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	<title>Breno Bandeira de Mello, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jun 2022 13:28:46 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Breno Bandeira de Mello, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>Lesões Sésseis Serrilhadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Breno Bandeira de Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 09:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução No Brasil, o câncer colorretal (CCR) é o terceiro mais comum. Estimavam-se, para&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Introdução</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, o</span> <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/quiz/quiz-rastreamento-do-cancer-colorretal/"><span style="font-weight: 400;">câncer colorretal</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">CCR) é o terceiro mais comum. Estimavam-se, para o ano de 2020, 17.760 novos casos em homens (7,9%) e 20.470 em mulheres (9,2%)(INCA, 2020). Considerando esses números, o CCR é o segundo tipo de câncer mais frequente nas mulheres e o terceiro na população masculina, excluindo-se os casos de tumores de pele não melanoma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No passado, as lesões serrilhadas eram classificadas como <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/assuntos-gerais-polipos-hiperplasicos-de-estomago">pólipos hiperplásicos</a> e sem potencial de malignização (Rex et al., 2012). Atualmente, estima-se que a via serrilhada de carcinogênese é responsável por cerca de 20 a 30% dos casos de CCR. Este dado nos mostra a importância de conhecermos melhor tais lesões, pois, em números absolutos, representa um impacto maior que outros tumores do aparelho digestivo, como as neoplasias de estômago e pâncreas (Rex et al., 2012; Crockett et al., 2015; Siegel et al., 2017).</span></p>
<h2>Características das lesões sésseis serrilhada</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões sésseis serrilhadas (LSS) apresentam características clínicas, genéticas e histológicas distintas dos adenomas. Por tal motivo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alterou a nomenclatura da classificação dos pólipos e lesões serrilhadas. Atualmente, são aceitas as seguintes nomenclaturas: Pólipo hiperplásico (PH); Pólipo hiperplásico tipo microvesicular; Pólipo hiperplásico tipo rico em células caliciformes; Lesões sésseis serrilhadas (LSS); Lesões sésseis serrilhadas com displasia (LLSD); Adenoma serrilhado tradicional (AST) e Adenomas serrilhados não classificáveis, estes incluem os adenomas tubulovilosos serrilhados, recentemente descritos (WHO, 2019).</span></p>
<h2>Epidemiologia</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">As LSSs representam cerca de 10% dos pólipos cólicos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">São mais comuns em idosos, mas a idade não parece ser um fator tão influenciador quanto nos adenomas convencionais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">São mais prevalentes em caucasianos e, discretamente, mais comuns em mulheres;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tabaco, álcool e IMC alto foram relacionados com aumento do risco para LSSs;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Já o uso de anti-inflamatório não esteroidal, dieta rica em folato, cálcio e fibras foram relacionados como fatores de proteção (Crockett 2014; O’Connell e Crockett, 2017).</span></li>
</ul>
<h2>Características endoscópicas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Localizam-se mais comumente no cólon proximal (70-80%), apresentam morfologia plana, principalmente durante a insuflação do cólon, e coloração semelhante à da mucosa normal, dificultando o seu diagnóstico e tratamento endoscópico (Pohl et al., 2013; Crockett et al., 2015).</span></p>
<div id="attachment_10927" style="width: 1416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/luz-branca.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10927" class="wp-image-10927 size-full" title="Lesões Sésseis Serrilhadas" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/luz-branca.png" alt="Lesões Sésseis Serrilhadas" width="1406" height="991"></a><p id="caption-attachment-10927" class="wp-caption-text">Exame com luz branca.</p></div>
<div id="attachment_10926" style="width: 1416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/lci.png"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10926" class="wp-image-10926 size-full" title="Lesões Sésseis Serrilhadas" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/lci.png" alt="Lesões Sésseis Serrilhadas" width="1406" height="999"></a><p id="caption-attachment-10926" class="wp-caption-text">Exame com LCI.</p></div>
<div id="attachment_7863" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7863" class="wp-image-7863" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/ind--300x213.png" alt="" width="719" height="510" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/ind--300x213.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/ind--768x546.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/ind--585x416.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/ind-.png 777w" sizes="(max-width: 719px) 100vw, 719px" /><p id="caption-attachment-7863" class="wp-caption-text">Cromoscopia com índigo.</p></div>
<div id="attachment_10928" style="width: 1185px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/cap.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10928" class="wp-image-10928 size-full" title="Lesões Sésseis Serrilhadas" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/cap.png" alt="Lesões Sésseis Serrilhadas" width="1175" height="833"></a><p id="caption-attachment-10928" class="wp-caption-text">Ressecção endoscópica por ESD.</p></div>
