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	<title>SERGIO EIJI MATUGUMA, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>SERGIO EIJI MATUGUMA, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<item>
		<title>Técnica para neurólise do plexo celíaco por Ecoendoscopia</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/tecnica-para-neurolise-do-plexo-celiaco-por-ecoendoscopia/</link>
					<comments>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/tecnica-para-neurolise-do-plexo-celiaco-por-ecoendoscopia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ernesto Quaresma Mendonça&#160;e&#160;SERGIO EIJI MATUGUMA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 07:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Traduzir]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução Cerca de metade dos pacientes com neoplasia malignas abdominais apresentam dor crônica, com&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao"><strong>Introdução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de metade dos pacientes com neoplasia malignas abdominais apresentam dor crônica, com uma incidência ainda maior em pacientes com câncer gástrico e pancreático em estado avançado (<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/rastreio-de-neoplasia-pancreatica-em-individuos-com-predisposicao-genetica/">clique aqui</a> para critérios de rastreio de neoplasia pancreática). O mecanismo da dor é multifatorial, com componentes nociceptivo (somático e visceral) e neuropático, sendo este último o mais resistente à terapêutica analgésica. O câncer pancreático apresenta-se com maior propensão para invasão perineural e, portanto, dor neuropática, o que explica uma maior prevalência do sintoma em pacientes com esta doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle inadequado da dor não prejudica apenas o aspecto da qualidade de vida dos pacientes, mas também está relacionado a desfechos clínicos piores, incluindo uma maior mortalidade.<sup>1,2,3</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O manejo da dor deve ser feito de maneira multimodal, incluindo o uso de analgésicos não opioides, opioides e moduladores da dor, mas o efeito colateral destas medicações, sobretudo dos opioides (náusea, vômitos, constipação, sonolência, pruridos) é um fator limitante. Outro aspecto que dificulta o controle álgico é a tendência a resistência à ação das medicações e necessidade de aumento progressivo das doses, com consequente aumento dos efeitos colaterais. Neste contexto a neurólise do plexo celíaco (Figura 1<sup>4</sup>) surge como um importante método complementar no tratamento da dor oncológica abdominal, podendo ser indicada também em contexto não oncológico como no caso da pancreatite crônica dolorosa. A intervenção direta no plexo celíaco atua na redução da transmissão dolorosa independente do tipo do sinal (nociceptivo ou neuropático).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a959ab492d36&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a959ab492d36" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="858" height="898" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto.jpg?v=1715805981" alt="" class="wp-image-18815" style="width:434px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto.jpg?v=1715805981 858w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-287x300.jpg?v=1715805981 287w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-768x804.jpg?v=1715805981 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-585x612.jpg?v=1715805981 585w" sizes="(max-width: 858px) 100vw, 858px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figura 1. Anatomia do plexo celíaco (adaptado de imagem do Dr. Gombosiu C publicada por Seicean A, 2017 <sup>4</sup>).</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A neurólise consiste na destruição permanente do plexo pela injeção de uma substância neurolítica, como o etanol. É importante diferenciar do bloqueio celíaco que se refere a interrupção temporária da transmissão dolorosa pela injeção de corticoides ou anestésicos de longa duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Leia também:</strong> <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/endoscopic-ultrasound-guided-celiac-ganglia-neurolysis-vs-celiac-plexus-neurolysis-a-randomized-multicenter-trial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudo multicêntrico, randomizado comparando a neurólise ecoguiada do gânglio celíaco versus a neurólise ecoguiada do plexo celíaco</a></em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tecnica"><strong>Técnica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento de neurólise do plexo celíaco foi classicamente descrito por abordagem posterior guiada por tomografia. Entretanto o advento da Ecoendoscopia, permitiu uma abordagem com menos eventos adversos, mais cômoda aos pacientes, mais custo-efetiva e com a possibilidade de visão em tempo real. A técnica ecoguiada foi descrita por Wiersema et al <sup>5</sup> em 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preparação do paciente deve levar em consideração avaliação da coagulação e função plaquetária, com descontinuação de agendes anticoagulantes e antiplaquetários, conforme recomendações habituais. As contraindicações relativas e absolutas estão expostas na <strong>tabela 1</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><div class="pcrstb-wrap"><table><tbody><tr><td><strong>Tabela 1. Contraindicações da neurólise celíaca guiada por Ecoendoscopia</strong></td></tr></tbody></table></div></figure>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><div class="pcrstb-wrap"><table><tbody><tr><td><strong>Absoluta</strong></td><td><strong>Relativa</strong></td></tr><tr><td>Câncer pancreático ressecável</td><td>Varizes esofágicas ou gástricas</td></tr><tr><td>Coagulopatia (INR &gt; 1,5)</td><td>Cirurgia gástrica prévia</td></tr><tr><td>Plaquetas baixas (&lt; 50.000)</td><td>Anomalias do tronco celíaco</td></tr></tbody></table></div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Devido a perda do tônus simpático, os pacientes podem apresentar hipotensão nos pós procedimento. Assim, há a necessidade de administração de cristaloides venosos no pré, intra e pós procedimento, com monitorização multiparamétrica até momento da alta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento ecoguiado por ser feito por injeção única central, com uma agulha com ponta cônica e porção dista multiperfurada projetada especificamente para esta técnica (Agulha EchoTip® Ultra para neurólise do plexo celíaco, Cook Medical – Figura 2), que sendo posicionada acima do tronco celíaco permite que a injeção seja pulverizada em um forma radial e uniforme, ou por agulha standard com duas injeções laterais ao tronco. Devido a maior disponibilidade das agulhas standard, transcrevemos a seguir técnica bilateral, conforme descrição do professor Sergio Eijii Matuguma, professor do serviço de endoscopia digestiva do hospital das clínicas da faculdade de medicina da universidade de São Paulo (HC-FMUSP).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a959ab493ec7&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a959ab493ec7" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img decoding="async" width="1024" height="558" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-1024x558.jpg?v=1715806504" alt="" class="wp-image-18823" style="width:452px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-1024x558.jpg?v=1715806504 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-300x163.jpg?v=1715806504 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-768x418.jpg?v=1715806504 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-1536x837.jpg?v=1715806504 1536w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-1170x638.jpg?v=1715806504 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2-585x319.jpg?v=1715806504 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr.-Ernesto-2.jpg?v=1715806504 1560w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figura 2. Agulha EchoTip® Ultra para neurólise do plexo celíaco, Cook Medical.</em></figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading" id="h-materiais-necessarios"><em>Materiais necessários:</em></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>01 agulha fina de aspiração (FNA) 22G;</li>



