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	<title>Bruno Martins, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Aug 2026 22:55:58 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Bruno Martins, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Síndrome da alça aferente: revisão clínica e abordagem endoscópica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ada Alexandrina Brom dos Santos Soares, Adrielma Athena Rodrigues Serrão Martins e Silva, Carlos Kiyoshi Furuya Junior e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[alça aferente]]></category>
		<category><![CDATA[ecoendoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[LAMS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autores: Ada Alexandrina Brom dos Santos Soares, Adrielma Athena Rodrigues Serrão Martins e Silva,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autores:</strong> <em> </em>Ada Alexandrina Brom dos Santos Soares, Adrielma Athena Rodrigues Serrão Martins e Silva, Paulo Sakai, Carlos Kiyoshi Furuya Junior, Bruno da Costa Martins</p>



<h2 id="h-introducao" class="wp-block-heading"><strong>Introdução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome da alça aferente (SAA) é uma complicação incomum decorrente de obstrução mecânica da alça aferente, com distensão secundária ao acúmulo de bile e secreções pancreatoentéricas (Figura 1). Sua incidência varia de 0,2% a 1%, sobretudo após reconstruções gastrojejunais à Billroth II ou em Y-de-Roux, bem como após duodenopancreatectomia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21581"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="301" height="609" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ilustracao-esquematica-de-reconstrucao-gastrojejunal.png" alt="Ilustração esquemática da Síndrome da Alça Aferente" class="wp-image-21581" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ilustracao-esquematica-de-reconstrucao-gastrojejunal.png 301w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ilustracao-esquematica-de-reconstrucao-gastrojejunal-148x300.png 148w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><strong>Figura 1: </strong>Ilustração esquemática de reconstrução gastrojejunal à Billroth II, evidenciando obstrução próxima à anastomose (seta azul), com dilatação da alça aferente e acúmulo de conteúdo biliopancreático.</figcaption></figure>
</div>


<h2 id="h-etiologia" class="wp-block-heading"><strong>Etiologia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As etiologias benignas incluem causas intraluminais, intramurais e extrínsecas, destacando-se enterite por radiação, torção da alça aferente, aderências pós-operatórias, hérnia interna, volvo e intussuscepção. Entre as etiologias malignas, predominam carcinomatose peritoneal e recorrência tumoral locorregional.</p>



<h2 id="h-quadro-clinico" class="wp-block-heading"><strong>Quadro clínico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A obstrução completa geralmente se manifesta de forma aguda, com dor epigástrica, frequentemente irradiada para a região interescapular, associada a vômitos não biliosos. Desse modo, o acúmulo de secreções promove aumento da pressão intraluminal, com possível evolução para pancreatite e colangite ascendente. Além disso, nos casos mais graves, pode ocorrer isquemia intestinal, seguida de perfuração e peritonite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obstrução parcial apresenta curso crônico, caracterizado por desconforto periumbilical pós-prandial. Ademais, a estase de secreções favorece o supercrescimento bacteriano, com evolução para desnutrição, deficiência de vitamina B12&nbsp;e esteatorreia. Em contrapartida, a descompressão súbita da alça aferente resulta em vômitos biliosos em jato.</p>



<h2 id="h-diagnostico" class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a tomografia computadorizada abdominal constitui o principal método diagnóstico da síndrome da alça aferente, permitindo confirmar a obstrução, definir sua etiologia e identificar complicações associadas. Os principais achados tomográficos incluem dilatação da alça aferente que atravessa a linha média entre a aorta e a artéria mesentérica superior; projeção das válvulas coniventes para o lúmen; espessamento da parede intestinal ou lesão obstrutiva na anastomose; dilatação do trato pancreatobiliar (Figura 2); linfadenopatia, ascite, realce peritoneal e lesões metastáticas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21582"><img decoding="async" width="750" height="767" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tomografia-computadorizada.jpg" alt="" class="wp-image-21582" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tomografia-computadorizada.jpg?v=1782769697 750w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tomografia-computadorizada-293x300.jpg?v=1782769697 293w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tomografia-computadorizada-585x598.jpg?v=1782769697 585w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><strong>Figura 2:</strong> Tomografia computadorizada demonstrando dilatação da via biliar e do ducto pancreático, associada a acentuada distensão do duodeno e jejuno proximal até próximo da anastomose gastroentérica.</figcaption></figure>
</div>


<h2 id="h-tratamento" class="wp-block-heading"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia permanece como o principal tratamento para a síndrome da alça aferente. Entretanto, avanços nas intervenções endoscópicas ampliaram as opções terapêuticas minimamente invasivas. As abordagens endoscópicas incluem dilatação com balão da área estenosada, drenagem do segmento obstruído com sonda nasogástrica, colocação de stents metálicos autoexpansíveis por enteroscopia e criação de anastomose entre o segmento dilatado e a luz gástrica ou jejunal por ecoendoscopia, com utilização de prótese metálica de aposição luminal (LAMS) (Figura 3). Vale ressaltar que estudos multicêntricos iniciais demonstram elevadas taxas de sucesso técnico e clínico dessa abordagem.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21583"><img decoding="async" width="1024" height="354" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS-1024x354.jpg" alt="" class="wp-image-21583" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS-1024x354.jpg?v=1782769878 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS-300x104.jpg?v=1782769878 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS-768x266.jpg?v=1782769878 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS-1170x405.jpg?v=1782769878 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS-585x203.jpg?v=1782769878 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-ecoendoscopico-da-SAA-com-colocacao-de-LAMS.jpg?v=1782769878 1193w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><strong>Figura 3: </strong>Tratamento ecoendoscópico da SAA com colocação de LAMS. A ilustração A apresenta o posicionamento do ecoendoscópio na alça eferente para punção. A imagem ecoendoscópica B demonstra a realização da enteroenteroanastomose por punção, com colocação da LAMS. A ilustração C esquematiza a prótese comunicando as duas alças. A imagem endoscópica D evidencia o adequado posicionamento da prótese, com boa drenagem do conteúdo biliopancreático.</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, apresentamos um vídeo do tratamento endoscópico da SAA com LAMS por meio de anastomose enteroentérica guiada por ecoendoscopia.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-6cd1369a-4c9c-4f78-9553-8ecaf7fa722c" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=6cd1369a-4c9c-4f78-9553-8ecaf7fa722c" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre os desfechos do tratamento ecoendoscópico da SAA, acesse a metanálise <a href="https://www.frontiersin.org/journals/gastroenterology/articles/10.3389/fgstr.2026.1853386/full">&#8220;EUS-guided transmural treatment of afferent loop syndrome: a systematic review and meta-analysis&#8221;</a> (Frontiers in Gastroenterology, 2026)</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Grotewiel RK, Cindass R. Afferent loop syndrome. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023. </li>



<li>Termsinsuk P, Chantarojanasiri T, Pausawasdi N. Diagnosis and treatment of the afferent loop syndrome. Clin J Gastroenterol. 2020;13(5):660-668. doi:10.1007/s12328-020-01170-z. </li>



<li>Wu CCH, Brindise E, Abiad RE, Khashab MA. The role of endoscopic management in afferent loop syndrome. Gut Liver. 2023;17(3):351-359. doi:10.5009/gnl220205. </li>



<li>Matsubara S, Takahashi S, Takahara N, et al. Endoscopic ultrasound-guided gastrojejunostomy for malignant afferent loop syndrome using a fully covered metal stent: a multicenter experience. J Clin Med. 2023;12(10):3524. doi:10.3390/jcm12103524.</li>
</ol>



<h2 id="h-como-citar-este-artigo" class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Soares AABS, Silva AARSM, Sakai P, Junior CKF, Martins BC.Síndrome da alça aferente: revisão clínica e abordagem endoscópica. Endoscopia Terapeutica 2026 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21578" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/sindrome-da-alca-aferente-revisao-clinica-e-abordagem-endoscopica/</a></p>
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		<title>Transformação Cística Acinar simulando IPMN de ductos secundários: relato de caso e revisão da literatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabrieli Melissa Oissa, Guilherme Namur e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[cisto pancreático]]></category>
		<category><![CDATA[CISTOADENOMA MUCINOSO]]></category>
		<category><![CDATA[ecoendoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[IPMN]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução As lesões císticas pancreáticas representam um desafio diagnóstico crescente na prática clínica. Embora&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 id="h-introducao" class="wp-block-heading"><br><strong>Introdução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As lesões císticas pancreáticas representam um desafio diagnóstico crescente na prática clínica. Embora neoplasia papilífera mucinosa intraductal (IPMN), neoplasias mucinosas císticas (MCN) e cistoadenomas serosos representem a maioria dos casos, entidades raras podem mimetizar essas lesões e gerar importantes dilemas diagnósticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A <strong>Transformação Cística Acinar (Acinar Cystic Transformation – ACT)</strong> é uma condição benigna e extremamente rara, frequentemente confundida com neoplasias mucinosas pancreáticas devido ao aspecto multicístico e ao padrão em “cacho de uva”. Relatamos a seguir um caso de lesão cística pancreática multifocal, inicialmente interpretada como IPMN de ductos secundários, mas que apresentava características incomuns e levantou a hipótese diagnóstica de Transformação Cística Acinar.</p>



<h2 id="h-relato-do-caso" class="wp-block-heading"><br><strong>Relato do Caso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Paciente do sexo feminino, 54 anos, assintomática e sem histórico de pancreatite, apresentou achado incidental de múltiplas lesões císticas pancreáticas.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21616"><img loading="lazy" decoding="async" width="453" height="330" data-id="21616" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ressonancia-magnetica-1.jpg" alt="" class="wp-image-21616" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ressonancia-magnetica-1.jpg?v=1782833442 453w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ressonancia-magnetica-1-300x219.jpg?v=1782833442 300w" sizes="(max-width: 453px) 100vw, 453px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ressonância Magnética de abdome evidenciando cistos pancreáticos com hipersinal em T2 (Figura 1)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21615"><img loading="lazy" decoding="async" width="412" height="331" data-id="21615" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ressonancia-magnetica-2.jpg" alt="" class="wp-image-21615" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ressonancia-magnetica-2.jpg?v=1782833439 412w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Ressonancia-magnetica-2-300x241.jpg?v=1782833439 300w" sizes="(max-width: 412px) 100vw, 412px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Ressonância Magnética de abdome evidenciando cistos pancreáticos com hipersinal em T2 (Figura 2)</figcaption></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A ecoendoscopia (EUS) evidenciou:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Múltiplos cistos distribuídos pela cabeça, corpo e cauda pancreática.</li>



<li>Maior lesão localizada na cauda, medindo 2,6 cm, com paredes regulares e ausência de nódulos murais.</li>



<li>Lesão adicional na cauda, medindo 2,0 cm, contendo imagem nodular de 4 mm com halo hiperecoico e centro hipoecoico, sugestiva de rolha de mucina ou plug proteico.</li>



<li>Alguns cistos apresentavam padrão em “cacho de uva” e duvidosa comunicação com o ducto pancreático principal (DPP); a maioria não apresentava comunicação com DPP, e parte dos cistos tinha localização predominantemente periférica no parênquima pancreático</li>



<li>Ducto pancreático principal sem dilatação.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21619"><img loading="lazy" decoding="async" width="377" height="255" data-id="21619" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-3-Cistos-com-padrao-em-cacho-de-uva-e1783267326491.jpg" alt="" class="wp-image-21619" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-3-Cistos-com-padrao-em-cacho-de-uva-e1783267326491.jpg?v=1782834563 377w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-3-Cistos-com-padrao-em-cacho-de-uva-e1783267326491-300x203.jpg?v=1782834563 300w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Cistos com padrão em ”cacho de uva”<br>(Figura 3)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21618"><img loading="lazy" decoding="async" width="399" height="252" data-id="21618" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-4-lesao-cistica-do-pancreas-e1783267477945.jpg" alt="" class="wp-image-21618" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-4-lesao-cistica-do-pancreas-e1783267477945.jpg?v=1782834561 399w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-4-lesao-cistica-do-pancreas-e1783267477945-300x189.jpg?v=1782834561 300w" sizes="(max-width: 399px) 100vw, 399px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Lesão cística medindo 2,6 cm na cauda do pâncreas (Figura 4)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=21617"><img loading="lazy" decoding="async" width="437" height="253" data-id="21617" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-5-Lesao-com-imagem-nodular-e1783267520516.jpg" alt="" class="wp-image-21617" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-5-Lesao-com-imagem-nodular-e1783267520516.jpg?v=1782834558 437w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2026/06/Figura-5-Lesao-com-imagem-nodular-e1783267520516-300x174.jpg?v=1782834558 300w" sizes="(max-width: 437px) 100vw, 437px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Lesão de 2,0 cm com imagem nodular de 4 mm (halo hiperecoico e centro hipoecoico), sugestiva de rolha de mucina ou plug proteico (Figura 5) </figcaption></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A punção aspirativa com agulha 22G do maior cisto obteve 11 mL de líquido amarelo citrino, de aspecto fluido, com teste de filância <strong>negativo</strong>. A análise bioquímica demonstrou:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Amilase: </strong>168 U/L</li>



