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	<title>Everson Luiz de Almeida Artifon, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Everson Luiz de Almeida Artifon, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Coledocoduodenostomia ecoguiada: um procedimento endoscópico-cirúrgico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Everson Luiz de Almeida Artifon]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2017 09:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; INTRODUÇÃO: A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o procedimento de escolha para a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><strong>INTRODUÇÃO: </strong></p>
<p>A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o procedimento de escolha para a drenagem da via biliar comum, no caso de obstruções distais. Contudo, em aproximadamente 5% de todos os casos, isso não é factível. Nos casos de pacientes operados com alteração da anatomia gastrointestinal e em casos oncológicos, como os tumores periampulares, por exemplo,&nbsp; a CPRE tem baixas taxas de sucesso e outro método se faz necessário. É aí onde surge a drenagem biliar ecoguiada (DBEG), como uma alternativa eficaz e segura.</p>
<p><strong>As indicações atuais para DBEG são: </strong></p>
<ul>
<li>falha da CPRE</li>
<li>alteração anatômica</li>
<li>tumor que impeça o acesso a árvore biliar</li>
<li>contraindicações ao acesso percutâneo</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Existem dois métodos para se realizar uma DBEG:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Trans-hepática:</strong> onde através da pequena curvatura proximal realiza-se uma punção e drenagem ecoguiada do segmento III hepático, ou</li>
<li><strong>Extra-hepático:</strong> também chamada de <strong>coledocoduodenostomia ecoguiada</strong>, onde, no bulbo duodenal realiza-se uma punção, dilatação e inserção de uma prótese entre o duodeno e o colédoco, sendo todos os passos sob visão direta da endoscopia agregada a visão radiológica e ecoendoscópica, simultaneamente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>CASO CLÍNICO: </strong></h5>
<p>Paciente de 80 anos, sexo feminino, com dor abdominal, icterícia progressiva e perda de peso não quantificada há 08 meses.</p>
<ul>
<li>Exames complementares indicavam colestase (AST: 55, ALT: 71, FA: 645, GGT 374, BT: 22,10, BD: 21,0)</li>
<li>Ultrassom de fígado e vias biliares evidenciaram dilatação da via biliar intra e extra-hepática, com colédoco de 1,8cm.</li>
<li>A tomografia de abdome mantém o achado da dilatação, com evidência de interrupção do coléodoco a nível da cabeça do pâncreas, devido a lesão hipodensa, de 3,0 x 2,7cm, associado a dilatação do ducto de Wirsung, além de disseminação linfonodal da lesão.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tentado inicialmente CPRE para drenagem biliar, sem sucesso por infiltração da papila duodenal e obstrução maligna da mesma. Foi então realizado uma biópsia da lesão que confirmou o diagnóstico da adenocarcinoma de pâncreas.</p>
<p>Diante desse contexto, após consentimento da paciente, foi realizado, sob anestesia geral e utilizando-se um ecoendoscópio setorial com canal de 2.8 mm, uma ecopunção no joelho bulbar junto a parede supero-anterior com intuito de se criar um trajeto fistuloso não anatômico para se proceder a uma drenagem biliar ecoguiada (coledocoduodenostomia), com passagem de <strong>prótese metálica &nbsp;parcialmente recoberta de 60 x 10 mm</strong>. O tempo total de procedimento foi de 35 minutos, sendo o tempo de passagem da prótese de 5 minutos. O método de dilatação utilizado foi por meio do estilete e apenas uma prótese foi utilizada, com escoamento imediato de bile esverdeada entremeada a alguns grumos biliares. O esvaziamento de contraste da via biliar&nbsp; após 20 minutos do procedimento foi considerado ótimo e não houve complicação técnica ou clínica durante ou após o procedimento <strong>(Figuras 1, 2, 3)</strong>.</p>
