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	<title>Sergio Barrichello, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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	<title>Sergio Barrichello, Author at Endoscopia Terapeutica</title>
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		<title>ASPIRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sergio Barrichello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 08:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Cynthia Teixeira e Sérgio Barrichello A obesidade é uma doença crônica que afeta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cynthia Teixeira e Sérgio Barrichello</p>
<p>A obesidade é uma doença crônica que afeta milhares de pessoas consituindo um problema de saúde pública impactando na saúde de um terço da população adulta.<sup>1-3</sup></p>
<p>Doenças relacionadas à obesidade, incluindo o tipo 2 diabetes, hipertensão e apneia obstrutiva do sono, aumentam a morbimortalidade dos pacientes acarretando um impacto negativo na qualidade de vida dos mesmos.</p>
<p>Várias opções terapêuticas estão disponíveis, embora a eficácia esteja correlacionada com maior invasividade. Modificações dietéticas e no estilo de vida têm um sucesso limitado e a curto prazo na perda de peso na maioria dos pacientes.<sup>4</sup></p>
<p>A cirurgia bariátrica é o tratamento mais bem sucedido para pacientes obesos porém é um procedimento cirúrgico invasivo e que altera a anatomia do trato digestivo. <sup>5</sup></p>
<p>O AspireAssist permite a terapia de aspiração, em que o alimento é removido do estômago após a ingestão. Esse método foi aprovado pela FDA em 2016 para pacientes com IMC de 35-55 kg / m2 e consiste em uma gastrostomia endoscópica percutânea de 30Fr (chamado tubo de aspiração), uma porta externa na pele para aspiração e um dispositivo portátil que se conecta à porta para realizar a descarga e aspiração. O AspireAssist permite o consumo de uma refeição, infusão de água e, em seguida, aspiração de uma porção da refeição. O tubo de aspiração é inserido endoscopicamente pela técnica de tração.<sup>6</sup></p>
<p>A aspiração do conteúdo gástrico é feita 20 minutos após o consumo de refeições e três vezes ao dia. A aspiração leva cerca de 10 minutos para executar e remove aproximadamente 30% das calorias ingeridas.</p>
<p>As imagens abaixo ilustram esse método:</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2018/10/aspire4.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-8385" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire4.png" alt="" width="212" height="300"></a><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-8384" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/Aspire3.png" alt="" width="172" height="300"></p>
<p>Assim, visando entender melhor a segurança e a eficácia do método ASPIRE Sullivan e colaboradores desenvolveram o seguinte estudo piloto:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>METODOLOGIA:</h6>
<p>Dezoito adultos obesos (IMC entre 40,0 e 50,0 kg / m2 ou entre 35,0 e 39,9 kg / m2 com comorbidades) recrutados entre fevereiro e outubro de 2009 participaram deste estudo.</p>
<p>Os participantes foram randomizados em dois grupos sendo um grupo com a intervenção do ASPIRE mais a mudança do estilo de vida e o outro somente com a mudança do estilo de vida; acompanhados pelo período de 24meses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>RESULTADOS</h6>
<p>Os autores relataram uma perda significativamente maior de excesso de peso com a terapia de aspiração em combinação com a intervenção do estilo de vida do que a intervenção do estilo de vida isolado nas primeiras 52semanas e que nenhuma alteração significativa na perda de peso ocorreu da semana a partir de então, como ilustra a figura abaixo.</p>
<p>A perda média de excesso de peso por protocolo foi de 54,4% aos 12 meses e 61,5% aos 24 meses.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire5.png"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-8386 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire5.png" alt="" width="902" height="626"></a></p>
<p>Os autores também concluíram que a terapia por aspiração não induz a comportamentos alimentares adversos ou altera os escores de depressão basais.</p>