<li>01 frasco 20 ml de Bupivacaína 0,5%, sem vasoconstrictor;</li>



<li>02 frascos 10 ml álcool absoluto estéril (98% GL);</li>



<li>02 ampolas Soro Fisiológico (SF) 10 ml;</li>



<li>02 seringas 10 ml (para solução de Bupivacaína);</li>



<li>02 seringas 10 ml (para solução de Álcool absoluto);</li>



<li>02 seringas 10 ml (para SF).</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-preparo-previo"><em>Preparo prévio:</em></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Bupivacaína 0,25%
<ul class="wp-block-list">
<li>Aspirar na seringa de 10 ml = Bupivacaína 0,5% 5 ml + 5 ml SF;</li>



<li>Total final:&nbsp; 10 ml de Bupivacaína 0,25% ;</li>



<li>Preparar 2 seringas da solução.</li>
</ul>
</li>



<li>Álcool absoluto estéril
<ul class="wp-block-list">
<li>Aspirar na seringa de 10 ml = álcool absoluto estéril 10 ml;</li>



<li>Total final: 10 ml de álcool;</li>



<li>Preparar 2 seringas de álcool.</li>
</ul>
</li>



<li>Soro fisiológico
<ul class="wp-block-list">
<li>Aspirar na seringa de 10 ml = 10 ml SF;</li>



<li>Total final: 10 ml de SF;</li>



<li>Preparar 2 seringas SF.</li>
</ul>
</li>



<li>Agulhas 22G (FNA)
<ul class="wp-block-list">
<li>Preencher agulha com 3 ml SF (para retirar o ar de dentro da luz da agulha) e deixar conectada a seringa 10 ml com SF.</li>
</ul>
</li>