<p>A paciente teve boa evolução, recebendo alta em 36h e, após uma semana, encontrava-se clinicamente bem, sem dor, com boa aceitação de dieta oral. Novos exames laboratoriais mostram queda significativa dos valores de bilirrubina (BT: 14,30, BD: 12,00). A paciente manteve seguimento clínico e <em>clearance</em> progressivo de bilirrubinas, mantendo-se assintomática por 06 meses e com sobrevida de 07 meses após o procedimento. Destaca-se a melhora da qualidade de vida comprovada objetivamente por meio de escores (SF-36) realizados antes e seriadamente após o acesso ecoguiado.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/02/DEco1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-7462 alignleft" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/DEco1.jpg" alt="DEco1" width="600" height="338"></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><strong>Figura 1:</strong> Imagem ecoendoscopica setorial demonstrando colédoco distal dilatado a montante da estenose neoplásica, a agulha e a veia porta.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/02/DEco2.jpg"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-7463" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/DEco2.jpg" alt="DEco2" width="600" height="338"></a></p>
<p><strong>Figura 2:</strong> Imagem radiológica demonstrando a estenose distal na via biliar extrahepática e o aparelho de ecoendoscopia, alem do fio guia passando pelo ponto de punção que ocorreu na face supero-anterior do joelho duodenal.</p>
<p><strong><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2017/02/DEco3.jpg"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-7464" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/DEco3.jpg" alt="DEco3" width="600" height="338"></a></strong></p>
<p><strong>Figura 3:</strong> Prótese metálica disposta no bulbo duodenal e configurando a coledocoduodenostomia ecoguiada.</p>
<h5></h5>
<h5><strong>DISCUSSÃO: </strong></h5>
<p>Apresentamos um caso clínico onde uma neoplasia maligna periampular impedia a drenagem biliar por CPRE e sendo utilizado, com sucesso, método alternativo da drenagem biliar com a utilização da ecoendoscopia setorial: <strong>coledocoduodenostomia</strong>.</p>
<p>O acesso biliar ecoguiado compõe-se por técnicas intra e extra-hepáticas. A hepatogastrostomia é indicada nas lesões hílares com insucesso da CPRE e a coledocoduodenostomia destaca-se na obstrução do confluente bilioduodenopancreático.</p>
<p>Vale ressaltar que se trata de um procedimeno minimamente invasivo que, agregado a CPRE, permite-se a drenagem biliar em torno de 98% dos casos, portanto o acesso ecoguiado caracteriza uma técnica de resgate relevante. O sucesso terapêutico e técnico, na literatura, é de 85-100%. Ainda vale citar que a relação custo beneficio é favorável a este método quando comparado com o acesso transparietal e cirúrgico. Outrossim, a ciurgia é padrão ouro e deve ser o método de finalização na falha da supracitada técnica.</p>
<p>Em relação as opções de próteses, poder-se-á utilizar próteses metálicas (cobertas, parcialmente cobertas e não cobertas) e plásticas. Na coledocoduodenostomia pode-se utilizar tanto metálicas como plásticas, entretanto na hepatogastrostomia a preferência são as metálicas cobertas.</p>
<p>Concluindo, a coledocoduodenostomia ecoguiada compõe técnica elegante e efetiva de resgate ao acesso biliar na falha da CPRE convencional e deve ser realizada por profissionais com destacada proficiência em CPRE e Ecoendoscopia, além de ambiente com acessórios adequados e hospitalar bem estruturado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/drenagem-biliar-ecoguiada-breve-revisao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Quer saber mais? Clique aqui para acessar o post: Drenagem Biliar Ecoguiada &#8211; breve revisão da literatura</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:</strong></h5>
<p>Guedes HG, Lopes RI, de Oliveira JF, Artifon EL. Reality named endoscopic ultrasound biliary drainage.<em> World J Gastrointest Endosc </em>2015; <strong>7</strong>(15): 1181-1185 [PMID: 26504507 PMCID: PMC4613807 DOI: 10.4253/wjge.v7.i15.1181]</p>
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