<li><strong>CEA: </strong>48 ng/mL</li>



<li><strong>Glicose: </strong>&lt; 10 mg/dL</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Este caso clínico apresenta, portanto, um importante dilema diagnóstico:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a distribuição multifocal dos cistos e o aspecto em &#8220;cacho de uva&#8221; sugeriam <strong>IPMN</strong> de ductos secundários (IPMN-BD).</li>



<li>No entando, a comunicação com o DPP não ficou clara, e alguns cistos eram periféricos no parênquima.</li>



<li>Glicose baixa (&lt; 10 mg/dL) também falava a favor de IPMN, porém a amilase baixa (168 U/L) falava contra esse diagnóstico (embora amilase baixa também possa ocorrer em alguns casos de IPMN-BD)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a <strong>Transformação Cística Acinar </strong>surge como um diagnóstico diferencial.</p>



<h2 id="h-o-que-e-a-transformacao-cistica-acinar" class="wp-block-heading"><br><strong>O que é a Transformação Cística Acinar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ACT é uma lesão cística pancreática extremamente rara e benigna. Anteriormente denominada cistoadenoma acinar ou degeneração cística acinar, atualmente acredita-se que represente uma transformação metaplásica ou malformativa das estruturas acinares do pâncreas, e não uma neoplasia verdadeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu reconhecimento é importante porque a ACT pode simular outras lesões císticas pancreáticas potencialmente malignas, como o IPMN e a MCN, levando frequentemente a dúvidas diagnósticas e, em alguns casos, à indicação cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ACT caracteriza-se pela dilatação e transformação cística de estruturas acinares pancreáticas. Diferentemente das MCN, seus cistos são revestidos por epitélio com diferenciação acinar, produtor de enzimas digestivas, e não por células produtoras de mucina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não existe evidência convincente de potencial maligno associado à ACT; por isso, considera-se uma lesão benigna.</p>



<h2 id="h-epidemiologia" class="wp-block-heading"><br><strong>Epidemiologia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ACT é uma entidade rara, com pouco mais de uma centena de casos descritos na literatura mundial. Ocorre predominantemente em mulheres, que representam cerca de dois terços dos casos relatados, e costuma ser diagnosticada entre a quarta e a sexta décadas de vida.</p>



<h2 id="h-quadro-clinico" class="wp-block-heading"><br><strong>Quadro clínico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos pacientes, a ACT é um achado incidental durante exames realizados por outros motivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando presentes, os sintomas são geralmente inespecíficos e podem incluir: Dor ou desconforto abdominal, náuseas e sensação de plenitude pós-prandial. Sintomas obstrutivos ou pancreatite, por sua vez,  são incomuns.</p>



<h2 id="h-achados-de-imagem" class="wp-block-heading"><br><strong>Achados de imagem</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a ecoendoscopia costumam demonstrar lesões multicísticas compostas por numerosos pequenos cistos agrupados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aspecto em “cacho de uva” é uma das características mais frequentemente descritas. Embora esse padrão seja classicamente associado ao IPMN de ductos secundários, na ACT ele decorre da dilatação de múltiplos ácinos e ductos terminais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as principais características de imagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lesões multicísticas formadas por múltiplos pequenos cistos</li>



<li>Aspecto em “cacho de uva”</li>



<li>Distribuição segmentar ou difusa no pâncreas, frequentemente com cistos periféricos</li>



<li>Ausência habitual de comunicação com o ducto pancreático principal</li>



<li>Possível acometimento de extensas áreas do órgão</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a diferenciação com IPMN, MCN e cistoadenoma seroso pode ser difícil apenas com exames de imagem.</p>



<h2 id="h-o-que-a-ecoendoscopia-pode-mostrar" class="wp-block-heading"><br><strong>O que a ecoendoscopia pode mostrar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentemente, utiliza-se a ecoendoscopia na investigação diagnóstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao exame, a lesão geralmente se apresenta como um agrupamento de múltiplos pequenos cistos, sem nódulos murais evidentes e sem características francamente suspeitas para malignidade. Os cistos costumam parecer “pendurados” no parênquima periférico, sem uma conexão evidente com o sistema ductal principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, os achados ecoendoscópicos isoladamente raramente permitem um diagnóstico definitivo.</p>



<h2 id="h-analise-do-liquido-cistico" class="wp-block-heading"><br><strong>Análise do líquido cístico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A punção aspirativa guiada por ecoendoscopia (EUS-FNA) pode fornecer informações complementares, embora os resultados sejam frequentemente inespecíficos.</p>



<h3 id="h-cea" class="wp-block-heading"><br><strong>CEA</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os níveis costumam ser baixos, refletindo a natureza não mucinosa da lesão.</li>



<li>Entretanto, casos com elevação do CEA já foram descritos, o que pode levar à suspeita equivocada de IPMN ou MCN.</li>
</ul>



<h3 id="h-amilase" class="wp-block-heading"><br><strong>Amilase</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Níveis de amilase são bastante variáveis.</li>



<li>Podem estar baixos quando não existe comunicação com o sistema ductal pancreático ou apresentar elevação em alguns pacientes &#8211; dificultando, assim, a diferenciação com pseudocistos e IPMNs.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, a análise bioquímica do líquido cístico raramente é suficiente para estabelecer o diagnóstico.</p>



<h3 id="h-citologia-e-diagnostico-histologico" class="wp-block-heading"><br><strong>Citologia e diagnóstico histológico</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>A citologia obtida por punção frequentemente apresenta baixa celularidade e resultados inconclusivos.</li>



<li>Quando material representativo é obtido, podem ser identificadas células acinares contendo grânulos de zimogênio.</li>



<li>O diagnóstico definitivo depende da demonstração de diferenciação acinar por meio da anatomia patológica e da imunohistoquímica.</li>



<li>Os principais marcadores utilizados são:
<ul class="wp-block-list">
<li>Tripsina</li>



<li>Quimotripsina</li>



<li>BCL10</li>
</ul>
</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A positividade para esses marcadores, portanto, é considerada a principal evidência de diferenciação acinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais recentemente, a biópsia através da agulha guiada por ecoendoscopia (through-the-needle biopsy – TTNB) tem aumentado a capacidade diagnóstica pré-operatória em casos selecionados.</p>



<h3 id="h-prognostico" class="wp-block-heading"><br><strong>Prognóstico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O prognóstico da ACT é excelente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não há evidências consistentes de transformação maligna ou progressão para câncer pancreático. Diferentemente do IPMN, que pode evoluir para adenocarcinoma ductal pancreático, a ACT é considerada uma lesão benigna sem potencial maligno comprovado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, quando o diagnóstico é estabelecido com segurança, uma estratégia conservadora com acompanhamento clínico e radiológico pode ser apropriada.</p>



<h2 id="h-voltando-ao-nosso-caso-clinico" class="wp-block-heading"><br><strong>Voltando ao nosso caso clínico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição multifocal dos cistos, o padrão em “cacho de uva”, a possível comunicação ductal e a glicose extremamente reduzida (&lt;10 mg/dL) sugeriam, inicialmente, o diagnóstico de IPMN-BD. Contudo, alguns achados do caso levantaram importante dúvida diagnóstica: negatividade no teste de filância, aspecto aquoso do líquido aspirado, localização periférica dos cistos, amilase baixa. A imagem inicialmente interpretada como possível “rolha de mucina” pode representar plugues proteicos intracísticos, achado previamente descrito em casos de ACT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja possível estabelecer diagnóstico definitivo sem confirmação histológica, os achados morfológicos tornam a ACT uma hipótese plausível, especialmente pela multifocalidade difusa, pela distribuição periférica dos cistos e pela ausência clara de comunicação ductal.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora rara, a ACT deve ser considerada no diagnóstico diferencial de pacientes com múltiplos cistos pancreáticos, especialmente quando há distribuição periférica, ausência de comunicação ductal evidente e resultados bioquímicos conflitantes. Este caso ilustra, portanto, as limitações da interpretação isolada dos marcadores do líquido cístico e reforça o valor da análise morfológica detalhada na investigação das lesões císticas pancreáticas.</p>



<h2 id="h-pontos-chave" class="wp-block-heading"><br><strong>Pontos-chave</strong></h2>



<ul class="wp-block-list has-pale-ocean-gradient-background has-background">
<li>A ACT é uma rara lesão cística benigna do pâncreas.</li>



<li>Antigamente era chamada de cistoadenoma acinar ou degeneração cística acinar.</li>



<li>É formada por estruturas revestidas por epitélio com diferenciação acinar.</li>



<li>Frequentemente apresenta aspecto multicístico em “cacho de uva”.</li>



<li>Geralmente não se comunica com o ducto pancreático principal.</li>



<li>Os níveis de CEA e amilase do líquido cístico são variáveis e pouco específicos.</li>



<li>O diagnóstico definitivo depende da histologia e da imuno-histoquímica.</li>



<li>Não existe potencial maligno comprovado.</li>



<li>Deve ser lembrada no diagnóstico diferencial das demais lesões císticas pancreáticas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais casos ilustrando o desafio diagnóstico da ACT, acesse <a href="https://journals.lww.com/acgcr/fulltext/2024/02000/acinar_cystic_transformation_of_the_pancreas_with.22.aspx">este artigo publicado no ACG Case Reports Journal</a>.</p>



<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading"><br><strong>Referências:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Acinar Cell Cystadenoma of the Pancreas: A Benign Neoplasm or Non-Neoplastic Ballooning of Acinar and Ductal Epithelium?. The American Journal of Surgical Pathology. 2013. Singhi AD, Norwood S, Liu TC, et al.</li>



<li>Acinar Cystic Transformation of the Pancreas: Histomorphology and Molecular Analysis to Unravel Its Heterogeneous Nature. The American Journal of Surgical Pathology. 2023. Luchini C, Mattiolo P, Basturk O, et al.</li>



<li>Comprehensive Characterisation of Acinar Cystic Transformation of the Pancreas: A Systematic Review. Journal of Clinical Pathology. 2023. Mattiolo P, Wang H, Basturk O, et al.</li>



<li>Pancreatic Cysts. The New England Journal of Medicine. 2024. Gonda TA, Cahen DL, Farrell JJ.</li>



<li>Cystic Lesions of the Pancreas: Differential Diagnosis and Cytologic-Histologic Correlation. Archives of Pathology &amp; Laboratory Medicine. 2020. Abdelkader A, Hunt B, Hartley CP, Panarelli NC, Giorgadze T.</li>
</ol>