<li>Preparo do paciente
<ul class="wp-block-list">
<li>Administrar 500 a 1000 ml de ringer lactato IV antes do procedimento.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-sequencia-da-tecnica"><em>Sequência da técnica:</em></h3>



<ol class="wp-block-list">
<li>Localizar a artéria celíaca;</li>



<li>Memorizar o ponto no espaço retroperitoneal, junto ao ângulo obtuso da emergência da artéria celíaca e parede gástrica. Fixar o ponto (local &#8211; Figura 3);</li>



<li>Torque anti-horário (milimétrico) até desaparecer a aorta (para direita da aorta abdominal);</li>



<li>Puncionar o local “espelho” do lado direito que havia fixado, junto ao ângulo obtuso da emergência da artéria celíaca, com agulha 22G (Figura 4);</li>



<li>Injetar 3 ml SF no espaço retroperitoneal (formar um coxim de SF que afasta os vasos arteriais maiores, por exemplo vertebrais);</li>



<li>Seguir com injeção de 10 ml da solução de bupivacaina 0,25%;</li>



<li>Após, injetar de 10 ml de álcool absoluto estéril;</li>



<li>Recolocar a seringa de SF, injetar 3 a 5 ml de SF, a fim de empurrar todo o álcool da luz da agulha;</li>



<li>Remover a agulha;</li>



<li>Para outro lado (à esquerda da aorta), localizar a artéria celíaca;</li>



<li>Memorizar o ponto no espaço retroperitoneal, junto ao ângulo obtuso da emergência da artéria celíaca e parede gástrica. Fixar o ponto (local &#8211; Figura 3);</li>



<li>Torque horário (milimétrico) até desaparecer a aorta (para esquerda da aorta abdominal);</li>



<li>Puncionar o local “espelho” do lado esquerdo que havia fixado, junto ao ângulo obtuso da emergência da artéria celíaca, com agulha 22G (Figura 5);</li>



<li>Injetar 3 ml SF no espaço retroperitoneal (formar um coxim de SF que afasta os vasos arteriais maiores, por exemplo vertebrais);</li>



<li>Seguir com injeção de 10 ml da solução de bupivacaína 0,25%;</li>



<li>Após, injeção de 10 ml de álcool absoluto estéril;</li>



<li>Recolocar a seringa de SF e injetar 3 a 5 ml de SF para empurrar todo o álcool da luz da agulha;</li>



<li>Remover a agulha.</li>
</ol>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a959ab495659&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a959ab495659" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img decoding="async" width="894" height="552" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-3.jpg?v=1715807065" alt="" class="wp-image-18834" style="width:470px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-3.jpg?v=1715807065 894w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-3-300x185.jpg?v=1715807065 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-3-768x474.jpg?v=1715807065 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-3-585x361.jpg?v=1715807065 585w" sizes="(max-width: 894px) 100vw, 894px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figura 3. Emergência da artéria celíaca (AC) junto à aorta abdominal (Ao). Notar ponto no espaço retroperitoneal, junto ao ângulo obtuso da emergência da artéria celíaca e parede gástrica (elipse).</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a959ab4964a5&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a959ab4964a5" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="894" height="552" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-4.jpg?v=1715807141" alt="" class="wp-image-18835" style="width:466px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-4.jpg?v=1715807141 894w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-4-300x185.jpg?v=1715807141 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-4-768x474.jpg?v=1715807141 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-4-585x361.jpg?v=1715807141 585w" sizes="(max-width: 894px) 100vw, 894px" /><button
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			</svg>
		</button><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figura 4. Ponto de punção à direita da aorta (torque anti-horário à partir da emergência da artéria celíaca).</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a959ab497255&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a959ab497255" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="894" height="552" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-5.jpg?v=1715807222" alt="" class="wp-image-18836" style="width:486px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-5.jpg?v=1715807222 894w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-5-300x185.jpg?v=1715807222 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-5-768x474.jpg?v=1715807222 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/05/post-Dr-Ernesto-5-585x361.jpg?v=1715807222 585w" sizes="(max-width: 894px) 100vw, 894px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figura 5. Ponto de punção à esquerda da aorta (torque horário à partir da emergência da artéria celíaca).</em></figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-cuidados-pos-procedimento"><em>Cuidados pós procedimento:</em></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Observar:
<ul class="wp-block-list">
<li>Hipotensão postural (imediata). Se necessário administrar mais fluidos intravenosos;</li>



