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	Comentários sobre: Uso de prótese metálica no câncer colorretal	</title>
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	<description>O Jornal Endoscopia Terapêutica tem como objetivo compartilhar experiências da prática diária, além de prover atualizações e discussões sobre endoscopia digestiva.</description>
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		<title>
		Por: Renzo Feitosa Ruiz		</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/o-uso-de-proteses-metalicas-no-cancer-colorretal/#comment-396</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renzo Feitosa Ruiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 16:39:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A minha observação foi no sentido de destacar que a realização desse procedimento, com essa taxa de sucesso , pode não ser reprodutível por médicos não habituados com a técnica e fora de centros de referência. Só para ilustrar, em um congresso brasileiro de endoscopia levaram um caso onde demonstrava-se a ressecçao de uma lesão subepitelial inserida na 4º camada (muscular própria). O procedimento foi um sucesso, porém um professor aqui do HC de São Paulo, que é uma das referências mundiais na especialidade, fez uma observação no mesmo sentido que tentei destacar no post acima. Que não é porque o procedimento teve sucesso em diversos estudos que ele pode ser considerado como regra, sobretudo fora de centros de referência, ainda mais tendo uma segunda opção (cirurgia), que como o Matheus demonstrou, alguns trabalhos obtém taxas de sucesso semelhantes a passagem da prótese. É um tema bastante polêmico mesmo, mas acredito que deva ser abordado principalmente nesse site que foi criado exatamente para isso, ou seja , troca de experiência e opiniões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha observação foi no sentido de destacar que a realização desse procedimento, com essa taxa de sucesso , pode não ser reprodutível por médicos não habituados com a técnica e fora de centros de referência. Só para ilustrar, em um congresso brasileiro de endoscopia levaram um caso onde demonstrava-se a ressecçao de uma lesão subepitelial inserida na 4º camada (muscular própria). O procedimento foi um sucesso, porém um professor aqui do HC de São Paulo, que é uma das referências mundiais na especialidade, fez uma observação no mesmo sentido que tentei destacar no post acima. Que não é porque o procedimento teve sucesso em diversos estudos que ele pode ser considerado como regra, sobretudo fora de centros de referência, ainda mais tendo uma segunda opção (cirurgia), que como o Matheus demonstrou, alguns trabalhos obtém taxas de sucesso semelhantes a passagem da prótese. É um tema bastante polêmico mesmo, mas acredito que deva ser abordado principalmente nesse site que foi criado exatamente para isso, ou seja , troca de experiência e opiniões.</p>
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		<title>
		Por: Matheus Franco		</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/o-uso-de-proteses-metalicas-no-cancer-colorretal/#comment-395</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus Franco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 15:03:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Exato, a beleza dos números é associada com a realização desse procedimento em centro de referência por equipe experiente, por isso é muito válido essa colocação.

E essa é a principal crítica aos trabalhos que obtiveram baixas taxas de sucesso técnico e clínico, e que destoaram bastante do restante das publicações anteriores, sugerindo falsamente uma baixa segurança e inefetividade do método.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exato, a beleza dos números é associada com a realização desse procedimento em centro de referência por equipe experiente, por isso é muito válido essa colocação.</p>
<p>E essa é a principal crítica aos trabalhos que obtiveram baixas taxas de sucesso técnico e clínico, e que destoaram bastante do restante das publicações anteriores, sugerindo falsamente uma baixa segurança e inefetividade do método.</p>
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		<title>
		Por: Bruno Martins		</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/o-uso-de-proteses-metalicas-no-cancer-colorretal/#comment-394</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 14:26:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os números são bonitos Matheus, mas o alerta do Renzo é válido! O primeiro estudo prospectivo europeu (2014) foi interrompido precocemente devido ao alto índice de complicações no grupo prótese. O índice de sucesso técnico  neste trabalho foi muito baixo, apenas 69%! Além disso, ocorreram ao menos 3 perfurações durante a colocação da prótese. A crítica a este estudo foi a inclusão de múltiplos centros,  a maioria não universitários e com baixa experiência na colocação de prótese (1-2 casos por ano). Acho um bom método, mas deve ser reservado para endoscopistas com experiência no assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os números são bonitos Matheus, mas o alerta do Renzo é válido! O primeiro estudo prospectivo europeu (2014) foi interrompido precocemente devido ao alto índice de complicações no grupo prótese. O índice de sucesso técnico  neste trabalho foi muito baixo, apenas 69%! Além disso, ocorreram ao menos 3 perfurações durante a colocação da prótese. A crítica a este estudo foi a inclusão de múltiplos centros,  a maioria não universitários e com baixa experiência na colocação de prótese (1-2 casos por ano). Acho um bom método, mas deve ser reservado para endoscopistas com experiência no assunto.</p>
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		<title>
		Por: Matheus Franco		</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/o-uso-de-proteses-metalicas-no-cancer-colorretal/#comment-393</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus Franco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 11:32:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este tema é muito interessante e tem gerado grande discussão na literatura.