<div id="attachment_7864" style="width: 738px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7864" class="wp-image-7864" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd-300x212.png" alt="" width="728" height="514" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd-300x212.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd-1024x724.png 1024w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd-768x543.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd-1170x827.png 1170w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd-585x414.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/esd.png 1175w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /><p id="caption-attachment-7864" class="wp-caption-text">Pós-ressecção por ESD.</p></div>
<h2>Etiopatogenia</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As LSSs estão relacionadas a uma via alternativa de carcinogênese, descrita há pouco mais de 15 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A LSS </span><i><span style="font-weight: 400;">pathway</span></i><span style="font-weight: 400;"> se caracteriza pela mutação do oncogene BRAF como evento inicial (70-80%) que pode ocorrer na mucosa normal ou em um pólipo hiperplásico tipo microvesicular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Posteriormente, ocorre hipermetilação das ilhas CpG (regiões do genoma ricas em CpG ou Citosina – Phosfato – Guanina) nas regiões promotoras de genes supressores de tumor (CIMP). Consequentemente, ocorre o silenciamento desses genes (MGMT, MLH1, p16, MINT1, MINT2 ou MINT31) em 70-76% das lesões. CIMP pode ser alto (quando mais de dois genes são metilados), baixo ou ausente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A progressão para displasia e câncer invasivo acontece por metilação dos genes de reparo do DNA (MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2), levando à instabilidade de microssatélites (MSI), normalmente numa velocidade mais rápida que a via adenoma-carcinoma. (WHO, 2019; Patai et al., 2013) (Figura 1).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente das LSSs, os ASTs se apresentam predominantemente na forma polipóide e localizados no cólon distal e reto em 70% dos casos. A carcinogênese também difere, ocorrendo a mutação KRAS, primariamente, a partir da mucosa normal ou de pólipo hiperplásico rico em células caliciformes, seguida de supressão do p53 nas lesões que evoluem para displasia de alto grau e/ou carcinoma (WHO, 2019).</span></p>
<div id="attachment_7865" style="width: 689px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7865" class="wp-image-7865" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-1-300x182.png" alt="" width="679" height="412" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-1-300x182.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-1-768x466.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-1-585x355.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem1-1.png 958w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" /><p id="caption-attachment-7865" class="wp-caption-text">Figura 1. Carcinogênese das lesões serrilhadas. Fonte: WHO, 2019</p></div>
<h2>Diagnóstico</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span> <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/diretrizes/dt-colonoscopia/"><span style="font-weight: 400;">colonoscopia</span></a> <span style="font-weight: 400;">é considerada menos efetiva na prevenção do CCR no cólon proximal quando comparada ao cólon distal (Nishihara et al., 2013). Fato que pode ser constatado observando os tumores denominados de intervalo, diagnosticados após um exame de rastreamento negativo. Eles, na sua maioria, apresentam características moleculares semelhantes às LSSs (Le Clercq e Sanduleanu, 2014).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os avanços tecnológicos, a qualidade da imagem dos exames endoscópicos permite um maior número de lesões diagnosticadas e um melhor estudo da superfície das mesmas, principalmente quando é possível utilizar magnificação de imagem e cromoscopia eletrônica e/ou convencional. Foi estudando a superfície das lesões que surgiu a</span> <a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/classificacao-de-kudo/"><span style="font-weight: 400;">classificação de Kudo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Ela prevê cinco tipos de abertura de criptas, sendo um deles, o tipo II, característico dos pólipos hiperplásicos, mas este não os difere das LSSs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2012, Kimura </span><i><span style="font-weight: 400;">et al</span></i><span style="font-weight: 400;">. publicaram um novo padrão de cripta para identificar as lesões precursoras originárias de LSSs e o subclassificaram como tipo II-O (Figura 2). O estudo mostrou que o padrão tipo II-O é altamente preditivo para lesões sésseis serrilhadas com sensibilidade de 65.5% e especificidade de 97.3%. A identificação do tipo II-O também mostrou significante relação com a presença de mutação BRAF e CIMP positivo [OR (IC 95 %) 39.3 (9.9 – 155.7); 32.1 (9.1 – 113.1)], mostrando-se ser um importante achado de lesões com risco de malignização e que precisam ser tratadas (Kimura </span><i><span style="font-weight: 400;">et al</span></i><span style="font-weight: 400;">., 2012).</span></p>
