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	<title>Pedro Elder Paiva Lima Filho, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Pedro Elder Paiva Lima Filho, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Laringoespasmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Elder Paiva Lima Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2023 06:30:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O laringoespasmo é até certo ponto uma ocorrência comum para os anestesiologistas, mas, muitas&#8230;</p>
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<p>O laringoespasmo é até certo ponto uma ocorrência comum para os anestesiologistas, mas, muitas vezes, desconhecida do médico endoscopista.</p>



<p>Apesar de não ter uma frequência tão elevada, um episódio com tratamento tardio ou inadequado pode ser catastrófico.</p>



<p>De forma resumida, seria o fechamento glótico causado por um reflexo exacerbado de constrição da musculatura intrínseca da laringe. É essencialmente um mecanismo de proteção para prevenir entrada de material estranho na árvore brônquica. Como resultado, haverá impedimento da ventilação, levando à hipoxia e à hipercapnia. </p>



<p>O problema é autolimitado na maior parte dos casos, pois por tempo prolongado, a hipoxia e a hipercapnia cessam o reflexo de espasmo. Contudo, em certos episódios, o espasmo pode se prolongar e trazer riscos ao paciente.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-1.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="352" height="291" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-1.png" alt="" class="wp-image-15717" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-1.png 352w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-1-300x248.png 300w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Etiologia</strong></h2>



<p>Apesar de ter etiologia multifatorial, a manipulação da via aérea é o principal fator implicado. A incidência é maior em crianças, pacientes com infecções do trato respiratório, ou asma, tabagistas, portadores de apneia obstrutiva do sono, refluxo gastresofágico importante e obesos. Além disso, o risco é maior em casos de manipulação de via aérea e em procedimentos na cavidade oral e faringe.</p>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">A endoscopia digestiva alta e a broncoscopia estão diretamente relacionadas ao laringoespasmo pelo estímulo direto da região. Outras associações seriam anestesia superficial no início e final desses procedimentos e regurgitação.</p>



<p>Muitas drogas têm sido estudadas na prevenção do laringoespasmo. Pré-medicaçao com benzodiazepínicos reduz os reflexos de via aérea. Lidocaína tópica (4mg/kg) ou venosa (1,5-2mg/kg) parece também trazer benefício. Cuidados não medicamentosos: manter o paciente em decúbito lateral esquerdo no periprocedimento.</p>



<p>O laringoespasmo pode ser parcial, havendo passagem de certa quantidade de ar, levando a estridor inspiratório; ou completo, não havendo passagem de ar e ausência de sons respiratórios. Em ambos os casos, sinais de obstrução podem ser notados, como: retração intercostal e movimentos paradoxais do tórax e do abdome. Sinais tardios: dessaturação, bradicardia e cianose.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p>O tratamento consiste primeiramente em identificar e cessar o fator desencadeante.Após, aplicar pressão positiva com oxigênio a 100%, anteriorização da mandíbula e manobra de Larson (figura1). Essa técnica abre as vias aéreas e causa dor periosteal, ajudando a relaxar as cordas vocais pelo sistema nervoso autônomo. </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cessar o fator desencadeante</li>



<li>Pressão positiva com oxigênio a 100%, </li>



<li>Anteriorização da mandíbula</li>



<li>Manobra de Larson</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-2.png"><img decoding="async" width="600" height="266" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-2.png" alt="" class="wp-image-15718" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-2.png?v=1680994212 600w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-2-300x133.png?v=1680994212 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-2-585x259.png?v=1680994212 585w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1. Ponto do laringoespasmo (seta).</strong> Local onde se realiza a manobra de Larson: compressão simultânea em ambos os lados da cabeça, na depressão localizada atrás do lóbulo das orelhas e limitada anteriormente pelo ramo ascendente da mandíbula adjacente ao côndilo, posteriormente pelo processo mastoóide do osso temporal e superiormente pela base do crânio. Concomitantemente, deve ser feito o deslocamento anterior da mandíbula. Erro comum é aplicar pressão no ângulo da mandíbula, devendo ser mais cefálico.</figcaption></figure>
</div>


<p>Após, aplicar pressão positiva com oxigênio a 100%, anteriorização da mandíbula e manobra de Larson (figura 1). Essa técnica abre as vias aéreas e causa dor periosteal, ajudando a relaxar as cordas vocais pelo sistema nervoso autônomo. Obtendo-se melhora do quadro, o diagnóstico seria de espasmo parcial. Persistindo o quadro, seria um caso de laringoespasmo completo, sendo importante a ajuda de outro profissional e aprofundamento da anestesia com Propofol (0,25-0,8mg/kg). Provavelmente será necessário ventilar o paciente em consequência de apneia transitória. </p>



<p>A chance de reversão do quadro com Propofol é bastante alta. Todavia, se não houver melhora, utiliza-se Succinilcolina (0,1mg/kg-1,2mgkg EV ou 3-4mg/kg IM). Ter em mente que o Propofol é preferível frente à Succinilcolina, já que nessa dose não acarreta muita repercussão hemodinâmica e não traz risco de paralisia muscular.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Algoritmo de tratamento escalonado enquanto não há melhora do quadro: </strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-4.png"><img decoding="async" width="307" height="543" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-4.png" alt="" class="wp-image-15720" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-4.png 307w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/image-4-170x300.png 170w" sizes="(max-width: 307px) 100vw, 307px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão </strong> </h2>



<p>É de suma importância identificar os fatores de risco para o desenvolvimento do laringoespasmo e reconhecê-lo rapidamente, antes que a condição do paciente se deteriore. Uma sedação profunda para realização da endoscopia é essencial. </p>



<p>Além disso, o conhecimento das doses das principais medicações utilizadas para reverter o espasmo: propofol e succinilcolina. </p>



<p>Finalmente, importante avaliar se o paciente não cursou com broncoaspiração ou edema agudo de pulmão por pressão negativa pelo esforço respiratório contra obstrução.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Landsman IS. Mechanisms and treatment of Laryngospasm. Int Anesthesiol Clin. 1997 Summer;35(3):67-73. PMID: 9361977</li>



<li>Alalami AA, Ayoub CM, Baraka AS. Laryngospasm: review of different prevention and treatment modalities. Paediatr Anaesth. 2008 Apr;18(4):281-8. doi: 10.1111/j.1460-9592.2008.02448.x. PMID: 18315632</li>



<li>Soares RR, Heyden EG. Tratamento do Laringoespasmo em anestesia pediátrica por digitopressão retroauricular: relato de casos. Rev. Bras. Anestesiol. Dez 2008;&nbsp; 58:6:631-636</li>



<li>Chen Y, Zhang X. Acute postobsctrutive pulmonry edema following laryngospasm in elderly patients: a case report. J Perianesth Nurs. 2019 Apr;34(2):250-258. PMID: 30100095</li>



<li>Moura TSM, Silva FCP, Taves LOAF. Laringoespasmo em anestesia pediátrica. Rev Med Minas Gerais 2018;28 (Supl 8): S20-S27</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este arquivo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Elder P. Laringoespasmo. Endoscopia Terapeutica 2023, Vol 1. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/laringoespasmo/(abrir em uma nova aba)">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/laringoespasmo/</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </h2>
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