As taxas de complicações deste estudo estão em concordância com outros trabalhos publicados:
No grupo prótese para paliação do trabalho citado a taxa de complicação foi de 42,1%; sendo 14,2% devido a complicação a curto prazo (perfuração; hematoquezia e dor severa); e 23,8% a longo prazo (ingrowth e migração), na literatura observa-se taxas de 8,8 a 15,7% para complicação em curto prazo, e de 19,2 a 29,3% para complicações a longo prazo (Takahashi H, et al. World J Surg. 2015).

Na comparação com a cirurgia de urgência (Zhao ZD et al. World J Gastroenterol. 2013), observou-se que o uso de PMAE para paliação obteve taxa total de complicações semelhante a cirurgia (34.0% vs 38,1%; p = 0.6), porém com menor tempo de internação (18,8 vs 9.5 dias; p &lt; 0.00001), menor tempo para início de quimioradioterapia (33,3 vs
15,5 dias; p &lt; 0.00001), e menor mortalidade em 30 dias (42
vs 10,5%; p = 0.01). 
Guideline europeu (ESGE) tem recomendado a PMAE como terapia de primeira linha na paliação do CCR obstrutivo.


No grupo ponte para cirurgia os trabalhos (Huang X et al. J Gastrointest Surg. 2014) reforçam que, na comparação com a cirugia de urgência, o uso de PMAE obteve menor taxa de morbidade (33,1% vs. 53,9%; p=0.03), maior taxa de anastomose primária (67,2% vs. 55,1%; p&lt;0.01), menor taxa de criação de ostomia (9% vs. 27,4%, p&lt;0.01), e menor taxa de internação em UTI (4,2 vs 31,8%). Não houve diferença em termos de mortalidade.

O racional para a menor taxa de complicações observada com o uso da prótese deve-se ao fato de ser um procedimento menos invasivo, geralmente bem tolerado com uso apenas de sedação moderada a profunda, e pelo fato de evitar-se uma cirurgia de urgência com o cólon não preparado. 

O contraponto atual para o uso da prótese como ponte para cirurgia é que, em acompanhamento a longo prazo, alguns estudos demonstraram um aumento na recorrência local da neoplasia em comparação com a cirurgia de urgência (Sabbagh C et al. Ann Surg. 2013). Esses achados fizeram com que recente guideline europeu (ESGE) não recomendasse o uso rotineiro da PMAE como ponte para cirugia em pacientes com CCR obstrutivo. 
E até que novas evidências sejam publicadas, esta conduta deve ser reservada para os pacientes com alto risco cirúrgico, como idosos &gt; 70 anos e ASA maior ou igual a III.

Com relação ao custo benefício da PMAE vs cirurgia, algumas evidências mostram maior efetividade e menores custos com o uso das PMAE, justificando esses achados devido ao menor tempo de internação e a menor taxa de complicações com o uso das próteses (Targownik LE et al. Gastrointest Endosc. 2004; Singh H et al. Can J Gastroenterol 2006).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este tema é muito interessante e tem gerado grande discussão na literatura.</p>
<p>As taxas de complicações deste estudo estão em concordância com outros trabalhos publicados:<br />
No grupo prótese para paliação do trabalho citado a taxa de complicação foi de 42,1%; sendo 14,2% devido a complicação a curto prazo (perfuração; hematoquezia e dor severa); e 23,8% a longo prazo (ingrowth e migração), na literatura observa-se taxas de 8,8 a 15,7% para complicação em curto prazo, e de 19,2 a 29,3% para complicações a longo prazo (Takahashi H, et al. World J Surg. 2015).</p>
<p>Na comparação com a cirurgia de urgência (Zhao ZD et al. World J Gastroenterol. 2013), observou-se que o uso de PMAE para paliação obteve taxa total de complicações semelhante a cirurgia (34.0% vs 38,1%; p = 0.6), porém com menor tempo de internação (18,8 vs 9.5 dias; p < 0.00001), menor tempo para início de quimioradioterapia (33,3 vs
15,5 dias; p < 0.00001), e menor mortalidade em 30 dias (42
vs 10,5%; p = 0.01). 
Guideline europeu (ESGE) tem recomendado a PMAE como terapia de primeira linha na paliação do CCR obstrutivo.