<p>A quantidade de tempo necessário para a aspiração (~ 10 minutos) não foi diferente quando os sujeitos aspiravam aos 20 ou 60 minutos após uma refeição de 450 ou 800 kcal. Aproximadamente 30% das calorias ingeridas foram removidas por aspiração 20 minutos após o consumo de uma refeição de 450 ou 800 kcal. Aspirar 20 ou 60 minutos depois de consumir a refeição de 800 kcal não afeta significativamente a porcentagem de calorias removidas por aspiração. No entanto, a porcentagem de calorias aspiradas foi maior aos 20 minutos do que 60 minutos após o consumo a refeição de 450 kcal.</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire6.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8387 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire6.png" alt="" width="974" height="384"></a></p>
<p>A perda de peso não resultou em alterações significativas no perfil lipídico e/ou dos eletrólitos tais como magnésio e cálcio. Houve uma tendência para uma diminuição da concentração plasmática de alanina transaminase (ALT) no grupo da intervenção em comparação com o grupo sem a intervenção.</p>
<p>No grupo da intervenção, 4 indivíduos necessitaram de suplementação de ferro, 3 indivíduos necessitaram de suplementação de vitamina D, e um sujeito exigiu suplementação de vitamina B12. Com suplementação, a terapia por aspiração não resultou em diferença nas concentrações plasmáticas de ferro, 25-hidroxivitamina D ou vitamina B12 em comparação com o grupo sem intervenção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>EFEITOS ADVERSOS</h6>
<p>Nenhum evento adverso grave ocorreu nos grupos. Os eventos adversos mais comuns incluíram dor peristomal nas primeiras 4 semanas após a colocação do dispositivo, irritação peristomal e constipação (Tabela 3).</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire7.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8388 size-full" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/aspire7.png" alt="" width="1022" height="800"></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>DISCUSSÃO</h6>
<p>Esse estudo piloto concluiu que sujeitos do grupo que sofreu a intervenção do ASPIRE apresentaram uma perda de peso maior que os do grupo que só tiveram a mudança do estilo de vida e essa perda ponderal alcançada em 1 ano foi mantida por dois anos.</p>
<p>O reganho de peso, que normalmente é observada após 1 ano de terapia intensiva de emagrecimento e de 1 a 10 anos da cirurgia bariátrica não foi observada neste estudo.</p>
<p>Além disso, não foi observado nenhuma complicação grave.&nbsp; E não houve evidências de efeitos adversos sobre padrões alimentares, psicopatologia do transtorno alimentar ou fome no grupo da intervenção.</p>
<p>Estes dados mostram que a terapia de aspiração pode ser uma opção de tratamento de longo prazo segura e efetiva para pessoas com obesidade.<sup>7</sup></p>
<p>Em outro estudo randomizado Thonson e colaboradores avaliaram em 52 semanas, 207 participantes com índice de massa corporal (IMC) de 35,0-55,0 kg / m 2 foram distribuídos aleatoriamente em uma proporção de 2:1 ao tratamento com AspireAssist e mudança do estilo de vida (n = 137; o IMC médio foi de 42,2 ± 5,1 kg / m 2) ou a mudança de estilo de vida isolada (n = 70; o IMC médio foi 40,9 ± 3,9 kg / m 2). E observaram que os participantes no grupo AspireAssist perderam uma média (± s.d.) de 31,5 ± 26,7% do seu excesso de peso corporal (12,1 ± 9,6% do peso corporal total), enquanto que aqueles no grupo mudança do estilo de vida isolada perderam uma média de 9,8 ± 15,5% do excesso de peso corporal.</p>
<p>Concluiram que o uso de AspireAssist causa considerável perda de peso e é mais eficaz do que a modificação intensiva do estilo de vida sozinha no tratamento da obesidade. O sistema foi projetado para o tratamento longo prazo da obesidade e necessita de monitoramento regular, ambos aspectos importantes para o tratamento de uma doença crônica. O procedimento de colocação é o mesmo que o utilizado para gastrostomia endoscópica percutânea e pode ser realizada a nivel ambulatorial. Também pode ser removido se posteriormente for decidido interromper a terapia e não causa alterações anatômicas que impediriam a futura cirurgia bariátrica. A eficácia da perda de peso e o perfil de segurança da AspireAssist sugerem esta abordagem de tratamento como ponte entre os tratamentos conservadores e os procedimentos cirúrgicos bariátricos estabelecidos para pessoas com obesidade Classe II e Classe III.<sup>8</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:</h6>