<h2 id="h-como-citar-este-artigo" class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Oissa GM, Namur G, Martins BC. Transformação Cística Acinar simulando IPMN de ductos secundários: relato de caso e revisão da literatura. Endoscopia Terapeutica 2026 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21614" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/transformacao-cistica-acinar-simulando-ipmn-de-ductos-secundarios-relato-de-caso-e-revisao-da-literatura/</a></p>
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		<item>
		<title>Pancreatoscopia + Litotripsia Eletro-hidráulica para tratamento de cálculo pancreático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabrieli Melissa Oissa, Letícia Motono Chojniak, Carlos Kiyoshi Furuya Junior e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentação do Caso Homem, 67 anos, etilista crônico, portador de pancreatite crônica calcificante com&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Apresentação do Caso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Homem, 67 anos, etilista crônico, portador de pancreatite crônica calcificante com múltiplos episódios de agudização. Exames prévios demonstraram cálculo único no ducto pancreático principal (DPP). O paciente havia sido submetido a duas CPREs (2023 e 2024), com esfincterotomia pancreática e tentativas de extração, sem sucesso, sendo deixado stent pancreático para drenagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em julho de 2025, evoluiu com pancreatite aguda grave (Balthazar E), complicada por pseudocistos drenados por radiologia intervencionista. Uma RNM em setembro de 2025 mostrou persistência de cálculo único no DPP, medindo 9 mm, localizado no corpo pancreático, associado a discreta estenose a jusante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da falha das terapias endoscópicas convencionais, optou-se por pancreatoscopia com tentativa de extração e eventual litotripsia intraductal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Procedimento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Realizou-se pancreatoscopia com sistema <strong>SpyGlass<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong> (SpyScope DS II), que evidenciou cálculo único, esbranquiçado, impactado no DPP. A extração com cesta pancreática (SpyBasket) não foi possível devido a estreitamento ductal a montante do cálculo, impedindo sua mobilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optou-se então por dilatação da estenose e <strong>litotripsia eletro-hidráulica (EHL)</strong> utilizando sistema <strong>AutoLith<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong>, com sonda posicionada a aproximadamente 1–2 mm da superfície do cálculo. A aplicação de pulsos fragmentou progressivamente o cálculo, permitindo sua remoção subsequente com cesta. Foi deixado stent pancreático para manter a drenagem ductal.</p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-ebea24b0-2692-48e5-8ccc-16691a4a682d" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=ebea24b0-2692-48e5-8ccc-16691a4a682d" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Discussão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cálculos pancreáticos são comuns na pancreatite crônica alcoólica e resultam da precipitação de proteínas e sais de cálcio no DPP. Essas obstruções aumentam a pressão intraductal e contribuem para dor refratária. Cálculos maiores, densos e impactados — como no presente caso — frequentemente exigem litotripsia para fragmentação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Abordagem terapêutica atual</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>CPRE</strong> com esfincterotomia e extração é eficaz para cálculos pequenos e móveis, geralmente em ductos dilatados.</li>



<li><strong>Litotripsia extracorpórea (ESWL)</strong> é recomendada para cálculos ≥ 5 mm localizados em cabeça / corpo, especialmente quando radiopacos.</li>



<li><strong>Litotripsia intraductal guiada por pancreatoscopia (laser ou EHL)</strong> é indicada quando ESWL não está disponível, falha, ou quando os cálculos são únicos, impactados ou intraductais profundos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ESWL apresente alta eficácia e seja recomendada nos guidelines, no nosso meio temos dificuldade em encontrar centros especializados que ofereçam esse tratamento. Como alternativa a ESWL, pode-se empregar a litotripsia endoscópica intraductal, utilizando fibra de laser ou eletro-hidráulica (EHL) guiada por pancreatoscopia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>EHL</strong>, realizada sob visão direta, gera ondas de choque a partir de pulsos elétricos que causam cavitação e fragmentação do cálculo. A pancreatoscopia melhora a precisão, reduz risco de lesão ductal e aumenta a taxa de extração completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Tratamento cirúrgico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Permanece como segunda linha, reservado para casos refratários à terapia endoscópica ou quando há alterações anatômicas que impedem o acesso ao ducto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Update on endoscopic treatment of stones in the main pancreatic duct in calcified chronic pancreatitis. Choi EK, Lehman GA. Kor J Intern Med. 2012;27:20–29. doi: 10.3904/kjim.2012.27.1.20.</li>



<li>Endoscopic treatment of chronic pancreatitis: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Guideline – Updated August 2018.</li>



<li>Endoscopic lithotripsy in the common bile duct. Koch H, Stolte M, Walz V. Endoscopy. 1977;9:95–98. doi: 10.1055/s-0028-1098497.</li>



<li>Mechanical lithotripsy of stones in the pancreatic duct. Freeman ML. Gastrointest Endosc. 1996;44:333–336. doi: 10.1016/s0016-5107(96)70175-x.</li>



<li>Management of pancreatic calculi in chronic pancreatitis: A review article. Cureus. Kaushik N, Dasari V, Jain D. Mar 5, 2023;15(3):e35788. doi: 10.7759/cureus.35788. PMID: 37025704; PMCID: PMC10072785.</li>



<li>Chronic pancreatitis. Steer ML, Waxman I, Freedman S. N Engl J Med. 1995;332:1482–1490. doi: 10.1056/NEJM199506013322206.</li>



<li>Ultrastructure and elemental composition of human pancreatic stones. Pitchumoni CS, Viswanathan KV, Gee Varghese PJ, Banks PA. Pancreas. 1987;2:152–158. doi: 10.1097/00006676-198703000-00005.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Oissa GM, Chojniak LM, Furuya Júnior CK CF, Martins BC. Pancreatoscopia + Litotripsia Eletro-hidráulica para tratamento de cálculo pancreático. Endoscopia Terapeutica, 2026 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=21067" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/pancreatoscopia-litotripsia-eletro-hidraulica-para-tratamento-de-calculo-pancreatico/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A Crioprevenção com Água Gelada: Uma Nova Ferramenta para Prevenir a Pancreatite Pós-CPRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 06:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[CPRE]]></category>
		<category><![CDATA[crioprevenção]]></category>
		<category><![CDATA[pancreatite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pancreatite pós-CPRE (PPE) é, sem dúvidas, uma das complicações mais frequentes e preocupantes&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A pancreatite pós-CPRE (PPE) é, sem dúvidas, uma das complicações mais frequentes e preocupantes após a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). Além do seu impacto na recuperação dos pacientes, a gravidade de casos mais avançados exige atenção redobrada às estratégias preventivas. Nesse contexto, um recente estudo multicêntrico realizado no Japão trouxe uma alternativa inovadora: o resfriamento com água gelada, chamado de crioprevenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>O Problema: Pancreatite Pós-CPRE</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Apesar das taxas gerais de PPE rondarem 10% em pacientes sem qualquer profilaxia, o problema pode alcançar consequências fatais em quadros graves. Métodos tradicionalmente adotados para a profilaxia, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) retais, têm limitações específicas no Japão, principalmente devido a restrições do sistema de saúde sobre dosagens aprovadas e contraindicações em populações vulneráveis, como pacientes idosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>A Crioprevenção: Uma Abordagem Simples e Eficaz</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20549"><img loading="lazy" decoding="async" width="1016" height="640" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA.png" alt="" class="wp-image-20549" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA.png 1016w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA-300x189.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA-768x484.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/08/IRRIGACAO-COM-AGUA-GELADA-585x369.png 585w" sizes="(max-width: 1016px) 100vw, 1016px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Adaptado de Azuma et al. 2025</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, divulgado na <em>Am J Gastroenterol</em>, propôs um método simples e acessível: a irrigação da papila com 250 mL de água gelada ao final da CPRE. Esta técnica reduziu em <strong>52,4% o risco relativo de PPC</strong>, com a taxa caindo de 6,8% (grupo controle) para 3,2% (grupo de crioprevenção). A segurança do método foi evidente, sem eventos adversos relacionados diretamente à intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores apontaram que o resfriamento atua reduzindo o edema papilar, possivelmente por meio de vasoconstrição e controle da permeabilidade vascular, fatores-chave no desenvolvimento de PPE. O efeito foi ainda mais pronunciado em pacientes de alto risco, como aqueles submetidos a esfincterotomia endoscópica e canulação difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Por Que Essa Técnica É Relevante?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos resultados eficazes, algumas características tornam a crioprevenção uma alternativa promissora:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Simplicidade</strong>: A técnica utiliza apenas água gelada administrada com uma seringa, sem a necessidade de equipamentos ou medicamentos especializados.</li>



<li><strong>Custo-baixo</strong>: Não há custos adicionais associados à compra de fármacos.</li>



<li><strong>Adequação a Populações de Risco</strong>: Particularmente útil para idosos ou pacientes contraindicados ao uso de AINEs.</li>



<li><strong>Segurança</strong>: Nenhum evento adverso significativo foi atribuído à crioprevenção.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limitações do Estudo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados entusiasmantes, algumas limitações foram apontadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não foi incluído um grupo controle que utilizasse irrigação com água em temperatura ambiente, impedindo a avaliação do efeito absoluto do resfriamento em relação à irrigação simples.</li>



<li>A ausência de AINEs como comparador limita a aplicabilidade global dos achados.</li>



<li>O volume de água gelada (250 mL) foi uma escolha arbitrária, sugerindo que estudos futuros possam investigar volumes ou durações diferentes para otimização dos resultados.</li>



