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	<title>Luiz Alberti, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Luiz Alberti, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Divertículo Intraduodenal (“Windsock Diverticulum”): uma causa rara de obstrução intestinal alta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Alves Retes&#160;e&#160;Luiz Alberti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Apr 2023 06:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paciente feminina, 19 anos, previamente hígida, iniciou com quadro de distensão abdominal e vômitos&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/diverticulo-intraduodenal-windsock-diverticulum-uma-causa-rara-de-obstrucao-intestinal-alta/">Divertículo Intraduodenal (“Windsock Diverticulum”): uma causa rara de obstrução intestinal alta</a> appeared first on <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt">Endoscopia Terapeutica</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Paciente feminina, 19 anos, previamente hígida, iniciou com quadro de distensão abdominal e vômitos pós-alimentares recorrentes há cerca de 30 dias. Referia perda ponderal de 3 Kg no período.&nbsp;</p>



<p>Negava outras comorbidades, uso de medicamentos ou cirurgias prévias.</p>



<p>Ao exame físico mostrava-se emagrecida, desidratada e com abdome distendido em região epigástrica. Sem outras alterações.</p>



<p>Tomografia de abdome evidenciava espessamento inespecífico em segunda porção duodenal promovendo dilatação do bulbo e da câmara gástrica.</p>



<p>Foi então submetida à endoscopia digestiva alta que mostrou septo espesso na transição do bulbo para a segunda porção duodenal, com formação de grande divertículo intraduodenal, com pequeno orifício no fundo diverticular, que não permitia a passagem do endoscópio. A papila duodenal maior encontrava-se na borda do septo e era possível transpor o aparelho para a segunda porção duodenal, pela lateral do divertículo, sem dificuldades.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="404" height="329" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_1.jpg" alt="" class="wp-image-15769" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_1.jpg?v=1681350186 404w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_1-300x244.jpg?v=1681350186 300w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1: imagem endoscópico do divertículo intraduodenal. Seta verde: divertículo. Seta preta: septo do divertículo. Seta azul: segunda porção duodenal.</strong></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="417" height="331" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_2.jpg" alt="" class="wp-image-15770" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_2.jpg?v=1681350459 417w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_2-300x238.jpg?v=1681350459 300w" sizes="(max-width: 417px) 100vw, 417px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 2: imagem endoscópica do fundo do divertículo. Seta preta: orifício no fundo diverticular.</strong></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_3.jpg"><img decoding="async" width="413" height="326" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_3.jpg" alt="" class="wp-image-15771" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_3.jpg?v=1681350504 413w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_3-300x237.jpg?v=1681350504 300w" sizes="(max-width: 413px) 100vw, 413px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 3: imagem endoscópica mostrando a relação entre o divertículo e a papila duodenal maior (seta preta).<br></strong></figcaption></figure>
</div>


<p>Após discussão com a paciente e com a equipe cirúrgica sobre as possibilidades terapêuticas, foi optado pela tentativa de tratamento endoscópico.</p>



<p>O procedimento foi realizado com a paciente sob anestesia geral, sendo incialmente identificada a papila duodenal maior e iniciado o corte longe da sua localização. Foi realizada secção de todo o septo do divertículo, com auxílio de cateter tipo “needle-knife”, da sua porção inicial na transição do bulbo para a segunda porção duodenal até o seu orifício distal. Em seguida foi realizada hemostasia das duas bordas com aplicação de clipes metálicos. Procedimento transcorreu sem intercorrências e a paciente foi encaminhada para o quarto.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="386" height="380" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_4.jpg" alt="" class="wp-image-15772" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_4.jpg?v=1681350543 386w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_4-300x295.jpg?v=1681350543 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_4-70x70.jpg?v=1681350543 70w" sizes="(max-width: 386px) 100vw, 386px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 4: imagem endoscópica após a secção do septo do divertículo.<br></strong></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_5.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="398" height="382" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_5.jpg" alt="" class="wp-image-15773" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_5.jpg?v=1681350610 398w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_5-300x288.jpg?v=1681350610 300w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 5: imagem endoscópica da hemostasia do septo do divertículo.</strong></figcaption></figure>
</div>


<p>No segundo dia de pós-operatório, a paciente apresentou episódio de hematêmese volumosa, com instabilidade hemodinâmica, sendo então encaminhada para a unidade de tratamento intensivo. Foi submetida a nova endoscopia digestiva alta que mostrou sangramento ativo nas bordas seccionadas do divertículo, apesar dos clipes metálicos posicionados. Foi optado, então, pelo tratamento combinado com injeção de solução de adrenalina e colocação de mais clipes metálicos, com parada do sangramento.</p>