<ol>
<li>Allison DB, Downey M, Atkinson RL, et al. Obesity as a disease: a white paper on evidence and arguments commissioned by the council of the obesity society. Obesity (Silver Spring). 2008;16(6): 1161–1177.</li>
<li>AMA. Report of the Council on Science and Public Health. Chicago, IL: AMA; 2013. Available from: http://www.ama-assn.org/assets/ meeting/2013a/a13-addendum-refcomm-d.pdf#page=19. Accessed December 14, 2016.</li>
<li>Ward ZJ, Long MW, Resch SC, et al. Redrawing the US obesity landscape: bias-corrected estimates of state-specific adult obesity prevalence. PLoS One. 2016;11(3):e0150735.</li>
<li>Turk MW, Yang K, Hravnak M, Sereika SM, Ewing LJ, Burke LE. Randomized clinical trials of weight-loss maintenance: a review. J Cardiovasc Nurs. 2009;24(1):58–80.</li>
<li>Nguyen NT, Vu S, Kim E, Bodunova N, Phelan MJ. Trends in utilization of bariatric surgery, 2009–2012. Surg Endosc. 2016; 30(7): 2723–2727</li>
<li>Kumar N, Sullivan S, Thompson CC. The role of endoscopic therapy in obesity management: intragastric balloons and aspiration therapy Diabetes Metab Syndr Obes. 2017; 10: 311–316. Published online 2017 Jul 6. doi: 10.2147/DMSO.S95118</li>
<li>Sullivan S, Stein R, Jonnalagadda S, Mullady D, Edmundowicz S. Aspiration therapy leads to weight loss in obese subjects: a pilot study. Gastroenterology. 2013;145(6):1245–52.</li>
<li>Thonson et al. Percutaneous Gastrostomy Device for the Treatment of Class II and Class III Obesity: Results of a Randomized Controlled Trial. Endoscopy Am J Gastroenterol 2017; 112:447–457; doi: 10.1038/ajg.2016.500; published online 6 December 2016</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Autores</h4>
<h5>Cynthia Teixeira</h5>
<p>Especialista em Gastroenterologia pela BP-SP<br />
Especialista em Endoscopia pelo Hospital Estadual Mario Covas<br />
Membro titular da FBG e SOBED<br />
Medica Endoscopista do Hospital Albert Sabin SP</p>
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		<title>Complicações do Balão Intragástrico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sergio Barrichello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2016 09:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o inicio de sua utilização na década de 80, ainda numa forma bastante&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o inicio de sua utilização na década de 80, ainda numa forma bastante rudimentar, o balão intragástrico proporciona bons resultados. Entretanto, no início da experiência, as complicações eram frequentes e preocupantes.</p>
<p>Com os constantes estudos realizados e o aperfeiçoamento do material do balão, o número e gravidade das complicações caíram significativamente ao longo dos anos. Entretanto, a difusão mundial e crescente utilização do método, trouxeram novas formas de complicações e aumentaram as antigas ocorrências.</p>
<p>Dessa forma é muito importante que os médicos endoscopistas e das demais áreas que acompanham estes pacientes, conheçam e saibam manejar suas complicações.</p>
<h2 style="text-align: center;"><strong>Faremos um breve tour pelas complicações mais comuns do BIG</strong></h2>
<p><strong>Náuseas e vômitos:</strong> as complicações menores e também as mais comuns são as de ocorrência precoce, ou seja, nos primeiros 3 a 5 dias pós implante do acessório. Náuseas e vômitos, acompanhados ou não de dor abdominal e de graus variados ocorrem em cerca de 70% dos casos segundo meta-análise publicada em 2015 (Zheng, Wang et al. 2015). Importante ressaltar que os dados apresentados são semelhantes a experiência de nosso grupo com cerca de 1500 balões implantados.</p>
<p>Entre os pacientes que apresentam os sintomas descritos, cerca de 7 – 15% necessitarão de medicação e hidratação endovenosa. Apesar de muito comum, esses sintomas merecem atenção especial já que além de serem a maior causa de retirada precoce do acessório, pode acarretar complicações graves como desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos e insuficiência renal aguda, potencialmente fatais. Alguns estudos mostram taxa de retirada precoce por esse tipo de sintomas de até 20% (De Castro, Morales et al. 2010).</p>