<li>Por ser um estudo single-blind, a falta de cegamento total pode introduzir algum viés no protocolo.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica de crioprevenção representa um marco no manejo profilático da PPE, oferecendo uma estratégia <strong>segura, eficiente e econômica</strong> para reduzir essa grave complicação. Especialmente em contextos como o Japão, onde o uso de AINEs é limitado, ou em populações de alto risco, o resfriamento local pode representar uma virada de chave no cuidado pós-CPRE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda existam pontos a serem avaliados em estudos futuros, como a sinergia com AINEs ou outros métodos profiláticos, a crioprevenção já se apresenta como uma ferramenta acessível para a prática clínica global. Afinal, a simplicidade, quando bem fundamentada, pode ser a mais poderosa das inovações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Azuma S, Kobayashi Y, Harada R, Yane K, Sawada K, Tsujimoto A, et al. Local post-procedure cryoprevention significantly reduces the incidence of post-ERCP pancreatitis: a multicenter randomized clinical trial. Am J Gastroenterol. 2025;00:1–9. Published online 2025 Jul 10. doi:10.14309/ajg.000000000000000</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Orso IRB, Martins BC. A Crioprevenção com Água Gelada: Uma Nova Ferramenta para Prevenir a Pancreatite Pós-CPRE Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20548" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/a-crioprevencao-com-agua-gelada-uma-nova-ferramenta-para-prevenir-a-pancreatite-pos-cpre/</a></p>
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		<title>Lesões Subepiteliais: do Diagnóstico a Abordagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Sartori Balbinot e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 12:10:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<category><![CDATA[Lesão subepitelial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As lesões subepiteliais são conceitualmente definidas por lesões originadas das camadas muscular da mucosa,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As lesões subepiteliais são conceitualmente definidas por lesões originadas das camadas muscular da mucosa, submucosa ou muscular própria, as quais podem ocorrer em qualquer órgão do trato gastrointestinal<sup>1</sup>. O termo lesões submucosas foi antigamente empregado para essas condições, mas não deve ser mais utilizado, pois essa antiga nomenclatura remete a injúrias restritas a camadas abaixo da submucosa<sup>2</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico histopatológico definitivo das lesões subepiteliais é de grande importância, pois possibilita a definição do prognóstico, o risco de degeneração neoplásica e definição de conduta entre expectante, vigilância, ressecções endoscópicas ou tratamento cirúrgico. Isso se deve ao fato de existir uma ampla variedade de diagnósticos diferenciais possíveis, cuja evolução, quadro clínico, risco de complicações e taxa de degeneração neoplásica variam consideravelmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Epidemiologia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Apesar das lesões subepiteliais poderem ser encontradas em qualquer órgão do trato gastrointestinal, o principal sítio de localização consiste no estômago. Além disso, as exatas taxas de incidência e prevalência dessas condições são desconhecidas devido a carência de estudos epidemiológicos de condições cujo diagnóstico na maioria dos casos é incidental, dificultando o estudo na população geral. Entretanto, alguns dados na literatura já tentaram estimar essa informação, demonstrando uma prevalência de detecção de lesões subepiteliais em 1,9% das endoscopias digestivas altas realizadas na Coreia, sendo que 64,1% foi identificada no estômago.<sup>16,19</sup> Outros estudos estimam uma incidência de cerca de 0,36% de lesões subepiteliais diagnosticas por endoscopias digestivas altas de rotina.<sup>20-23</sup> Com relação ao prognóstico, a maioria das lesões subepiteliais são benignas ao diagnóstico, sendo estimadas lesões malignas em menos de 15% dos casos.<sup>16,18</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Quadro Clínico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A grande maioria dos casos apresenta-se assintomático, principalmente lesões inferiores a 2 cm<sup>15</sup>. Dentre os casos sintomáticos, o quadro clínico é variável conforme localização, etiologia e tamanho das lesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas mais frequentes são dor abdominal e hemorragia digestiva. Entretanto, podem ocorrer raramente sintomas de suboclusão do trato gastrointestinal, sendo esse quadro mais frequentemente associado a lesões no intestino delgado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação ao tamanho das lesões, a manifestação de sintomas será variável a depender do órgão acometido. Afinal, lesões menores no esôfago podem se manifestar com disfagia e no reto com alteração de hábito intestinal. A manifestação de sintomas suboclusivos no estômago dependerá da existência de lesões maiores diante do maior volume da câmara gástrica em relação aos demais segmentos do aparelho digestivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Apresentações Endoscópicas e Ecoendoscópicas das Lesões Subepiteliais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>As lesões subepiteliais apresentam-se à visão endoscópica como um abaulamento ou protuberância de mucosa com tamanho variável. Em geral, a mucosa sobreposta a lesão é íntegra, mas dependendo da etiologia, é possível haver enantema, erosão ou ulceração devido efeito de pressão da lesão ou, mais raramente, degeneração maligna. Outros parâmetros endoscópicos podem ser avaliados e podem permitir uma impressão diagnóstica sobre a lesão, como: coloração, superfície, mobilidade e consistência da lesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas manobras simples ao exame endoscópico podem garantir também maior segurança para estabelecer uma impressão de diagnóstico etiológico das lesões subepiteliais, podendo em alguns casos definir conduta expectante para essas lesões. As principais manobras consistem: sinal do travesseiro ou almofada (<em>pillow sign</em>), sinal do rolamento (<em>rolling sign</em>) e sinal da tenda (<em>tenting sign</em>) (figuras 1, 2 e 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sinal do travesseiro consiste em manipular a lesão com a pinça de biópsia, empurrando a mesma. Caso a lesão seja compressível ao toque da pinça e haja retorno a morfologia habitual da lesão após a retirada do instrumento, a lesão é sugestiva de lipoma (98% de especificidade e 40% de sensibilidade)<sup>4</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sinal do rolamento quando presente sugere que a lesão se encontra na muscular própria ou abaixo da mesma. É realizado sob auxílio de pinça de biópsia fechada, deslizando a mesma sobre a lesão, permitindo com que a lesão seja facilmente mobilizada.<sup>16</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sinal da tenda apresenta a mesma implicância clínica do sinal do rolamento.<sup>16</sup> Sob auxílio de pinça de biópsia, realiza-se apreensão superficial da mucosa sobrejacente a lesão, permitindo com que a mucosa e submucosa se destaquem facilmente da lesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação à ecoendoscopia, o método permite avaliar com muita precisão as camadas e interfaces do trato gastrointestinal, sendo o melhor método de imagem para avaliar e caracterizar as lesões subepiteliais. Com uma frequência de varredura entre 5 a 12 MHz, o ultrassom endoscópico permite distinguir as paredes do TGI em 5 camadas: mucosa superficial (1ª camada ou interface fluído luminal e mucosa), mucosa profunda (2ª camada ou muscular da mucosa), submucosa (3ª camada), muscular própria (4ª camada) e serosa (5ª camada) (figura 4)<sup>15,24-26</sup>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20389"><img loading="lazy" decoding="async" width="365" height="325" data-id="20389" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-1.-Fig.-1.-Sinal-da-almofada-pillow-sign.png" alt="" class="wp-image-20389" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-1.-Fig.-1.-Sinal-da-almofada-pillow-sign.png 365w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-1.-Fig.-1.-Sinal-da-almofada-pillow-sign-300x267.png 300w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 1. Sinal da almofada (“pillow sign”) Fonte: Kim GH et al.16</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20388"><img loading="lazy" decoding="async" width="366" height="323" data-id="20388" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-2.-Sinal-do-rolamento-rolling-sign.png" alt="" class="wp-image-20388" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-2.-Sinal-do-rolamento-rolling-sign.png 366w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-2.-Sinal-do-rolamento-rolling-sign-300x265.png 300w" sizes="(max-width: 366px) 100vw, 366px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 2. Sinal do rolamento (“rolling sign”) Fonte: Kim GH et al.16</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20387"><img loading="lazy" decoding="async" width="364" height="321" data-id="20387" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-3.-Sinal-da-tenda-tenting-sign.png" alt="" class="wp-image-20387" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-3.-Sinal-da-tenda-tenting-sign.png 364w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Fig.-3.-Sinal-da-tenda-tenting-sign-300x265.png 300w" sizes="(max-width: 364px) 100vw, 364px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 3. Sinal da tenda (“tenting sign”) Fonte: Kim GH et al.16</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20386"><img loading="lazy" decoding="async" width="550" height="397" data-id="20386" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Figura-4.-Ecoendoscopia-demonstrando-lesao-com-ecogenicidade-hipoecoica-.png" alt="" class="wp-image-20386" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Figura-4.-Ecoendoscopia-demonstrando-lesao-com-ecogenicidade-hipoecoica-.png 550w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/Figura-4.-Ecoendoscopia-demonstrando-lesao-com-ecogenicidade-hipoecoica--300x217.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem 4. Ecoendoscopia demonstrando lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, arredondada, limites bem definidos, contornos regulares, medindo 15 mm x 12 mm e inserida na camada muscular própria. A imagem permite demonstrar as camadas mucosa superficial, mucosa profunda, submucosa, muscular própria. Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP).</figcaption></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela 1 demonstra resumidamente os achados endoscópicos e ecoendoscópicos das principais lesões do trato gastrointestinal. E as imagens de 1 a 14 demonstram exemplos de casos de lesões com suas respectivas imagens endoscópicas e ecoendoscópicas.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-small-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><thead><tr><th><br><strong>Lesão Subepitelial</strong></th><th><br><strong>Camada de Origem</strong></th><th><strong>Sítios Principais</strong></th><th><strong>Ecoendoscopia</strong></th><th><br><strong>Endoscopia</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>Cisto de duplicação</td><td>1ª, 2ª, 3ª, 4ª ou extramural</td><td>&#8211; Esôfago&nbsp;<br>&#8211; Mediastino</td><td>&#8211; Anecoico<br>&#8211; Arredondado ou oval&nbsp;<br>&#8211; Sem vascularização</td><td>&#8211; Normocorado ou ligeiramente translúcido<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Compressível à manipulação</td></tr><tr><td>GIST</td><td>4ª (principal)<br>2ª (infrequente)</td><td>&#8211; Estômato (65%)<br>&#8211; Delgado (25%)</td><td>&#8211; Hipoecoico<br>&#8211; Heterogêneo<br>&#8211; Com ou sem vascularização</td><td>&#8211; Normocorado<br>&#8211; Superfície regular, com erosão ou ulceração&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Leiomioma</td><td>2ª (principal)<br>4ª (infrequente)</td><td>&#8211; Esôfago</td><td>&#8211; Hipoecoica<br>&#8211; Homogênea<br>&#8211; Calcificações no interior</td><td>&#8211; Normocorada<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Linfangioma</td><td>3ª</td><td>&#8211; Intestino delgado</td><td>&#8211; Anecoico<br>&#8211; Septos internos<br>&#8211; Sem vascularização</td><td>&#8211; Massa protuberante semelhante a um cisto<br>&#8211; Consistência amolecida</td></tr><tr><td>Linfoma</td><td>2ª, 3ª ou 4ª</td><td>&#8211; Estômago<br>&#8211; Intestino delgado</td><td>&#8211; Hipoecoico</td><td>&#8211; Sem características específicas</td></tr><tr><td>Lipoma</td><td>3ª</td><td>&#8211; Cólon</td><td>&#8211; Hiperecoico<br>&#8211; Homogêneo<br>&#8211; Ovalado</td><td>&#8211; Amarelado<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência amolecida<br>&#8211; Sinal do travesseiro positivo&nbsp;</td></tr><tr><td>Metástase</td><td>1ª, 2ª, 3ª, 4ª</td><td>&#8211; Qualquer sítio</td><td>&#8211; Hipoecoica<br>&#8211; Heterogênea</td><td>&#8211; Sem características específicas</td></tr><tr><td>Pâncreas ectópico</td><td>2ª, 3ª ou 4ª</td><td>&#8211; Estômago</td><td>&#8211; Hipoecoica ou mista<br>&#8211; Estruturas ductais no interior</td><td>&#8211; Normocorado<br>&#8211; Umbilicação central (90%)<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Pólipo fibroide inflamatório</td><td>2ª ou 3ª</td><td>&#8211; Estômago</td><td>&#8211; Hipoecoico<br>&#8211; Homogêneo<br>&#8211; Margens não definida</td><td>&#8211; Pólipo séssil<br>&#8211; Superfície regular ou com ulceração</td></tr><tr><td>Schwannoma, neuroma e neurofibroma</td><td>3ª ou 4ª</td><td>&#8211; Estômago</td><td>&#8211; Hipoecoico&nbsp;<br>&#8211; Homogênea</td><td>&#8211; Normocorado<br>&#8211; Superfície regular&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Tumor de células granulares</td><td>2ª ou 3ª</td><td>&#8211; Esôfago</td><td>&#8211; Hipoecoico<br>&#8211; Heterogênea</td><td>&#8211; Amarelado ou branco-amarelado<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Tumor glômico</td><td>4ª ou 3ª (menos frequente)</td><td>&#8211; Qualquer sítio</td><td>&#8211; Hipoecoico&nbsp;<br>&#8211; Heterogeneo<br>&#8211; Calcificações no interior<br>&#8211; Com vascularização</td><td>&#8211; Normocorada<br>&#8211; Superfície regular&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Tumor neuroendócrino</td><td>2ª ou 3ª</td><td>&#8211; Estômago<br>&#8211; Duodeno<br>&#8211; Reto</td><td>&#8211; Isoecoico ou ligeiramente hipoecoico<br>&#8211; Homogêneo<br>&#8211; Ovalado ou redondo</td><td>&#8211; Normocorado, amarelado ou avermelhado<br>&#8211; Superfície com erosão&nbsp;<br>&#8211; Consistência endurecida</td></tr><tr><td>Varizes</td><td>3ª</td><td>&#8211; Esôfago</td><td>&#8211; Anecoica<br>&#8211; Serpinginoso<br>&#8211; Com vascularização</td><td>&#8211; Azulada<br>&#8211; Superfície regular<br>&#8211; Consistência compressível</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tabela 1. Achados Endoscópicos e Ecoendoscópicos das Lesões Subepiteliais do Trato Gastrointestinal<br>Adaptado de: ESGE<sup>1</sup>, ASGE<sup>27</sup>, ACG<sup>14</sup>, AGA<sup>11</sup>, Kim GH<sup>16</sup></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Abordagem Diagnóstica e Aquisição Tecidual</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como mencionado, a identificação de uma lesão subepitelial é na grande maioria das vezes incidental em uma endoscopia digestiva alta. Os achados endoscópicos somados a propedêutica em muitos casos não irão permitir o estabelecimento de uma conduta definitiva sem o diagnóstico histopatológico. Além disso, as biópsias convencionas de mucosa possuem um rendimento histopatológico extremamente baixo no diagnóstico de lesões subepiteliais, afinal as lesões em sua maioria são revestidas por mucosa íntegra. A realização de biópsias sobre biópsias também não apresenta rendimento significativo (55 a 65% para lesões da terceira camada e 40% para lesões da quarta camada)<sup>6,7</sup>, não sendo um método de abordagem recomendado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal (ESGE) recomenda aquisição tecidual de lesões subtepiteliais quando: há suspeita de <em>tumor estromal gastrointestinal</em> (GIST), lesões superiores a 20 mm, lesões com estigmas de alto risco ou necessidade de tratamento cirúrgico ou oncológico. Em caso de lesões assintomáticas compatíveis com lipoma, varizes ou pâncreas ectópico, não há indicação de aquisição tecidual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os métodos que permitem aquisição tecidual consistem nos seguintes: biópsia assistida por incisão de mucosa (<em>mucosal incision-assisted biopsy</em>, MIAB), punções ecoendoscópicas com agulha FNA (<em>fine needle aspiration, </em>EUS-FNA<em>) </em>ou com agulha FNB<em> </em>(<em>fine needle biopsy, </em>EUS-FNB).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em lesões superiores a 20 mm, a ESGE recomenda igualmente como primeira escolha MIAB ou EUS-FNB. Entretanto, lesões inferiores a 20 mm, a ESGE recomenda como primeira linha o MIAB, sendo a EUS-FNB segunda escolha (tabela 2). Afinal, nessas lesões, há menor rendimento diagnóstico com punções ecoguiadas diante de maior dificuldade técnica para aquisição de amostras significativas. Para uma discussão mais aprofundada sobre MIAB, confira esse outro artigo: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/biopsia-assistida-por-incisao-da-mucosa-quando-e-como-fazer/">Biópsia Assistida por Incisão da Mucosa: Quando e Como Fazer?</a>. Com relação às agulhas FNA, estudos prospectivos e retrospectivos vêm demonstrando que FNB possui melhor aquisição tecidual em relação a agulhas FNA quando comparadas a calibres (gauges) semelhantes, apresentando perfis de segurança semelhante e com precisão diagnóstica variando entre 75 a 100%.<sup>8-11</sup> Portanto, o III Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia recomenda o uso de FNB em relação ao uso de FNA para o diagnóstico de lesões subepiteliais maiores de 20 mm, sendo concordante com o guideline da ESGE<sup>13</sup>.