<li>Dor abdominal (primeiras 48 horas). É esperado pelo efeito de neurólise do álcool;</li>



<li>Diarreia transitória (primeiras 48h);</li>



<li>Alteração neurológica membros inferiores (primeiras 48h).</li>
</ul>
</li>



<li>Após 48h é esperada reduz da dose de opioide, entretanto a maioria dos pacientes ainda necessitará de uso complementar de analgésicos.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resultados-e-complicacoes"><strong>Resultados e complicações</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O alívio da dor bom ou excelente é esperado em 89% dos pacientes submetidos ao procedimento, nas primeiras 2 semanas, sendo mantida por 3 meses em cerca de 90% destes pacientes e alcançando eficácia significativa de 70 a 90% no momento da morte.<sup>6</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de não haver aumento de sobrevida associada ao procedimento, há significativo aumento da qualidade de vida destes pacientes, com melhora do status funcional, capacidade de trabalhar, sono e aproveitamento de atividades de laser.<sup>7,8</sup> Esses achados estão associados com a melhora da dor e com a diminuição dos efeitos colaterais associados aos analgésicos opioides.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte das complicações associadas ao procedimento são leves e transitórias (descritas acima na sessão referente à técnica: hipotensão postural, dor abdominal, diarreia, alteração neurológica em membros inferiores. Entretanto foram descritas na literatura casos isolados de complicações graves como trombose do tronco celíaco, paraplegia permanente por infarto da medula espinhal e abscesso retroperitoneal, provavelmente associados a erros técnicos na realização do procedimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclusao"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">A neurólise do plexo celíaco é um procedimento seguro e efetivo, que pode ser utilizado no manejo da dor abdominal crônica em doenças malignas e benignas (sobretudo neoplasia pancreática e pancreatite crônica dolorosa).<sup>9</sup> Ele deve ser considerado um procedimento complementar no manejo destes pacientes e geralmente sua realização não leva a uma completa descontinuação do uso de analgésicos, porém ao promover sua redução, tem importante papel na melhora da qualidade de vida, especialmente quando indicado de forma mais precoce no manejo da doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Koulouris AI, Banim P, Hart AR. Pain in patients with pancreatic cancer: prevalence, mechanisms, management and future developments. Dig Dis Sci 2017;62(04):861–870.</li>



<li>Kelsen DP, Portenoy RK, Thaler HT, et al. Pain and depression in patients with newly diagnosed pancreas cancer. J Clin Oncol 1995;13(03):748–755</li>



<li>Cornman-Homonoff J, Holzwanger DJ, Lee KS, Madoff DC, Li D. Celiac Plexus Block and Neurolysis in the Management of Chronic Upper Abdominal Pain. Semin Intervent Radiol. 2017 Dec;34(4):376-386.</li>



<li>Seicean A. Celiac plexus neurolysis in pancreatic cancer: the endoscopic ultrasound approach. World J Gastroenterol. 2014 Jan 7;20(1):110-7.</li>



<li>Wiersema MJ, Wiersema LM. Endosonography-guided celiac plexus neurolysis. Gastrointest Endosc. 1996 Dec;44(6):656-62. doi: 10.1016/s0016-5107(96)70047-0. PMID: 8979053.</li>



<li>Eisenberg E, Carr DB, Chalmers TC. Neurolytic celiac plexus block for treatment of cancer pain: a meta-analysis. Anesth Analg 1995; 80(02):290–295</li>



<li>Leblanc JK, Rawl S, Juan M, Johnson C, Kroenke K, McHenry L, Sherman S, McGreevy K, Al-Haddad M, Dewitt J. Endoscopic Ultrasound-Guided Celiac Plexus Neurolysis in Pancreatic Cancer: A Prospective Pilot Study of Safety Using 10 mL versus 20 mL Alcohol. Diagn Ther Endosc 2013; 2013: 327036</li>



<li>Seicean A, Cainap C, Gulei I, Tantau M, Seicean R. Pain palliation by endoscopic ultrasound-guided celiac plexus neurolysis in patients with unresectable pancreatic cancer. J Gastrointestin Liver Dis 2013; 22: 59-64</li>