<p><strong>Sangramento:</strong> Relatos de pequenos sangramentos durante os primeiros dias são corriqueiros entre médicos com algum volume de procedimentos, mas quando persistentes, os vômitos podem causar lesões como síndrome de Mallory-Weiss com sangramento maciço e necessidade de terapêutica endoscópica. Outra causa rara, mas que não podemos deixar de pensar em casos de HDA em pacientes com BIG é a lesão de Dieulafoy. Nos últimos 3 anos foram relatados 4 casos dessa patologia em pacientes em uso do balão intragástrico no estado de São Paulo.</p>
<p><strong>Soluços:</strong> ainda com pouca descrição na literatura, mas de grande incomodo para o paciente, são os soluços. Raros pacientes apresentam crises de soluços que podem durar minutos até dias e nesses casos o manejo é bastante complicado, sendo usados medicações variadas inclusive benzodiazepínicos para debelar o sintoma.</p>
<p><strong>Impactação no antro:</strong> mais comum nos primeiros meses após implante. Quando impactado, o balão ocasiona o represamento do conteúdo provocando distensão abdominal, dor , náuseas, vómitos até com pequenas quantidades de líquido, pirose retroesternal, podendo cursar até com broncoaspiração. Essa complicação é importante pois frequentemente causa a retirada precoce do acessório.</p>
<div id="attachment_6424" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2016/07/2016-06-29-PHOTO-00000149.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6424" class="size-medium wp-image-6424" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/2016-06-29-PHOTO-00000149.jpg" alt="Balão impactado no antro com muito resíduos" width="225" height="300" /></a><p id="caption-attachment-6424" class="wp-caption-text">Balão impactado no antro com muito resíduos</p></div>
<p><strong>Hiperinsuflação espontânea</strong>:, complicação rara, que simula a impactação antral. A causa ainda não está bem determinada, mas a principal hipótese é a colonização fúngica e/ou bacteriana. Os sintomas são muito semelhantes aos descritos quando da impactação antral, entretanto a troca do acessório se faz necessária quando diagnosticado, e em muitos casos o mesmo paciente pode apresentar nova hiperinsuflação do balão.</p>
<div id="attachment_6419" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2016/07/2016-06-29-PHOTO-00000143.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6419" class="size-medium wp-image-6419" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/2016-06-29-PHOTO-00000143.jpg" alt="Hiperinsuflação espontânea" width="300" height="300" /></a><p id="caption-attachment-6419" class="wp-caption-text">Hiperinsuflação espontânea</p></div>
<p><strong>Colonização fúngica:</strong> ainda não se sabe exatamente as razões que levam a formação de uma camada muitas vezes grosseira de fungos sobre o balão, a hipótese atualmente mais considerada é que o ambiente básico devido ao uso de IBPs possa ser a causa da presença dessa ocorrência. Observamos na prática diária, em concordância com a literatura a grande prevalência de <strong><em>candida albicans</em></strong> nos casos de fungos em BIG. (Kotzampassi, K., et al. 2013).</p>
<div id="attachment_6434" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2016/07/2016-03-18-PHOTO-00007785.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6434" class="size-medium wp-image-6434" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/2016-03-18-PHOTO-00007785.png" alt="Colonização por fungos" width="300" height="230" /></a><p id="caption-attachment-6434" class="wp-caption-text">Colonização por fungos</p></div>
<p><strong>Vazamento do balão:</strong> nos EUA o balão intragástrico habitualmente não é preenchido com o marcador azul de metileno para identificação de eventual vazamento, já em nosso país a utilização desse marcador é amplamente difundida. Dessa forma a ocorrência da complicacão é amplamente documentada em terras brasileiras, e a incidência gira em torno de 0,35 a 1,5%, valores correspondentes com a literatura internacional.(Genco, Bruni et al. 2005). Quando do vazamento o medico responsavel deve estar atento pois casos de migração para o intestino causando obstrução aguda são relatados na literatura (Di Saverio, Bianchini Massoni et al. 2014, Daghfous, Baraket et al. 2015).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Pancreatite aguda:</strong> Nas condições de represamento de conteúdo e distensão da câmara gástrica como as referidas anteriormente, mas não só nelas, existem chances de uma intercorrência relativamente comum, a pancreatite leve. Trata-se de um quadro de dor abdominal seguida de elevação das enzimas pancreáticas e sinais tomográficos de pancreatite leve , principalmente caudal. Em alguns casos causando a retirada do BIG. Existem raros relatos de pancreatite aguda grave na literatura (Vongsuvanh, Pleass et al. 2012).</p>