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-normal-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><thead><tr><th><strong>Tamanho</strong></th><th><strong>Método de Escolha</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>LSE &gt; 20 mm</td><td>1ª escolha: EUS-FNB ou MIAB</td></tr><tr><td>LSE &lt; 20 mm&nbsp;</td><td>1ª escolha: MIAB<br>2ª escolha: EUS-FNB</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tabela 2 Recomendações da ESGE</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vigilância</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A vigilância consiste no seguimento das lesões subepiteliais, podendo ser realizado por EDA e/ou ecoendoscopia a depender do tamanho da lesão. A ESGE sugere vigilância em lesões subepiteliais esofágicas e gástrica, desde que sejam assintomática e não tenham diagnóstico histopatológico definitivo. Recomenda-se realização de EDA em 3 a 6 meses como primeiro exame de vigilância, sendo seguida de EDA a cada 2 a 3 anos para lesões inferiores a 10 mm, e EDA a cada 1 a 2 anos para lesões entre 10 a 20 mm. Além disso, como alternativa a vigilância de lesões gástricas inferiores a 20 mm e sem diagnóstico definitivo, a ESGE sugere ressecção endoscópica para esses casos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de lesões superiores a 20 mm, assintomática e que não tenham sido ressecadas, a ESGE recomenda vigilância com EDA e ecoendoscopia necessariamente, sendo o primeiro controle em 6 meses, sendo seguido de intervalos de 6 a 12 meses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, nas seguintes situações, opta-se por conduta expectante, não sendo recomendado vigilância pela ESGE, desde que o paciente seja assintomático e o diagnóstico histopatológico seja definitivo: leiomiomas, lipomas, pâncreas ectópico, tumores de células granulares, schawannomas e tumores glômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja Figuras sobre achados endoscópicos e suas correlações ecoendoscópicas a seguir:</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20393"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="446" data-id="20393" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2.png" alt="" class="wp-image-20393" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2.png 630w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2-300x212.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-1-2-585x414.png 585w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 1 e 2. Imagem endoscópica em visão direta de lesão protrusa entre pequena curvatura e parede posterior de corpo gástrico proximal, revestida por mucosa com superfície regular, normocorada e íntegra. A imagem ecoendoscópica demonstra lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, sem características internas, sem vascularização ao doppler, limites precisos, contornos regulares, medindo aproximadamente 20 x 6 mm e inserida em camada muscular própria. Punções ecoguiadas foram realizadas com agulha FNB, sendo o anatomopatológico e imuno-histoquímica compatíveis com GIST gástrico.  Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20392"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="369" data-id="20392" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-1.png" alt="" class="wp-image-20392" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-1.png 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-1-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 1 e 2. Imagem endoscópica em visão direta de lesão protrusa entre pequena curvatura e parede posterior de corpo gástrico proximal, revestida por mucosa com superfície regular, normocorada e íntegra. A imagem ecoendoscópica demonstra lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, sem características internas, sem vascularização ao doppler, limites precisos, contornos regulares, medindo aproximadamente 20 x 6 mm e inserida em camada muscular própria. Punções ecoguiadas foram realizadas com agulha FNB, sendo o anatomopatológico e imuno-histoquímica compatíveis com GIST gástrico.  Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP)</figcaption></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20409"><img loading="lazy" decoding="async" width="627" height="449" data-id="20409" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3.jpeg" alt="" class="wp-image-20409" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3.jpeg?v=1750769315 627w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-300x215.jpeg?v=1750769315 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-3-585x419.jpeg?v=1750769315 585w" sizes="(max-width: 627px) 100vw, 627px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 3 e 4. Imagem endoscópica em visão direta de abaulamento de parede em segunda porção duodenal distalmente à papila duodenal maior, revestida por mucosa com íntegra, de coloração amarelada e superfície regular. A ecoendoscopia demonstra lesão com ecogenicidade hiperecoica, ecotextura homogênea, formato arredondado, medindo cerca de 10 mm no maior eixo, com limites precisos, contornos regulares, medindo cerca de 10 mm no maior diâmetro e inserida em camada submucosa, sendo os achados endoscópicos e ecoendoscópicos compatíveis com lipoma.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20408"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="372" data-id="20408" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4.jpeg" alt="" class="wp-image-20408" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4.jpeg?v=1750769312 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-4-300x224.jpeg?v=1750769312 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Figuras 3 e 4. Imagem endoscópica em visão direta de abaulamento de parede em segunda porção duodenal distalmente à papila duodenal maior, revestida por mucosa com íntegra, de coloração amarelada e superfície regular. A ecoendoscopia demonstra lesão com ecogenicidade hiperecoica, ecotextura homogênea, formato arredondado, medindo cerca de 10 mm no maior eixo, com limites precisos, contornos regulares, medindo cerca de 10 mm no maior diâmetro e inserida em camada submucosa, sendo os achados endoscópicos e ecoendoscópicos compatíveis com lipoma.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20411"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="443" data-id="20411" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5.jpeg" alt="" class="wp-image-20411" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5.jpeg?v=1750769491 624w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5-300x213.jpeg?v=1750769491 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-5-585x415.jpeg?v=1750769491 585w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 5. Imagem endoscópica em visão direta de lesão protrusa em parede anterior de antro gástrico proximal, revestida por mucosa normocorada, com superfície regular, sendo sugestiva de lesão subepitelial.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20410"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="372" data-id="20410" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpeg" alt="" class="wp-image-20410" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpeg?v=1750769488 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-300x224.jpeg?v=1750769488 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 6. A ecoendoscopia evidencia lesão com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura predominantemente homogênea, formato arredondado, limites precisos, bordos regulares, medindo aproximadamente 13,4 x 12 mm, sem focos hiperecoicos ou calcificações no interior e inserida na camada muscular própria. Punções ecoguiadas foram realizadas com agulha FNB, sendo anatomopatológico e imuno-histoquímica confirmando schwanomma gástrico.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20415"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="462" data-id="20415" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-7.jpeg" alt="" class="wp-image-20415" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-7.jpeg?v=1750769645 512w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-7-300x271.jpeg?v=1750769645 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 7 e 8. Imagem de esofagogastroduodenoscopia demonstra lesão protrusa em papila duodenal maior revestida por mucosa enantemática e com superfície com três erosões recobertas por fibrina.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20414"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="466" data-id="20414" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8.jpeg" alt="" class="wp-image-20414" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8.jpeg?v=1750769641 512w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-8-300x273.jpeg?v=1750769641 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 7 e 8. Imagem de esofagogastroduodenoscopia demonstra lesão protrusa em papila duodenal maior revestida por mucosa enantemática e com superfície com três erosões recobertas por fibrina.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20413"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="260" data-id="20413" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9.jpeg" alt="" class="wp-image-20413" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9.jpeg?v=1750769638 496w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-9-300x157.jpeg?v=1750769638 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 9 e 10. Imagem à ecoendoscopia demonstra lesão com formato ovalado, ecogenicidade hipoecoica, ecotextura heterogênea, com contornos regulares, sem adenopatia adjacente, sem vascularização ao doppler, sem características internas, medindo cerca de 20 x 11 x 24 mm, inserida na camada submucosa, não havendo acometimento da muscular própria. Foram realizadas punções ecoguiadas com agulha FNA 22 gauge, sendo o anatomopatológico e imunohistoquímica compatíveis com tumor neuroendócrino de papila duodenal bem diferenciado grau 1.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20412"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="257" data-id="20412" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.jpeg" alt="" class="wp-image-20412" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10.jpeg?v=1750769635 496w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-10-300x155.jpeg?v=1750769635 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 9 e 10. Imagem à ecoendoscopia demonstra lesão com formato ovalado, ecogenicidade hipoecoica, ecotextura heterogênea, com contornos regulares, sem adenopatia adjacente, sem vascularização ao doppler, sem características internas, medindo cerca de 20 x 11 x 24 mm, inserida na camada submucosa, não havendo acometimento da muscular própria. Foram realizadas punções ecoguiadas com agulha FNA 22 gauge, sendo o anatomopatológico e imunohistoquímica compatíveis com tumor neuroendócrino de papila duodenal bem diferenciado grau 1.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20417"><img loading="lazy" decoding="async" width="629" height="447" data-id="20417" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11.jpeg" alt="" class="wp-image-20417" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11.jpeg?v=1750769850 629w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11-300x213.jpeg?v=1750769850 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-11-585x416.jpeg?v=1750769850 585w" sizes="(max-width: 629px) 100vw, 629px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 11 e 12. Esofagogastroduodenoscopia demonstra abaulamento de parede anterior de corpo gástrico proximal, com mucosa normocorada, superfície regular com depressão central, sendo compatível com lesão subepitelial</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20416"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="446" data-id="20416" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12.jpeg" alt="" class="wp-image-20416" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12.jpeg?v=1750769847 624w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12-300x214.jpeg?v=1750769847 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-12-585x418.jpeg?v=1750769847 585w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 11 e 12. Esofagogastroduodenoscopia demonstra abaulamento de parede anterior de corpo gástrico proximal, com mucosa normocorada, superfície regular com depressão central, sendo compatível com lesão subepitelial</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20419"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="257" data-id="20419" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-13.jpeg" alt="" class="wp-image-20419" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-13.jpeg?v=1750769951 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-13-300x155.jpeg?v=1750769951 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 13 e 14. Ecoendoscopia demonstrou formação com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, limites bem definidos, contornos regulares, medindo aproximadamente 13 mm e inserida na camada submucosa. Lesão foi submetida a ressecção endoscópica transmural com dispositivo FTRD. A histopatologia e imunohistoquímica confirmaram TNE gástrico bem diferenciado grau 2.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20418"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="254" data-id="20418" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-14.jpeg" alt="" class="wp-image-20418" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-14.jpeg?v=1750769947 499w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-14-300x153.jpeg?v=1750769947 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 13 e 14. Ecoendoscopia demonstrou formação com ecogenicidade hipoecoica, ecotextura homogênea, formato ovalado, limites bem definidos, contornos regulares, medindo aproximadamente 13 mm e inserida na camada submucosa. Lesão foi submetida a ressecção endoscópica transmural com dispositivo FTRD. A histopatologia e imunohistoquímica confirmaram TNE gástrico bem diferenciado grau 2.</figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Balbinot RS, Martins B. Lesões Subepiteliais: do Diagnóstico a Abordagem Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20379" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/lesoes-subepiteliais-do-diagnostico-a-abordagem/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tratamento de fístula com vácuo endoscópico transparietal: uma alternativa eficaz que preserva o conforto do paciente</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-de-fistula-com-vacuo-endoscopico-transparietal-uma-alternativa-eficaz-que-preserva-o-conforto-do-paciente/</link>
					<comments>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-de-fistula-com-vacuo-endoscopico-transparietal-uma-alternativa-eficaz-que-preserva-o-conforto-do-paciente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabelle Kristal, Paola de Araujo Sardenberg Alves e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 06:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[EVT]]></category>
		<category><![CDATA[vacuo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução: O tratamento de fístulas após cirurgias gastroesofágicas é um grande desafio. Nos últimos&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Introdução:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de fístulas após cirurgias gastroesofágicas é um grande desafio. Nos últimos anos, a terapia a vácuo endoscópico (EVT) ganhou popularidade e se consolidou como uma ferramenta segura e eficaz para tratamento desta complicação, associando a <strong>drenagem de secreções</strong> ao <strong>estímulo à cicatrização</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usualmente, a sonda para aspiração da terapia a vácuo é inserida através da narina, e posicionada dentro da luz do órgão ou na cavidade causada pela fístula. Entretanto, neste caso, o vácuo foi confeccionado de forma externa, transparietal, através do trajeto de um dreno cirúrgico. Este arranjo permitiu maior conforto para paciente, que continuou recebendo dieta via sonda nasoenteral.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relato:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Paciente do sexo feminino de 70 anos submetida a gastrectomia total + esofagectomia distal com anastomose esofagojejunal intratorácica e linfadenectomia D2 devido carcinoma gástrico pouco diferenciado com envolvimento de esôfago distal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram locados dois drenos perianastomose: um exteriorizado em flanco direito e um em flanco esquerdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No 5º. PO a paciente evoluiu com dor abdominal e distensão após infusão da dieta enteral. Foi realizado teste com azul de metileno, que extravasou pelo dreno abdominal à esquerda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A endoscopia evidenciou deiscência de 1/3 da circunferência da anastomose esofagojejunal, na parede posterior. Era possível identificar o dreno através do orifício. A sonda nasoenteral estava locada na alça jejunal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20275"><img loading="lazy" decoding="async" width="852" height="288" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE.jpg" alt="" class="wp-image-20275" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE.jpg?v=1750106312 852w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-300x101.jpg?v=1750106312 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-768x260.jpg?v=1750106312 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FISTULA-DA-ANASTOMOSE-585x198.jpg?v=1750106312 585w" sizes="(max-width: 852px) 100vw, 852px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 1: Endoscopia pós-operatória identificando fístula da anastomose esofagojejunal.</em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20276"><img loading="lazy" decoding="async" width="241" height="300" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-241x300.png" alt="" class="wp-image-20276" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2-241x300.png 241w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-2.png 513w" sizes="(max-width: 241px) 100vw, 241px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 2: Esquema demonstrando o posicionamento dos drenos (azul) e a deiscência esofagojejunal intratorácica (amarelo).</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><br>A terapia a vácuo endoscópica foi indicada. Duas alternativas de inserção da sonda do vácuo seriam viáveis neste momento: via nasal (convencional), ou através do dreno transparietal. Tendo em vista o conforto da paciente, e a possibilidade de mantê-la com apenas uma sonda na narina (para alimentação), foi optado por instalar o vácuo através do dreno, de maneira transparietal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Terapêutica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O dispositivo escolhido para a terapia a vácuo foi do tipo <em>tube in tube</em>, confeccionado com sonda nasogástrica dentro do dreno siliconado já existente, dispensando o uso de esponjas ou gazes. A sonda foi conectada ao dispositivo de aspiração. Enquanto a sonda (tubo interno) aspirava, o dreno (tubo externo) evitava entupimentos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Passagem de sonda nasogástrica 16 Fr através de dreno abdominal (figura 3), com o posicionamento na cavidade fistulosa confirmado pela endoscopia (figura 4).</li>



