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	<title>Bruna Haueisen Figueiredo, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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		<title>Síndrome da Artéria Mesentérica Superior como Causa Subestimada de DRGE: O que o Endoscopista Precisa Saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruna Haueisen Figueiredo&#160;e&#160;João Batista Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 07:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Artéria Mesentérica Superior]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A síndrome da artéria mesentérica superior, também conhecida como síndrome de Wilkie, é uma&#8230;</p>
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<p>A síndrome da artéria mesentérica superior, também conhecida como síndrome de Wilkie, é uma condição rara e frequentemente subdiagnosticada, caracterizada pela compressão do duodeno entre a artéria mesentérica superior e a aorta (1,2). Descrita em 1842 por Carl von Rokitansky (1804–1878), com base em achados de autópsias (3,5), sua fisiopatologia envolve a redução da angulação entre a aorta e a artéria mesentérica superior, associada à tração cranial do duodeno distal exercida pelo ligamento de Treitz (1).</p>



<p>Em 1908, Codman propôs que a obstrução duodenal crônica decorrente dessa compressão poderia justificar sintomas gastrointestinais inespecíficos, como pirose e epigastralgia (6). Em 1927, David Wilkie (1882–1938) descreveu, em uma série de casos, aspectos fisiopatológicos que corroboravam a teoria de Codman, além de propor estratégias terapêuticas iniciais (2,4). Posteriormente, em 1948, Grauer utilizou pela primeira vez o termo “síndrome de Wilkie”, um dos vários sinônimos conhecidos para a caracterização dessa condição (5).</p>



<p>A compressão duodenal pela artéria mesentérica superior é rara e de diagnóstico difícil, com incidência estimada entre 0,013% e 0,78%, de acordo com estudos radiográficos (7–12). Pode ser congênita ou adquirida, sendo mais frequente em mulheres jovens. Associa-se à perda ponderal rápida, estados catabólicos (13–15), ou ocorre em decorrência de alterações anatômicas pós-operatórias e imobilizações prolongadas (12,13,16). Na infância, as causas mais comuns incluem hipertrofia ou encurtamento congênitos do ligamento de Treitz e implantação anômala da artéria mesentérica superior (12,17).</p>



<p>O pinçamento aorto-mesentérico pode se manifestar com sintomas inespecíficos, como dor abdominal, náuseas, saciedade precoce e perda de peso (18). Sua associação com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e doença ulcerosa péptica tem sido descrita na literatura (19,20). A DRGE, definida como o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago com potencial para sintomas e/ou complicações, pode ser agravada por condições que retardam o esvaziamento gástrico, como a obstrução duodenal extrínseca observada na síndrome da artéria mesentérica superior (21). Nesses casos, a estase alimentar e o aumento da pressão intragástrica favorecem o refluxo gastroesofágico. Além disso, a presença de gastroptose — frequentemente observada em indivíduos magros e longilíneos — pode coexistir, contribuindo para a sua fisiopatologia (19).</p>



<p>Uma série de casos com 30 pacientes apresentando sintomas de refluxo gastroesofágico demonstrou predomínio do sexo feminino e baixo índice de massa corporal, com alta frequência de gastroptose concomitante (19). Os autores sugerem que o pinçamento aorto-mesentérico induz, especialmente, refluxo biliar alcalino, neutralizando o conteúdo ácido gástrico e contribuindo para um quadro de DRGE com pH elevado. A coexistência de refluxo gástrico e duodenal parece estar associada a piores desfechos clínicos, com maior taxa de complicações em comparação ao refluxo ácido isolado (22–24).</p>



<p>O tratamento inicial, nos casos leves ou moderados, é conservador, com medidas comportamentais, como modificações dietéticas e posturais após as refeições. Em casos com sintomas de DRGE, pode-se instituir terapia com inibidores de bomba de prótons (19–25). A abordagem cirúrgica é reservada aos pacientes refratários ao tratamento clínico.<br><br>O diagnóstico é preferencialmente realizado por tomografia computadorizada, com achados característicos como ângulo aorto-mesentérico inferior a 22° e distância entre os vasos menor que 8 mm (25). A endoscopia digestiva alta pode ser útil nos estágios iniciais, embora não seja conclusiva isoladamente. Kim et al. (26) descreveram três achados endoscópicos indiretos sugestivos de pinçamento aorto-mesentérico: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>1- compressão vertical ou oblíqua pulsátil na terceira porção duodenal com expansão luminal inferior a 30% mesmo após insuflação contínua por 15 segundos; </li>