<p><strong>Úlceras: </strong> são eventos de ocorrência pouco frequente, entretanto podem ocasionar cenários catastróficos com HDA, exigindo retirada do BIG e terapêutica endoscópica imediata.</p>
<div id="attachment_6417" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2016/07/2016-06-29-PHOTO-00000141.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6417" class="size-medium wp-image-6417" src="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/wp-content/uploads/2021/08/2016-06-29-PHOTO-00000141.jpg" alt="Úlcera pós-BIG" width="300" height="225" /></a><p id="caption-attachment-6417" class="wp-caption-text">Úlcera pós-BIG</p></div>
<p><strong>Perfurações</strong> <strong>gástricas:</strong> a causa ainda é desconhecida, sendo a principal hipótese a isquemia da parede do órgão por compressão do acessório, ou por abrasão, formando úlcera e evoluindo para perfuração. A incidência relatada de perfurações gástricas em pacientes usando balão intragástrico na literatura é de 0,2% (Genco, Bruni et al. 2005).</p>
<p><strong>Complicações relacionadas ao procedimento:</strong> as complicações oriundas do implante e da retirada do acessório incluem eventos durante a sedação e/ou anestesia, além de lesões agudas do TGI. A necessidade de realizar o procedimento em ambiente controlado, com suporte avançado de vida, todo o arsenal de acessórios, como pinça, tesoura endoscópica, alça grande, cateter de perfuração, overtube, etc… é mandatório para fazer de um procedimento simples também um procedimento seguro.</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> A eficiência comprovada da abordagem (Moura, Oliveira et al. 2016) e a aparente simplicidade do método, despertou o interesse dos endoscopistas. O manejo do balão intragástrico enquanto não há complicações é bastante prático e tranquilo, entretanto a variedade de eventos e a gravidade dos mesmos, fazem com que os profissionais que trabalham com esse acessório, devam estar treinados e preparados para enfrentar as possíveis complicações .</p>
<p><a href="https://endoscopiaterapeutica.net/pt/complicacoes-de-balao-intragastrico/"><strong>Clique aqui e confira nossa galeria de imagens de complicações de balão intragástrico</strong></a></p>
<h2><strong>Referências:</strong></h2>
<p>Daghfous, A., et al. (2015). &#8220;[Intestinal obstruction caused by migration of intragastric balloon. A case report].&#8221; <u>Tunis Med</u> 93(4): 272-274.</p>
<p>De Castro, M. L., et al. (2010). &#8220;Efficacy, safety, and tolerance of two types of intragastric balloons placed in obese subjects: a double-blind comparative study.&#8221; <u>Obes Surg</u> 20(12): 1642-1646.</p>
<p>Di Saverio, S., et al. (2014). &#8220;Complete small-bowel obstruction from a migrated intra-gastric balloon: emergency laparoscopy for retrieval via enterotomy and intra-corporeal repair.&#8221; <u>Obes Surg</u> 24(10): 1830-1832.</p>
<p>Genco, A., et al. (2005). &#8220;BioEnterics Intragastric Balloon: The Italian Experience with 2,515 Patients.&#8221; <u>Obes Surg</u> 15(8): 1161-1164.</p>
<p>Kotzampassi, K., et al. (2013) &#8220;Candida albicans colonization on an intragastric balloon.&#8221; <u>Asian J Endosc Surg</u> 6(3): 214-216.</p>
<p>Milone, M., et al. (2014). &#8220;An early onset of acute renal failure in a young woman with obesity and infertility who underwent gastric balloon positioning. A case report.&#8221; <u>G Chir</u> 35(3-4): 73-74.</p>
<p>Moura, D., et al. (2016). &#8220;Effectiveness of intragastric balloon for obesity: A systematic review and meta-analysis based on randomized control trials.&#8221; <u>Surg Obes Relat Dis</u> 12(2): 420-429.</p>
<p>Vongsuvanh, R., et al. (2012). &#8220;Acute necrotizing pancreatitis, gastric ischemia, and portal venous gas complicating intragastric balloon placement.&#8221; <u>Endoscopy</u> 44 Suppl 2 UCTN: E383-384.</p>
<p>Zheng, Y., et al. (2015). &#8220;Short-term effects of intragastric balloon in association with conservative therapy on weight loss: a meta-analysis.&#8221; <u>J Transl Med</u> 13: 246.</p>
<h2><strong>Autor</strong></h2>
<p>Dr. Sergio Barrichello</p>
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