<li>Foi mantido vácuo com pressão negativa contínua de 125 mmHg, com auxílio de bomba eletrônica.</li>



<li>Paciente mantida com dieta enteral através de sonda nasoenteral locada na alça jejunal.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20277"><img loading="lazy" decoding="async" width="706" height="434" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo.png" alt="" class="wp-image-20277" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo.png 706w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo-300x184.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/dispositivo-da-terapia-a-vacuo-585x360.png 585w" sizes="(max-width: 706px) 100vw, 706px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 3: Esquema demonstrando o dispositivo da terapia a vácuo locado. A) passagem de fio-guia pelo dreno externo o qual foi capturado pela endoscopia e exteriorizado pela boca. B) inserção da sonda nasogástrica 16Fr sobre o fio-guia e posicionada a cerca de 1,5 cm da deiscência da anastomose sob supervisão endoscópica com aparelho de fino calibre.</em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20278"><img loading="lazy" decoding="async" width="610" height="410" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo.jpg" alt="" class="wp-image-20278" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo.jpg?v=1750109356 610w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo-300x202.jpg?v=1750109356 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/terapia-a-vacuo-585x393.jpg?v=1750109356 585w" sizes="(max-width: 610px) 100vw, 610px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 4: Local onde o dreno estava locado, e foi instalada a terapia a vácuo.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">É importante salientar que, em casos em que o vácuo é instalado através de sondas nasais, muitos pacientes não toleram permanecer com uma sonda em cada narina &#8211; uma para a terapia a vácuo e uma para alimentação &#8211; ficando dependentes de nutrição parenteral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Uma semana após a instalação da terapia a vácuo, foi realizada revisão endoscópica. O orifício fistuloso apresentava diminuição significativa de calibre, passando a medir cerca de 8 mm (figura 5).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20279"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="659" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1024x659.jpg" alt="" class="wp-image-20279" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-1024x659.jpg?v=1750109625 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-300x193.jpg?v=1750109625 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-768x494.jpg?v=1750109625 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5-585x377.jpg?v=1750109625 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/figura-5.jpg?v=1750109625 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 5: A e B) Primeira revisão endoscópica após 7 dias de instalação da EVT; C, D e E) exame com aparelho de 4.9 mm através do orifício da fístula</em> observando bom tecido de granulação no trajeto fistuloso<em>. Dreno de silicone (azul) e sonda nasogástrica no seu interior.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Foi realizada leve tração do dreno (cerca de 2 cm) através da parede abdominal, afastando-o da luz do órgão, e reinstalado o vácuo endoscópico tipo<em> tube in tube</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20280"><img loading="lazy" decoding="async" width="779" height="369" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpg" alt="" class="wp-image-20280" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6.jpg?v=1750109842 779w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-300x142.jpg?v=1750109842 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-768x364.jpg?v=1750109842 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-6-585x277.jpg?v=1750109842 585w" sizes="(max-width: 779px) 100vw, 779px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 6: a) Trajeto fistuloso após tração do dreno; b) dreno realocado com dispositivo de vácuo no interior.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">No 17º dia foi realizada nova revisão endoscópica, que identificou a anastomose esofagojejunal terminolateral ampla, sem sinais de fístula.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20281"><img loading="lazy" decoding="async" width="863" height="291" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.jpg" alt="" class="wp-image-20281" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7.jpg?v=1750110014 863w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-300x101.jpg?v=1750110014 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-768x259.jpg?v=1750110014 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-7-585x197.jpg?v=1750110014 585w" sizes="(max-width: 863px) 100vw, 863px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 7: Segunda revisão endoscópica após 17 dias de instalação da EVT.</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">O dispositivo do vácuo endoscópico e o dreno abdominal foram retirados após novo teste com azul de metileno. No mesmo dia foi iniciada dieta oral, que foi progredida gradualmente até a alta hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NOTA:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos em que o paciente não possui um dreno previamente locado, a<em> técnica tube in tube</em><br>também pode ser realizada. Para isso utilizam-se duas sondas Levine de calibres diferentes. A sonda de maior calibre tem sua extremidade de conexão cortada, para que a sonda de menor calibre seja inserida. A sonda interna (a de menor calibre) é conectada à pressão negativa (figura 8).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=20282"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="530" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1024x530.png" alt="" class="wp-image-20282" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1024x530.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-300x155.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-768x397.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-1170x605.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8-585x303.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/06/FIGURA-8.png 1301w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Figura 8: Esquema do</em> tube in tube <em>com sondas.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Veja mais sobre o assunto: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/artigoscomentados/terapia-endoscopica-com-vacuo-evt-principais-resultados-de-uma-metanalise/">Terapia endoscópica com vácuo (EVT) – Principais resultados de uma metanálise. • Endoscopia Terapeutica</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Kristal I, Alves PA, Martins B. Tratamento de fístula com vácuo endoscópico transparietal: uma alternativa eficaz que preserva o conforto do paciente Endoscopia Terapeutica 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20274" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/tratamento-de-fistula-com-vacuo-endoscopico-transparietal-uma-alternativa-eficaz-que-preserva-o-conforto-do-paciente/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Biópsia Assistida por Incisão da Mucosa: Quando e Como Fazer?</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/biopsia-assistida-por-incisao-da-mucosa-quando-e-como-fazer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Sartori Balbinot e Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 06:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[BIÓPSIAS]]></category>
		<category><![CDATA[endoscopia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A biópsia assistida por incisão de mucosa (mucosal incision-assisted biopsy, MIAB), denominada também biópsia&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A biópsia assistida por incisão de mucosa (<em>mucosal incision-assisted biopsy</em>, MIAB), denominada também biópsia por incisão única com Kneedle-Knife (<em>incision needle‐knife biopsy</em>, SINK <em>biopsy</em>) ou destelhamento, consiste em uma técnica endoscópica emergente e alternativa, descrita por Yokohata et al em 2007<sup>5</sup>, utilizada para aquisição tecidual de lesões subepiteliais do trato gastrointestinal, que permite o diagnóstico histopatológico e imuno-histoquímico dessas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MIAB vem emergindo como método de abordagem de lesões subepiteliais, pois é de baixo custo-econômico e menor curva de aprendizado, mas com tempo de procedimento maior, sendo assim uma alternativa às punções ecoendoscópicas em centros de menor complexidade e com menos recursos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando indicar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O estabelecimento diagnóstico histopatológico e imuno-histoquímico das lesões subepiteliais possui importância fundamental na definição precisa de prognóstico, potencial de degeneração maligna e definição de conduta entre expectante, vigilância endoscópica e ressecções endoscópica ou cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, como abordado no artigo de lesões subepiteliais, não são todas as lesões que devem ter diagnóstico anatomopatológico para definição de conduta e seguimento do caso, havendo indicações precisas para se realizar biópsias dessas lesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de necessidade de aquisição tecidual das lesões subepiteliais, deverá se optar por um dos três principais métodos diagnósticos: MIAB, punções ecoendoscópicas com agulha FNA (<em>fine needle aspiration, </em>EUS-FNA<em>) </em>ou com agulha FNB (<em>fine needle biopsy, </em>EUS-FNB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As indicações do MIAB estão bem determinadas nos guidelines da Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal (ESGE) e Colégio Americano de Gastroenterologia (ACG).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ESGE recomenda que para lesões subepiteliais maiores de 20 mm, MIAB ou EUS-FNB podem ser igualmente empregados. Entretanto, em lesões subepiteliais inferiores a 20 mm, o MIAB é a primeira escolha devido maior rendimento diagnóstico, sendo a EUS-FNB segunda escolha (tabela 1).<sup>1</sup> Com relação a taxa de rendimento do MIAB, a mesma foi avaliada em algumas metanálises, sendo demonstrado rendimento diagnóstico de 89% (IC 95% 82,7%-93,5%) para lesões subepiteliais do trato gastrointestinal superior com diâmetro médio de 21 mm, sendo 94,8% das lesões localizadas no estômago<sup>1,29</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ACG sugere o MIAB quando o diagnóstico definitivo é necessário e as punções ecoendoscópicas prévias (FNA ou FNB) tenham sido inconclusivas.<sup>14</sup> A diretriz recomenda igualmente como primeira escolha EUS-FNB sem avaliação macroscópica do patologista em sala (<em>rapid on-site evaluation</em>, ROSE) ou EUS-FNA com ROSE. Afinal, já é bem determinado na literatura que agulhas FNA possuem limitações de aquisição tecidual e seu rendimento diagnóstico adequado depende de um citopatologista em sala para atestar a representatividade da amostra periprocedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ASGE e AGA em seus guidelines descrevem o MIAB como um método diagnóstico alternativo para as lesões subepiteliais. Entretanto, não se posicionam com relação a situações de aplicabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, na escolha do método é importante considerar não somente as recomendações dos guidelines, mas também as particularidades de cada procedimento, custos hospitalares e disponibilidade de recusos. O MIAB foi associado a um maior tempo de procedimento e a um risco de fibrose perilesional, o qual pode dificultar ou impedir futuras ressecções endoscópicas<sup>28</sup>.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-pale-ocean-gradient-background has-background has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Tabela 1. Recomendações da ESGE</strong>¹</td><td></td></tr><tr><td><strong>Tamanho</strong></td><td><strong>Método de Escolha</strong></td></tr><tr><td>LSE &gt; 20 mm</td><td>1ª escolha: EUS-FNB ou MIAB</td></tr><tr><td>LSE &lt; 20 mm</td><td>1ª escolha: MIAB<br>2ª escolha: EUS-FNB</td></tr></tbody></table></div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Complicações</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As taxas de complicações inerente ao MIAB são baixas. Os eventos adversos mais frequentes incluem: sangramento em cerca de 2 a 5% dos casos, os quais requisitaram transfusão sanguínea e/ou tratamento endoscópico na maioria dos trabalhos<sup>29, 30-32</sup>; fibrose perilesional pós-MIAB, impossibilitando ressecções endoscópicas futuras; e mais raramente perfuração, a qual não foi observada na maioria dos ensaios clínicos, metanálises e série de casos<sup>29, 33, 34</sup>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como fazer?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, é importante ressaltar os materiais necessários para o procedimento. Necessita-se de um gastroscópio convencional com <em>cap</em>, afinal o uso desse dispositivo permite visualização minuciosa da mucosa e do sítio manipulado por acumular menos resíduos na lente do endoscópio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma faca eletrocirúrgica endoscópica é necessária, sendo sugerido o uso de <em>Needle Knife</em>, pois consiste no instrumento de maior poder de corte e menor poder de coagulação, uma vez que se objetiva realizar incisão precisa da mucosa seguida de divulsão dos tecidos. Um princípio básico relacionado às facas endoscópicas consiste no fato de quanto menor a área de contato do instrumento com a mucosa, maior será o poder de corte e menor será o poder de coagulação (figura 1). Sugere-se utilizar unidade eletrocirúrgica com corte em modo endocut, efeito 3 e 40 W.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?attachment_id=19998"><img loading="lazy" decoding="async" width="733" height="603" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-1-3.jpg" alt="" class="wp-image-19998" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-1-3.jpg?v=1745021746 733w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-1-3-300x247.jpg?v=1745021746 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-1-3-585x481.jpg?v=1745021746 585w" sizes="(max-width: 733px) 100vw, 733px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><strong>Fig. 1.</strong> Tipos de facas eletrocirúrgicas (<em>knifes</em>), demonstrando que a medida que reduz a área de contato do instrumento, maior será o poder de corte e menor o de coagulação. Retirado de: Miyajima NT<sup>17</sup></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Outros materiais necessários consistem em pinça de biópsia para divulsão dos tecidos e aquisição de material, assim como clipes metálicos para fechamento do sítio manipulado pós-procedimento. Caso haja necessidade de controle hemostático peri-procedimento, sugerimos o uso de pinça hemostática coagrasper.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vídeo 1 e as figuras de 2 a 7 demonstram as etapas do procedimento.</p>