<li>Pérez-Aguado G, de la Mata DM, Valenciano CM, Sainz IF. Endoscopic ultrasonography-guided celiac plexus neurolysis in patients with unresectable pancreatic cancer: An update. World J Gastrointest Endosc. 2021 Oct 16;13(10):460-472. doi: 10.4253/wjge.v13.i10.460. PMID: 34733407; PMCID: PMC8546561.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Mendoça EQ e Matuguma SE. Técnica para neurólise do plexo celíaco por Ecoendoscopia. Endoscopia Terapeutica 2024 Vol. 1. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=18814" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/uncategorized/tecnica-para-neurolise-do-plexo-celiaco-por-ecoendoscopia/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Duplicação cística de esôfago</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/duplicacao-cistica-de-esofago/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[SERGIO EIJI MATUGUMA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 09:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO Em exames de endoscopia digestiva alta de rotina, o achado de lesão subepitelial&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>INTRODUÇÃO</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em exames de endoscopia digestiva alta de rotina, o achado de lesão subepitelial em esôfago é ocasional, porém presente com certa frequência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente, o paciente se apresenta assintomático quanto à lesão encontrada, e o exame endoscópico foi indicado por outras causas, tais como dispepsia, suspeita de refluxo gastroesofágico, empachamento, etc (Figura 1).</span></p>
<p><div id="attachment_8262" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2018/09/Imagem.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8262" class="wp-image-8262 size-full" title="Lesão subepitelial em esôfago distal" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Imagem.jpg" alt="Lesão subepitelial em esôfago distal" width="233" height="196"></a><p id="caption-attachment-8262" class="wp-caption-text">Figura 1: lesão subepitelial em esôfago distal.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da sintomatologia não estar relacionada à lesão subepitelial encontrada, seu esclarecimento diagnóstico nos direciona à investigação mais específica por meio de outros métodos de imagem, como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética nuclear e a <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntos-gerais/ag-ecoendoscopia/" target="_blank" rel="noopener">ecoendoscopia</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas lesões subepiteliais, as biópsias da mucosa não esclarecem o seu diagnóstico, justamente por estarem recobertas por mucosa íntegra e não serem representativas da lesão subepitelial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, quando encontramos uma solução de continuidade da lesão subepitelial com a mucosa (por exemplo, em lesões com ulcerações ou erosões na mucosa que a recobre), as amostras teciduais nas áreas ulceradas ou erodidas, por meio de biópsias endoluminais (pinças tipo fórceps), merecem ser investidas para o diagnóstico histológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São várias as hipóteses diagnósticas das lesões subepiteliais em esôfago:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cisto de retenção;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Lipoma submucoso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Schwannoma;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Hemangioma;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Leiomioma;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">GIST;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Duplicação cística.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as possibilidades diagnósticas, a duplicação cística de esôfago deve ser considerada.</span></p>
<h2 style="text-align: left;">DUPLICAÇÃO CÍSTICA ESOFÁGICA</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A duplicação cística é decorrente de alterações da formação do tubo digestório. Na fase embrionária, a endoderme se divide em 3 segmentos distintos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">intestino primitivo cefálico (</span><i><span style="font-weight: 400;">foregut</span></i><span style="font-weight: 400;">);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">intestino primitivo médio (</span><i><span style="font-weight: 400;">midgut</span></i><span style="font-weight: 400;">);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">intestino primitivo caudal (</span><i><span style="font-weight: 400;">hindgut</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a formação do segmento proximal do tubo digestivo (3ª a 8ª semana de gestação) [1], o intestino primitivo cefálico (</span><i><span style="font-weight: 400;">foregut</span></i><span style="font-weight: 400;">), que se constitui como um único tubo, divide-se em 2 tubos paralelos e origina 2 segmentos tubulares:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><b>Segmento anterior:</b><span style="font-weight: 400;"> que forma a traqueia