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	<title>David Carrasco Guariento, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>David Carrasco Guariento, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Anestesia tópica das vias aéreas superiores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[David Carrasco Guariento&#160;e&#160;Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2022 13:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[anestesia]]></category>
		<category><![CDATA[anestesia tópica]]></category>
		<category><![CDATA[lidocaína]]></category>
		<category><![CDATA[sedação]]></category>
		<category><![CDATA[xilocaína]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A anestesia tópica das vias aéreas superiores para realização de endoscopia alta é um&#8230;</p>
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<p>A anestesia tópica das vias aéreas superiores para realização de endoscopia alta é um procedimento muito utilizado no dia a dia, e que devemos estar familiarizados. Na maioria dos casos, não há necessidade de um bloqueio sensitivo profundo dessa região, mas existem situações em que a endoscopia deve ser realizada com paciente acordado devido ao risco de broncoaspiração.</p>



<p>A seguir, resumimos alguns conceitos importantes que todo endoscopista deve estar familiarizado a respeito da nesstesia tópica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O benefício da aplicação da anestesia tópica em pacientes submetidos a sedação com propofol é questionável</strong>.</h2>



<p>Se a anestesia tópica resulta em menos desconforto para os pacientes com sedação moderada é incerto. </p>



<p>Em uma meta-análise incluindo 491 pacientes submetidos à endoscopia, os pacientes submetidos à anestesia tópica relataram menos desconforto em comparação com o grupo sem anestesia tópica (razão de chances [OR] 1,88, IC 95% 1,13-3,12). </p>



<p>No entanto, outros estudos sugerem que, para pacientes submetidos à sedação com propofol, não foram observadas diferenças nas respostas somáticas ou reflexo de engasgo em comparação com placebo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Está indicada em casos de risco de broncoaspiração, em suspeita de estômago cheio e recusa do paciente à sedação. Entretanto podem ser utilizados fármacos com o objetivo de atingir ansiólise ou sedação consciente para maior conforto</strong>.</h2>



<p>Além das situações em que é evidente a presença de estômago cheio, são considerados fatores de risco para estômago cheio e broncoaspiração: diabetes descompensado, uremia, obstrução intestinal, ascite, distensão abdominal, distúrbios da motilidade esofágica, entre outros. Nestes casos, está contraindicada a sedação moderada e profunda, já que podem abolir o reflexo de tosse e de proteção das vias aéreas inferiores, podendo ocorrer broncoaspiração em caso de regurgitação de conteúdo gástrico.</p>



<p>Entretanto pode-se administrar sedação leve ou consciente, na qual o paciente permanece acordado, porém levemente sonolento, e tranquilizado, sem necessidade de suporte de oxigênio. Esse nível de sedação pode ser obtido com pequenas doses fracionadas e subsequentes de midazolam (0,5 a 1mg) e fentanil (25mcg), aguardando-se adequado intervalo de tempo entre as doses, até atingir o nível desejado de ansiólise. Pode ser administrado antes ou durante a topicalização da mucosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A inervação sensitiva é feita pelos pares de nervos cranianos VII (facial), IX (glossofaríngeo) e X (vago)</strong>.</h2>



<p>Ramos do nervo facial conduzem a sensibilidade dos dois terços anteriores da língua. Já o nervo glossofaríngeo tem como território sensitivo o terço posterior da língua, a valécula, a superfície anterior da epiglote, as paredes posteriores e laterais da faringe e os pilares tonsilares. Já o nervo vago, através do ramo laríngeo superior é responsável pela sensibilidade da laringe.</p>



<p class="has-background" style="background-color:#80f2a161"><strong>IMPORTANTE:</strong> Em casos de risco de broncoaspiração, o bloqueio do território sensitivo do <strong>nervo laríngeo superior</strong>&nbsp;(ramo do vago) <strong>não é desejado</strong>. O bloqueio do nervo laríngeo superior ou seu território, irá abolir completamente os reflexos de proteção das vias aéreas inferiores, levando ao risco de broncoaspiração em caso de regurgitação, e por isso não deve ser realizado nessa situação. Para endoscopia digestiva alta, a ausência desse bloqueio dificilmente irá ocasionar desconforto ao paciente, desde que a laringe não seja tocada com a ponta do endoscópio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O uso de fármacos antisialogogos aumenta a absorção de anestésico local pela mucosa, aumentando a eficiência do bloqueio</strong>.</h2>



