensão e ressecção com alça de polipectomia; B) aspecto do leito após recuperação do espécime; C) síntese do leito com hemoclipes.

O laudo anatomopatológico revelou:

  • Adenoma gástrico do tipo intestinal com displasia de baixo grau;
  • Margens periféricas e profundas livres de displasia;
  • H. pylori negativa

A endoscopia de controle 7 meses após o tratamento endoscópico revelou o seguinte achado (Fig. 3)

Figura 3: achados da endoscopia de seguimento.



QUIZ! Caso Clínico

CASO CLÍNICO:

Paciente feminina, 76 anos, hipertensa e diabética, refere dor abdominal, sem sintomas colestáticos ou alterações laboratoriais, encaminhada por colega gastroenterologista para avaliação de alterações em exames de imagem. Nega tabagismo, etilismo ou antecedentes cirúrgicos abdominais.

Laboratório:

Hb 15,5; Ht 47%; Leuco 7.800; Plaq 244.000, INR 0,93; Amilase 73; BT 0,7; BD 0,6; FA 79; GGT 25; TGO 32; TGP 23

Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética: 

Ectasia de vias biliares extrahepáticas e ducto pancreático principal, com colédoco de 1,8 cm, possivelmente secundária ao divertículo duodenal. Divertículo duodenal de 2,6 cm determinando impressão em colédoco distal. 

Ecoendoscopia:

Dilatação do ducto colédoco sem fator obstrutivo – janela transbulbar (ducto colédoco medindo cerca de 16 mm). Discreta dilatação do ducto pancreático principal. Vesícula com mínimas formações polipóides de 2,5 mm, sem imagens sugestivas de cálculos em seu interior.




Quiz! Lesão Gastrica

Ao avaliar uma lesão gástrica, o endoscopista se deparou com esse achado. Como ele é chamado e o que significa?

Créditos: Minoru Kato, Osaka International Cancer Institute.
Créditos: Minoru Kato, Osaka International Cancer Institute.