<p>Paciente não apresentou recorrência do sangramento sendo reiniciada dieta por via oral, com boa aceitação, 48 horas após a segunda endoscopia.&nbsp;Recebeu alta no 6 PO, com boa tolerância alimentar, sem queixas.</p>



<p>Paciente retornou 30 dias após o procedimento, assintomática, para realização de endoscopia digestiva alta de controle. Procedimento evidenciou apenas pequenos septos seccionados remanescentes na transição do bulbo para a segunda porção duodenal, sem formação diverticular residual, com fácil transposição do endoscópio para a segunda porção duodenal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_6.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="435" height="353" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_6.jpg" alt="" class="wp-image-15774" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_6.jpg?v=1681350669 435w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2023/04/fig_6-300x243.jpg?v=1681350669 300w" sizes="(max-width: 435px) 100vw, 435px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 6: imagem endoscópica do controle após 30 dias do procedimento.<br></strong></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Discussão</strong></h2>



<p>O divertículo intraduodenal, também chamado de “windsock diverticulum”, é uma anomalia congênita rara, secundária a recanalização incompleta do intestino anterior durante o desenvolvimento embrionário. Inicialmente ele teria o aspecto de uma membrana ou diafragma duodenal e que, com o passar dos anos e com a peristalse, passaria a ter um aspecto mais alongado, formando o divertículo. Seu nome “windsock diverticulum” seria devido a semelhança de seu formato com uma biruta, windsock em inglês (1).&nbsp;</p>



<p>Ele foi inicialmente descrito em 1885 por Silock e consiste em uma formação diverticular alongada, localizada na segunda porção duodenal, adjacente à papila duodenal maior (2). Um orifício na sua porção distal pode ou não estar presente.</p>



<p>Em geral, o divertículo intraduodenal é assintomático e identificado incidentalmente. Sua sintomatologia pode ser muito variável como náuseas, vômitos, empachamento, distensão ou dor abdominal e, mais raramente, hemorragia digestiva alta, pancreatite aguda ou obstrução intestinal (3).</p>



<p>O diagnóstico pode ser feito através da endoscopia digestiva alta ou de exames radiológicos, como tomografia computadorizada com contraste oral ou raio X contrastado de esôfago, estômago e duodeno (4).</p>



<p>O tratamento pode ser cirúrgico ou endoscópico, não existindo recomendação quanto a melhor técnica devido a baixa prevalência do divertículo intraduodenal. Tem se dado preferência ao endoscópico pela sua menor morbidade (1).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Existem diferentes técnicas descritas para o tratamento endoscópico, variando desde a diverticulectomia com auxílio de alça de polipectomia até a diverticulotomia com a utilização do “needle-knife” (1). Independente da técnica escolhida, dois cuidados são fundamentais, a identificação da papila previamente à realização do procedimento, devido a proximidade do divertículo com a papila maior, e a realização de hemostasia cuidadosa, uma vez que o divertículo é muito vascularizado e a chance de sangramento pós-procedimento é alta (1).</p>



<p>Apesar de ser uma entidade rara, o médico endoscopista deve estar atento ao diagnóstico do divertículo intraduodenal em pacientes com sintomas gastrointestinais altos. O tratamento endoscópico apresenta bons resultados e deve ser considerado em pacientes sintomáticos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Law R, Topazian M, Baron TH. Endoscopic treatment of intraluminal duodenal (“windsock”) diberticulum: varying techniques from five cases. Endoscopy 2012;44:1161-1164.</li>



<li>Silock AQ. Ephithelioma of de ascending colon: enterocolitis, congenital duodenal septum with internal diverticulum. Trans Pathol Soc London 1885;36:207.</li>



<li>Odemis B, Baspinar B, Erdogan C, et al. A rare case of a windsock-shaped intraluminal duodenal diverticulum treated successfully with endoscopic diverticulectomy. Endoscopy 2022;54:E914-E915.</li>



<li>Karagyozov P, Tishkov I, Gdeorgieva Z, et al. Endoscopy International Open 2019;07:E87-E89.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este arquivo</strong></h2>



<p class="has-background" style="background-color:#ddddea">Retes FA. Divertículo Intraduodenal (“Windsock Diverticulum”): uma causa rara de obstrução intestinal alta. Endoscopia Terapeutica 2023 Vol 1. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=15635" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/diverticulo-intraduodenal-windsock-diverticulum-uma-causa-rara-de-obstrucao-intestinal-alta/</a></p>
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