e seus ramos segmentares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Segmento posterior:</b><span style="font-weight: 400;"> que origina o todo o <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/categoria/imagens/orgao/esofago/">esôfago</a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma grande falha na junção da endoderme possibilita uma fusão anômala e, consequentemente, formam as atresias de esôfago e de traqueia (total ou parcial) associadas ou não à fistula esofagotraqueal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esporadicamente, pode haver uma junção irregular dos bordos de fusão, de maneira a resultar em um recesso intramural no esôfago, ou mesmo um recesso para-esofágico (extramural), o qual origina a duplicação cística do esôfago (Figura 2).</span></p>
<p><div id="attachment_7857" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7857" class="wp-image-7857 size-medium" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-300x281.png" alt="" width="300" height="281" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-300x281.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1.png 380w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-7857" class="wp-caption-text">Figura 1a: intestino primitivo cefálico com formação de traqueia e esôfago.</p></div></p>
<p><div id="attachment_8289" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/09/Imagem1_.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8289" class="wp-image-8289 size-medium" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Imagem1_.png" alt="" width="300" height="221"></a><p id="caption-attachment-8289" class="wp-caption-text">Figura 1b: intestino primitivo cefálico com falha e formação de duplicação cística.</p></div></p>
<p><div id="attachment_7858" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7858" class="wp-image-7858 size-medium" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-1-300x200.png" alt="" width="300" height="200" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-1-300x200.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-1-263x175.png 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-1.png 380w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-7858" class="wp-caption-text">Figura 2: a) Intestino primitivo cefálico com formação de traqueia e esôfago. b) Intestino primitivo cefálico com falha e formação de duplicação cística.</p></div></p>
<p><b>Histologicamente</b><span style="font-weight: 400;">, o interior da duplicação cística de esôfago é revestido por epitélio escamoso ou entérico, os quais secretam secreção seromucosa. Externamente, é formada por dupla camada de musculatura lisa e, raramente, pode apresentar uma comunicação nítida com a luz esofágica.</span></p>
<p><b>Quanto à localização esofágica</b><span style="font-weight: 400;">, a maior parte das duplicações císticas situam-se na região posterolateral direita do mediastino inferior e com maior predominância no terço distal (2/3) comparado ao terço proximal e médio (1/3) [2].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser uma malformação congênita, o diagnóstico é mais frequente em crianças (80%) [3], as quais apresentam sintomas. No adulto, a sintomatologia geralmente é ausente, e, quando se apresenta algum sintoma (&lt; 7%), está relacionado ao efeito compressivo da lesão em órgãos adjacentes [2]. Assim, a sintomatologia pode variar em função da localização da duplicação cística no esôfago (tabela 1).</span></p>
<div class="pcrstb-wrap"><table>
<tbody>
<tr>
<td width="187"><strong><em>Localização em esôfago</em></strong></td>
<td width="389"><strong><em>Sintoma relacionado</em></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="187"><em>1/3 proximal</em></td>
<td width="389">estridor, tosse</td>
</tr>
<tr>
<td width="187"><em>1/3 médio</em></td>
<td width="389">dor torácica, disfagia</td>
</tr>
<tr>
<td width="187"><em>1/3 distal</em></td>
<td width="389">disfagia, epigastralgia, vômitos, arritmia cardíaca<span style="font-weight: 400;">&nbsp;[4]</span></td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: left;">INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA</h2>
<p><b>Tomografia Computadorizada (CT):</b><span style="font-weight: 400;"> identifica-se uma imagem de massa homogênea, com íntimo contato com o esôfago, arredondada ou ovalada, bem delimitada, de contornos regulares, associada à densidade de fluido no seu interior e que não se altera à injeção de contraste.</span></p>
<p><b>Ressonância Magnética Nuclear (RMN):</b><span style="font-weight: 400;"> demonstra formação cística, localizada junto à parede esofágica, com hipossinal em T1, hipersinal em T2 e sem aspecto sólido em T1 com contraste.</span></p>
