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	<title>Daniel de Paiva Magalhães, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Daniel de Paiva Magalhães, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Microcálculos e barro biliar – Quais seus valores para a prática clínica?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel de Paiva Magalhães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[barro biliar]]></category>
		<category><![CDATA[microcálculos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doença calculosa da vesícula biliar é responsável por grande volume das cirurgias eletivas&#8230;</p>
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<p>A doença calculosa da vesícula biliar é responsável por grande volume das cirurgias eletivas dentro do nosso sistema de saúde e as complicações da doença biliar geram inúmeros atendimentos e internações de urgência: colecistite aguda, pancreatite aguda biliar, coledocolitíase e colangite aguda.</p>



<p>Nos Estados Unidos há dados que demonstram prevalência de colelitíase de 6% na população masculina e 9% em pacientes do sexo feminino. Há poucos estudos nacionais, cada um demonstrou prevalência variável, mas todos acima de 5% da população brasileira e com predominância no sexo feminino.&nbsp;</p>



<p>Dentre as suas formas de apresentação, o barro biliar e a microlitíase são achados menos frequentes e discute-se se seriam um passo intermediário na formação dos cálculos biliares. Nesse artigo descreveremos seus conceitos e principais repercussões clínicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Barro Biliar</strong></h2>



<p>O barro biliar é mais comumente formada de cristais de colesterol a partir da estase biliar, mas sua composição pode variar de acordo com a etiologia<sup>2</sup> (complexos de cálcio-ceftriaxone, por exemplo).</p>



<p>Frequentemente relatado em <strong>situações específicas</strong> que predispõem estase biliar ou formação de cristais como: nutrição parenteral, doentes críticos, uso de ceftriaxone e gestação como exemplos mais comuns. Nessas situações, o barro biliar possui potencial reversível e, caso paciente não apresente complicações da doença biliar, recomenda-se observação até a retirada do fator causal.</p>



<p>Descrito principalmente como um achado ultrassonográfico, a vesícula biliar apresenta um conteúdo hipoecogênico que se deposita formando nível em relação a bile mais fluída e sem formar sombra acústica posterior. O barro biliar muda de posição lentamente de acordo com o decúbito do paciente.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/post-Daniel-1-983x1024.jpg?v=1661369225" alt="" class="wp-image-13279" width="333" height="346" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/post-Daniel-1-983x1024.jpg?v=1661369225 983w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/post-Daniel-1-288x300.jpg?v=1661369225 288w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/post-Daniel-1-768x800.jpg?v=1661369225 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/post-Daniel-1-585x609.jpg?v=1661369225 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/post-Daniel-1.jpg?v=1661369225 1068w" sizes="(max-width: 333px) 100vw, 333px" /><figcaption><strong>Figura 1</strong> – Ultrassonografia transabdominal demonstrando barro biliar hipoecogênico formando nível conforme a gravidade, sem formação de sombra acústica posterior.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em estudos observacionais apresenta evolução variável, podendo regredir espontaneamente em até 20% dos casos seguidos por 3 anos. Entretanto, em paciente elegíveis; recomenda-se o <strong>tratamento cirúrgico</strong> preferencialmente a colecistectomia videolaparoscópica quando há sintomas compatíveis com obstrução biliar ou se vigência de doença biliar complicada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microlitíase</strong></h2>



<p>É definida como presença de cálculos menores que 3 mm. Devido a suas dimensões possui difícil visualização via ultrassonografia transabdominal. Assim, situações clínicas de alta suspeita de litíase biliar com ultrassonografia transabdominal negativa podem ser melhor esclarecidas via <strong>ecoendoscopia</strong> (exame que pode chegar a sensibilidade de 95% para esse diagnóstico). <sup>4</sup></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-4.png" alt="" class="wp-image-13282" width="362" height="368" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-4.png 596w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-4-295x300.png 295w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-4-70x70.png 70w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2022/08/image-4-585x595.png 585w" sizes="(max-width: 362px) 100vw, 362px" /><figcaption><strong>Figura 2</strong> – Achado ecoendoscópico de microlitíase biliar – microcálculos hiperecogênicos em suspensão na vesícula biliar (aspecto de céu estrelado).</figcaption></figure>
</div>


<p>Como esse achado depende, muitas vezes, de um exame de alta complexidade e pouco disponível como a ecoendoscopia; a quase totalidade do casos de microlitíase são de pacientes com sintomas de cólica biliar ou após doença biliar complicada. Além disso, acredita-se que os microcálculos possuem um maior potencial de migração devido às suas dimensões. Por isso, recomenda-se o <strong>tratamento cirúrgico</strong> preferencialmente a colecistectomia videolaparoscópica</p>



<p class="has-background" style="background-color:#7bdbb570">Por fim, é importante ressaltar que a literatura disponível para essas formas de apresentação da doença calculosa da vesícula biliar é focada em paciente sintomáticos ou em investigação etiológica de doença biliar complicada. &nbsp;Dessa forma, onde se tem maior disponibilidade de exames no contexto de paciente assintomático, recomenda-se cautela frente a esses achados para não oferecermos procedimentos fúteis ao paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<ol class="wp-block-list"><li>Everhart, J. E., Khare, M., Hill, M. &amp; Maurer, K. R. Prevalence and ethnic differences in gallbladder disease in the United States. <em>Gastroenterology</em> <strong>117</strong>, 632–639 (1999).</li><li>Coelho, J. C., Bonilha, R., Pitaki, S.A., <em>et al.</em> Prevalence of gallstones in a Brazilian Population. Int Surg. 84: 25-28 (1999).</li><li>Wang, H. H., Portincasa, P., Liu, M., Tso, P. &amp; Wang, D. Q. H. Similarities and differences between biliary sludge and microlithiasis: Their clinical and pathophysiological significances. <em>Liver Res.</em> <strong>2</strong>, 186–199 (2018).</li><li>Ko, C. W., Sekijima, J. H. &amp; Lee, S. P. Biliary sludge. <em>Ann. Intern. Med.</em> <strong>130</strong>, 301–311 (1999).</li><li>Dill, J. E. <em>et al.</em> Combined Endoscopic Ultrasound and Stimulated Biliary Drainage in Cholecystitis and Microlithiasis &#8211; Diagnoses and Outcomes. <em>Endoscopy</em> <strong>27</strong>, 424–427 (1995).</li><li>Lammert, F. <em>et al.</em> EASL Clinical Practice Guidelines on the prevention, diagnosis and treatment of gallstones. <em>J. Hepatol.</em> <strong>65</strong>, 146–181 (2016).</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"></h2>
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