<div id="attachment_7866" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7866" class="wp-image-7866" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-300x237.png" alt="" width="540" height="426" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-300x237.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-768x606.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2-585x462.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2.png 883w" sizes="(max-width: 540px) 100vw, 540px" /><p id="caption-attachment-7866" class="wp-caption-text">Figura 1. Carcinogênese das lesões serrilhadas. Fonte: WHO, 2019</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A taxa de detecção de lesões neoplásicas é um índice de qualidade da colonoscopia, para as LSSs os números ainda são bem variáveis, mas a sociedade britânica de gastroenterologia recomenda que essa taxa seja de pelo menos 5% em paciente com indicação de realização do exame para rastreamento (East et al., 2017).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os guidelines ocidentais recomendam que qualquer lesão serrilhada proximal ao ângulo esplênico deve ser ressecada, diferentemente de lesões com características hiperplásicas no sigmoide e reto. No Japão, a conduta nas lesões serrilhadas é variável de acordo com a instituição, mas a indicação de ressecção é baseada no exame minucioso da superfície com cromoscopia e magnificação (Tanaka et al., 2020).</span></p>
<h2>Tratamento endoscópico</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As LSSs menores que 10 mm devem ser tratadas sem eletrocautério, realizando-se ressecção a frio (RAF). A RAF é superior à ressecção com pinça para o tratamento de pequenos pólipos, pois é possível garantir margens, devendo-se incluir na apreensão 1 a 2 mm de mucosa normal (Ma et al., 2017).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As LSSs maiores que 10 mm devem ser tratadas como primeira opção por meio da mucosectomia (</span><i><span style="font-weight: 400;">endoscopic </span></i><span style="font-weight: 400;">mucosal resection – EMR) em fragmento único ou </span><i><span style="font-weight: 400;">piecemeal</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de, nos últimos anos, alguns trabalhos mostrarem a mucosectomia a frio como uma boa opção (Ma et al., 2017; Kaltenbach </span><i><span style="font-weight: 400;">et al., </span></i><span style="font-weight: 400;">2020).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em lesões ≥ 20 mm, a EMR possui baixo risco de complicação (1%) e recorrência local (14%), como Hassan </span><i><span style="font-weight: 400;">et al. </span></i><span style="font-weight: 400;">evidenciaram em revisão sistemática (Hassan </span><i><span style="font-weight: 400;">et al. </span></i><span style="font-weight: 400;">2016). A desvantagem da EMR </span><i><span style="font-weight: 400;">piecemeal</span></i><span style="font-weight: 400;"> está na limitação da avaliação histológica, pois não é possível a avaliação de margens laterais, além de uma maior taxa de recidiva local em relação às ressecções em monobloco. (Okamoto et al., 2016).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pohl </span><i><span style="font-weight: 400;">et al. </span></i><span style="font-weight: 400;">mostraram que a taxa de ressecção incompleta das LSSs foi quatro vezes maior que os adenomas (31.0% vs 7.2%; P ≤ 0.001), e lesões que mediam entre 10 e 20 mm foram tratadas de forma incompleta em 47,6%, possivelmente devido à localização, morfologia e dificuldade de avaliação de sua bordas (Pohl et al., 2013).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, os trabalhos mais recentes mostram uma baixa taxa recorrência de 3.6% (95% CI, 0.5%– 6.7%) para lesões ≥ 10 mm e de 7-8.7% para ≥ 20 mm com a utilização da técnica clássica de EMR (Kaltenbach </span><i><span style="font-weight: 400;">et al., </span></i><span style="font-weight: 400;">2020).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lesões neoplásicas com características de alto grau e/ou presença de fibrose são indicações de ressecção em monobloco por dissecção endoscópica da submucosa (</span><i><span style="font-weight: 400;">endoscopic submucosal dissection</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ESD) (Tanaka </span><i><span style="font-weight: 400;">et al.,</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2020). Uma alternativa à ESD, nesses casos, pode ser a EMR </span><i><span style="font-weight: 400;">underwater, </span></i><span style="font-weight: 400;">visto que aumenta as chances de ressecção em fragmento único (Binmoeller et al., 2015). No entanto, tais técnicas apresentam um maior potencial de complicações, como perfuração e sangramento, quando comparados à EMR clássica e devem ser executadas em centros de referência (Saito et al., 2010; Tanaka et al., 2015b; Binmoeller et al., 2015).</span></p>
<h2>Vigilância</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento após ressecção de LSSs ainda possui divergências e pouca evidência científica, mas a orientação das sociedades americanas, US Society Task Force, publicada em 2020, está resumida na tabela abaixo (Tabela 1).</span></p>
<div id="attachment_7867" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7867" class="wp-image-7867" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem3-300x161.png" alt="" width="557" height="299" srcset="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem3-300x161.png 300w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem3-768x412.png 768w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem3-585x314.png 585w, https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/01/Imagem3.png 993w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /><p id="caption-attachment-7867" class="wp-caption-text">Tabela 1. Recomendação para seguimento com colonoscopia após polipectomia de PHs, LSSs e ASTs. Fonte: Gupta et al. 2020.</p></div>
<h2>Como citar esse artigo:</h2>
<p>Mello, BB. Lesões Sésseis Serrilhadas. Endoscopia Terapêutica; 2021. Disponível em:&nbsp;https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/lesoes-sesseis-serrilhadas</p>
<h2>Referências</h2>
<ol>
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