<p><b>Ecoendoscopia:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É indicada [5]:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Quando CT ou RMN não definem diagnóstico;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em lesões suspeitas de malignidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em formações atípicas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A imagem ecográfica típica de duplicação cística de esôfago tem ecotextura anecoica ou hipoecoica, homogênea, alongada ou ovalada, de contornos regulares, limites precisos, com reforço hiperecoico no seu limite posterior. Situa-se inserida em camada submucosa, muscular própria ou até mesmo subserosa, com 3 a 5 camadas na parede [3] (Figura 3). Por vezes, podem ser múltiplas formações císticas intramurais com lobulações, e até mesmo, com septações em sua parede [6] (Figura 4). O conteúdo intracístico também pode ser heterogêneo, com imagens de debris ou pontos puntiformes de permeio (Figura 5).</span></p>
<p><div id="attachment_7859" style="width: 263px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7859" class="wp-image-7859 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem3.jpg" alt="" width="253" height="201"><p id="caption-attachment-7859" class="wp-caption-text">Figura 3: ecoendoscopia setorial com imagem hipoecoica inserida em camada submucosa e muscular própria de esôfago distal.</p></div></p>
<p><div id="attachment_8260" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2018/09/Imagem4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8260" class="wp-image-8260 size-full" title="Duplicação cística de esôfago" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Imagem4.jpg" alt="Duplicação cística de esôfago" width="257" height="215"></a><p id="caption-attachment-8260" class="wp-caption-text">Figura 4: ecoendoscopia radial com imagem anecoica inserida em camada submucosa e muscular própria de esôfago com septos finos.</p></div></p>
<p><div id="attachment_8261" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2018/09/Imagem5.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8261" class="wp-image-8261 size-full" title="Duplicação cística de esôfago" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Imagem5.jpg" alt="Duplicação cística de esôfago" width="266" height="217"></a><p id="caption-attachment-8261" class="wp-caption-text">Figura 5: ecoendoscopia setorial com imagem hipoecoica inserida em camada submucosa e muscular própria de esôfago distal com pontos hiperecoicos de permeio.</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, a diferenciação quanto à natureza sólida ou cística da imagem pode ser definida pela ecoendoscopia. Porém mesmo ecoendoscopistas experientes podem ter dúvidas, uma vez que a secreção espessa da duplicação cística (muco) pode mimetizar uma imagem sólida ecográfica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas situações, a </span><b>punção ecoguiada</b><span style="font-weight: 400;"> se faz necessária para possibilitar o diagnóstico diferencial entre duplicação cística de esôfago, leiomioma, GIST ou mesmo um conglomerado linfonodal paraesofágico. A amostra da punção ecoguiada pode revelar material mucoide com células epiteliais, semelhantes ao epitélio esofágico ou entérico. A grande preocupação em relação à punção ecoguiada é a </span><b>infecção</b><span style="font-weight: 400;">. Com taxas de 14% [4] [8], a infecção intracística pós-punção ecoguiada se demonstrou com morbidade e mortalidade temerárias pela potencial evolução para mediastinite, mesmo com uso de antibióticos em doses terapêuticas. Assim, há uma tendência dos ecoendoscopistas em reservar a punção ecoguiada somente em casos extremamente necessários [9].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>tratamento</b><span style="font-weight: 400;"> da duplicação cística de esôfago é indicado em pacientes sintomáticos. A remoção ou a enucleação cirúrgica estão sendo os tratamentos de eleição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos pacientes assintomáticos, o tratamento conservador é predominante frente aos riscos inerentes da cirurgia esofágica (fístula, refluxo gastroesofágico) e mortalidade cirúrgica de 1% [10]. Outros advogam que a baixa taxa anual de crescimento da duplicação cística de esôfago não justifica a morbimortalidade da cirurgia [11]. Há relatos de indicações cirúrgicas em pacientes assintomáticos, justificadas pelo risco de ulceração ou perfuração da duplicação cística de esôfago, com sucesso no seguimento [12].</span></p>
<h2>Saiba mais:</h2>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/papel-da-endoscopia-nas-lesoes-subepiteliais-do-trato-gastrointestinal/"><span style="font-weight: 400;">Guideline comentado da ASGE sobre lesões subepiteliais TGI</span></a></p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/tumor-de-celulas-granulares/"><span style="font-weight: 400;">Tumor de células granulares no esôfago</span></a></p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/quiz/lesao-subepitelial-de-esofago-qual-hipotese-e-conduta/"><span style="font-weight: 400;">QUIZ! – Lesão subepitelial de esôfago</span></a></p>
<h2>Como citar este artigo:</h2>
<p>Matuguma, SE. Duplicação cística de esôfago. Endoscopia Terapêutica; 2021. Disponível em:&nbsp;https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/duplicacao-cistica-de-esofago</p>
<h2>Referências</h2>
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</ol>
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