<div style="position:relative;padding-top:47.16981132075472%;"><iframe id="panda-4aa715c1-6e56-4f6d-be98-feaea747df33" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=4aa715c1-6e56-4f6d-be98-feaea747df33" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="724" data-id="20004" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2-1024x724.jpg?v=1745022470" alt="" class="wp-image-20004" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2-1024x724.jpg?v=1745022470 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2-300x212.jpg?v=1745022470 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2-768x543.jpg?v=1745022470 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2-1170x827.jpg?v=1745022470 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2-585x413.jpg?v=1745022470 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-2-2.jpg?v=1745022470 1176w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2 a 7. Etapas da biópsia assistida por incisão de mucosa. Fig. 2. Localização da lesão utilizando gastroscópio convencional com cap.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="729" data-id="20003" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3-1024x729.jpg?v=1745022466" alt="" class="wp-image-20003" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3-1024x729.jpg?v=1745022466 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3-300x213.jpg?v=1745022466 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3-768x547.jpg?v=1745022466 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3-1170x833.jpg?v=1745022466 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3-585x416.jpg?v=1745022466 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-3.jpg?v=1745022466 1172w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 3 e 4. Incisão na região central da lesão sob auxílio de needle-knife.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="734" data-id="20002" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-4-1024x734.jpg?v=1745022463" alt="" class="wp-image-20002" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-4-1024x734.jpg?v=1745022463 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-4-300x215.jpg?v=1745022463 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-4-768x550.jpg?v=1745022463 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-4-585x419.jpg?v=1745022463 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-4.jpg?v=1745022463 1160w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 3 e 4. Incisão na região central da lesão sob auxílio de needle-knife.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="732" data-id="20001" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-5-1024x732.jpg?v=1745022459" alt="" class="wp-image-20001" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-5-1024x732.jpg?v=1745022459 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-5-300x215.jpg?v=1745022459 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-5-768x549.jpg?v=1745022459 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-5-585x418.jpg?v=1745022459 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-5.jpg?v=1745022459 1169w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 5. Divulsão das camadas com pinça de biópsia.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="348" height="246" data-id="20005" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-6-1.jpg" alt="" class="wp-image-20005" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-6-1.jpg?v=1745023654 348w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-6-1-300x212.jpg?v=1745023654 300w" sizes="(max-width: 348px) 100vw, 348px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 6.  Exposição da submucosa e da cápsula da lesão (seta verde).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="686" data-id="19999" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7-1024x686.jpg?v=1745022452" alt="" class="wp-image-19999" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7-1024x686.jpg?v=1745022452 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7-300x201.jpg?v=1745022452 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7-768x515.jpg?v=1745022452 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7-585x392.jpg?v=1745022452 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7-263x175.jpg?v=1745022452 263w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/04/FIGURA-7.jpg?v=1745022452 1031w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fig. 21. Biópsias da lesão sob visão direta. Nota: Posteriormente, realizou-se incisão da cápsula da lesão para biópsia adicionais e, ao término, colocação de clipes para o fechamento do sítio manipulado. Fonte: arquivos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP/HCFMUSP).</figcaption></figure>
</figure>



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</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Balbinot RS, Martins B. Biópsia Assistida por Incisão da Mucosa: Quando e Como Fazer? Endoscopia Terapeutica 2025 Vol I. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=19997" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/biopsia-assistida-por-incisao-da-mucosa-quando-e-como-fazer/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Ablação por Radiofrequência nas Estenoses Biliares Malignas. Afinal de contas é eficaz? Vale a pena?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ablação por radiofrequência (RFA) é uma técnica ablativa amplamente utilizada em diversas condições,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A ablação por radiofrequência (RFA) é uma técnica ablativa amplamente utilizada em diversas condições, incluindo estenoses biliares malignas, adenomas residuais após papilectomia endoscópica e lesões pancreáticas sólidas e císticas [1].&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento baseia-se na emissão de energia térmica por meio de uma sonda bipolar, que utiliza corrente alternada de alta frequência para gerar calor (60-100°C), provocando necrose tecidual localizada. A destruição do tecido depende do contato direto com o eletrodo e do conteúdo hídrico do tecido, que influencia sua condutividade [1].</p>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6abca3430bb87&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6abca3430bb87" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="572" height="572" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/cateter-endoscopico-de-radiofrequencia.jpg" alt="" class="wp-image-19833" style="width:387px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/cateter-endoscopico-de-radiofrequencia.jpg 572w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/cateter-endoscopico-de-radiofrequencia-300x300.jpg 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/cateter-endoscopico-de-radiofrequencia-150x150.jpg 150w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/cateter-endoscopico-de-radiofrequencia-70x70.jpg 70w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1: cateter endoscópico de radiofrequencia.&nbsp;</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Embora geralmente bem tolerada, a RFA apresenta eventos adversos (EAs) associados, que incluem dor abdominal, colangite, pancreatite, hemobilia, abscesso hepático e colecistite. Esses EAs são em grande parte similares aos observados em procedimentos de CPRE, mas podem ser agravados pela ablação térmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O intuito dessa revisão não é explicar a técnica passo a passo da RFA na via biliar (<a href="https://endoscopiaterapeutica.net/assuntosgerais/endoscopia-no-colangiocarcinoma/">clique aqui sobre informações de Endoscopia no colangiocarcinoma</a>), mas sim fazer um resumo das evidências científicas sobre sua eficácia. Vamos lá!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aplicação nas Estenoses Biliares Malignas</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Desde 2011, a RFA tem sido explorada como tratamento para obstruções biliares malignas irressecáveis.&nbsp;</li>



<li>Estudos iniciais retrospectivos sugeriram que o uso combinado de RFA com próteses biliares poderia prolongar a patência do stent e, potencialmente, melhorar a sobrevida dos pacientes. A simplicidade e a segurança do procedimento contribuíram para a expansão de suas aplicações clínicas [2,3].</li>



<li>No entanto, a maior parte das evidências iniciais baseava-se em séries retrospectivas de casos, limitando a robustez das conclusões [2,3].</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6abca3430d0b0&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6abca3430d0b0" class="aligncenter size-full is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="1212" height="1226" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar.jpg" alt="" class="wp-image-19835" style="width:352px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar.jpg 1212w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar-297x300.jpg 297w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar-1012x1024.jpg 1012w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar-768x777.jpg 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar-70x70.jpg 70w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar-1170x1184.jpg 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2025/02/aplicacao-da-RFA-na-estenose-maligna-da-via-biliar-585x592.jpg 585w" sizes="(max-width: 1212px) 100vw, 1212px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2: aplicação da RFA na estenose maligna da via biliar. Modificado de&nbsp;Gao DJ, et al. Gastrointest Endosc 2021 [ref. 5]</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Evidências Mais Recentes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos prospectivos randomizados (RCTs), iniciados em 2018, trouxeram mais clareza sobre o papel da RFA nas estenoses biliares malignas. Entre as principais evidências:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Primeiros RCTs Favoráveis:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;•&nbsp;&nbsp;&nbsp;Um estudo com 65 pacientes com colangiocarcinoma irressecável demonstrou que o uso de RFA combinado com colocação de stents aumentou significativamente a sobrevida (13,2 vs. 8,3 meses;&nbsp;<em>p</em>&nbsp;&lt; 0,001), sem diferenças nos EAs [4].</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;•&nbsp;&nbsp;&nbsp;Outro RCT com 174 pacientes mostrou benefício na sobrevida com a combinação de RFA e stent, apesar de não observar diferenças na patência do stent ou no controle da icterícia [5].</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Evidências Contraditórias em Estudos Recentes:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;•&nbsp;&nbsp;&nbsp;Um RCT de 2022 com 86 pacientes comparou stents metálicos isolados versus RFA + stents, não encontrando diferenças significativas na patência do stent ou na sobrevida global entre os grupos [6].</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;•&nbsp;&nbsp;&nbsp;Uma meta-análise de 2018 envolvendo 505 pacientes (9 estudos), sugeriu um pequeno benefício de sobrevida com a combinação de RFA e stent (285 vs. 248 dias), embora o ganho absoluto tenha sido modesto (37 dias). [7]</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;•&nbsp;&nbsp;&nbsp;Em um estudo randomizado mais recente, Jarosova et al. (2022) avaliaram 161 pacientes com colangiocarcinoma (73 hilar) e adenocarcinoma ductal pancreático, não encontrando diferenças significativas na sobrevida ou na patência do stent. A mediana de sobrevida foi semelhante entre os grupos (10,5 vs. 10,6 meses para colangiocarcinoma e 5,4 vs. 7,7 meses para câncer pancreático). Devido à futilidade dos resultados, sem benefício aos pacientes, o estudo foi encerrado antes do previsto. [8]</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Embora a RFA tenha mostrado resultados promissores iniciais, estudos mais recentes apontam que seu benefício na sobrevida e na patência de stents em estenoses biliares malignas é limitado. A técnica permanece segura e bem tolerada, mas sua eficácia como terapia adjuvante ainda é debatida. Novos estudos são necessários para identificar subgrupos de pacientes que possam se beneficiar da intervenção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Quer saber mais sobre CPRE? Confira nosso curso <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/cursos/cpre-do-basico-ao-avancado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPRE: do básico ao avançado</a></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referencias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp;American Society for Gastrointestinal Endoscopy Technology Committee; Das KK, Chen D, Akshintala VS, Chen YI, Girotra M, Han S, Kahn A, Mishra G, Muthusamy VR, Obando JV, Onyimba FU, Pawa S, Rustagi T, Sakaria S, Trikudanathan G, Law R; American Society for Gastrointestinal Endoscopy Technology Committee Chair. Pancreas and biliary ablation devices. Gastrointest Endosc. 2024 Dec;100(6):980-993. doi: 10.1016/j.gie.2024.05.004.&nbsp;Epub 2024 Oct 11. PMID: 39396364.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Zacharoulis D, Lazoura O, Sioka E et al.&nbsp;Habib EndoHPB: a novel endobiliary radiofrequency ablation device. An experimental study. J Invest Surg 2013; 26: 6 – 10</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Laquiere A, Boustiere C, Leblanc S et al. Safety and feasibility of endoscopic biliary radiofrequency ablation treatment of extrahepatic cholangiocarcinoma. Surg Endosc 2016; 30: 1242 – 1248&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Yang J, Wang J, Zhou H, et al. Efficacy and safety of endoscopic radiofrequency ablation for unresectable extrahepatic cholangiocarcinoma: a randomized trial. Endoscopy 2018;50:751-60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Gao DJ, Yang JF, Ma SR, et al. Endoscopic radiofrequency ablation plus plastic stent placement versus stent placement alone for unresectable extrahepatic biliary cancer: a multicenter randomized controlled trial. Gastrointest Endosc 2021;94:91-100.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. Albers D, Schmidt A, Schiemer M, et al. Impact of endobiliary radiofrequency ablation on biliary drainage in patients with malignant biliary strictures treated with uncovered self-expandable metal stents: a randomized controlled multicenter trial. Gastrointest Endosc 2022;96:970-9.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. Sofi AA, Khan MA, Das A, et al. Radiofrequency ablation combined with biliary stent placement versus stent placement alone for malignant biliary strictures: a systematic review and meta-analysis.&nbsp;Gastrointest Endosc 2018;87:944-51.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. Jarosova J, Zarivnijova L, Cibulkova I, et al.&nbsp;Endoluminal radiofrequency ablation in patients with malignant biliary obstruction: a randomised trial. Gut 2023;72:2286-93.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Martins B. Ablação por Radiofrequência nas Estenoses Biliares Malignas. Afinal de contas é eficaz? Vale a pena? Endoscopia Terapeutica. Ano 2025 Vol I. Disponível em: https://endoscopiaterapeutica.net/uncategorized/rascunho-automatico/</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Drenagem de coleção abdominal pós-pancreatectomia por ecoendoscopia com prótese de aposição luminal (LAMS)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins, Marcos Gonçalves e Guilherme Namur]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casos Clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[eus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=19410</guid>