<li>2- dilatação do duodeno proximal; </li>



<li>3- presença de secreção biliosa na câmara gástrica. </li>
</ul>



<p>Outros exames complementares incluem o ultrassom com Doppler, para avaliação do espaço aorto-mesentérico, e a cintilografia de esvaziamento gástrico (25).</p>



<p class="has-pale-ocean-gradient-background has-background">Dada sua fisiopatologia peculiar e apresentação clínica inespecífica, a SAMS deve ser considerada no diagnóstico diferencial de DRGE, especialmente em pacientes jovens, magros ou com história de perda ponderal significativa. A suspeição clínica por parte do endoscopista pode ser determinante para o diagnóstico precoce e o encaminhamento adequado. Reconhecer os sinais indiretos endoscópicos, contextualizados com achados clínico-radiológicos, é essencial para evitar atrasos terapêuticos em uma condição potencialmente reversível.</p>



<p>Veja mais: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/casosclinicos/caso-clinico-sindrome-arteria-mesenterica-superior/">Caso clínico: síndrome de artéria mesenterica superior • Endoscopia Terapeutica</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Ali T, Tomka J, Bakirli I, Bakirov I. Surgical treatment of Wilkie&#8217;s syndrome by vascular transposition. Cureus. 2022;14(4):e24251.</li>



<li>Yale SH, Tekiner H, Yale ES. Historical terminology and superior mesenteric artery syndrome. Int J Surg Case Rep. 2020;67:282–3.</li>



<li>Rokitansky C. Manual de anatomia patológica. Vol. 3. Viena: Braumüller &amp; Seidel; 1842. p. 215–9.</li>



<li>Wilkie DPD. Chronic duodenal ileus. Am J Med Sci. 1927;173:643–9.</li>



<li>Grauer FW. Duodenal ileus (Wilkie&#8217;s syndrome) arterio-mesenteric ileus. Bull Vancouver Med Assoc. 1948;24(4):116–8.</li>



<li>Codman EA. Chronic obstruction of the duodenum at the root of the mesentery. Boston Med Surg J. 1908;158:503–10.</li>



<li>Ylinen P, Kinnunen J, Höckerstedt K. Superior mesenteric artery syndrome: A follow-up study of 16 operated patients. J Clin Gastroenterol. 1989;11(4):386–91.</li>



<li>Yamamoto T, Okada K, Kasugai M, Kato M, Kan S. Laboratory and clinical studies on cefatrizine. Jpn J Antibiot. 1977;30:763–9.</li>



<li>Anderson JR, Earnshaw PM, Fraser GM. Extrinsic compression of the third part of the duodenum. Clin Radiol. 1982;33:75–81.</li>



<li>Rosa-Jiménez F, Rodríguez González FJ, Puente Gutiérrez JJ, Muñoz Sánchez R, Adarraga Cansino MD, Zambrana García JL. Duodenal compression caused by superior mesenteric artery: Study of 10 patients. Rev Esp Enferm Dig. 2003;95:485–9.</li>



<li>Goin LS, Wilk SP. Intermittent arteriomesenteric occlusion of the duodenum. Radiology. 1956;67:729–37.</li>



<li>Oka A, Awoniyi M, Hasegawa N, Yoshida Y, Tobita H, Ishimura N, et al. Superior mesenteric artery syndrome: Diagnosis and management. World J Clin Cases. 2023;11(15):3369–84.</li>



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<li>Lee TH, Lee JS, Jo Y, Park KS, Cheon JH, Kim YS, et al. Superior mesenteric artery syndrome: Where do we stand today? J Gastrointest Surg. 2012;16(12):2203–11.</li>



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<li>Zhang R, Li ZT, Han XW, Liang LD, Wang ZG, Ji F. Diagnosis and treatment of superior mesenteric artery compression syndrome complicated with gastroesophageal reflux disease. Chin Med J (Engl). 2021;134(11):1382–4.</li>



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<li>Oka A, Awoniyi M, Hasegawa N, Yoshida Y, Tobita H, Ishimura N, et al. Superior mesenteric artery syndrome: Diagnosis and management. World J Clin Cases. 2023;11(15):3369–84.</li>



<li>Kim H, Kim M, Yoon H, Shin CM, Park YS, Kim N, et al. Endoscopic findings suggestive of superior mesenteric artery syndrome. Clin Endosc. 2021;54(1):140–4.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Zwetkoff BHF, Campos JB. Síndrome da Artéria Mesentérica Superior como Causa Subestimada de DRGE: O que o Endoscopista Precisa Saber. Endoscopia Terapeutica, 2025 Vol II. Disponível em: <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/?p=20757" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/sindrome-da-arteria-mesenterica-superior-como-causa-subestimada-de-drge-o-que-o-endoscopista-precisa-saber/</a></p>



<p></p>
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