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	<title>Tiago Franco Vilela Filho, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Tiago Franco Vilela Filho, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Perfuração na Colonoscopia: Cuidados e Manejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Bomfim dos Santos,&#160;Tiago Franco Vilela Filho,&#160;Carlos Kiyoshi Furuya Junior,&#160;Rogerio Kuga&#160;e&#160;Angelo So Taa Kum]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 00:41:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução O câncer colorretal (CCR) se trata de uma preocupação global com incidência ascendente&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao"><strong>Introdução</strong></h2>



<p>O câncer colorretal (CCR) se trata de uma preocupação global com incidência ascendente com o decorrer dos anos, chegando a uma estimativa do número atual de 1.960.000 chegar a 3.600.000 casos em 2050 segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) [1]. A colonoscopia tem um papel importante no diagnóstico do CCR e também para diminuir sua incidência e mortalidade através do tratamento de afecções colorretais através de polipectomias e ressecções de lesões pré-malignas [2, 3].&nbsp;</p>



<p>Como em todo ato médico intervencionista, podem ocorrer eventos adversos inerentes a qualquer procedimento, e no caso das colonoscopias são: náuseas, vômitos ou distensão abdominal pelo preparo intestinal; hipotensão arterial, bradicardia, depressão respiratória e broncoaspiração pela sedação; dor abdominal, sangramento e perfuração pelo procedimento. </p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Cada <strong>paciente</strong> é um <strong>indivíduo particular</strong>, podendo ter anatomia variada congênita ou por cirurgias prévias, sendo que os dispositivos de endoscopia e colonoscopia seguem um design para um biotipo padrão. Como conseguinte, complicações como a perfuração podem ocorrer independente da técnica e expertise do endoscopista. As perfurações são efeitos adversos raros, inerentes a qualquer procedimento endoscópico, potencialmente graves e sua incidência estimada globalmente é de <strong>0,016 a 0,8%</strong> para colonoscopias diagnósticas e <strong>0,02 a 8%</strong> para colonoscopias terapêuticas<sup> </sup>[4]. </p>



<p>Os mecanismos associados às perfurações de cólon após colonoscopia são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>trauma direto ocasionado pelo movimento progressivo do colonoscópio;</li>



<li>pressão lateral na parede do cólon decorrente de alças do aparelho;</li>



<li>passagem do colonoscópio por áreas doentes (estenoses, tumores ou divertículos);</li>



<li>barotrauma por insuflação excessiva de ar;</li>



<li>aplicação de corrente elétrica em ressecções endoscópicas.</li>
</ul>



<p>Aproximadamente 45-60% das perfurações são diagnosticadas durante o procedimento e o restante é reconhecido após o exame com base em sinais e sintomas clínicos que se manifestam geralmente em até 48h como dor abdominal importante com distensão abdominal, sinais de peritonite, taquicardia, leucocitose e febre [4], ou identificados através de exames de imagem como radiografia simples ou tomografia computadorizada (TC) com sinais de pneumoperitônio. Um dos pontos mais críticos do manejo da perfuração tardia é o tempo do diagnóstico, já que a mortalidade nessas condições pode chegar a 5-25% [3,4].</p>



<p><em><a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/artigoscomentados/artigo-comentado-perfuracoes-de-trato-gastrointestinal-alto-e-colonicas-medidas-praticas-de-prevencao-e-avaliacao/">Clique aqui</a> para mais informações de perfurações de trato gastrointestinal alto.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-manejo"><strong>Manejo</strong></h2>



<p></p>



<p>A depender de diferentes fatores, visando minimizar a morbimortalidade da perfuração por colonoscopia e se baseando na diretriz da <em>World Society of Emergency Surgery</em> [4], a conduta varia conforme diferentes cenários apresentados a seguir.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-suspeita-de-perfuracoes-nao-identificadas-durante-a-colonoscopia"><strong><strong>Suspeita de perfurações não identificadas durante a colonoscopia</strong></strong></h3>



<p>Após colonoscopias diagnósticas ou terapêuticas recentes, devem ser orientados a procurar o pronto socorro e serem investigados para perfuração intestinal por exames laboratoriais e de imagem os pacientes que apresentem os seguintes sintomas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dor abdominal persistente e refratária a sintomáticos;</li>



<li>distensão abdominal importante fora do habitual;</li>



<li>febre e calafrios;</li>



<li>sangramento retal.</li>
</ul>



<p>Os marcadores bioquímicos solicitados no caso de suspeita de perfuração são essencialmente leucograma e proteína C reativa. A complicação pode ser confirmada com a demonstração de ar livre intra-peritoneal ou extra-peritoneal. A TC possui maior sensibilidade do que as radiografias abdominais para detectar pneumoperitônio.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-perfuracoes-identificadas-durante-a-colonoscopia"><strong><strong>Perfurações identificadas durante a colonoscopia</strong></strong></h3>



<p>Caso a perfuração seja detectada durante o procedimento pelo endoscopista, os seguintes detalhes das informações ajudam na tomada de decisão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Indicação de colonoscopia (ou seja, diagnóstica ou terapêutica);</li>