					<description><![CDATA[<p>Caso clínico Conduta Após reunião multidisciplinar foi indicada a drenagem endoscópica através da colocação&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caso clínico</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Paciente do sexo feminino, 22 anos, diagnosticada com neoplasia pseudopapilar de cauda pâncreas (Tumor de Frantz)</li>



<li>Submetida a pancreatectomia corpo-caudal + esplenectomia + linfadenectomia videolaparoscópica. Drenagem da loja esplênica e do coto pancreático com Blake 19.</li>



<li>Recebeu alta no 4º PO.</li>



<li>15 dias depois retorna com dor abdominal, febre e leucocitose.</li>



<li>TC de abdômen revela coleção retrogastrica em contato com a margem de ressecção do pâncreas (Figuras 1 e 2).</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6abca3431a3e3&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6abca3431a3e3" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="460" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1-1024x460.jpg?v=1725848228" alt="" class="wp-image-19411" style="width:584px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1-1024x460.jpg?v=1725848228 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1-300x135.jpg?v=1725848228 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1-768x345.jpg?v=1725848228 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1-1170x526.jpg?v=1725848228 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1-585x263.jpg?v=1725848228 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-1.jpg?v=1725848228 1297w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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</div>

<div class="wp-block-image">
<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6abca3431adf5&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6abca3431adf5" class="aligncenter size-large is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="715" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2-1024x715.jpg?v=1725848331" alt="" class="wp-image-19412" style="width:570px;height:auto" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2-1024x715.jpg?v=1725848331 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2-300x210.jpg?v=1725848331 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2-768x536.jpg?v=1725848331 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2-1170x817.jpg?v=1725848331 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2-585x409.jpg?v=1725848331 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/09/fig-2.jpg?v=1725848331 1396w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2: TC de abdômen corte axial mostrando a coleção em íntimo contato com o corpo gástrico e com dreno no seu interior sendo exteriorizado no flanco direito.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conduta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após reunião multidisciplinar foi indicada a drenagem endoscópica através da colocação de prótese de aposição luminal guiada por ecoendoscopia. Para o procedimento foi utilizada prótese <strong><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/parceiro/boston-scientific/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hot Axios (Boston Scientific)</a>.</strong></p>



<div style="position:relative;padding-top:56.25%;"><iframe id="panda-64671a5e-18f2-49e2-a80b-1bce27d7e2db" src="https://player-vz-a75e9d45-986.tv.pandavideo.com.br/embed/?v=64671a5e-18f2-49e2-a80b-1bce27d7e2db" style="border:none;position:absolute;top:0;left:0;" allow="accelerometer;gyroscope;autoplay;encrypted-media;picture-in-picture" allowfullscreen=true width="100%" height="100%" fetchpriority="high"></iframe></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Evolução pós-operatória</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Liberada dieta líquida no 1º. PO;</li>



<li>Manutenção de antibioticoterapia;</li>



<li>Revisão endoscópica precoce no 3º. PO para limpeza e retirada de restos necróticos;</li>



<li>Retirada do dreno abdominal;</li>



<li>Alta hospitalar;</li>



<li>Retorno com 21 dias após drenagem. Retirada da axios.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comentários</strong></h2>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-paragraph">A drenagem de coleções fluidas peripancreáticas por ecoendoscopia com auxilio de próteses de aposição luminal é uma técnica que revolucionou o tratamento dessas condições, possibilitando uma drenagem segura, eficaz e muito mais ágil. A drenagem das coleções sem auxílio das próteses quentes LAMS é possível, porém muito mais trabalhosa. Necessitaria punção, dilatação do trajeto e colocação de próteses pigtail.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal complicação que vemos na drenagem com LAMS é o risco de sangramento, que geralmente ocorre tardiamente devido corrosão do tecido retroperitoneal perigastrico pela extremidade da prótese quando ocorre regressão da cavidade (3 a 4 semanas em média). Alguns autores advogam a passagem de prótese tipo duplo pigtail no interior da LAMS para minimizar esse evento adverso. No caso em questão a regressão total da coleção ocorreu em 3 semanas e foi possível retirar a prótese com segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clique nos temas para mais informações sobre <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/protese-metalica-de-aposicao-luminal-lams-2/">Prótese metálica de aposição luminal (LAMS)</a> e <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/stents-de-aposicao-de-lumen-nas-drenagens-de-colecoes-fluidas-pancreaticas-e-risco-de-sangramento-onde-estamos/">Stents de aposição de lúmen nas drenagens de coleções fluidas pancreáticas e risco de sangramento – onde estamos?</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Síndrome de Polipose Serrilhada (SPS)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins e Ryan Yukimatsu Tanigawa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 20:33:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A lesão serrilhada séssil (LSS) é o novo termo para lesões anteriormente chamadas de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/lesoes-serrilhadas-colorretais-dossie-completo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lesão serrilhada séssil (LSS)</a></strong> é o novo termo para lesões anteriormente chamadas de adenoma serrilhado séssil (SSA) e <strong>LSS com displasia</strong> é o termo usado para as lesões anteriormente chamadas de SSA com displasia. Uma revisão detalhada das lesões serrilhadas você encontra <a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/lesoes-serrilhadas-colorretais-dossie-completo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nesse outro artigo</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nisso, a Síndrome de Polipose Serrilhada (SPS) é uma condição rara caracterizada por várias lesões serrilhadas colorretais e <a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/artigoscomentados/polipose-serrilhada-desenvolvimento-rapido-e-severo-da-neoplasia-colorretal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">risco aumentado de câncer colorretal</a>. </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A prevalência varia de <strong>0,03% a 0,5%</strong> em pacientes submetidos à colonoscopia.</li>



<li>O diagnóstico geralmente ocorre entre <strong>50-55 anos</strong>, embora varie de 20-70 anos</li>



<li>Prevalência semelhante em homens e mulheres.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Clique aqui para saber de outras <a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/sindromes-de-polipose-colorretal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">síndromes de polipose colorretal</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-criterios-atualizados-para-polipose-serrilhada"><strong>Critérios Atualizados para Polipose Serrilhada:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em comparação com a edição anterior, a OMS em 2019 atualizou os critérios diagnósticos, permanendo apenas 2 dos 3 critérios clínicos para a definição de SPS:</p>



<ol class="has-pale-ocean-gradient-background has-background wp-block-list">
<li><strong>Critério</strong>: Pelo menos 5 lesões/pólipos serrilhados proximais ao reto, todos com tamanho ≥ 5 mm, sendo que pelo menos 2 com tamanho ≥ 10 mm.</li>



<li><strong>Critério</strong>: Mais de 20 lesões/pólipos serrilhados de qualquer tamanho distribuídos pelo cólon, com pelo menos 5 deles proximais ao reto.</li>
</ol>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pacientes que atendem pelo menos um critério são diagnosticados com polipose serrilhada.</li>



<li>Todos os subtipos de <strong>pólipos serrilhados</strong> (lesão serrilhada séssil, pólipo hiperplásico, adenoma serrilhado tradicional, adenoma serrilhado não classificado) são incluídos na contagem.</li>



<li>A contagem é cumulativa ao longo de várias colonoscopias.</li>



<li>Estudos relatam risco de câncer entre <strong>15–30%</strong> em pacientes com SPS, variando conforme idade, fenótipo do pólipo e características histológicas de alto risco.</li>



<li>Recomenda-se vigilância endoscópica rigorosa (<strong>colonoscopia anual</strong>).</li>



<li>Estudos mais recentes mostraram que a maioria dos pacientes apresentam controle endoscópico com diminuição do número e tamanho dos pólipos após 2-3 colonoscopias anuais, sugerindo espaçamento do intervalo de vigilância para 2 anos após essa etapa inicial [1].</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2023/12/fig13_1.jpg"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/06/fig13_1-1.jpg" alt=""/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2023/12/fig13_2.jpg"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/06/fig13_2.jpg" alt=""/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2023/12/fig13_3.jpg"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/06/fig13_3.jpg" alt=""/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2023/12/fig13_4.jpg"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/06/fig13_4.jpg" alt=""/></a></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption"><em>Paciente com múltiplos pólipos sésseis (&gt;20), medindo entre 0,3 e 1,2 cm, localizados em cólon transverso, descendente, sigmoide e reto. Cromoscopia com ácido acético e magnificação revelou padrão de criptas tipo II.</em><strong><br></strong>&nbsp;</figcaption></figure>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-bottom is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resumo-das-alteracoes"><strong>Resumo das Alterações:</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2024/06/Fig-14-criterios-para-sindrome-polipose-serrilhada.png" alt="" style="width:640px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Critérios diagnósticos para Síndrome de Polipose Serrilhada de acordo com OMS 2019</em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencia"><strong>Referência</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>MacPhail M.E., Thygesen S.B., Patel N., Broadley H.M., Rex D.K. Endoscopic control of polyp burden and expansion of surveillance intervals in serrated polyposis syndrome.&nbsp;<em>Gastrointest. Endosc.&nbsp;</em>2019;90:96–100. doi:&nbsp;10.1016/j.gie.2018.11.016.&nbsp;</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Martins BC e Tanigawa R. Síndrome de Polipose Serrilhada (SPS). Endoscopia Terapeutica, 2024 vol. 1. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.com.br/?p=18285" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/sindrome-de-polipose-serrilhada-sps/</a></p>
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