<p>Caso as condições clínicas e cardiovasculares permitam, a administração endovenosa de atropina, escopolamina ou glicopirrolato (indisponível no Brasil), antes da topicalização, ao diminuírem a presença de muco e saliva, aumentam a eficiência dos anestésicos locais. É importante aguardar o tempo de ação de cada medicamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A lidocaína pode ser utilizada para topicalização das vias aéreas superiores na forma de spray 10%, gel 2% e ampola sem vasoconstritor a 2%</strong>.</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Técnica sugerida para uso rotineiro (associada a sedação)</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em geral utiliza-se 4-6 instilações de lidocaína spray direcionados para base da língua, palato mole, pilares amigdalianos e úvula.</li>



<li>Tal dose de lidocaína é bem inferior aos níveis tóxicos da droga. Além do mais, boa parte é inativada pelo suco gástrico, sem ser absorvida.</li>



<li>Em adulto, não se deve fazer mais de 20 nebulizações para se alcançar a anestesia desejada. O número de nebulizações depende da extensão da área a ser anestesiada.</li>



<li>A experiência do médico e conhecimento do estado físico do paciente são importantes para calcular a dose necessária. Nos pacientes idosos, debilitados, com doenças agudas ou em crianças, deve-se adequar as doses de acordo com a idade, peso e condições físicas. </li>
</ul>



<h4 class="has-text-align-center has-background wp-block-heading" style="background-color:#0085ff38">Cada nebulização libera 100 mg de spray que corresponde a 10 mg de lidocaína.</h4>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Técnica sugerida de bloqueio:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Obtém-se consentimento do paciente, que deve ser esclarecido da importância e segurança de não ser sedado profundamente. Obter a colaboração do paciente é fundamental para o sucesso da técnica.</li>



<li>Com o paciente sentado, procede-se a sedação consciente e administração de antissialogogo.</li>



<li>Território do nervo facial é topicalizado primeiro com lidocaína 10% spray nos dois terços anteriores da língua.</li>



<li>Com uma gaze, segurar a ponta da língua por alguns segundos para impedir que o paciente degluta o anestésico, aumentando sua eficiência.</li>



<li>A seguir, é possível bloquear diretamente o nervo glossofaríngeo, que situa-se poucos milímetros posterior ao pilar amigdaliano posterior, podendo ser anestesiado por via tópica, desde que a absorção seja eficiente.</li>



<li>Com uso suave de laringoscópio com lâmina de Macintosh, afastar a língua para exibir o pilar amigdaliano posterior e borrifar lidocaína 10% diretamente sobre o pilar, aguardando sua absorção e impedindo a deglutição, bilateralmente.</li>



<li>Por fim, depositar lidocaína gel 2% na porção posterior da língua, deixando que escorra até a valécula. Pode-se empurrar o gel com o dedo indicador e ao mesmo tempo, palpar a valécula e testar se o bloqueio do glossofaríngeo foi eficaz, observando ausência de reflexo de náusea mediado por este par craniano.</li>



<li><em><strong>Nota:</strong> essa é a técnica utilizada pelos anestesiologistas para maximizar bloqueio sensitivo das vias aéreas superiores. Na endoscopia de rotina não há necessidade de seguir todos esses passos. Mas importante conhece-los para poder utilizar em situações de alto risco de broncoaspiração</em></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sakai P, et al. Tratado de Endoscopia Diagnóstica e Terapêutica &#8211; vol1 &#8211; 3a edição. Atheneu. </li>



<li>Evans LT, Saberi S, Kim HM, et al. Pharyngeal anesthesia during sedated EGDs: is &#8220;the spray&#8221; beneficial? A meta-analysis and systematic review. Gastrointest Endosc 2006; 63:761.</li>



<li>de la Morena F, Santander C, Esteban C, et al. Usefulness of applying lidocaine in esophagogastroduodenoscopy performed under sedation with propofol. World J Gastrointest Endosc 2013; 5:231.</li>



<li>Tsai HI, Tsai YF, Liou SC, et al. The questionable efficacy of topical pharyngeal anesthesia in combination with propofol sedation in gastroscopy. Dig Dis Sci 2012; 57:2519.</li>
</ul>
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		<title>QUIZ! &#8211; Anestesia tópica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[David Carrasco Guariento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2020 10:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Quiz]]></category>
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