No grupo ponte para cirurgia os trabalhos (Huang X et al. J Gastrointest Surg. 2014) reforçam que, na comparação com a cirugia de urgência, o uso de PMAE obteve menor taxa de morbidade (33,1% vs. 53,9%; p=0.03), maior taxa de anastomose primária (67,2% vs. 55,1%; p&lt;0.01), menor taxa de criação de ostomia (9% vs. 27,4%, p&lt;0.01), e menor taxa de internação em UTI (4,2 vs 31,8%). Não houve diferença em termos de mortalidade.

O racional para a menor taxa de complicações observada com o uso da prótese deve-se ao fato de ser um procedimento menos invasivo, geralmente bem tolerado com uso apenas de sedação moderada a profunda, e pelo fato de evitar-se uma cirurgia de urgência com o cólon não preparado. 

O contraponto atual para o uso da prótese como ponte para cirurgia é que, em acompanhamento a longo prazo, alguns estudos demonstraram um aumento na recorrência local da neoplasia em comparação com a cirurgia de urgência (Sabbagh C et al. Ann Surg. 2013). Esses achados fizeram com que recente guideline europeu (ESGE) não recomendasse o uso rotineiro da PMAE como ponte para cirugia em pacientes com CCR obstrutivo. 
E até que novas evidências sejam publicadas, esta conduta deve ser reservada para os pacientes com alto risco cirúrgico, como idosos > 70 anos e ASA maior ou igual a III.</p>
<p>Com relação ao custo benefício da PMAE vs cirurgia, algumas evidências mostram maior efetividade e menores custos com o uso das PMAE, justificando esses achados devido ao menor tempo de internação e a menor taxa de complicações com o uso das próteses (Targownik LE et al. Gastrointest Endosc. 2004; Singh H et al. Can J Gastroenterol 2006).</p>
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		<title>
		Por: Renzo Feitosa Ruiz		</title>
		<link>https://endoscopiaterapeutica.net/pt/assuntosgerais/o-uso-de-proteses-metalicas-no-cancer-colorretal/#comment-392</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renzo Feitosa Ruiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 15:09:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trabalho interessante! Mas gostaria de destacar alguns detalhes. Veja, mesmo em um dos maiores centros do país no tratamento de doenças oncológicas e com colegas habituados a procedimentos de alta complexidade, a prótese de cólon apresentou taxas de complicações de 18.7% (terapia de ponte e 42.1% (paliação), ou seja não é uma conduta isenta de riscos. Portanto acredito que nos serviços onde não há colegas acostumados com esse procedimento, ou em que a prótese não esteja disponível, a abordagem mais adequada seria a realização de uma colostomia em alça afim de tirar o paciente da urgência e operá-lo em melhores condições. Obviamente há o inconveniente da confecção da ostomia, porém essa conduta possibilita o tratamento eletivo de um paciente que estava em uma situação emergencial, diminui as chances de uma futura ostomia definitiva, é relativamente de fácil execução em mãos experientes e com um custo bem menor que a prótese.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho interessante! Mas gostaria de destacar alguns detalhes. Veja, mesmo em um dos maiores centros do país no tratamento de doenças oncológicas e com colegas habituados a procedimentos de alta complexidade, a prótese de cólon apresentou taxas de complicações de 18.7% (terapia de ponte e 42.1% (paliação), ou seja não é uma conduta isenta de riscos. Portanto acredito que nos serviços onde não há colegas acostumados com esse procedimento, ou em que a prótese não esteja disponível, a abordagem mais adequada seria a realização de uma colostomia em alça afim de tirar o paciente da urgência e operá-lo em melhores condições. Obviamente há o inconveniente da confecção da ostomia, porém essa conduta possibilita o tratamento eletivo de um paciente que estava em uma situação emergencial, diminui as chances de uma futura ostomia definitiva, é relativamente de fácil execução em mãos experientes e com um custo bem menor que a prótese.</p>
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