<li>Doença cólica associada (por exemplo, estenoses, pólipos, tumores);</li>



<li>Estado geral do paciente e presença de comorbidades;</li>



<li>Tipo de gás usado para insuflação;</li>



<li>Qualidade da preparação do cólon;</li>



<li>Hora da ocorrência da perfuração;</li>



<li>Localização e tamanho da lesão;</li>



<li>Se houve intervenção endoscópica pretendida ou sucedida.</li>
</ul>



<p>O tratamento endoscópico pode ser considerado como uma abordagem inicial se for viável dentro de 4 horas após o procedimento, com paciente estável e pouca contaminação peritoneal, a depender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Perfurações Menores que 2 cm</strong>: avaliar fechamento primário por via endoscópica com hemoclipes associado ou não a terapia a vácuo endoscópico, internação, jejum, hidratação endovenosa e antibioticoterapia por 3-5 dias com cobertura de Gram negativo e anaeróbio.</li>



<li><strong>Perfurações Maiores que 2 cm</strong>: referir para a cirurgia. Pode-se de acordo com experiência do endoscopista e os recursos locais, características dos pacientes e localização da lesão avaliar a possibilidade de fechamento primário por via endoscópica e, seguir com mesmo processo das perfurações menores que 2 cm.</li>
</ul>



<p>O manejo não operatório, conservador, das perfurações pode ser apropriado em pacientes selecionados, incluindo pacientes que estão hemodinamicamente estáveis, sem sepse, com dor localizada e sem líquido livre em exame de imagem. A TC abdominal é sugerida para ajudar a descartar peritonite ou formação precoce de abscesso. Um diagnóstico diferencial importante é a síndrome pós-coagulação.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-perfuracoes-tardias"><strong>Perfurações tardias</strong></h3>



<p>Em casos de perfurações confirmadas não identificadas durante a colonoscopia, deve-se avisar imediatamente a equipe de cirurgia e endoscopia, seguida de internação hospitalar, em UTI a depender do estado e comorbidade do paciente, e avaliar necessidade de intervenção cirúrgica.</p>



<p>Pacientes com pequenas perfurações, ausência de sinais de sepse e peritonite, preparo de cólon adequado, assintomático ou com melhora dos sintomas:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>internação;</li>



<li>jejum por 2-6 horas;</li>



<li>hidratação endovenosa;</li>



<li>antibioticoterapia com cobertura de Gram negativo e anaeróbio por 3-5 dias.&nbsp;</li>
</ul>



<p>A <strong>cirurgia de emergência</strong> é recomendada quando o paciente desenvolve sinais e sintomas de peritonite, em casos de deterioração clínica, suspeita de grande perfuração, falha no manejo conservador, preparo intestinal inadequado ou na presença de doença cólica subjacente que requeira cirurgia.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-fluxograma-do-manejo-da-perfuracao-na-colonoscopia"><strong><strong><strong>Fluxograma do Manejo da Perfuração na Colonoscopia</strong></strong></strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/07/post-dr-angelo-fluxo.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="702" height="732" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/07/post-dr-angelo-fluxo.jpg?v=1719868799" alt="" class="wp-image-19157" style="width:459px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/07/post-dr-angelo-fluxo.jpg?v=1719868799 702w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/07/post-dr-angelo-fluxo-288x300.jpg?v=1719868799 288w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/07/post-dr-angelo-fluxo-585x610.jpg?v=1719868799 585w" sizes="(max-width: 702px) 100vw, 702px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fluxograma para perfuração na colonoscopia (adaptado de <em>WSES guidelines for the management of iatrogenic colonoscopy perforation</em>)</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li><em>Dados de Cancer Tomorrow da International Agency for Research on Cancer, da World Health Organization. https://gco.iarc.fr/tomorrow/en.</em></li>



<li><em>Zauber AG, Winawer SJ, O&#8217;Brien MJ, et al. Colonoscopic polypectomy and long-term prevention of colorectal-cancer deaths. N Engl J Med. 2012 Feb 23;366(8):687-96. doi: 10.1056/NEJMoa1100370. PMID: 22356322; PMCID: PMC3322371.</em></li>



<li><em>Lee J, Lee YJ, Seo JW, et al. Incidence of colonoscopy-related perforation and risk factors for poor outcomes: 3-year results from a prospective, multicenter registry (with videos). Surg Endosc 37, 5865–5874 (2023). https://doi.org/10.1007/s00464-023-10046-5.</em></li>



<li><em>de&#8217;Angelis N, Di Saverio S, Chiara O, et al. 2017 WSES guidelines for the management of iatrogenic colonoscopy perforation. World J Emerg Surg. 2018 Jan 24;13:5. doi: 10.1186/s13017-018-0162-9. PMID: 29416554; PMCID: PMC5784542.</em></li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Santos JB, Vilela Filho TF, Furuya Júnior CK, Kuga R, Kum AST. Perfuração na Colonoscopia: Cuidados e Manejo. Endoscopia Terapeutica 2024, Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/perfuracao-na-colonoscopia-cuidados-e-manejo/">https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/perfuracao-na-colonoscopia-cuidados-e-manejo/</a></p>
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